quinta-feira, 7 de novembro de 2013

AO MESTRE MARGINAL COM CARINHO! - SR. WALTER HUPSEL


























METÁSTASE
Por Walter Hupsel | On The Rocks – qua, 6 de nov de 2013

Um aluno meu preso pela polícia porque estava na manifestação na qual um coronel da PM foi espancado. Foi acusado de formação de quadrilha e tentativa de homicídio, sem provas ou sequer indícios. Estava lá sim, inclusive era um dos poucos que não escondiam o rosto.

Foi preso em flagrante, o que, contrariamente ao que pensa o senso comum, não significa, necessariamente, ser pego “com a boca na botija”, mas apenas que foi detido, nas circunstâncias do ato criminoso, em situação que se faça presumir que seja o autor.

Via de regra, quem alega o flagrante é a polícia. Ela pode fazer isso discricionariamente, não necessitando de indícios, provas nem sequer “atitude suspeita”, como na brilhante e atual crônica de Luis Fernando Veríssimo.

Por estar na manifestação, Paulo Henrique Santos está, até hoje, no centro de detenção provisória. Sem provas ou indícios, ele teve um Habeas Corpus negado pelo juiz Alberto Anderson Filho, baseado única e exclusivamente no “flagrante” e nas acusações da polícia.



"O fato de o indiciado ser primário, estar cursando universidade, e ter respaldo familiar, não o afastou da participação em baderna na via pública". Segundo o juiz, se trata “de manutenção da ordem pública”.

Lá se vão 12 dias que o estudante, com residência fixa e primário, encontra-se preso, sem direito a responder as acusações em liberdade. O próprio Ministério Público recomendou a soltura de Paulo Henrique Santos, até agora em vão.

Não se trata de culpado ou inocente. Se trata de respeito ao devido processo legal, de provas e contra-provas. Alias, as imagens divulgadas pela própria polícia mostram que Paulo Henrique não agrediu o coronel.

Este é o aparato repressivo da polícia. Sim, da polícia primariamente, depois do Estado e seus amigos.

Há muito ela se distanciou das leis, criando espaços de anomia e suas próprias regras. Isso é confortável para a classe média, que vive pedindo mais polícia, mais energia e mais sangue.

Potência e desejo se encontram. Se encontram nas hierarquias e nas .40 no coldre. Ou melhor, nas .40 fora do coldre, apontadas soberanamente para alguém, para qualquer um. Esta é a nossa ordem. Esta é a nossa barbárie diária.

A pior das barbáries, porque acima da lei, inimputável. Barbáries cotidianas de arbítrio e força mais que conhecidas da periferia, desde que o samba é samba é assim. Mas fica um aviso: o monstro descontrolado e incensado não reconhece barreiras geográficas. Se ainda havia um constrangimento para a atuação da polícia, não há mais.

Paulo Henrique está preso arbitrariamente simplesmente porque, conforme o juiz citado, estava na manifestação. O policial que matou uma pessoa “sem querer” dois dias depois do protesto no qual Paulo se encontrava, foi solto.

Este aluno está detido, e foi transferido para o centro de detenção provisória sem Habeas Corpus. Estudante, residência fixa, sem antecedentes. Sem Habeas Corpus
A potência policial encontra o desejo do judiciário e da classe média. Pura força.
A nossa metástase e nossa tragédia.

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UM CRIME QUE JUSTIFICA O SEU COMO EDUCADOR SR. WALTER HUPSEL
!


Acredito que esse Walter é um tremendo canalha, recorrentemente, ele ataca a polícia em seus artigos sempre dedicados a denegrir a imagem de homens e mulheres que arriscam suas vidas para garantir a dos demais. Ele tem vários artigos publicados, dentre os quais me lembro um que defendia a saída da PM da USP para permitir o uso irrestrito das drogas no ambiente acadêmico, outro aterrador foi quando ele comparou o número de policiais mortos com os de bandidos, dizendo que a polícia matava mais que morria, fazendo disso um argumento para dizer que a PM era homicida. E esse agora foi pra jogar a ultima pá de cal.

Texto redigido por um professor da USP, aquela mesma Universidade que tempos atrás pediu a saída da PM do Campus por que os alunos queriam APENAS fumar maconha, cheirar cocaína e outras drogas mais, livremente sem nunca estudar e ainda causando panos ao patrimônio...
Tinha que ser de baixo nível mesmo e de propósitos duvidosos.

Seu aluno preso em flagante só tinha ateado fogo em 01 coletivo, quebrado só 01 vitrine, quebrado 01 policial a pau, e estava se preparando para saquear 01 loja, e pegaram ele antes mesmo de concluir sua intenção e ainda vão segurar o meliante mais alguns dias, isso é totalmente ilegal?

Deixo aqui o meu protesto, solta o cara “direitos dos manus”...

E o pobrezinho do seu aluno estava lá no meio do corre-corre pra tocar flores nos policiais, não é?

Queria ver se esses vândalos atacassem sua loja, seu caminhão etc..
O que você faria?

Walter, se esse bando de baderneiros soubesse se manifestar, nem policiais eram precisos nas proximidades. Ao contrário de certos países em que a maioria dos policiais nem usa arma, no Brasil a polícia usa até coletes à prova de balas para se proteger dos marginais super-armados.... E o seu aluno dedicado ele estava lá fazendo o que e pra quem?

