segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

QUASE UM ANO APÓS CRIME, MENINA BRITÂNICA É ENTERRADA

Coral e Paul Jones chegam com o filho Harley, de 11 anos, para o funeral de April Jones, morta depois de ser raptada, em outubro do ano passado

Coral e Paul Jones chegam com o filho Harley, de 11 anos, para o funeral da menina April Jones, morta depois de ser raptada, em outubro do ano passado (Rebecca Naden/Reuters)
April Jones, de 5 anos, foi morta depois de ser raptada quando brincava perto de casa, em outubro de 2012. Corpo nunca foi encontrado
A família de April Jones realizou nesta quinta-feira o funeral da menina de 5 anos brutalmente assassinada depois de ser sequestrada em outubro de 2012. Moradores da cidade de Machynlleth, no centro do País de Gales, acompanharam o funeral, muitos vestindo peças de roupa cor-de-rosa, a cor preferida da garota. O caixão branco foi levado até a igreja em uma carruagem puxada por dois cavalos enfeitados com uma plumagem rosa na cabeça. 
Em maio deste ano, Mark Bridger foi condenado à prisão perpétua por sequestrar e matar April. Como o corpo da garota nunca foi encontrado pelas autoridades e o condenado negou os apelos dos familiares para que revelasse onde estava, os pais de April, Coral Joyce Jones e Paul, organizaram a cerimônia com fragmentos de ossos encontrados por investigadores na casa do assassino.
Colegas de escola da garota, policiais que investigaram o caso, funcionários que participaram da operação de busca ao corpo de April e conselheiros que deram suporte psicológico aos vizinhos reuniram-se para a cerimônia em homenagem à menina. Os pais de April pediram para no lugar de flores, as pessoas fizessem doações para um projeto da igreja que ajudará a financiar os estudos de uma menina de cinco anos de Uganda. 
Histórico - April desapareceu quando brincava de bicicleta perto de casa, no dia 1º de outubro do ano passado. A operação de busca foi a maior deste tipo na história da polícia britânica, e até o premiê David Cameron fez um apelo à população para que ajudasse a encontrar a garota. Detido dias depois do desaparecimento, Bridger foi condenado no dia 30 de maio deste ano. 


Ao anunciar a sentença, o juiz responsável pelo caso, Griffith Williams, descreveu o condenado como um “mentiroso patológico”, e disse que April conhecia o agressor e teria entrado em seu carro “sorridente e feliz”. “O que aconteceu em seguida não sabemos, mas isso é certo: você a sequestrou com uma motivação sexual e depois a matou e se livrou do corpo para esconder as provas do abuso sexual”.
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ESTADOS UNIDOS PLANEJAM ENTREGAR LUGARES SANTOS DE JERUSALÉM AO VATICANO



John Kerry e primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu

Governo americano pretende dar ao Vaticano mandato para controlar seções da capital de Israel

