sábado, 16 de novembro de 2013

O GOVERNO CONSPIRA CONTRA O AGRONEGÓCIO



12/11/2013  às 8:26 \ Ambientalismo, Economia

Um texto irônico de Antonio Prata na Folha ridicularizou a crítica que muitos fazem sobre os obstáculos ideológicos ao avanço do agronegócio. Índios que já controlam 13% de todo o território nacional, invasores do MST que destroem plantações e até laboratórios, tudo isso seria paranoia da direita, uma vez que o setor vai muito bem, obrigado.
De fato, o setor até vai bem, e deve ser responsável por um terço do crescimento do PIB esse ano. É o que tem salvado o Brasil de um marasmo ainda maior. Mas isso ocorre a despeito do governo, não por mérito dele. Se depender do governo, o setor afunda de vez. E dois bons artigos hoje mostram bem isso.
Um deles, de Xico Graziano no Estadão, mostra o vetor ideológico e a malandragem de grupos organizados prejudicando o avanço do agronegócio. Seguem alguns trechos:
Importante tendência ideológica anda se esforçando para dominar o ambientalismo brasileiro. Sua mais recente tacada se materializou com o lançamento, pelo governo federal, do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo). Verdadeiro anticapitalismo no campo.
Recheado de boas intenções, tal plano configura uma espécie de socioesquerdismo esverdeado. Não é fácil defini-lo. Sua articulação política envolve os chamados “povos oprimidos”, em que se misturam índios, quilombolas, quebradoras de coco, comunidades ribeirinhas, pescadores artesanais, grupos em geral alinhados com o ideário do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na contramão da História, eles propugnam uma “via camponesa” em contraposição ao agronegócio empresarial.
[...]
Obrigatoriamente certificada, para comprovar que segue um rigoroso protocolo, a produção orgânica nada guarda de ideologia. Seu intuito é comercial, atendendo aos nichos de mercado constituídos por consumidores mais exigentes e mais ricos, capazes de pagar seu elevado preço. Essa característica advém dos modestos níveis de produtividade com que opera, resultado das tecnologias brandas que utiliza. Por essa razão, fora das quimeras, ninguém imagina que o cultivo orgânico seja capaz de alimentar a humanidade. Não no horizonte atual.
Nisso derrapa o Planapo da presidente Dilma Rousseff. Seus propósitos, positivos no estímulo de formas mais amigáveis de produção no campo, se diluem em seu recheio ideológico, condenando-o ao fracasso. Agora, perigosa mesmo é uma mamata escondida em suas ações. Nele existe uma fabulosa quantia, de R$ 100 milhões, destinada até 2015 ao “fortalecimento de redes de agroecologia, de agroextrativismo e de produção orgânica”. Sabe-se lá o que significam essas “redes”. Cheira a dinheiro público a ser liberado via convênios para entidades, algumas meio fantasmas, criadas para viverem à custa do erário.
Velha esperteza disfarçada na causa ecológica.
Já o outro, de Gil Castello Branco no GLOBO, mostra como o agronegócio está ameaçado pelo descaso do governo. Cerca de R$ 1 bilhão deixaram de ser investidos no setor nos últimos anos, mesmo com orçamento aprovado. Principalmente na segurança.
A proposta orçamentária para 2014 conta com redução de 30% no valor destinado ao setor, e em 2013, o que foi efetivamente gasto para a “defesa agropecuária” ficou em um quarto do previsto no orçamento.
A politicagem é grande no setor. Foram 6 ministros nos últimos 11 anos, sendo que os últimos 5 ficaram 18 meses cada um, em média. Uma rotatividade digna de técnico de futebol.
Em resumo, se a agroindústria cresce bem no Brasil nos últimos anos, isso não ocorre porque o governo ajuda. Pelo contrário: este tem sido um grande obstáculo ao avanço do setor, que poderia ser ainda maior.
Vou em breve para Belém-Pará fazer uma palestra justamente em uma feira de pecuária, e pretendo apontar isso. O setor não tem no governo atual um aliado, e sim uma barreira que impede um avanço maior.


VACAS X BALEIAS: O AGRONEGÓCIO SOB AMEAÇA
Palestra que fiz em Belém do Pará ontem, na feira rural organizada pela FAEPA:




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ENTENDENDO A FARSA DA EXUMAÇÃO DO CORPO DE JANGO

Jornal Zero Hora, 21 de maio de 1983

Moniz Bandeira adverte contra versões sobre a morte de Jango


"Não me parece sério, honesto, endossar e apresentar como verdadeira uma estória, contada por um delinquente, sem credibilidade, sem qualquer comprovação documental."