A POLÍCIA

O que você espera de indivíduos que ganham mal, são assassinados em um número 3 vezes maior que qualquer cidadão, são desprestigiados e atacados o tempo todo por idiotas de esquerda como você, que tem vida boa porque são puxa sacos de QUADRILHA.

Os policiais estão assustados, acuados e insistem em fazer este trabalho de combater o crime, eles possuem vocação, embora mal equipados e mal orientados e treinados, coisa que teóricos esquerdopatas não possuem, além de mamar nas tetas gordas do governo e instituições emparelhadas, tirando proveito da situação caótica que marginais esquerdistas criam com suas mentalidades malignas.

Ao "mestre" que dedica a buscar "justiça" para seu querido aluno, eu gostaria que o senhor procurasse se colocar no lugar das pessoas aterrorizadas por esses marginais autodenominados manifestantes, que obrigam trabalhadores a descerem de ônibus apedrejando-o para depois incendiá-los, impedindo que as pessoas possam ir para suas casas depois de um dia cansativo de trabalho e estudo, vandalizam o patrimônio público e o privado levando prejuízo inclusive aos trabalhadores desses estabelecimentos, e agridem aqueles que expõem suas vidas diariamente para defender a sociedade da criminalidade e tudo para imporem ao resto da sociedade sua forma de pensar e suas vontades independentes do que quer a maioria (é claro que existem maus policiais como há maus profissionais em qualquer atividade – e são punidos).

E quando você estiver sob a mira de uma arma apontada na sua cabeça por um bandido qualquer e olhar a sua volta e não encontrar nenhum desses policia que o senhor tanto criticou, pois podem estar ocupados levando pedradas desses marginais, e que o senhor tanto defende, ai quem sabe, o senhor como péssimo educador que vive reclamando da desconsideração de sua categoria não comece a reconhecer melhor quem são, e que são, os vilões da nossa sociedade.


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28/10/2013
 às 18:02 \ Direto ao Ponto

Black Bloc é o codinome pernóstico de uma ramificação da família dos fora-da-lei



Num parágrafo do artigo que publicou em seu blog neste domingo, ilustrado por vídeos que documentam a ação abjeta dos agressores e a reação exemplarmente sensata do coronel Reynaldo Simões Rossi, da PM de São Paulo, o jornalista Josias de Souza fez o resumo da ópera: “Já passou da hora de definir melhor as coisas. Está nas ruas uma estudantada corpulenta, de cara coberta e violenta. Esse grupelho adquiriu o vício orgânico de tramar contra o sossego alheio. Vândalos? É muito pouco! Black Blocs? O escambau! Traduza-se para o português: bandidos, eis o que são”.
Perfeito: bandidos, é isso o que são os integrantes dessa ramificação da grande e prolífica família dos fora-da-lei. Em sua versão brasileira, Black Bloc é o nome pernóstico de uma quadrilha sem chefe. No País do Futebol, o time vestido de preto é o primo mais idiota da pior das torcidas uniformizadas. No País do Carnaval, é o filhote poltrão do Comando Vermelho, que cobre o rosto com máscaras para fazer em liberdade o que os colegas engaiolados fazem de cara lavada.
O ataque ao coronel Rossi parece ter acordado os responsáveis pela manutenção da ordem pública. “Não vamos tolerar as ações desses marginais”, subiu o tom neste sábado o governador Geraldo Alckmin. “O Estado vai dar uma resposta muito forte a esse bando de criminosos”, prometeu no mesmo dia o major Mauro Lopes, porta-voz da PM paulista. “É necessário restituir o que a cidade perdeu. A cidade é nossa”.
Não existe resposta mais forte do que a imediata aplicação da lei. Basta identificar, capturar, processar, julgar e prender os sequestradores de cidades. “O direito de se manifestar será sempre garantido pela polícia”, lembrou o coronel Rossi no hospital onde se recupera de uma fratura na clavícula. “Mas os manifestantes precisam ter responsabilidade. Devem separar-se dos criminosos e nos ajudar a identificá-los. O silêncio dos bons é muito pior do que o ruído dos ruins”.
Os pastores do vandalismo não querem negociação, pondera Rossi, um dos 70 policiais militares feridos nas manifestações deste ano. “Eles atacam a PM por representar o Estado, é o Big Brother deles”. Atacam sobretudo porque se sentem impunes. Nada que uma boa cadeia não resolva. É hora de mostrar aos rebeldes sem cabeça que chegou ao fim a paciência da cidade flagelada por devotos da violência gratuita.
A ofensiva começa pelo fim da fantasia: não existem Black Blocs. Existem bandidos, que de bandidos devem ser chamados. E como bandidos precisam ser tratados pelas instituições incumbidas da preservação do Estado de Direito.

O MINISTÉRIO PÚBLICO PAULISTA ACUSOU O JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO DE EXTRAPOLAR O BOM SENSO AO TRATAR DE SEXO




17 DE DEZEMBRO DE 2011 ÀS 00:43

Ilustrações da Folha Ilustrada, de 19 de julho de 2010, são consideradas “impróprias e inadequadas” para crianças; ombudsman Suzana Singer alertou sobre grosseria.