Aaron Klein
TEL AVIV, Israel — John Kerry, secretário de Estado dos Estados Unidos, apresentou, sem ninguém perceber, um plano dos EUA sobre a parte leste de Jerusalém. Esse plano pede um mandato administrativo internacional para controlar os lugares santos da área, de acordo com informadas fontes diplomáticas palestinas e israelenses.
A composição exata do mandato internacional será discutida, as fontes dizem, mas o plano de Kerry recomendou uma coalizão que inclua o Vaticano, junto com um grupo de países muçulmanos, como a Turquia e a Arábia Saudita.
Essa coalizão está sendo proposta como uma solução temporária para uns dois ou três anos enquanto planos de segurança em Jerusalém entre israelenses e palestinos são finalizados, disseram as fontes.
Israel, disseram as fontes, não mostrou disposição de aceitar os detalhes do plano de Kerry, principalmente o conceito de participação turca em Jerusalém. Kerry disse aos israelenses que ele manteria conversações com o Reino da Jordânia sobre a possibilidade desse país desempenhar um dos papéis principais na proposta no lugar da Turquia, acrescentaram as fontes.
Kerry esteve em Jerusalém na sexta-feira passada como parte de uma iniciativa do governo de Obama para chegar a um acordo para um Estado palestino até próximo abril, um prazo que está seguindo o curso [planejado pelos EUA], Kerry disse aos jornalistas.
“Estamos trabalhando numa estratégia que garanta a segurança de Israel e respeite plenamente a soberania palestina [sobre Jerusalém],” acrescentou Kerry.
De acordo com as fontes diplomáticas israelenses e palestinas que falaram com WND, a viagem de Kerry desta vez focou especificamente nos detalhes de planos de segurança para um estratégico Vale do Jordão depois de um acordo.
Em outubro, o WND informou de modo exclusivo que Kerry está insistindo fortemente com Israel para que entregue o Vale do Jordão em conversas a portas fechadas com a Autoridade Palestina.
A atual rodada de conversações intermediadas pelos EUA está tentando discutir detalhes de um plano para o vale.
O Vale do Jordão atravessa o coração de Israel. Vai do Rio Tiberíades no norte até o Mar Morto no centro da cidade de Aqaba no sul de Israel, atravessando o deserto bíblico do Arabá.
O plano dos EUA pede que forças militares internacionais mantenham o controle de segurança junto com forças policiais palestinas desarmadas, um negociador sênior da Autoridade Palestina disse ao WND em outubro. Israel reterá os postos de segurança em algumas áreas estratégias do Vale do Jordão, de acordo com o plano dos EUA.
Conversações anteriores incorporaram um elemento de autoridade do governo da Jordânia no Vale do Jordão, mas o Reino da Jordânia está desconfiado de participar de um futuro Estado palestino, o negociador disse.
O negociador palestino apontou para a guerra na Síria e mudanças de liderança no Egito como razões para a relutância jordaniana para assumir qualquer controle de segurança sobre áreas palestinas.
Traduzido por Julio Severo do artigo do WND: U.S. plan gives Jerusalem holy sites to Vatican
LUGAR SANTO ou o SANTO LUGAR - TABERNÁCULO
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Leitura recomendada:

LGBTS PROMOVEM AGENDA NA ONU NO DIA DOS DIREITOS HUMANOS


Rússia sofreu o peso maior das críticas, por causa dos Jogos Olímpicos de Inverno que serão realizados em Sochi em fevereiro próximo. A Rússia foi o primeiro de vários países a sancionar uma lei para proteger as crianças de informações que glamorizam condutas sexuais prejudiciais, sendo a homossexualidade uma delas.
Samantha Power, embaixadora dos EUA na ONU, chamou a lei da Rússia de “ultrajante e perigosa” numa coletiva à imprensa no início do dia.
Considerando a crescente influência internacional da Rússia, essa lei é particularmente problemática para ativistas homossexuais e críticos. A embaixadora Power disse que a discriminação aos homossexuais é “barbaridade” e passou a manhã numa sessão estratégica com ativistas homossexuais.
“O esporte tem o poder de mudar o mundo,” Martina Navratilova, estrela checa do tênis, disse aos ativistas homossexuais e transgêneros num evento na sede da ONU. Ela atribuiu as palavras a Nelson Mandela.
Jason Collins, ex-jogador de basquetebol que ficou famoso ao revelar suas tendências homossexuais num longo artigo de revista neste maio, se uniu a Navratilova no painel de palestrantes no “O Esporte Sai do Armário Contra a Homofobia,” evento patrocinado por uma dúzia de países que se chamam de Principal Grupo LGBT da ONU. Ele disse que a lei da Rússia incentiva as pessoas insultar a homossexualidade.
Exatamente quando celebravam sua “saída” depois de terem estado “no armário” os atletas recorreram a eufemismos esportivos, dizendo que estavam ali para “empurrar a bola para frente” e que os homossexuais “ainda têm um longo caminho para ir.”
Um indivíduo transexual que se identificou como masculino não estava otimista quanto às chances para os homossexuais “viverem livremente.” No final do evento ele disse que os heróis reais eram pessoas como ele mesmo que perderam carreiras e oportunidades porque saíram do armário.
Uma nota sombria foi também dada por Ivan Šimonović, uma autoridade de elevada posição na ONU que fez a moderação do painel. Ele disse que o sistema da ONU estava longe de alcançar uma norma internacional legalmente obrigatória para avançar os direitos homossexuais, ainda que ele afirmasse que o número de países favoráveis havia dobrado nos últimos oito anos. Simonovic também reconheceu que seu escritório só poderia usar “poder suave” e campanhas de publicidade, como um vídeo recente a seguir sobre a “História dos Direitos LGBT na ONU” que foi mostrado no evento.

