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Vista aérea da Praça Valiasr, em 1971
26/11/2013
Antes da Revolução Islâmica, em 1979, a capital do país era uma vanguarda cultural. De acordo com o jornal New York Times, "Até a revolução, o Irã estava entre os países mais cultos e cosmopolitas da região. O país contava com um movimento progressivo nas artes e na literatura, bem como uma sofisticada indústria televisiva e cinematográfica." Kaveh Farrokh, um escritor que vive atualmente no Canadá, lembra dos verões que passava em Teerã assistindo filmes Americanos em cinemas luxuosos e vendo o tempo passar no moderno aeroporto.
No entanto, a vida não era um mar de rosas para todos Iranianos. As desigualdades sociais e econômicas durante o reinado do Xá Mohammad Reza Pahlavi produziram uma incrível carência para alguns e abundância para outros. Estas tensões resultaram na renúncia do monarca em 1979 e, consequentemente, na Revolução Islâmica, que dita as regras no país até hoje.
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Aeroporto Internacional de Mehrabad, em 1971
O Mehrabad estava para se tornar um dos aeroportos mais movimentados e modernos do oeste Asiático no fim dos anos 1970, mas a revolução, como era de se esperar, acabou com a conexão de turismo internacional. Nos anos de 1960, quando viajar de avião era uma novidade para a maioria das pessoas e os aeroportos chamavam a atenção de todos, o aeroporto de Mehrabad era palco de populares apresentações de jazz, segundo Farrokh. Atualmente, é o Aeroporto Internacional Imam Khomeini que recebe a maioria dos voos internacionais no Irã.
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Avenida Istanbul, em 1965
Os carrões estilosos Americanos eram comuns nas ruas de Teerã àquela época. Para Farrokh, que viajava para o Irã nos verões quando era jovem, a visita à capital Iraniana era considerada tão cosmopolita como uma viagem à Paris ou Nova Iorque.
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Universitárias no câmpus da Universidade de Teerã, em 1971
A Universidade de Teerã abriu as portas para mulheres em 1934, ou seja, muito antes de a maioria das universidades americanas aceitarem mulheres nas salas de aula. Após a revolução, as mulheres continuam sendo admitidas, porém agora elas frequentam áreas separadas. Não precisa nem dizer que elas não vestem mais minissaias. Apesar da liberdade daquela época, apenas 35% das mulheres em Teerã eram alfabetizadas.
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Estudantes universitários Iranianos da década de 1970
Embora os estudos religiosos fossem um popular ramo de pesquisas, os cursos de matemática, astronomia, medicina e literatura também eram campos de estudo concorridos. Atualmente, em média 35.000 estudantes estão matriculados na universidade.
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Twist de Teerã
Jovens da elite de Teerã se divertem ao som do rock and roll, nos anos 1960.
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Mulher compra roupas para seu filho, em 1972
A chique loja de departamento Kourosh também possuía um restaurante famoso no último andar.
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Créditos: Créditos: Kaveh Farrokh/Foreign Policy via
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Tampinha da Pepsi Iraniana dos anos de 1970
Segundo Farrokh, os Iranianos alegavam que a versão local da Pepsi era mais gostosa que a original Americana. A "guerra dos refrigerantes" acontece até hoje em Teerã. A despeito das crescentes sanções dos Estados Unidos, em 2007 a Coca-cola e a Pepsi disputavam mercado com a marca local, a Zam Zam Cola.
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Sala de cirurgia do Hospital de Teerã, em 1971
No fim da década de 1970, haviam apenas 15.000 médicos para atender uma população de 34 milhões de pessoas, o que causava enormes desigualdades no acesso à saúde, principalmente nas regiões afastadas dos grandes centros urbanos como Teerã.
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Shahla Vahabzadeh - Miss Irã de 1967
O hotel Tehran Hilton (hoje chamado de Esteghlal Hotel) sediou muitos concursos de beleza, nos quais as jovens competiam para serem coroadas como a mulher mais bonita do Irã.
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Torre Azadi em construção (1966)
Originalmente, o monumento que virou cartão-postal de Teerã era chamado de Shahyad (Memorial do Rei) em homenagem à dinastia Pahlavi, que governava o Irã à época. Após a revolução Islâmica, o monumento foi rebatizado como Azadi, que quer dizer "Liberdade" em Persa.
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The Black Cats
Formação original da banda de rock e jazz Iraniana, Black Cats. No início dos anos 1990, o nome da banda voltou a ser lembrado pela comunidade Iraniana em Los Angeles.
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Portões de acesso da Universidade de Teerã, em 1971
Desde a revolução, o campus principal - considerado o símbolo do ensino superior no país - é frequentemente o local das orações de sexta-feira que reúnem uma multidão de pessoas.
Créditos: Créditos: Kaveh Farrokh/Foreign Policy via
Osvaldo Aires Bade
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