Fernando Porfírio _247 - O Ministério Público paulista acusou o jornal Folha de São Paulo de extrapolar o bom senso ao tratar de sexo, na edição de 19 de julho do ano passado, do caderno conhecido como Ilustrada. O MP afirma que o jornal praticou ato ilícito ao expor crianças e adolescentes “ao risco de acesso a ilustrações impróprias e inadequadas”, capazes de causar prejuízo ao desenvolvimento infantil.

Por isso, entrou na Justiça com ação civil pública contra a Empresa Folha da Manhã S.A , que publica o jornal Folha de S. Paulo. A Promotoria da Infância e Juventude da Capital quer a condenação da empresa por danos morais difusos e coletivos, que, na opinião do Ministério Público teriam sido causados pela veiculação de desenhos retratando cenas obscenas.

A ação foi proposta na última segunda-feira (12). No pedido, a promotora de justiça Carmen Lucia de Mello Cornacchioni pede a condenação da Folha da Manhã em valor não inferior ao que foi obtido com a venda daquela edição do jornal. O dinheiro da condenação, se for concedida, será recolhido ao Fundo gerido pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.

De acordo com o MP, em 19 de julho do ano passado o jornal publicou no caderno Ilustrada as matérias “O Sexo como ELE (não) é” e “Esse obscuro objeto de desejo”. As reportagens tratavam sobre histórias em quadrinhos pornográficas produzidas no Brasil entre os anos 1950 e 1980, cujo autor mais famoso do gênero foi Carlos Zéfiro. A edição informava também o lançamento editorial de quatro livrinhos e 12 histórias desenhadas por Zéfiro.

Ainda segundo o MP, para ilustrar as matérias, o jornal publicou cinco desenhos dessa histórias, além das capas dos quatro livrinhos, que retratam cenas obscenas de bacanal, sexo oral, sexo anal e penetração. “Todas de conteúdo evidentemente erótico, e totalmente inadequadas e impróprias para crianças”, segundo a ação.

A promotora de justiça informa que a publicação gerou uma série de representações encaminhadas ao Ministério Público, por parte de pais inconformados com o elevado teor erótico da matéria. As representações provocaram a instauração de inquérito civil.
Na investigação, as reportagens e as ilustrações foram submetidas à análise da professora Rosana Aparecida Salvador Rossit, chefe do Departamento de Saúde, Educação e Sociedade da Universidade Federal de São Paulo. A especialista concluiu que as matérias veiculadas são prejudiciais ao desenvolvimento infantil e ao desenvolvimento da sexualidade.

De acordo com a ação, o jornal desrespeitou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que impõe tutela diferenciada à criança em virtude de se cuidar de indivíduo em situação peculiar, por se encontrar em processo de desenvolvimento, e que proíbe a venda de revistas e publicações contendo material impróprio ou inadequado a crianças e adolescentes sem embalagem lacrada.

“O jornal, nos dias de hoje, está acessível para crianças e adolescentes, seja em casa, em escolas, em bibliotecas públicas e até na internet. Longe de se desaconselhar a leitura de jornais por crianças e adolescentes, é notório que hoje esse hábito é estimulado, inclusive como parte de estratégias didáticas”, sustenta a promotora.

Segundo a ação, o jornal praticou um ato ilícito causador de danos morais coletivos ao expor crianças e adolescentes em todo o território nacional ao risco de acesso a ilustrações impróprias e inadequadas, capazes de causar prejuízo ao desenvolvimento infantil, notadamente ao que diz respeito ao desenvolvimento da sexualidade.

A ação ressalta que a própria ombusdman do jornal criticou a publicação. “... Difícil dizer se os catecismos merecem figurar no repertório artístico do país e mais difícil ainda é entender a forma como saíram na Folha. O jornal escolheu um sábado - dia da Folhinha e de literatura na Ilustrada - para dar destaque à pornografia (essas publicações nem se pretendem "eróticas").”, escreveu a ombusdman, na coluna publicada no dia 27 de junho de 2010.

A Promotoria tentou a solução extrajudicial junto à empresa publicadora do jornal, mediante tomada de compromisso de ajustamento de conduta, mas ajuizou a ação diante da recusa da empresa. A ação foi distribuída à Vara Central da Infância e Juventude da Capital.

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OMBUDSMAN - SUZANA SINGER REPRESENTA A EMBLEMÁTICA IGNORANCIA ESQUERDISTA BANDIDA DE GEORGE ORWELL



George Orwell

OMBUDSMAN, SUA ORIGEM
"Por Diogo Molina" em 13/12/2011 na edição 672

Muitos podem autoquestionar o significado da instituição do ombudsman ou mesmo da palavra ombudsman. De origem sueca, a palavra significa que o ombudsman tem como seu significado geral ser representante do cidadão. Agora sabemos que a origem do ombudsman começou na Suécia e qual a sua principal atribuição, mas como foi o surgimento? De que forma?

Em 1713, a Suécia era uma das maiores potências mundiais e era constituída por uma monarquia cujo rei era Charles 12. Foi durante um refúgio na Turquia que Charles 12 criou o Gabinete do Supremo Ombudsman. A criação do Gabinete do Supremo Ombudsman por parte de Sua Majestade fora com o intuito de que o ombudsman recebesse as reclamações da população, investigasse essas manifestações e encaminhasse essas mesmas manifestações ao conhecimento de Sua Majestade e do governo monárquico.

Sendo assim, conclui-se que o ombudsman, dentro do contexto mencionado, era uma instância de recurso entre o povo e o rei. 