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Algumas autoridades e especialistas da ONU dizem que limitar a definição de casamento a um homem e uma mulher é discriminação, e que as convicções religiosas ou culturas que não acolhem a conduta homossexual precisam mudar. Mas nem todos têm essas opiniões. Na semana passada, o supremo tribunal da Rússia sustentou a lei contra propaganda [homossexual] como uma iniciativa válida para proteger as crianças. Nesta semana, o tribunal mais elevado da Índia sustentou as leis antissodomia da nação.
Os ativistas que estiveram no evento de esportes foram de novo lembrados dos obstáculos que eles enfrentam durante os procedimentos oficiais da ONU mais tarde naquele dia.
Quando os atletas e ativistas deixaram a sala na sede da ONU, os diplomatas se reuniram para a cerimônia do Prêmio de Direitos Humanos da ONU. O Grupo Africano deu uma declaração denunciando as tentativas frequentes de criar “novos direitos” que “não são reconhecidos nos instrumentos internacionais de direitos humanos” — um termo de arte para se referir a direitos homossexuais.
Tradução: Julio Severo

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Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
EUA e Rússia: caminhos inversos na agenda gay

GUARDA PODERÁ REFORÇAR FISCALIZAÇÃO DE POLUIÇÃO SONORA EM CURITIBA / PR



Um projeto de lei do vereador Chico do Uberaba propõe que fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) possam solicitar o auxílio da Guarda Municipal para fiscalizar a poluição sonora. A matéria também prevê a possibilidade de que guardas exerçam a atividade em locais públicos sem prejuízo da atuação dos fiscais.

O objetivo do projeto é reforçar o combate à poluição sonora na cidade, mais especificamente a poluição que ocorre em vias públicas, parques, praças, bosques e jardinetes municipais, na ocasião de aglomeração de pessoas.

Para o parlamentar, a participação da Guarda neste controle será pautada por ações de orientação quanto à necessidade de se evitar volumes sonoros excessivos em locais públicos, uso abusivo de álcool e respeito às normas de trânsito. 

Neste sentido, segundo, ele, a colaboração entre a Secretaria do Meio Ambiente e a Guarda Municipal se mostra necessária. “Somente com trabalho em conjunto podemos conseguir uma Curitiba melhor e mais segura” enfatizou Chico do Uberaba.

http://www.bandab.com.br/


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domingo, 22 de dezembro de 2013

MÃES PRESAS, FILHOS CONDENADOS



As gerações do cárcere
No ventre das detentas, o destino dos filhos da prisão



Uma geração invisível nasce e vive sob o estigma da prisão, mesmo plena de inocência. No país, 80% das presas têm filhos, gerados dentro ou fora da cadeia. A realidade dessas crianças, na prisão ou fora dela, nas unidades materno-infantis ou nos abrigos, ilustra como os crimes das mães e, em muitos casos, a morosidade dos ritos da Justiça deixam sequelas nas famílias. É sobre essa realidade que você vai ler a seguir.

No Rio, as grávidas que entram na prisão dividem uma cela única, no presídio Talavera Bruce, em Bangu. Em conversa inédita, elas narram detalhes da gravidez atrás das grades. É também no complexo que fica a creche, um espaço sem barras que abriga bebês e mães detentas. É comum pelo país — reconhece o Ministério da Justiça — que filhos convivam com as detentas, mas no cárcere. Em abrigos, eles sofrem com a ausência materna.

