segunda-feira, 8 de setembro de 2014

GRANDES EMPRESÁRIOS PRÓXIMOS DO GOVERNO ABANDONAM O BARCO: ANTES TARDE DO QUE NUNCA!

BENJAMIN STEINBRUCH, DA CSN, RICARDO STEINBRUCH, DA VICUNHA, E ABÍLIO DINIZ, DO PÃO DE AÇÚCAR, chegam à reunião com o presidente Lula no Planalto

30/08/2014
 às 18:39 \ DemocraciaEconomiaIntervencionismo


Muitos são aqueles que condenam o modelo capitalista pois o confundem com o “capitalismo de estado” ou o “capitalismo de laços”, com aquela enorme simbiose entre grandes empresários e estado. Os liberais defendem algo bem diferente. Clamam por menos intervencionismo estatal e menos poder concentrado no estado, justamente porque sabem do risco de sua captura por grandes grupos, que passam a demandar subsídios e barreiras protecionistas que dificultam a livre concorrência.
O liberal é pró-mercado, não necessariamente pró-negócios. É o processo competitivo que funciona bem, não a aliança nefasta entre governo e grandes empresas. O caso da Fiesp é claro: vários liberais, como eu mesmo, reconhecem que a entidade muitas vezes joga contra o livre mercado, pois pressiona o governo por vantagens ou privilégios. É do jogo, e com um Custo Brasil tão alto, nada mais natural do que essas empresas buscarem compensações.
O problema é que isso acaba produzindo um modelo cada vez mais ineficiente, repleto de remendos pontuais que ignoram a essência do mal e contribuem para a perpetuação do monstrengo estatal obeso e poderoso ao extremo. As empresas acabam reféns dos governantes, e o “investimento” em lobby em Brasília passa a ser mais relevante do que o investimento produtivo.

Jorge Gerdau Johannpeter durante Jantar em homenagem ao senador Aécio Neves na Casa de João Doria

Alguns empresários grandes, no legítimo esforço de lutar pelo interesse de seus milhares de acionistas, aproximaram-se bastante do governo Dilma desde o começo. Alguns se excederam nos elogios, outros na ingenuidade de que seria possível influenciar a gestão de dentro, ignorando o viés ideológico e o perfil autoritário da presidente. Deram com os burros n’água. E agora acusam o golpe, apontam para as falhas do governo, abandonam o barco furado.
É o caso de Benjamin Steinbruch, que até ontem era só elogios ao governo Dilma, e hoje diz que só louco investe no Brasil. Ele já foi devidamente criticado por mim aqui. Foi o entrevistado nas páginas amarelas da Veja desta semana. Seguem alguns trechos:


O principal problema de Dilma não é deixar de escutar o “mercado”, para ela sinônimo de 30 grandes empresários reunidos numa sala; e sim seu viés intervencionista, sua descrença no funcionamento do mercado, da iniciativa privada. É um ranço ideológico que estava visível desde o começo. Nenhuma reforma estrutural foi realizada por seu governo, e tudo apontava para a direção atual, de um quadro recessivo e com alta inflação.


Agora Steinbruch resolve subir o tom, alertar que, no rumo atual, bateremos no muro. Antes tarde do que nunca! O desemprego será a próxima vítima das trapalhadas de Dilma. A perda de credibilidade é total. As medidas pontuais para ajudar uns e outros criaram distorções, insegurança nas regras do jogo. O gasto público só aumenta. Não são medidas positivas, como afirma o empresário. São ruins, equivocadas, erráticas.


Aqui Steinbruch deixa transparecer que ainda não está totalmente curado de sua cegueira. Ainda parece acreditar na boa vontade da presidente, diz que o Brasil não está tão mal assim, mesmo se comparado a outros países. Mentira! Está muito pior que a grande maioria. Talvez seja receio de Dilma ser reeleita. Ninguém gosta de ficar mal com o governo. Mas é preciso ter coragem para dizer a verdade e, com isso, contribuir para a efetiva mudança de rumo.
Steinbruch não foi o único a pular do barco que afunda. Antes dele, Jorge Gerdau já vinha atacando o governo, a quantidade insana de ministérios, a burocracia. Como alguém que tentou ajudar de dentro, ele sabe como é difícil mexer no que precisa ser mexido, ainda mais com uma equipe tão ideológica como a de Dilma, além de incompetente.
Abilio Diniz foi outro que subiu o tom e agora critica o governo Dilma, junto com o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. Ambos fizeram comentários negativos e demonstraram preocupação com os rumos atuais, conforme relata uma reportagem da Veja:

Não foi por falta de aviso. De bobos esses empresários não têm nada, ou não chegariam aonde chegaram. Com muitos bilhões em risco, talvez seja natural adotar um viés otimista, desejar crer que é possível levar um pouco de razão aos governantes, mesmo quando se trata de alguém como Dilma. Era uma doce ilusão.
Dilma está blindada contra a lógica. Sua carcaça ideológica a torna impermeável à razão. Esses grandes empresários levaram tempo demais para perceber isso. Alguns ainda não caíram na real totalmente. Mas antes tarde do que nunca, pois com mais quatro anos de governo Dilma, o Brasil teria o mesmo destino da Argentina. Esses empresários precisam parar de alimentar o monstro que quer devorá-los…
Rodrigo Constantino

  
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EM 24 ANOS DE SENADO, SUPLICY SÓ PENSOU NA “RENDA MÍNIMA”. E A TESE É UM DESPROPÓSITO EM FAVOR DOS… RICOS!!!