Como ressalta o ex-ombudsman do jornal Folha de S.Paulo, jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva em uma de suas colunas intitulada “Diplomata, Não Militar”, publicada no jornal em 1º de julho de 2008, “Charles 12 era um grande guerreiro. Mas quando resolveu estabelecer o ombudsman pensou como político sobre como conciliar de forma pacífica conflitos de interesses entre os cidadãos e o Estado”.

Foi somente a partir de 1967 que a instituição do ombudsman começou a ser implantada na imprensa mundial. Nos Estados Unidos, no estado de Kentucky, cidade de Louisville, criou-se através de um jornal americano (não se tem certeza sobre qual o diário que foi o primeiro a instituir a instituição do ombudsman na imprensa ianque, o Courier-Journal ou The Louisville Times). Na Europa, o primeiro jornal a adotar a figura do ombudsman foi o diário El País, em experiência, assim como aconteceu de forma mais solidificada nos Estados Unidos com o diário The Washington Post, que também institui a função de ombudsman que mais tarde seria também adotada pelo jornal de maior prestígio mundial: The New York Times.

O MANDATO DO OMBUDSMAN

Referente à Reunião Mundial dos Ombudsmans de 2009, perguntei a Carlos Eduardo Lins da Silva quantos ombudsmans havia nos EUA, na Europa e na América Latina e ele me respondeu: “A reunião mundial de ombudsmans de imprensa continua ocorrendo anualmente. A mais recente foi em Washington, em abril. Mais de 70 ombudsmans estiveram presentes. Cerca de 30 dos EUA. Há vários na Europa e alguns na América do Sul. No Brasil, pelo menos UOL, TV Cultura e o jornal O Povo têm ombudsmans, além da Folha”.

Baseando-se na experiência pioneira de El País, na Espanha, e do Washington Post, nos Estados Unidos, o jornal Folha de S.Paulo cria em 1989, em experiência inédita e pioneira na imprensa brasileira e também da América Latina, a instituição do ombudsman dentro do próprio do jornal que, em 2009, completou aniversário de 20 anos desde sua criação com nove ombudsmans.

Inicialmente, o mandato do ombudsman da Folha era de um ano, podendo ou não ser renovado por um ano. Com o tempo, essa renovação depois que o Representante do Leitor cumpria seu mandato de um ano passou a poder ter renovação de mandato por mais dois anos, ficando assim um só ombudsman três anos como titular do cargo (como exemplo dos que ficaram três anos ocupando a função, os jornalistas Marcelo Leite, Marcelo Beraba, Renata Lo Prete, Bernardo Ajzenberg). O primeiro ombudsman da Folha foi o jornalista Caio Túlio Costa com sua primeira coluna como ombudsman do jornal publicada em 24 de setembro de 1989, atualmente em 07/11/2013 a ombudsman do jornal é a jornalista Suzana Singer.

É AO OMBUDSMAN QUE ME MANIFESTO

Uma das condições para que o jornalista seja ombudsman da Folha é que, durante o seu mandato, o profissional não pode fazer parte da Redação do jornal, garantindo ao Representante do Leitor total liberdade, imparcialidade, isenção e independência para cobrar o jornal tecnicamente positivamente ou negativamente, tanto na crítica interna que o ombudsman escreve de segunda a sexta e que circula somente na Redação da Folha ou na coluna de sua autoria publicada na edição nacional e na edição São Paulo da Folha de S.Paulo no caderno Brasil, aos domingos para conhecimento dos leitores do jornal Folha de S.Paulo.

O ombudsman da Folha representa os leitores do jornal e não a direção de Redação da Folha de S.Paulo, o que não significa que o ombudsman precise se declarar um adversário da direção do jornal para defender os leitores. Faltam as excelências da Folha esse entendimento.

É para o ombudsman que o leitor da Folha de S.Paulo tem que se manifestar ao conteúdo jornalístico publicado no jornal. A reclamação diretamente a mim, sinceramente não resultará em nada, a não ser troca de ideias ou para um debate jornalístico e nada mais que isso porque eu digo a vocês que quando qualquer conteúdo me agrada ou não na Folha de S.Paulo é ao ombudsman do jornal que me manifesto como leitor, mandando um e-mail para ombudsman@uol.com.br e o ombudsman da Folha encaminha minha opinião a direção de Redação da Folha de S.Paulo.
É bem mais que necessário dizer isso as excelências da Folha...
***
[Diogo Molina é escritor]


. EU APOIO O MST: ANDRÉ SINGER IRMÃO DA DITA CUJA

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Portanto meus amigos, o ombudsman não teria que omitir opinião.