A primeira política pública voltada exclusivamente para a mulher presa já foi formatada pelo governo. Até março, virará decreto da presidente Dilma Rousseff. Haverá um capítulo sobre a relação entre mães presas e seus filhos.

— Muitas vezes, quando o homem é preso, a mulher é suporte. Quando a mulher é presa, a família se desfaz. A pena atinge os filhos — sintetiza a coordenadora do Fórum dos Conselhos Penitenciários do país, Maíra Fernandes.

A condição da mulher nos estabelecimentos prisionais do Brasil - 2013

SC
Capacidade:652
Ocupação:1101
69% das unidades prisionais do estado estão superlotadas.








           











Fonte: Ministério Publico - 2013


CONEXÃO REPÓRTER - MÃES DO CÁRCERE - PARTE 1 . .

CONEXÃO REPÓRTER - MÃES DO CÁRCERE - PARTE 5

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IBGE: CASAMENTOS DE MULHERES MAIS VELHAS COM HOMENS MAIS NOVOS AUMENTAM NO PAÍS






INFORMAÇÕES SOBRE CASAMENTO DIVULGADAS PELO IBGE IBGE

Brasileira também está adiando a formalização da união e a maternidade; No Sul e Sudeste, registros de nascimento entre mulheres de 30 a 34 é maior do que entre as de 15 a 19 anos

RIO. A brasileira está demorando mais para incluir em sua vida o casamento “de papel passado” e a maternidade. Idades mais avançadas também estão relacionadas a outra mudança nas uniões conjugais registradas ao longo dos últimos dez anos no país: tem se tornado cada vez mais comum encontrar mulheres mais velhas casadas com homens mais novos. 

O fenômeno, ao contrário do que costuma acontecer com vários indicadores sociais, foi registrado numa proporção muito similar para todas as regiões brasileiras, com variações mínimas, que vão de 23,3% (Nordeste) para 24,5% (Sudeste). As constatações fazem parte das Estatísticas do Registro Civil 2012, divulgadas nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento desse tipo de união formal, no qual a mulher tem idade superior à do homem, tem sido constante desde 2002. De lá para cá, o percentual subiu de 20,7% para 24% (2012).

— Isso faz parte do conjunto de transformações registradas na sociedade ao longo da última década, no tocante à nupcialidade. Ainda predominam as uniões de homem mais velho com mulher mais nova, mas tem sido cada vez mais comum esse outro tipo de arranjo, onde a mulher tem idade superior à do parceiro. Isso mostra que a sociedade está mais aberta — explica o responsável pela Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Cláudio Crespo.

O levantamento do IBGE mostrou que a média de idade das solteiras ao formalizar o casamento subiu: passou de 23 anos, em 2002, para 25 anos, em 2012. Elas adiam esse plano, especialmente, no Amapá, estado onde as mulheres procuram o cartório, em média, aos 28 anos. Lá, os homens também costumam pensar mais antes de assinar a papelada, algo que só costuma ocorrer por volta dos 30 anos. No Rio, a média encontrada foi de 26 anos, para as mulheres, e de 29 anos, para os homens.

O crescimento da faixa etária das mulheres que decidem pelo casamento também foi constatado na taxa de nupcialidade legal (número de casamentos para cada mil pessoas de 15 anos ou mais de idade). Entre 2002 e 2012, o indicador aumentou consideravelmente nos grupos de 25 a 29 anos (21,2 para 29) e de 30 a 34 anos (11,5 para 20,2) e reduziu entre as mulheres de 15 a 19 anos. E permaneceu mais alto no grupo etário de 20 a 24 anos (30 casamentos por 100 mil habitantes).

Considerando os números da pesquisa, está um pouco mais difícil encontrar solteiros para casar hoje do que há uma década. É que, embora os casamentos entre cônjuges de primeira viagem permaneçam como os mais usuais no país, houve uma redução de 8,4 pontos percentuais desde 2002, chegando a 78,2% em 2012. Em contrapartida, 1 em cada cinco uniões formalizadas na mesmo ano foram recasamentos — a taxa passou de 13,4% para 21,8% entre 2002 e 2012. 
Segundo o IBGE, esse crescimento é um dos fatores que têm puxado a alta das taxas de nupcialidade legal e da idade mediana de homens e mulheres na data do casamento.