19/08/2014 às 3:29
Eduardo Suplicy está no Senado há… 24 anos. E quer mais oito. Levante a mão quem souber dizer que projeto leva a sua marca em benefício do Estado — sim, senadores representam unidades da Federação. Mas digamos que ele tentasse ser, assim, um homem universal, a serviço do Brasil, sem dar bola para a sua origem regional. Que ideia ele teve? É possível que apareça alguém para responder: “O Renda Mínima”.
Recomendo, então, que vocês leiam artigo publicado hoje na Folha pelo economista Felipe Salto, que é economista especializado em finanças públicas da Tendências Consultoria Integrada e professor da FGV/EESP. Reproduzo um trechos.
*
O mítico herói inglês, que tirava dos ricos para dar aos pobres, ficaria boquiaberto diante da tese da renda básica de cidadania (ou renda mínima), defendida há anos pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
A renda básica é uma transferência mensal a ser paga pelo Estado a todos os cidadãos — ricos e pobres. Na prática, a adoção de tal política, no Brasil, seria um retrocesso em relação aos consagrados programas de transferência de renda com condicionalidades — Bolsa Escola (no governo Fernando Henrique Cardoso) e Bolsa Família (no governo Luiz Inácio Lula da Silva).
(…)
Se o governo do PT tivesse seguido a lei nº 10.835, de 2004, a chamada “renda básica de cidadania” já deveria estar sendo paga a todos os brasileiros, sem distinção socioeconômica. O benefício, porém, nunca foi concretizado.
(…)
Uma conta simples mostra o grau de desatino da tese. Há 200 milhões de habitantes no Brasil. Se fixarmos um valor de R$ 100 ao mês por habitante (quantia relativamente baixa, quando consideramos que a lei preconiza que o recurso transferido seja suficiente para custear as despesas de saúde, educação e alimentação), o montante necessário para financiar a empreitada totalizaria R$ 240 bilhões ao ano!
Isso corresponderia a 4,6% do PIB, ou a dez vezes o orçamento anual do Bolsa Família. Ainda que a ideia fosse acatada pelo governo, caberia perguntar: de onde sairiam os recursos? De mais impostos, ou de menos gastos sociais?
A classe A representa, hoje, 2% da população brasileira — ou cerca de 4 milhões de pessoas. Isto é, dos R$ 240 bilhões, R$ 4,8 bilhões seriam destinados aos mais ricos da sociedade, que recebem acima de R$ 13,8 mil mensais. Essa pequena parcela da sociedade já detém 17% de toda a massa de renda do país e seria ainda mais beneficiada.
Lição número um da economia: a utilização dos recursos (privados e públicos) deve buscar o melhor resultado possível e a melhor relação de custo e benefício.
(…)
Vale a pena ler a íntegra do artigo.
Por Reinaldo Azevedo
  
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Joice Hasselmann conversa com o candidato petista que concorre ao seu quarto mandato no Senado, Eduardo Suplicy.

POR QUE O PORCO VIROU COFRE?



Oráculo


Por Edição: Felipe van Deursen 
Reportagem: Fronteira - Agência de Jornalismo 

A associação do animal ao hábito de guardar as economias tem um sentido histórico. 
Já o que Jorge Ben Jor quer dizer em suas letras é mais complexo. Jacarezinho? Avião? Oi!?











ECONOMIA SUÍNA
Por que meu cofrinho é um porco?

Victor Valery,
Santos, SP

No século 16, os utensílios domésticos dos europeus que estavam numa pior não eram de metal, que era caro, coisa de quem vai na Sephora, mas de uma argila barata chamada pygg clay. Virou hábito guardar dinheiro em vasinhos que ficaram conhecidos como pygg banks. Dois séculos depois, o nome já virara piggy bank, segundo o livro Money, de Harry e Sandra Choron (inédito em português). Daí, foi um pulo para que ceramistas fizessem cofres no formato de porquinho, que, em inglês, é piggy. Pegou?

OUTRA SUÍNA
Qual a diferença entre salame e linguiça?

Gabriela Veiga da Silva,
Florianópolis, SC

A principal diferença é o tempo de preparo. Segundo a chef e especialista em embutidos Mônica Rangel, o salame é curado, ou seja, não é cru nem cozido. Ele fica no mínimo três meses sob uma temperatura de cerca de 18ºC até chegar ao ponto ideal. A linguiça não tem esse processo. E isso vale para qualquer salame: porco, frango, boi, cérebro humano...

PRODUTIVIDADE ARACNÍDEA
Quantos metros de teia a aranha consegue fazer de uma só vez?

Adão Pereira Jr.,
Brasília, DF

É difícil saber pois há mais de 40 mil espécies com tamanhos e modos de vida diferentes. Mas não vamos enrolar. Segundo uma estimativa do professor de Ciências Biológicas da UFBA Hilton Japyassú, as aranhas que fazem teias redondas podem produzir de uma só vez até 60 m de seda. Haja colírio.