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1º - LEITÃO E A MISÉRIA DO DEBATE (aqui)

2º - O ROTWEILLER DA DIREITA HIDRÓFOBA CONTINUA LATINDO, PARA DESESPERO DOS UNGIDOS DA ESQUERDA CAVIAR 
(aqui)

3º - 
LISTA DE QUASE TODOS OS CASOS DE CORRUPÇÃO NO GOVERNO LULA 
(aqui


4º - 
TRUCO, LADRA!! FEDERAÇÃO DE AGRICULTURA DO MARANHÃO ACUSA MIRIAM LEITÃO DE MENTIR SOBRE DESINTRUSÃO DA TERRA INDÍGENA AWÁ-GUAJÁ 
(aqui)

5º - 
OMBUDSMAN - SUZANA SINGER REPRESENTA A EMBLEMÁTICA IGNORÂNCIA ESQUERDISTA BANDIDA DE GEORGE ORWELL 

MÍRIAM LEITÃO E A MISÉRIA DO DEBATE




03/11/2013
 às 10:35 \ CulturaDemocraciaEconomiaLiberdade de Imprensa

A colunista Míriam Leitão resolveu atacar Reinaldo Azevedo e esse que vos escreve em seu artigo de hoje, mas sem coragem para citar os nomes. Criticou o que chamou de miséria do debate, posando de isenta, neutra, ou pior, acima dos embates ideológicos. É sempre assim: a nova esquerda finge não ser de esquerda.
Logo de cara, tentou mostrar uma postura equidistante dos que demonizam o PT e os que demonizam o PSDB, “acusando-o” de neoliberal:
O Brasil não está ficando burro. Mas parece, pela indigência de certos debatedores que transformaram a ofensa e as agressões espetaculosas em argumentos. Por falta de argumentos. Esses seres surgem na suposta esquerda, muito bem patrocinada pelos anúncios de estatais, ou na direita hidrófoba que ganha cada vez mais espaço nos grandes jornais.
É tão falso achar que todo o mal está no PT quanto o pensamento que demoniza o PSDB. O PT tem defeitos que ficaram mais evidentes depois de dez anos de poder, mas adotou políticas sociais que ajudam o país a atenuar velhas perversidades.
O PSDB não é neoliberal, basta entender o que a expressão significa para concluir isso. A ele, o Brasil deve a estabilização e conquistas institucionais inegáveis. A privatização teve defeitos pontuais, mas, no geral, permitiu progressos consideráveis no país e é uma política vencedora, tanto que continuou sendo usada pelo governo petista.
O PT não se resume ao mensalão, ainda que as tramas de alguns de seus dirigentes tenham que ser punidas para haver alguma chance na luta contra a corrupção. Um dos grandes ganhos do governo do Partido dos Trabalhadores foi mirar no ataque à pobreza e à pobreza extrema.
Quanta coisa para rebater! Vejam como a colunista paira acima dessa disputa política. O PT tem defeitos, mas não é só o mensalão. O PSDB tem qualidades, e não é neoliberal. Basta entender o que a expressão significa para concluir isso. É verdade! O PSDB não é neoliberal, como todo liberal diz. Mas notem como Míriam Leitão acha isso BOM, e como lida com o termo como se fosse ruim. Ela está, em sua cabeça, DEFENDENDO os tucanos desse ataque cruel!
O PT mirou no ataque à pobreza? Mesmo? Ao fazer tais concessões patéticas em nome da covarde postura neutra, Míriam está endossando uma mentira! As políticas sociais do PT não são sustentáveis, têm caráter eleitoreiro, criam dependência do estado, são esmolas que compram votos. Mas ela elogia esse lado “humano” do PT, ajudando a propagar uma falácia só para parecer bem na foto, contra os “extremos”. Aqui ela se entrega de vez:
Os epítetos “petralhas” e “privataria” se igualam na estupidez reducionista. São ofensas desqualificadoras que nada acrescentam ao debate. São maniqueísmos que não veem nuances e complexidades. São emburrecedores, mas rendem aos seus inventores a notoriedade que buscam. Ou algo bem mais sonante.
Como assim, “petralhas” e “privataria” são termos equivalentes? Petralhas são petistas quadrilheiros, que justificam quaisquer meios para seus “nobres fins”. Privataria é o que mesmo? Ah sim, os petistas usam isso para chamar qualquer um que defende… as privatizações! Ou seja, vender a Vale é “privataria”. Mas para Míriam Leitão, a isenta, isso é o mesmo que chamar um chefe de quadrilha condenando pelo STF de “petralha”. Como ela é isenta!
Sobre a tentativa de intimidação ou quase censura da ombudsman da Folha contra Reinaldo Azevedo, que até o esquerdista Demétrio Magnoli condenou em sua recente coluna, Míriam toma o partido da mulher (aliás, ela parece usar tal critério, o gênero, como um dos mais relevantes, e voltarei a isso em breve). Ela diz:
Recentemente, Suzana Singer foi muito feliz ao definir como “rottweiller” um recém-contratado pela “Folha de S.Paulo” para escrever uma coluna semanal. A ombudsman usou essa expressão forte porque o jornalista em questão escolheu esse estilo. Ele já rosnou para mim várias vezes, depois se cansou, como fazem os que ladram atrás das caravanas.
Foi um episódio lamentável de Suzana, tentar rotular o jornalista logo em seu primeiro artigo, sendo que ele estava sendo preciso na defesa dos valores democráticos contra os criminosos dos black blocks! Mas vejam: se você coloca os pingos nos is, você é um “rotweiller” que não quer um bom nível de debate. Essa gente cai em contradição com muita facilidade, tentando anular qualquer debate mais sério com discordância desse politicamente correto patético.
Agora vamos ao trecho em que ela me ataca, sem citar meu nome (é que sou um estranho qualquer, sabe, que nem escreve no mesmo jornal que ela há mais de três anos):
Não costumo ler indigências mentais, porque há sempre muita leitura relevante para escolher, mas outro dia uma amiga me enviou o texto de um desses articulistas que buscam a fama. Ele escreveu contra uma coluna em que eu comemorava o fato de que, um século depois de criado, o Fed terá uma mulher no comando. Além de exibir um constrangedor desconhecimento do pensamento econômico contemporâneo, ele escreveu uma grosseria: “O que importa o que a liderança do Fed tem entre as pernas?” Mostrou que nada tem na cabeça.
Em primeiro lugar, a abjeta tentativa de desqualificar o outro com base em suas intenções, e isso de alguém que diz prezar o bom debate: eu busco a fama! Nem vou cobrar de Míriam Leitão explicações sobre sua visível vaidade, aquela produção toda para falar na TV, e a ganância que a levou a abandonar a editora Record pela Intrínseca mesmo depois do sucesso que foi seu livro sobre inflação, premiado até com o Jabuti. Melhor ficar quieto e ignorar a tentativa pérfida de rótulo das minhas intenções.
O artigo sobre a Yellen no Fed foi esse aqui. Reconheço que apelei um pouco no título, mas foi necessário diante da cartada sexual lamentável de Míriam Leitão. Afinal, ela estava enaltecendo a escolha, em boa parte, por causa do gênero. O que isso importa? Yellen é vista por grande parte do mercado como agressiva demais nos estímulos, o que é um perigo sério para novas bolhas à frente.
Eis o ponto. Mas para Míriam, o que importa é que ela seja mulher. E depois tenta desqualificar o meu conhecimento sobre economia! Logo ela, que é jornalista e que certa vez escreveu que não compreendia a Embratel valer menos do que tinha em caixa, ignorando o que tinha do outro lado do balanço, em dívida! Míriam não sabe que alertei para a estagflação brasileira há três anos? Ela devia estar muito ocupada defendendo o estilo de vida dos índios na Amazônia…
Agora vamos à hipocrisia típica da esquerda caviar que Míriam Leitão representa:
Não acho que sou importante a ponto de ser tema de artigos. Cito esses casos apenas para ilustrar o que me incomoda: o debate tem emburrecido no Brasil. Bom é quando os jornalistas divergem e ficam no campo das ideias: com dados, fatos e argumentos. Isso ajuda o leitor a pensar, escolher, refutar, acrescentar, formar seu próprio pensamento, que pode ser equidistante dos dois lados.
O que tem feito falta no Brasil é a contundência culta e a ironia fina. Uma boa polêmica sempre enriquece o debate. Mas pensamentos rasteiros, argumentos desqualificadores, ofensas pessoais, de nada servem. São lixo, mas muito rentável para quem o produz.
Quais foram os dados, os fatos e os argumentos dessa coluna de Míriam? Não os vi! O que vi foram ataques chulos e ridículos a dois articulistas que têm tido destaque ao apontar os absurdos desse desgoverno petista. Para ela, somos da “direita hidrófoba”, seja lá o que isso signifique. Rótulos, desqualificação das intenções, ataques vazios, mas logo depois vem posar de triste com a falta de argumentos? Típico…
Certa vez, em 2006, mandei um email para Míriam Leitão. Não respondeu. Era essa a mensagem:
Cara Miriam Leitão,
Tenho lido e escutado a senhora repetir que o embargo imposto a Cuba pelos Estados Unidos é incoerente pois, pelo critério de ditadura, China não deveria ser então o maior parceiro comercial dos americanos. Venho lembrar-te que, pelo que me consta, o embargo imposto não é pelo fato de tratar-se de uma ditadura, mas sim pelo fato de Fidel Castro ter tomado na marra o controle das empresas americanas no passado, e como reação a tal ato, o embargo foi criado. Creio que seria bastante útil aos seus leitores compreender tal diferença.
Escrevi dois artigos sobre Cuba, que você pode encontrar no meu blog: http://rodrigoconstantino.blogspot.com
Grato pela atenção,
Rodrigo.