No Sudeste, nascimentos em mulheres de 30 a 34 é maior do que entre 15 a 19

Assim como o casamento, a maternidade tem chegado mais tarde para a brasileira. As estatísticas divulgadas pelo IBGE revelam uma elevação dos percentuais de registros de nascimentos no grupo etário de 30 a 34 anos. No Brasil, a alta foi registrada em todas as regiões e, no conjunto do país, a proporção passou de 14,4% para 19%, na última década. Além disso, a proporção detectada em 2012 foi maior para este grupo etário do que entre as mulheres de 15 a 19 anos (17,7%).

Entre essas mulheres mais jovens, a pesquisa confirmou dados do Censo de 2010, que apontaram uma redução das taxas específicas de fecundidade das mulheres mais jovens. O dado que corrobora essa mudança é a queda na proporção do grupo de 15 a 19 anos, em todas as regiões, considerando o período entre 2002 e 2012. No ano passado, a menor proporção foi encontrada no Sudeste (15,2%); e as maiores, no Norte (23,2%) e no Nordeste (20,2%). O Rio segue o país ao ter a faixa de 20 a 24 anos com a maior proporção de registros de nascimento.

— A questão da maternidade na juventude, que é um período de formação e de inserção no mercado de trabalho, foi sempre uma preocupação na sociedade. Mas a pesquisa confirmou o Censo e mostrou que há uma redução da maternidade no grupo mais jovem — enfatiza Crespo, destacando que o adiamento da união formal e dos filhos estão intimamente relacionados às questões educacionais e profissionais: —Tem muito mais a ver com o aumento de escolaridade e com maiores oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

No Sul e no Sudeste, a proporção de nascimentos em mulheres nesta faixa etária mais madura foi mais comum do que na faixa entre 15 a 19 anos. No Distrito Federal (11,9%), no Rio Grande do Sul (11,3%) e em São Paulo (11%) foram encontrados os maiores percentuais de registros de nascimentos de mães com idades entre 35 e 39 anos. Situação contrária foi registrada em Alagoas, Pará e Maranhão, onde essa ocorrência foi mais usual entre mulheres com até 24 anos.

— O Distrito Federal tem a maior renda média domiciliar. E lá as mulheres têm maior escolaridade. Isso são fatores que impulsionam as oportunidades das mulheres no mercado de trabalho — explica o coordenador do IBGE, observando que, na sociedade brasileira, em geral, os cuidados com as crianças recaem sobre as mulheres, daí o adiamento do plano da maternidade.

Casamentos duram menos

Outras mudanças foram constatadas em relação às uniões conjugais, como a duração dos casamentos. Se, em 2007, o tempo médio entre a data da cerimônia e a sentença de divórcio era de 17 anos, no ano passado, houve uma redução para 15 anos. Segundo o IBGE, as mudanças na lei do divórcio — em julho de 2010, a Emenda Constitucional nº 66 acabou com a exigência de prévia separação por mais de um ano ou de comprovada separação de fato por mais de dois para a realização do divórcio — podem ter influenciado na diminuição, uma vez que muitos que já estavam separados informalmente podem ter aproveitado para regularizar a situação. Os extremos foram registrados no Amazonas, onde o tempo médio foi de 11 anos, e no Piauí, com 18.

A flexibilização nas regras pode ter interferido também no aumento da taxa de divórcios (número de divórcios para cada mil pessoas de 20 anos ou mais de idade). Em 2012, foram concedidos em 1ª instância e sem recursos ou por escritores extrajudiciais, 341.600 divórcios, uma taxa de 2,5 por mil, a segunda maior já registrada desde 2002. No entanto, considerando 2011, houve uma ligeira redução, de 1,4%, resultado de uma acomodação após a corrida aos cartórios deflagrada após a aprovação da Emenda Constitucional nº 66.