ALÔ, ALÔ, MUSICOLOGIA
Que diabos o Jorge Ben Jor quis dizer na música W/Brasil?

Leone dos Anjos,
Manaus, AM

Para entender, o crítico musical e pesquisador André Domingues sugere observar três blocos e referências que se misturam. Um deles menciona amigos como Tim Maia e Washington Olivetto, fundador da agência de publicidade W/Brasil (arrá, sacou?). Outro traz referências ao Rio de Janeiro, como a favela do Jacarezinho e o morro da Mangueira. Também se refere ao tráfico de drogas, gírias para entregadores ("avião"), policiais ("disco voador") e uma menção ao traficante Escadinha. Já o terceiro bloco trata da situação política em 1990/91. Ele ironiza episódios como o romance dos ministros Bernardo Cabral e Zélia Cardoso e o confisco da poupança no governo Collor. O ex-presidente é comparado ao rei português d. Fernando I, conhecido pela beleza, imoralidade e vaidade. Agora chame o síndico e tire essa pergunta daí.

ETIMOLOGIA CARCEREIRA
Caro Oráculo, quero ver agora. Por que as palavras "prisão" e "cárcere" são sinônimas, mas "prisioneiro" e "carcereiro" não?

Arildo Farias,
Fortaleza, CE

Pois veja, Arildo. Segundo Elisa Battisti, do Departamento de Linguística, Filologia e Teoria Literária da UFRGS, "prisão" vem do verbo em latim prehensio, "ato de prender". "Cárcere" é uma extensão de sentido: carcer é o local de onde partiam carruagens para prender bandidos, na Roma antiga. E o nome desse lugar passou a ser usado também para o local onde eles ficavam presos. Por isso, "prisão" e "cárcere" são sinônimos. Já "carcereiro" era quem dirigia o carro e, depois, virou também o vigia da prisão. Por sua vez, "prisioneiro" é mais nova, do século 14. Ela vem do francês prisonnier, "pessoa detida".

Imagens: Getty / Wikimedia Commons


  
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COMANDANTE DA GUARDA DE MARITUBA (PA) QUE É CAPITÃO DA PM PRENDE COM A PM UMA GUARNIÇÃO DA GUARDA NA FRENTE DA POPULAÇÃO

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Dois Guardas Municipais do município de Marituba foram detidos, no início da madrugada de ontem, por porte ilegal de arma de fogo. De acordo com informações, o próprio comandante da Guarda Municipal de Marituba teria mandado detê-los. 

As detenções do sub-inspetor Miranda e do guarda Dutra causou revolta entre os guardas municipais e populares

A situação revoltou os guardas, mesmo eles não possuindo registro para portarem arma de fogo.

Segundo informações, os guardas Isaías Miranda e Alexandre Dutra foram detidos durante uma abordagem policial na rua da Pirelli, bairro Decouville. A ordem para prendê-los teria partido do próprio comandante da Gmari, Hélio Paixão de Moraes.

“Nós fomos acionados para atender uma ocorrência perto do nosso batalhão. Quando chegamos, havia uma viatura da Polícia Militar e em outro carro, um carro particular, estava o comandante Hélio Moraes trajando uma bermuda e chinelos. Ele mandou os policiais nos revistarem e, se encontrassem alguma arma, era para nos prender”,afirmou o sub-inspetor Isaias Miranda.

Segundo ele, o capitão Hélio Moraes teria ameaçado os guardas de tomar as fardas e de expulsar os detidos da corporação. “Nós fomos ameaçados pelo nosso comandante. Ele disse que nós e os colegas que nos apoiarem iríamos ser expulsos da guarda, que nós mesmos criamos, sem apoio de ninguém. Somente este ano que ganhamos a farda do nosso prefeito”, afirmou.

O artigo 16 do capítulo VII, da lei 13022/14, aprovada dia 8 de agosto deste ano, prevê que os guardas municipais têm direito a portar arma de fogo. Porém, as duas armas apreendidas, um revólver calibre 38 e uma pistola 635, ambas com munições, não teriam registro.

“Nós reconhecemos que não temos registro para usar a arma, mas como vamos realizar rondas ostensivas nos bairros perigosos de Marituba sem uma arma de fogo? Nosso comandante nos fornece apenas cassetetes e spray de pimenta. Nós estamos sempre recebendo denúncias de tráfico de drogas e de assaltos. Não podemos combater esses bandidos sem arma”, completou o sub-inspetor.

Colegas de farda dos guardas municipais estavam revoltados. Eles acompanharam todo o procedimento dos guardas detidos, na Seccional Urbana de Marituba, e fizeram uma coleta para pagar a fiança arbitrada de dois salários mínimos, cada um, para que os dois pudessem responder em liberdade.

PROTESTO

Parte do efetivo dos guardas municipais de Marituba paralisou na manhã de ontem. Eles foram liberados após pagamento de fiança, que foi coletado entre os amigos. De acordo com o presidente do Sindicato dos Guardas Municipais do Pará, Salustiano Reis, a categoria está lutando para poder usar armamento. “Tem uma PL aprovado para garantir esse direito para a gente. Aqui no Pará, alguns municípios já autorizaram. Precisamos trabalhar e apoiar o serviço da PM e numa cidade perigosa como Marituba, sem armamento é difícil”, disse.