Mandei outros dois emails sobre Cuba, questionando como ela podia afirmar que havia avanços sociais naquela ilha-presídio. Entendo por que não respondeu. Míriam Leitão evoluiu muito dos dias de socialista. Consta, segundo relatos diretos de alguém presente, que ela chegou a chorar de tristeza ao ver no que a URSS tinha se transformado quando foi visitar o país pela primeira vez. O sonho utópico era um pesadelo na prática. Míriam se livrou do socialismo, mas o ranço permanece lá. Virou esquerda caviar. Acha que o debate está muito bom entre o PT e o PSDB, tirando os “extremos”.
Já eu penso que a miséria do debate brasileiro tem muito a ver com pessoas como Míriam Leitão. O “centrismo” foi alçado ao patamar de ideal, sendo que nem é centro mesmo, pois é claramente de esquerda. Ai de um neoliberal que queira entrar nesse debate! Ai de um conservador que queira entrar nesse debate! Serão logo rotulados e desqualificados por gente como Míriam Leitão. Tudo em nome do bom debate, sem os “extremos”. É a extrema cara de pau. É a extrema covardia. É um jogo que só agrada mesmo aos próprios petralhas!
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1º - LEITÃO E A MISÉRIA DO DEBATE (aqui)

2º - O ROTWEILLER DA DIREITA HIDRÓFOBA CONTINUA LATINDO, PARA DESESPERO DOS UNGIDOS DA ESQUERDA CAVIAR 
(aqui)

3º - 
LISTA DE QUASE TODOS OS CASOS DE CORRUPÇÃO NO GOVERNO LULA 
(aqui


4º - 
TRUCO, LADRA!! FEDERAÇÃO DE AGRICULTURA DO MARANHÃO ACUSA MIRIAM LEITÃO DE MENTIR SOBRE DESINTRUSÃO DA TERRA INDÍGENA AWÁ-GUAJÁ 
(aqui)

5º - 
OMBUDSMAN - SUZANA SINGER REPRESENTA A EMBLEMÁTICA IGNORÂNCIA ESQUERDISTA BANDIDA DE GEORGE ORWELL 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

QUERO FICAR FAMOSO À CUSTA DE CERTA JORNALISTA DE ECONOMIA!