Argemiro Ferreira

Moniz Bandeira com Brizola em Paris, 1968

Baiano de nascimento, Moniz Bandeira está com 74 anos e atuou durante vários anos como jornalista e militante político, principalmente no Partido Socialista, antes de formar-se em Direito e depois doutorar-se em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Posteriormente lecionou em Universidades no Brasil e no exterior, especializando-se em política internacional - especialmente as relações do Brasil com os EUA e a Argentina.
Um de seus principais livros, “O governo João Goulart - As lutas sociais no Brasil, 1961-1964”, foi publicado em 1977, quando morava na Europa, depois de ter cumprido pena no Brasil durante o regime militar e passar algum tempo exilado no Uruguai - onde conviveu com outros brasileiros cassados e perseguidos pela ditadura, entre eles Jango e o ex-governador Leonel Brizola. A 8ª edição desse livro, revista e ampliada, será lançado agora. Ela se refere ainda ao papel desempenhado pela diplomacia dos EUA no episódio da fuga de Brizola do Uruguai, sob a ameaça da operação Condor.

Moniz Bandeira escreveu também, entre outros, os livros “Presença dos EUA no Brasil (Dois Séculos de História)”, “Cartéis e Desnacionalização”, “Brizola e o trabalhismo”, “O Eixo Argentina-Brasil - O processo de integração da América Latina”, “Brasil-Estados Unidos, A rivalidade emergente (1955-1980)”, “Brasil, Argentina e EUA - Da tríplice aliança ao Mercosul”, “As relações perigosas: Brasil-Estados Unidos (De Collor a Lula”), “Fórmula para o caos - A derrubada de Salvador Allende, 1970-1973”, “Formação do Império Americano (Da guerra contra a Espanha à guerra do Iraque).

Anos após seu retorno ao Brasil, Moniz Bandeira passou seis anos (de 1996 a 2002) como adido cultural no Consulado Geral do Brasil em Frankfurt. Em seguida, já aposentado, continuou a morar na Alemanha, país sobre o qual também escreveu (três livros: “A Reunificação da Alemanha - do Ideal Socialista ao Socialismo Real”, “O ‘milagre alemão’ e o desenvolvimento do Brasil”, “Brasil e Alemanha, a construção do futuro”). Abaixo, as perguntas de Carta Maior e as respostas do historiador.

Argemiro Ferreira - Professor Moniz Bandeira, o senhor viveu no Brasil as crises de 1954, 1961 e 1964 e escreveu - com o apoio do presidente deposto no golpe militar - o livro “O governo João Goulart”, agora em 8ª edição. Depois do golpe, cumpriu dois anos de prisão, exilou-se no Uruguai, conviveu ali com o ex-presidente e voltou a ter muito contato com ele entre 1974 e 1976, quando pesquisava para o livro, com a colaboração do próprio Jango. A última vez que o viu foi um mês antes de sua morte, ocorrida em dezembro de 1976 no Uruguai. 


Como vê as especulações atuais sobre a hipótese de que foi assassinado?

Moniz Bandeira – As especulações sobre a hipótese de que Goulart foi assassinado não são atuais. Datam desde, pelo menos, o dia imediato ao seu falecimento. E o que ocorre agora é uma exploração do depoimento de um delinqüente uruguaio, preso no Rio Grande do Sul, Mario Barreiro Neira, um megalomaníaco. O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) nem quis convocá-lo para depor na comissão que investigou a morte de Goulart por considerá-lo sem credibilidade.


AF – A primeira versão de assassinato, que começou a circular logo depois da morte do ex-presidente, sugeria envenenamento e levantava suspeitas contra a própria viúva, Maria Tereza Goulart, que teria negado autorização para uma autópsia. Mais tarde, ao voltar, a hipótese veio com roupagem nova e ganhou espaço mais amplo na mídia. Já então tratava-se de uma “confissão” - do uruguaio Mario Ronald Barreiros Neira, que cumpre pena no Brasil como criminoso comum e cuja extradição é reclamada pelo Uruguai. Porque questiona a credibilidade dele e da versão que sustenta?