ATIVIDADES

A Prefeitura Municipal de Marituba informou que as atividades da corporação da Guarda Municipal estão normais, tendo sido registrada uma manifestação isolada de alguns agentes. Segundo a nota de esclarecimento, o prefeito de Marituba Mário Filho, junto com o secretário de Segurança de Marituba, coronel Osmar Costa Jr, reuniu com representantes da guarda e com a diretoria do Sindicato de Guardas Municipais do Estado de Pará para ouvir esclarecimentos sobre o ocorrido. Por determinação da Secretaria de Segurança, os envolvidos foram temporariamente afastados.

A nota diz ainda que o município de Marituba está se preparando para se adequar à Lei Federal das Guardas Municipais, Lei n° 13.022/2014, sancionada no último dia 8 de agosto. “No entanto, o município já realizou este ano diversos cursos de capacitação e prevê o treinamento da corporação para uso de armas em parceria com o IESP, além da aquisição de armamento de acordo com a necessidade de cada função dos agentes.

A nota diz que a Guarda Municipal em Marituba atua, além da proteção ao patrimônio, no patrulhamento escolar e outras atividades de apoio às instituições de segurança pública, onde não há necessidade do uso de armas de fogo.

  
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Advogado Ércio Quaresma bate boca com capitão da PM durante julgamento
    

Publicado em 16/09/2012
O advogado Ércio Quaresma, que defendeu o goleiro Bruno em 2010 no processo sobre a morte de Eliza Samudio, bateu boca com um capitão da Polícia Militar (PM) durante um julgamento em São São João del-Rei, na Região Central de Minas Gerais. A sessão aconteceu na quinta-feira, no Fórum Carvalho Mourão, e terminou em confusão entre o advogado, uma testemunha, o promotor e a juíza da 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude, Maria de Fátima Santos Dolabela.

O julgamento é sobre um crime que aconteceu em Lagou Dourada, na região central do estado, em abril de 2009. Quaresma é defensor de Fernando Henrique dos Anjos, acusado de estupro, morte e ocultação do corpo de uma jovem de 19 anos. O crime chocou os moradores da cidade, na época, por causa da crueldade do réu.

Segundo a denúncia do Ministério Púbico, no momento do estupro a vitima tentou se defender e unhou Fernando. Temendo ser identificado pelo material colhido das unhas da vítima, o réu, após agredi-la e asfixiá-la até a morte, cortou as mãos da jovem. Os membros foram jogados em uma mata e o corpo lançado em um barranco.

Durante a audiência, Quaresma se desentendeu com o capitão que era testemunha no julgamento. Ele disse ao policial: "Você é capitão lá fora, aqui você é testemunha". Os dois se levantaram e se enfrentaram com ofensas, enquanto a juíza tentava colocar ordem na sessão. A magistrada disse: "Eu dissolvo o conselho de sentença se isso aqui virar um teatro"

O policial retrucou e chamou o advogado de "craqueiro" se referindo ao escândalo sobre o uso de drogas em que Quaresma foi filmado fumando crack em Belo Horizonte (relembre esse episódio). O PM disse também: "não tenho medo de você não rapaz". A juíza, tentando controlar a sessão, ameaçou dar voz de prisão ao militar e chamou para uma conversa particular o promotor e o advogado Quaresma.

POLÍCIA DE COVARDES

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Estamos transformando a polícia em uma instituição de covardes. Hoje, poucos policiais têm o ímpeto de agir imediatamente diante de uma injustiça ou de uma situação delituosa. Poucos têm a vontade de investigar e se expor às ruas e a seus conflitos, poucos têm a inconsequência de ir, quando a prudência normal e comum recomendam não ir.


A polícia não é uma profissão de certezas, de escolhas fáceis e certas, de ausência de riscos, de legalidades simples dos bancos acadêmicos. Polícia é risco e incerteza 24 horas do dia. Não existe a possibilidade de esperar um criminoso sacar a arma e apontá-la para você antes de você decidir atirar. Não se pode pedir sempre um mandado de busca para entrar em uma casa. Não existe sempre situações claras de risco e de flagrante delito que lhe permitam saber 100% do sucesso de suas escolhas e suas ações. Nas ruas é sacar a arma antes e atirar, entrar sem pensar para surpreender e não ser surpreendido. A polícia não é uma profissão de certezas e legalismo acadêmico. Não podemos transformar nossos policiais em pessoas acuadas e com medo de agir, com medo de responder por crimes, por abusos, por excessos.



Claro que não se pode permitir tudo, autorizar desmandos, torturas, abusos de autoridade. Mas não se pode exigir certezas e antecipações que os imprevistos das ruas não permitem. Não podemos colocar nossos policiais em uma situação de desconfiança prévia em relação aos seus atos que os imobilizem, não podemos exigir garantias que não podemos dar aos nossos policiais. Prejulgando ações policiais como de má-fé, transformamos nossos protetores em covardes que têm medo da decisão, que preferem não sair às ruas para investigar e prender. Hoje na polícia é mais cômodo não fazer nada, pois aí você evita os riscos das decisões incertas e os procedimentos que delas advém. Ocorre que isso é o fim da polícia, de nossos cães pastores, de nossos protetores.