— A nova legislação é fruto de uma mudança na sociedade, que passou a aceitar o divórcio. Com a alteração de 2010, que suprimiu todos os prazos exigidos para o divórcio, ficou assim: a pessoa casa no fim de semana e, se quiser se divorciar na segunda-feira, é possível. Não tem mais prazo ou apresentação de motivo. Se o fim de semana foi péssimo, basta o requerente ir a um cartório e dizer que quer se divorciar — brinca Crespo, observando que, apesar da pequena diferença (1,4%) entre 2011 e ano passado, a taxa é o dobro do registrado em 2002.


Leia mais sobre esse assunto em:  http://oglobo.globo.com/pais/ibge-casamentos-de-mulheres-mais-velhas-com-homens-mais-novos-aumentam-no-pais-11121954#ixzz2oF3jpVjm
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MITO: MAOMÉ CASOU-SE COM VÁRIAS MULHERES COMO FORMA DE AS FAVORECER



Muitos maometanos que estão mais familiarizados com o Alcorão e com as Hadith erradamente acreditam que Maomé só teve 4 esposas (o limite que o Alcorão coloca para os muçulmanos). No entanto, é dado que 9 das esposas de Maomé viveram para além da sua própria morte, é mais do que óbvio que ele deve ter dado a ele mesmo tratamento especial durante o percurso.

De facto, este tratamento especial está detalhado no Alcorão (33:50-51) onde "Alá" lista todas as categorias de mulheres que foram colocadas disponíveis para Maomé. (Não está claro o porquê deste mandamento pessoal fazer parte da universal e imutável palavra de Alá para toda a humanidade).

Há duas coisas que têm que se levar em conta, neste verso.

Primeiro, o contexto é um onde Alá dá permissão a Maomé de ter o número de mulheres que ele assim desejasse como um favor para ele. Os outros maometanos não receberam permissão para ter tantas mulheres, por mais que assim o desejassem (embora eles tivessem permissão para ter um número ilimitado de escravas sexuais - e tinham até demais).

Segundo, as necessidades das mulheres não são mencionadas como factores determinantes para os casamentos. De facto, Maomé casou-se com a maioria das suas mulheres por motivos de atração.

De modo bem óbvio, foi exatamente isto que aconteceu no caso de Zainab, onde Maomé se casou com a esposa do seu filho adotivo numa altura em que ela a desejava. (Outro mandamento curiosamente pessoal por parte de "Alá" permitiu que ele a tomasse para si - Sura 33:37).

Muitas das mulheres que Maomé capturou nas batalhas eram também bonitas e seriam "casadas" com outros maometanos. Um bom exemplo é Safiyya de Khaybar; não só Maomé ordenou pessoalmente que o seu marido fosse morto (Ibn Ishaq/Hisham 764), como já a tinha dado como espólio a outro maometanos antes de decidir tomá-la para si (Bukhari 14:68).

Fonte

Mais "Mitos em Torno de Maomé"

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CONTRA A CAFONICE




04/12/2013
 às 12:37 \ Comportamento


[Versão revisada e ampliada da minha crônica de 30 de outubro de 2012, que não resisto a publicar aqui, dado o Halloween diário brasileiro, cada vez mais alarmante. Oremos:]