Uma jornalista de economia do GLOBO

























03/11/2013
 às 14:09 \ HumorLiberdade de Imprensa

Uma jornalista que fala muito de economia no GLOBO, mas também de cotas raciais, índios da Amazônia e feminismo, disse que pessoas como eu e o Reinaldo Azevedo (sem citar os nomes diretamente) emburrecem o debate no Brasil. Disse que não focamos nos argumentos, mas apenas em rótulos ofensivos. Disse isso logo depois que nos chamou de membros da “direita hidrófoba”, grosseiros, cães raivosos (rotweiller) e coisas do tipo.
Seria cômico, não fosse tão trágico. Essa jornalista é uma importante representante da esquerda caviar em nosso país. Abraça as causas politicamente corretas, posa de isenta e neutra, mas toma partido, e esse é de esquerda. Segundo ela, gente como Reinaldo Azevedo e eu estragam o nobre debate no país, que deveria ficar restrito aos petistas decentes (?) e os tucanos que rejeitam o neoliberalismo.
A tal jornalista ainda aproveitou para afirmar que eu a critiquei em um texto porque quero a fama. Mea culpa. Maldita vaidade! Só condenei a postura dessa jornalista, que elogiava a candidata escolhida por Obama para assumir o Fed basicamente porque era mulher, pois queria tirar uma casquinha em sua imensa fama. Não deu certo, fui ignorado. Mas tento aqui novamente chamar sua atenção, na esperança de que, da próxima vez, ela ao menos cite meu nome quando falar de mim.
A mesma jornalista ridicularizou meus conhecimentos de economia. Também reconheço sua ímpar sapiência no assunto. Fiz economia na PUC e MBA de Finanças no IBMEC, e trabalhei no mercado financeiro desde 1997. Mas não aprendi nada nesse período todo, pois precisava ter lido mais as colunas da jornalista em questão. Li várias, é verdade. Mas não foi o suficiente.
Essa, de 27 de junho de 2002, por exemplo, chamada “A crise do capital”, quase passou despercebida. Deveria ter emoldurado na parede para nunca esquecer suas brilhantes lições de finanças. Disse a tal jornalista sobre a Embratel na ocasião:





Fonte: GLOBO

Pois é. Tempos estranhos estes em que uma renomada jornalista de economia ignora o lado direito do balanço, aquele que acumula as dívidas todas. É o que dá só focar no lado esquerdo! A empresa valia US$ 100 milhões, e tinha caixa de US$ 850 milhões. Mas quanto tinha de endividamento acumulado? A fantástica jornalista não verificou. Tenho certeza de que fora um lapso bobo, e que ela compreendia perfeitamente que o valor da empresa não depende apenas do caixa dela.
Jornalista fantástica que é, não poderia morar junto com alguém menos incrível. O cônjuge dela é conhecido pela defesa intransigente do ambientalismo (alguns diriam ecoterrorismo). Certa vez, na rádio CBN, veio pedir desculpas por ter usado, no dia anterior, a expressão “samba do crioulo doido”. Jurou não ter a intenção de ofender ninguém, e logo se prontificou a esclarecer que era favorável às ações afirmativas. Quero ter a mesma coragem do casal quando crescer!
Enfim, esse meu domingo foi para lições de vida. Acusado de emburrecer o debate brasileiro por nunca ter argumentos e jamais focar nos dados e fatos, e isso tudo na companhia de alguém como Reinaldo Azevedo, que raramente apresenta argumentos e dados em seus longos textos, que praticamente só contêm ofensas pessoais, e acusado disso por uma jornalista dessa envergadura, que jamais rotula ou ofende quem dela discorda, só posso passar o resto do dia refletindo sobre meus erros abjetos e torcendo para que, um dia, eu alcance a fama dessa jornalista. É tudo que mais quero na vida!

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JUSTIÇA ACEITA DENÚNCIA CONTRA SEIS POR QUEBRA DE SIGILO DE TUCANOS. CRIMES: CORRUPÇÃO ATIVA, VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL, FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO, FALSIDADE IDEOLÓGICA E USO DE DOCUMENTO FALSO