Desgastes, equívocos e erros sempre existirão na atividade policial; mas nenhum erro será maior para a sociedade do que transformar a polícia em um lugar de covardes burocratas, que se escondem atrás de procedimentos e regras acabadas que não resolvem o imediatismo do pavor de um crime acontecendo.


Precisamos de policiais um pouco inconsequentes – pois ninguém em um raciocínio lógico e normal vai enfrentar criminosos que não tem nada a perder ou a ganhar - que não tenham medo da morte, que anseiem pelo confronto, que tenham coragem de ir quando a prudência mandar não ir. Não existe o discurso do herói, do fazer o bem para a sociedade, do transformar o mundo em lugar melhor quando apontam uma arma para você. Ninguém vai pra rua quando o confronto é iminente e a derrota certa, seja morrendo ou voltando vivo para casa. Logo nossa polícia será formada apenas por covardes. Logo o caos habitará entre nós.



Delegado - Rafael F. Vianna






  
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Advogado Ércio Quaresma bate boca com capitão da PM durante julgamento
    

Publicado em 16/09/2012
O advogado Ércio Quaresma, que defendeu o goleiro Bruno em 2010 no processo sobre a morte de Eliza Samudio, bateu boca com um capitão da Polícia Militar (PM) durante um julgamento em São São João del-Rei, na Região Central de Minas Gerais. A sessão aconteceu na quinta-feira, no Fórum Carvalho Mourão, e terminou em confusão entre o advogado, uma testemunha, o promotor e a juíza da 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude, Maria de Fátima Santos Dolabela.

O julgamento é sobre um crime que aconteceu em Lagou Dourada, na região central do estado, em abril de 2009. Quaresma é defensor de Fernando Henrique dos Anjos, acusado de estupro, morte e ocultação do corpo de uma jovem de 19 anos. O crime chocou os moradores da cidade, na época, por causa da crueldade do réu.

Segundo a denúncia do Ministério Púbico, no momento do estupro a vitima tentou se defender e unhou Fernando. Temendo ser identificado pelo material colhido das unhas da vítima, o réu, após agredi-la e asfixiá-la até a morte, cortou as mãos da jovem. Os membros foram jogados em uma mata e o corpo lançado em um barranco.

Durante a audiência, Quaresma se desentendeu com o capitão que era testemunha no julgamento. Ele disse ao policial: "Você é capitão lá fora, aqui você é testemunha". Os dois se levantaram e se enfrentaram com ofensas, enquanto a juíza tentava colocar ordem na sessão. A magistrada disse: "Eu dissolvo o conselho de sentença se isso aqui virar um teatro"

O policial retrucou e chamou o advogado de "craqueiro" se referindo ao escândalo sobre o uso de drogas em que Quaresma foi filmado fumando crack em Belo Horizonte (relembre esse episódio). O PM disse também: "não tenho medo de você não rapaz". A juíza, tentando controlar a sessão, ameaçou dar voz de prisão ao militar e chamou para uma conversa particular o promotor e o advogado Quaresma.

JUIZ VAI A JULGAMENTO NO RIO DE JANEIRO POR PENDURAR QUADRO QUE DENUNCIA GENOCÍDIO CONTRA OS POBRES


publicado em 9 de março de 2014 às 21:25

Por Conceição Lemes

Nesta segunda-feira, às 13 horas, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) realiza um julgamento inusitado.
Os 25 membros do Órgão Especial do TJRJ avaliam representação judicial contra o juiz João Batista Damasceno.
“Crime”: ter pendurado em seu gabinete no dia 25 de agosto de 2013 o quadro Por uma cultura de paz, de Carlos Latuff.
“Trata-se de uma representação por suposto descumprimento de dever funcional”, explica o juiz João Batista Damasceno. “O corregedor diz que a obra de arte tem uma crítica à polícia e que pendurar tal quadro num gabinete é crítica a outra instituição e que tal comportamento é indevido a um juiz.”
O corregedor geral de Justiça é o desembargador Valmir de Oliveira Silva.
O corregedor age de ofício, ou seja, por imperativo legal em função do seu cargo.
No caso, a origem da representação foi um ofício do deputado estadual Flávio Bolsonaro, do PP. Houve, ainda, reação da “bancada da bala” e de algumas associações de policiais.
“A presidenta do tribunal é filha de policial e isso também pesou na decisão”, acrescenta o juiz Damasceno. “Há certa pessoalidade na questão, além do componente ideológico.”

Cronologia da punição:

2 de setembro – A presidenta do TJRJ, Leila Mariano, leu em sessão do tribunal o ofício recebido do deputado estadual Flávio Bolsonaro. Ela fez constar da ata que o tribunal mandara tirar o quadro.

3 de setembro – O juiz Damasceno recebeu comunicação para retirar o quadro. Mas  como soube antes que o tribunal determinaria a retirada, ele antecipou. Ao tomar conhecimento do caso, o desembargador Siro Darlan de Oliveira, da sétima Câmara do TJ-RJ, decidiu dar “asilo artístico” ao quadro.

“Ofereci ‘asilo artístico’ ao quadro perseguido em solidariedade a um magistrado perseguido por ter a coragem de defender seu ponto de vista em defesa da moralidade e da causa pública”, justifica o desembargador. “Além disso, é um direito constitucional, o da livre manifestação do pensamento, que não lhe pode ser negado.”