MB – A hipótese do assassinato que circulou logo após o enterro de Goulart sugeria uma troca de medicamentos, para acusar, injustamente, a viúva. Maria Tereza Goulart na verdade não negou autorização para uma autópsia. Simplesmente ninguém pediu que fosse feita a autópsia. Como a própria Maria Tereza declarou, esse fato era “absolutamente normal”, pois “a autópsia só é feita quando existem dúvidas sobre a causa da morte. Não foi este o caso”. Ela disse: “Vi meu marido sofrendo o infarto”. Em 1982, ela e os filhos recusaram-se a autorizar a exumação, por considerá-la desnecessária.


AF – Um confronto entre as duas versões expõe contradições entre elas? A primeira, de Enrique Foch Diaz, chegou a ser apoiada na época por Danilo Groff, militante do PDT próximo a Leonel Brizola. Foi repudiada publicamente por Maria Tereza e os filhos de Jango, João Vicente e Denise. Está no livro “João Goulart - Ele Crimen Perfecto”. Busca comprometer a viúva. Já a de Barreiros Neira, exposta em depoimento dele na TV Senado em 2006, foi defendida nos originais do livro dele, ainda inédito. Depois de se referir ao livro em 2004 com o título de “Morte Premeditada”, ele passou depois a chamá-lo de “Entrevista com um réu confesso - Todas as respostas sobre o assassinato de João Goulart”. Pode expor as diferenças entre as alegações de Barreiros Neiva e as de Foch Diaz?

MB – Nenhuma das versões é consistente com a lógica e com os fatos. Nem Enrique Foch Díaz, que apresentou a denúncia de “morte duvidosa” duas vezes à Justiça, uma em Corrientes, na Argentina (1982), a outra em Maldonaldo, no Uruguai (2000), nem Danilo Groff, no Rio Grande do Sul, puderam confirmar suas acusações e foram condenados à pena de prisão, em decorrência de processo movido, com o apoio de Maria Tereza Goulart e de sua filha Denize, por Cláudio Braga, ex- secretário particular de Goulart. Quanto às diferenças, eu demonstro claramente no apêndice que escrevi para a 8ª edição revista e ampliada de meu livro “O Governo João Goulart”, a ser lançado em maio pela Editora UNESP. O que caracteriza todas as versões é a falta de consistência. Não existe nenhum só documento, nenhuma prova, de que houve uma tal Operação Escorpião, referida por Mario Barreiros. O fato de que as atividades de Goulart eram monitoradas pelos serviços de inteligência do Brasil, Uruguai e Estados Unidos, não constitui novidade e muito menos serve para dar qualquer fundamento à versão de que foi assassinado.


Quando solicitei ao professor Oswaldo Munteal (defensor da versão de Barreiros) que apresentasse uma prova documental para confirmar a existência da Operação Escorpião, cuja única fonte é a cabeça do próprio Barreiros), João Vicente retransmitiu para mim e-mails de três amigos que trabalham para o Instituto Presidente João Goulart em defesa da pesquisa sobre a morte de Goulart. Estranhei essa atitude. Nunca fui contra qualquer pesquisa. Quem quiser, tem todo o direito de pesquisar sobre tudo que julgar necessário. O professor Oswaldo Munteal e os que estão a trabalhar com João Vicente podem até pesquisar se há chifres na cabeça de burros. Mas o que não é admissível é apresentar como verdade uma versão que não pode ser comprovada por documentos ou outros depoimentos. É charlatanice.


AF - Suas críticas às duas versões têm sido contundentes. Na mais recente mostrou que Barreiros Neiva mudado e adapta sua história desde o primeiro depoimento, quando alegava que “Morte Premeditada” seria publicado pela editora Menz de Porto Alegre, o que na realidade não aconteceu. Como avalia agora a atual versão sustentada por ele? Acha que a inventou apenas na obsessão de escapar à Justiça comum, fingindo-se ex-agente arrependido da repressão na ditadura uruguaia?