Benditas sejam as moças de vestido sem brilhos, ombreiras e tantos babados, sem cintos de couro, barbante, metal, muito menos fivela; e jamais embaladas a vácuo, pois que a sensualidade, para além da atitude, está mais no detalhe do tecido que roça o corpo em movimento que no grude integral ao corpo estático.
Benditas sejam as moças de calça jeans e blusinha branca ou preta, sempre básicas por ruas e bares – como aliás pedem as ruas e os bares, nas calçadas da Pavuna ou do Leblon -, e quiçá de alcinha, como quem dá de ombros aos excessos da moda e leva o sorriso à frente da roupa.
Benditas sejam as moças que não saem para tomar um chopinho como quem vai para um casamento, e nem vão para um casamento como quem vai para um Halloween.
Benditas sejam as moças capazes de colocar um shortinho e um par de chinelos, e descer em 5 minutos se o homem diz que está passando na portaria, conscientes de que nada é mais elegante que uma mulher despojada e segura de si.
Benditas sejam as moças de sandalinha rasteira, sempre baixa, mas, em último – e somente último – caso, aptas a andar e sambar de salto, porque é o samba que dá a medida – mesmo que a ocasião não obrigue ao samba – da altura que uma mulher pode ter.
Benditas sejam as moças de bolsas funcionais e discretas – adeus, correntes douradas -, daquelas que jamais atrapalham o abraço, nem substituem a lanterna em caso de apagão, muito menos parecem, redondas, uma capa de pandeiro ou tamborim.
Benditas sejam as moças atléticas, que, ao se vestirem, buscam mais suavizar seus atributos – para fugir ao exibicionismo das periguetes turbinadas – do que ocultar seus defeitos – pendurando a saia nos seios, por exemplo, para encobrir a bunda faltante – e ainda dispensam a mão na cintura para tapar o pneuzinho no álbum de fotos.
Benditas sejam as moças leves, práticas e apresentáveis à família de seu pretendente, que não se deixam transformar em bonecas russas ou árvores de Natal, daquelas que, de tantas camadas (peças de roupa e cosméticos) e enfeites (colares, pulseiras, braceletes, brincos, pingentes e anéis), um homem precisaria de dois ou três Dias de Reis para desmontar.
Benditas sejam as moças que se sabem bonitas, pois nada é mais feio que uma moça bonita que tenta, à força de maquiagens, parafinas e demais pilantragens, ser aquilo que, sem elas, já é.
Benditas sejam as moças feias que se embelezam pela força de sua personalidade, de seu caráter e das suas realizações, bem como pela via dos exercícios físicos, ao invés de buscar a solução agravante de um artificialismo (cirúrgico) qualquer.
Benditas sejam as moças, bonitas ou feias, cujos pais – sobretudo o pai -, quando não também os demais homens de sua vida, disseram-lhe sempre ser a coisa mais linda do mundo, transmitindo a elas a confiança necessária para ignorar os apelos publicitários, que lhes prometem uma beleza inalcançável à base de todos os produtos que as enfeiam cada vez mais.
Benditas sejam as moças curiosas, inquietas e interessadas, que enxergam além das próprias mães e miguxas, sabendo que o senso estético vem do berço e do ambiente, mas, como tudo o mais, pode ser desenvolvido com a ampliação do imaginário e a elevação do espírito, através de um conhecimento que não é servido no Open Bar.
Benditas sejam as duas ou três moças que sobraram por aí, imunes ao império da cafonice não (só) pela sorte de terem tido bons exemplos, mas (também) porque, diante do acesso ilimitado aos bens de consumo, conservam o desejo quase extinto de ser muito mais do que aquilo que podem comprar.
Benditas sejam as moças que são.
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Felipe Moura Brasil é colunista de VEJA e, apesar dos pesares, sabe que no peito de uma “árvore de Natal” também bate um coração.
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1º - COM QUEM CASAR: A DECISÃO MAIS IMPORTANTE NA VIDA DE UMA MULHER (aqui)

2º - CONTRA A CAFONICE (aqui)

3º- O MICTÓRIO DA ESTÉTICA (aqui)

4º - BIOLOGIA SUPERA IDEOLOGIA (aqui)

5º - QUANDO A IGUALDADE JÁ NÃO INTERESSA (aqui)

6º - MITO: MAOMÉ CASOU-SE COM VÁRIAS MULHERES COMO FORMA DE AS FAVORECER (aqui)

7º - IBGE: CASAMENTOS DE MULHERES MAIS VELHAS COM HOMENS MAIS NOVOS AUMENTAM NO PAÍS (aqui)

9º - MÃES PRESAS, FILHOS CONDENADOS (aqui)

10º- LGBTS PROMOVEM AGENDA NA ONU NO DIA DOS DIREITOS HUMANOS
(aqui)

11º - IAN WATKINS VOCALISTA DE BANDA BRITÂNICA RECEBE 35 ANOS DE PRISÃO POR ABUSO DE CRIANÇAS
(aqui)