9 de setembro – O tribunal mandou retirar o quadro que estava na parede do gabinete de Siro Darlan.

12 de setembro – O desembargador Siro Darlan foi notificado pelo corregedor geral da Justiça de que o Órgão Especial do TJRJ abrira uma sindicância para apurar a sua conduta, considerada “afrontosa à decisão colegiada”.

“Já houve um arremedo de representação, que, como não tive mais notícia, estou entendendo como uma desistência”, diz Siro Darlan.
O quadro de Latuff, juntamente com outras obras de arte doadas por outros artistas, foi levado a leilão. Com dinheiro arrecado, foi adquirida uma casa para a família do pedreiro Amarildo, desaparecido após sequestro, tortura e morte nas mãos da polícia.
O quadro foi arrematado pelo desembargadora Kenarik Boujikian, presidenta da Associação Juízes para Democracia (AJD), que o pendurou em seu gabinete no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).


João Batista Damasceno,Siro Darlan e Kenarik Boujikian ousaram pendurar o quadro no gabinete; os três são da Associação Juízes para a Democracia (AJD)  
“O julgamento do juiz Damasceno é importante e paradigmático, porque a ação em si é um desrespeito à independência dos magistrados de se colocarem e expressarem opiniões como qualquer cidadão”, salienta Siro Darlan. “Esse é um direito constitucionalmente assegurado a todos os cidadãos. Não é um direito personalíssimo, mas um direito fundamental da sociedade.”

“Todos que foram cobrados dessa forma ao longo da história da civilização tiveram como algozes as forças reacionárias e conservadoras”, prossegue Darlan. “Esse julgamento também descortina uma prática nada republicana que vige nos tribunais de excluir os que incomodam e contestam essas práticas excludentes. O tribunal serve a uma minoria que o comanda de acordo com suas conveniências e interesses. Já vi magistrados sendo perseguidos por ousarem ler fora dessa cartilha conservadora e conivente.”

Segue a íntegra da nossa entrevista com o juiz João Batista Damasceno.

Viomundo — O que o levou a colocar o quadro no seu gabinete?
João Batista Damasceno — O quadro retrata a violência do Estado contra os excluídos. Os autos de resistência são formas de mascarar os assassinatos cometidos pelo aparelho repressivo do Estado nas periferias, vitimando principalmente jovens pobres e negros.
A colocação do quadro é uma forma de denunciar o genocídio que se pratica contra os pobres.
Ao lado dos autos de resistência, temos os desaparecimentos, como o de Amarildo. Em 2012 foram 5.900 no Estado do Rio de Janeiro. Nem todos os desaparecimentos são obras de grupos paramilitares ou grupos de extermínio que atuam marginalmente ao Estado. Há casos de doentes mentais ou pessoas em crises conjugais que desaparecem. Mas a maioria dos casos é de pessoas mortas e desaparecidas.
O desaparecimento de uma pessoa é uma perversidade com ela e com sua família, pois lhe retira a possibilidade do ritual do sepultamento, indispensável ao desenlace dos vínculos havidos ao longo da vida.

Viomundo — Como ficou sabendo que estava sendo alvo de processo por causa do quadro?
João Batista Damasceno — Fui intimado pelo corregedor a prestar informações sobre a colocação do quadro. Em seguida, recebi cópia da representação que me intimava para apresentação de defesa prévia.
A Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) orientou-me a responder por meio do advogado por ela constituído. O advogado foi intimado para a sessão do Órgão Especial do tribunal marcada para esta segunda-feira, dia 10 de março.

Viomundo – O que será feito durante essa sessão?
João Batista Damasceno —  A representação feita pelo corregedor será apreciada pelos 25 membros do Órgão Especial do TJRJ. Ela pode ser recebida ou rejeitada. Se recebida, começa o processo disciplinar. Não fui intimado para a sessão, mas meu advogado foi.

Viomundo — Que tipo de ação foi aberta contra o senhor?
João Batista Damasceno — Trata-se de uma representação por suposto descumprimento de dever funcional. O corregedor diz que a obra de arte tem uma crítica à polícia e que pendurar tal quadro num gabinete é crítica a outra instituição e que tal comportamento é indevido a um juiz.
Ele fala na representação em crime de “vilipêndio a objeto de culto”, tipificado no artigo 208 do Código Penal. Mas não há ação penal. Isso é apenas retórica. Este foi o fundamento com o qual mandou apreender o quadro no gabinete do desembargador Siro Darlan.
O tribunal não pode agir de ofício em caso de crime. Ao Ministério Público é que caberia tal busca e apreensão, por meio de ação própria, se estivesse diante de efetivo crime.
De qualquer modo, o tratamento da questão demonstra como alguns tribunais se colocam ao lado das truculências do Estado e usa retórica para admoestar quem critica o Estado.
Num Estado Policial, o poder não é apenas da polícia. Num Estado Policial, todas as agências atuam com a lógica da polícia.
No caso em questão, está evidenciada anomalia no procedimento do tribunal. A representação é feita tão somente contra um juiz de primeiro grau, ainda que o quadro tenha permanecido por mais tempo no gabinete de um desembargador.
Mas, o desembargador – que se fosse o caso – deveria ser igualmente representado, não é destinatário da ação do corregedor.