MB – Realmente, existem diferenças entre os diversos depoimentos prestados por Mario Barreiros, desde que, em 2001, pretendeu evitar que sua extradição para o Uruguai, por crimes comuns, fosse aprovada no Brasil pelo STF. Alegou então que seu único crime foi escrever um livro onde relata o assassinato de João Goulart, que “foi morto a pedido do DOPS” na Argentina, “com a participação de agentes uruguaios e argentinos [...]”. Não falou de sua participação, nem mencionou os nomes do delegado Sérgio Fleury e do presidente Geisel. Aliás, não foi comprovada a existência dos personagens por ele citados como participantes da suposta Operação Escorpião, salvo a do médico Carlos Milles, que nada podia dizer, pois já havia morrido. Em realidade, Mario Barreiros, homem bem informado, mesmo preso em Porto Alegre sabia sobre o livro de Foch Díaz e, inicialmente, atribuiu a si a autoria de um livro igual, para evitar que o STF aprovasse sua extradição. Não conseguiu. O STF não encontrou fundamento nas suas alegações e aprovou o parecer do ministro José Neri da Silveira, em favor da extradição, que somente ainda não foi efetuada porque Mario Barreiros tem de cumprir uma pena de mais de 19 anos no Brasil. Depois, Mario Barreiros desenvolveu sua estória, mesclando fatos do seu conhecimento com outros de sua imaginação, para ganhar notoriedade como eventual criminoso político. Percebe-se nele uma clara tendência para a megalomania.


Em novembro de 2009, Mario Barreiro, diante de testemunhas, concedeu deu uma entrevista ao Canal Brasil de televisão, monitorada e analisada pelo módulo de Tempo Real do Programa de Análise de Voz Multicamadas – AVM 6.50, um polígrafo (detector de mentiras), da empresa TRUSTERBRASIL. Com base no arquivo de voz obtido, o perito Mauro Nadvorny, da TRUSTERBRASIL, analisou a entrevista e o módulo de análise de gravações do mesmo programa. 
O sumário da detecção apontou 60 amostras de verdade, contra 229 amostras de que estava provavelmente mentindo, 266 amostras de fraude e 720 imprecisões, das quais uma grande parte com indicação de fraude pelo perito. A análise concluiu que Mário Barreiros Neira “não está sendo verdadeiro quando relata que pertenceu ao serviço secreto uruguaio”. Trata-se de afirmação falsa, uma fraude. 

O mesmo ocorre quando relata em que consistia a Operação Escorpião, que seria centralizado principalmente em João Goulart. Em suma, a conclusão da análise foi a de que Mario Barreiros Neira “não foi verdadeiro na maior parte da entrevista e de sua participação nos fatos narrados”. Entretanto, fontes do Instituto João Goulart difundiram, através dos jornais “Correio do Povo”, de Porto Alegre, e “La República”, de Montevidéu, bem como de sites e blogs, a notícia segundo qual Mario Barreiros, por cerca de duas horas, detalhou episódios envolvendo a morte do líder político, e “durante boa parte do depoimento, o detector de mentiras apontou serem verdadeiras as informações relatadas por ele”. É uma informação falsa, irresponsável, que afeta a credibilidade da instituição e de qualquer investigação.


AF - Um dado novo da controvérsia sobre as versões opostas é a entrada em cena, como historiador, do personagem a que o senhor se referiu, Oswaldo Munteal. Em 2006 ele lançou um livro, “O Brasil de João Goulart: um projeto de nação”. Com o patrocínio do filho de Jango, João Vicente, à frente do Instituto Presidente João Goulart, responsável na internet pelo website “Página 64”. Munteal endossa ali e em livro a ser lançado a versão-“confissão” de Barreiros Neira. Não só Jango teria sido envenenado, como coubera a ele próprio fazer a troca do veneno. Isso seria parte dessa suposta Operação Escorpião, que teria sido ordenada pelo presidente Geisel ao delegado Sérgio Fleury, usando ainda o ministro Armando Falcão.Não soa fantasiosa uma ordem do próprio presidente (e seu ministro da Justiça) ao mais notório delegado torturador?

MB – Não conheço – nem mesmo de nome conhecia – o professor Oswaldo Munteal. Soube de sua existência porque me foi enviada uma entrevista sua, reproduzida no website Página 64, do Instituto João Goulart, o que me levou a solicitar a João Vicente que retirasse meu nome do Conselho Editorial. Não me parece sério, honesto, endossar e apresentar como verdadeira uma estória, contada por um delinqüente, sem credibilidade, sem qualquer comprovação documental. Nada tenho, é certo, contra o professor Munteal, mas o fato foi que lhe pedi para apresentar um documento sobre a denominada Operação Escorpião, o que não foi feito. Não o fez, simplesmente, porque não existe. Como eu disse, a única fonte é a cabeça de Mario Barreiros Neira.