06/11/2013
 às 19:51


Por Matheus Leitão e Severino Motta, na Folha:
A Justiça Federal em Brasília aceitou denúncia contra o jornalista Amaury Ribeiro Jr. e outros cinco réus por quebra do sigilo fiscal de integrantes e familiares de políticos do PSDB. O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara do Distrito Federal, tomou a decisão no último dia 30 e transformou os envolvidos em réus no processo que investiga o caso. Em julho deste ano o Ministério Público Federal denunciou à Justiça Ribeiro Jr. e os despachantes Dirceu Garcia e Antonio Carlos Atella, o office-boy Ademir Cabral e a então funcionária do Serpro (serviço de processamento de dados do governo) cedida à Receita Federal, Adeildda dos Santos, pela quebra de sigilo de pessoas ligadas ao ex-governador José Serra (PSDB) em 2009. A Procuradoria pediu ainda a abertura de inquérito para identificar mentores da ação.
Em 2010, quando Serra enfrentou Dilma Rousseff na vitoriosa campanha dela pela Presidência, dados sigilosos do ex-ministro tucano Eduardo Jorge foram encontrados num dossiê em posse da equipe da pré-campanha petista. Segundo investigação da PF, o sigilo de Veronica Serra, filha do ex-governador, também foi quebrado. Após o caso ser revelado pela Folha, tucanos acusaram o comando da campanha de Dilma de encomendar a quebra de sigilo. Em depoimento à Polícia Federal, Amaury Ribeiro acusou o presidente do PT, Rui Falcão, de copiar de seu computador dados de pessoas ligadas a Serra. Falcão sempre negou a acusação.
 Na denúncia apresentada à Justiça Federal em Brasília, o Ministério Público pede autorização para “continuar a apuração do núcleo criminoso de Brasília e as ligações com a comunidade de informações”. A declaração de Imposto de Renda de Eduardo Jorge integrava o dossiê elaborado pelo chamado “grupo de inteligência” da pré-campanha petista. Para a Procuradoria, foram cometidos crimes de corrupção ativa, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, falsidade ideológica e uso de documento falso.
(…)
Por Reinaldo Azevedo
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ROYAL DECIDE FECHAR INSTITUTO. EM “ANIMAL FARM”, PORCOS VIRAM BÍPEDES; NA FAZENDOLA BRASILEIRA, HOMENS VIRAM QUADRÚPEDES


Este iluminista venceu. Vejam a luz ao fundo; é uma viatura da PM, em chamas, em frente ao Instituto Royal. Foto Alex Falcão/Futura Press


06/11/2013 às 17:36

Que bom!
Ah, como é mesmo o nome dela? Luísa Mell (ainda não voltou para a TV?) venceu. O Bruno Gagliasso também. Nunca mais animaizinhos serão “torturados” no Instituto Royal. O laboratório decidiu fechar a sua unidade de São Roque, no interior de São Paulo. O Brasil está de parabéns. O deputado estadual Fernando Capez (PSDB-SP) pode bater no peito cheio de orgulho. O deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB-SP), que “adotou” dois cães que pertenciam ao instituto, pode se orgulhar de sua obra.
A empresa já havia anunciado que pretendia retomar as atividades. Ocorre que a Prefeitura de São Roque, que já havia inspecionado o local sem encontrar nenhuma irregularidade, suspendeu a licença por 60 dias. A empresa alega que não tem condições de se recuperar do baque. A sua unidade do Rio Grande do Sul, que não realiza testes com animais, continua a funcionar normalmente.
Que bom! Agora estamos todos pacificados. No Jornal Nacional e no Fantástico, aprendemos que essa questão tem dois lados, “lado” e “outro lado”. Uns são contra testes com animais; outros, a favor. Decretado esse empate de “achares”, vence quem tem o argumento mais forte, não é? Como se trata de ciência, é evidente que o argumento mais forte é daquele que consegue ser mais ameaçador. Em matéria de ciência, deve prevalecer a força bruta, a truculência.
No comunicado em que anuncia o encerramento da atividade, o instituto diz que era o único a realizar testes pré-clínicos para desenvolver medicamentos para o tratamento de doenças como câncer, diabetes, hipertensão e epilepsia. “A partir de agora, qualquer empresa interessada na realização de testes para registro de medicamento será obrigada a realizar suas pesquisas fora do país, até que outro laboratório seja credenciado pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal para essa atividade”, afirma a nota.
A menos que a Luísa Mell se apresente. A menos que Gagliasso se apresente. A menos que Capez se apresente. A menos que Tripoli se apresente. Mas nem assim adiantaria. Protocolos internacionais, próprios do mundo civilizado, obrigam que testes sejam feitos antes em animais…
Eis aí mais uma legítima conquista do chamado “espírito das ruas”. Afinal, não é assim? Nos dias que correm, a imprensa tem de ir aonde o “povo” está, certo? Se alguém cismar que a Lei da Gravidade é reacionária, é o caso de lhes dar voz; se alguém provar que a aritmética tem sido, historicamente, um instrumento usado pelas elites contra os justos, aboliremos esse instrumento da reação.
O próximo passo, agora, creio eu, é anunciar o fim do uso de porcos em aulas de traqueostomia. Médicos que fossem obrigados a realizar tal procedimento — um trauma mesmo para os mais experimentados — o fariam pela primeira vez em humanos.
Em “Animal Farm”, de Orwell, os porcos, que comandam a revolução, aprendem a andar sobre duas patas. No Brasil, vai se dar o contrário: seremos obrigados a andar de quatro. Aliás, foi essa a tentação confessa de Voltaire, revelada em carta ao próprio autor, quando leu o “Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens”, de Rousseau.
Voltaire e seu imenso nariz não sabiam o que estavam por vir. Este cão (segundo Miriam Leitão) se desculpa pela falta de jeito, é claro. Nessa toada, a “Revolução dos Bichos”, no Brasil, ainda vai virar uma fábula iluminista.
Por Reinaldo Azevedo
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O QUE É O FEMINISMO?