Viomundo — Foi uma decisão do próprio tribunal ou a pedido de terceiros?
João Batista Damasceno — O tribunal age de ofício. No caso, é uma representação do corregedor. Mas ele o fez a partir da reação de alguns setores ligados ao aparado repressivo do Estado. O ofício do Deputado Flávio Bolsonaro, a reação da “bancada da bala”, a reação de algumas associações de policiais…
A presidenta do tribunal é filha de policial e isso também pesou na decisão. Há certa pessoalidade na questão, além do componente ideológico.
Mas entidades e pessoas ligadas à justificação da truculência do Estado endossaram a atuação do tribunal.

Viomundo – Que decisão o senhor imagina saia nesta segunda-feira?
João Batista Damasceno — Não creio no recebimento da representação. Agora, se acolhida, ela poderá ser ao final arquivada ou posso sofrer uma sanção administrativa, de natureza disciplinar. Tenho 20 anos de magistratura e em minha ficha funcional não consta nenhuma sanção. Ao contrário, tenho dois elogios.

Viomundo — O fato de ter doado dinheiro para a ceia dos sem-teto na Cinelândia, no Natal do ano passado, vai influenciar no julgamento?
João Batista Damasceno  – Não sou vítima da atuação dos que estão em outro espectro ideológico no seio da magistratura e da sociedade.
O que estamos vivenciando é um embate próprio dos interesses inconciliáveis.
Mas, claro, que minha posição ideológica, notadamente, pela afirmação do Estado de Direito neste momento de ascensão do Estado Policial e a participação de uma entidade que pugna pela difusão da cultura jurídica democrática, influencia o posicionamento daqueles que se alinham com posições jurídico-político-ideológicas adversas.

Viomundo – Como qualifica essa ação contra o senhor?
João Batista Damasceno — A censura a obra de arte é inconstitucional. Igualmente inconstitucional é a ameaça de processo disciplinar, pois viola o direito à livre manifestação do pensamento.
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Carta de repúdio enviada pelo desembargador  Siro Darlan aos colegas por ocasião da ação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contra o juiz João Batista Damasceno
Colegas Magistrados.
Em nome de Deus muitas guerras “santas” fraticidas foram declaradas e em nome da Justiça tenebrosas injustiças são praticadas. Assim como Deus é a Luz do Mundo, a Justiça deve ser o farol de segurança do respeito ás regras de convivência humana traçadas pela Constituição que foi escrita para a sociedade como garantia do equilíbrio entre os desiguais e o respeito ás diferenças.

Precisamos estar atentos para os movimentos que estão se proliferando de perseguição a determinados magistrados, colegas de primeiro grau, em razão de seus posicionamentos judiciais, pessoais, filosóficos ou doutrinários.

A independência do juiz é de natureza jurídico-administrativa, fazendo parte da relação do juiz com o Estado. Assim como as demaisgarantias da magistratura, está inserida num amplo contexto, que corresponde à independência do Poder Judiciário e à imparcialidade do magistrado.

“Da dignidade do juiz depende a dignidade do direito. O direito valerá, em um país e em um momento histórico determinado, o que valham os juízes como homens. No dia em que os juízes têm medo, nenhum cidadão pode dormir tranquilo” (Eduardo Couture).

A independência do juiz, primeiro, é uma garantia do próprio Estado de Direito, pelo qual se atribuiu ao Poder Judiciário a atribuição de dizer o direito, direito este que será fixado por normas jurídicas elaboradas pelo Poder Legislativo, com inserção, ao longo dos anos, de valores sociais e humanos, incorporados ao direito pela noção de princípios jurídicos.

A independência do juiz, para dizer o direito, é estabelecida pela própria ordem jurídica como forma de garantir ao cidadão que o Estado de Direito será respeitado e usado como defesa contra todo o tipo de usurpação. Neste sentido, a independência do juiz é, igualmente, garante do regime democrático.
Importante, ademais, destacar que a questão da independência dos juízes tratou-se mesmo de uma conquista da cidadania, pois nem sempre foi a independência um atributo do ato de julgar.

Dalmo de Abreu Dallari, assim se pronuncia a respeito:

“Essa ideia de independência da magistratura não é muito antiga. Há quem pense que isso acompanhou sempre a própria ideia de magistratura – eu ouvi uma vez alguma coisa assim no Tribunal de Justiça de São Paulo – o que é um grande equívoco. São fatos, fenômenos novos, situações novas, que estão chegando há pouco e que provocam crise, provocam conflitos.
Paralelamente a isso verifica-se, nesse ambiente de mudanças o crescimento da ideia de direitos humanos. Há um aspecto da história da história da magistratura que eu vou mencionar quase que entre parênteses, é uma coisa que corre paralelamente à história europeia, mas fica lá num plano isolado que é o aparecimento de uma magistratura independente, de fato independente nos Estados Unidos.
É oportuno lembrar a atitude política dos Estados Unidos durante  todo século XIX, ficando numa posição de isolamento do resto do mundo, sem participar de guerras ou alianças. Também o seu direito tinha outro fundamento, pois era basicamente o direito costumeiro e por isso não se refletiu nos direitos de estilo e tradição romanística, mas é muito interessante esse aspecto da história dos Estados Unidos.”

Ora, não há dúvida que essa garantia vem sendo solapada através de campanhas de desvalorização dos profissionais da justiça, através da mídia comprometida e de políticos interessados na impunidade e no enfraquecimento do judiciário. Essa campanha acaba gerando juízes medrosos, covardes e acanhados, com medo de um necessário ativismo judicial, onde através de decisões corajosas e independentes reflitam a verdadeira independência do Poder Judiciário e não uma subserviência aos mais poderosos midiática e economicamente.

Mas quando essa pressão ocorre dentro de nossa Casa de Justiça, estamos dando um tiro no pé e armando nossos adversários com argumentos  insuperáveis. Desse modo precisamos acompanhar de perto e com interesse na proteção da magistratura como um todo. As ações, sobretudo as de iniciativa da Corregedoria do Tribunal de Justiça que vem tentando amedrontar e calar juízes que demonstram com mais efervescência essa independência.

Magistrados estão sendo chamados a prestar esclarecimentos por suas decisões judiciais, manifestações acadêmicas e outras que não se enquadram no modelo pré-determinado e isso é inaceitável e  uma verdadeira agressão que precisa cessar em respeito a toda magistratura fluminense.

Desmandos administrativos, comportamentos não éticos ou condutas negligentes com nossos deveres constitucionais e funcionais, devem sempre ser corrigidas, seja no âmbito do Controle Interno, seja através do próprio Controle Social; mas a perseguição sub-reptícia, a ameaça de procedimentos punitivos ou a própria instauração de processos tão somente  em razão de decisões proferidas no âmbito do processo judicial ou em razão de opiniões acadêmicas, refogem inteiramente dos próprios princípios republicanos que fundamentam a Constituição da República.

A independência do juiz é condição basilar para a garantia dos direitos fundamentais e não podemos deixar que esta ou aquela administração se valha de seu mandato temporário e fugaz para solapar  através  de um terrorismo administrativa os próprios pilares do Estado Democrático de Direito.

Portanto, nobre Colega, a vigilância é permanente e cabe a nos esta vigilância.

Siro Darlan

PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA DO BRASIL, JUÍZES DECLARAM QUE HÁ E DEVE HAVER PESSOAS ACIMA DA LEI!!! SE É ASSIM, O ESTADO DE DIREITO ESTÁ MORTO NO BRASIL! (aqui)

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LUCIANA GENRO: A GRANDE ATACANTE DENTRE OS PRESIDENCIÁVEIS DE 2014


Dias atrás eu assisti um vídeo sobre Coronel Riccardi, candidato a deputado estadual pelo PP, que teria desmascarado o PSOL em um programa de TV no Rio Grande do Sul:
Porém em outra versão, com as intervenções de Luciana Genro, pude ver que não foi Riccardi que ganhou o debate, mas Luciana. Mesmo que antes Riccardi tenha atacado de forma razoável. Veja o vídeo, e ao final farei minha análise:
A ideologia dela é um lixo. Ela é desconhecida. Mas com certeza vai se tornar uma política profissional destacada no Brasil. Talvez até volte para o PT no futuro.
Mas por que isso vai acontecer? Por que ela quer. Simples. Ela teve motivação para aprender jogo político. Também entendeu algo que eu já estou cansado de dizer: “Na guerra política, o agressor geralmente prevalece”. Justiça seja feita, quem diz isso é David Horowitz.
Assistam a qualquer debate onde essa mulher participe e veja o quanto ela ataca seus oponentes. Ela internalizou a tal ponto o quanto seus oponentes são imundos que é capaz de convencer boa parte do público de que realmente acredita nisso. Aí é só falar com toda a indignação do mundo contra eles. É preciso também lançar as propostas de um mundo melhor caso seus adversários sejam vencidos. A formula é simples assim.
Muitos oponentes da extrema-esquerda se recusam a entrar em debates do Facebook ou participar de qualquer interação virtual com essa contundência. Muitos candidatos seguem a linha do “nice guy”. O resultado está aí: perda contínua de poder para as organizações e partidos de extrema-esquerda.
Depois é fácil dizer que “o Foro decidiu assim” ou que “está tudo dominado” pelo oponente. Fica fácil jogar a sujeira para baixo do tapete ao invés de reconhecer que muitos de nós, ao nos recusarmos a usar a agressividade necessária no confronto político, somos corresponsáveis pelo sucesso da esquerda.
É como um time de futebol moderno: todos atacam e defendem ao mesmo tempo. Só que na oposição aos totalitários da extrema-esquerda, faltam atacantes do nosso lado. Ou seja, falta a opção deliberada por obter resultados.

The Racist MEXICAN HISPANIC REPORTER FROM UNIVISION 34....


  
Esses camaradas são os maiores propagadores do comunismo no mundo (aqui)


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Pega pra capar entre Dra.Tarso Genro (Luciana Genro) e Coronel José Riccardi Guimarães
 

Publicado em 16/10/2013

O Coronel da Brigada Militar José Riccardi Guimarães coloca Dr. Tarso Genro (Luciana Genro) em seu lugar, chama de mimada e manda reclamar pro papai. O debate aconteceu no Programa Conversas Cruzadas na TVCOM de Porto Alegre.