AF - Na fase atual do debate, que ainda parece restrito a um setor da esquerda brasileira, o papel de Munteal, em razão de seus vínculos acadêmicos (formação, mestrado, doutorado, envolvendo a PUC, UFRJ, Fundação Getúlio Vargas), pode dar um peso indevido à versão mesmo sem respaldo na realidade? E como deve ser visto o apoio da família de Jango, em especial o filho João Vicente, que preside a Fundação que tem o nome do ex-presidente. Como historiador respeitado o senhor teve ligações próximas com Jango e a família Goulart. Apesar de morar hoje na Alemanha, mantém contatos com João Vicente e Munteal. Isso permite avaliar adequadamente esses atuais desdobramentos?

MB - O professor Munteal, antes de mais nada, tem de apresentar provas contundentes, inegáveis, de que existiu a Operação Escorpião. Conheço os documentos que João Vicente obteve na Coordenação Regional do Arquivo Nacional, no Distrito Federal. Apenas comprovam que as atividades de Goulart eram acompanhadas pelos serviços de inteligência do Brasil. 
Isto nunca foi segredo para ninguém e não constitui prova de que ele foi assassinado. Estive exilado no Uruguai e todos sabíamos que desde 1964, quando lá chegamos, os passos de Goulart e de Brizola, bem como de todos nós, eram monitorados. Surpreendente seria se não fossem. João Vicente, como presidente do Instituto João Goulart, tem, entretanto, motivos particulares para tentar viabilizar a versão de Mario Barreiros, o que é um erro grave, no meu entendimento. 

Não vou entrar em detalhes. Gosto de João Vicente e entendo que ele tem todo o direito de investigar o que quiser e puder sobre a morte do pai. Só não julgo certo endossar e tentar impingir à opinião pública uma versão com evidentes aspectos fantasiosos, colorindo algum conhecimento de fatos reais, conhecidos por Mario Barreiros. Isto afeta a credibilidade de todo o seu trabalho e também pode induzir à crença de que a versão caluniosa e infamante de “morte duvidosa”, formulada por Foch Díaz, também possa conter elementos de verdade. Não aceito nem endosso nenhuma das duas versões. Mas se for admitida como séria a versão de Mario Barreiros, qualquer outra hipótese, como a de Foch Díaz, também é válida, como ponto de partida para uma investigação. João Vicente ainda não pensou sobre isto.


AF - Ao expor suas reservas em relação à versão-“confissão” de Barreiros Neira, parece inclinar-se a minimizar ou até desqualificar o depoimento dele, entre outras coisas por ser um criminoso comum, envolvido até em narcotráfico. De fato seria difícil imaginar tal epifania. Mas ele alega que atuava na repressão uruguaia. Não poderia ser mero “bagrinho” daquelas operações paralelas da ditadura? Seria necessária uma investigação séria e ampla a partir de cada detalhe?

MB – Mario Barreiros não era agente do serviço de inteligência. Foi apenas um rádiotécnico da polícia de Montevidéu. Participou de um grupo paramilitar de ultra-direita denominado Garra 33 e do movimento Juventud Uruguyaia de Pié (JUP). Em realidade, era um criminoso comum, recrutado no lumpesinato para executar as mais sujas tarefas na repressão política. Nos anos 1990 integrou a Superbanda (quadrilha de policiais criminosos), que atuou no Uruguai. Seus antecedentes criminais são muitos e os mais diversos. 
Esteve envolvido com o tráfico de armas pesadas e diversos outros crimes, tanto no Uruguai como no Brasil, onde foi preso pela primeira em 1996, em Bagé, Rio Grande do Sul. Libertado dois depois, voltou ao Uruguai e, em 1998, cometeu vários assaltos. Detido em Rocha, no Uruguai, entrou no Rio Grande do Sul e, pela segunda vez, foi capturado. Evadiu-se. 
Mas em 1999 voltou a ser preso, em flagrante, pela Polícia Federal, em Gravataí, Rio Grande do Sul, por porte de arma e roubo de automóvel, juntamente com outro uruguaio, Ricardo Anacleto Ruiz Mendieta. Com eles, havia um arsenal de armas, munições, equipamentos de comunicação e anotações das frequências de rádio da polícia estadual. 

Ambos estavam vinculados a assaltos a caminhões blindados da empresa Proforte S.A. Transporte de Valores, em Canoas e Sapucaia de Sul, a um frustrado roubo de um avião no aeroporto de Rivera-Livramento e ao tráfico de automóveis dentro do Mercosul. Em 2003, Mario Barreiros fugiu do Instituto Penal de Mariante, onde cumpria pena em regime semi-aberto, mas foi outra vez capturado pela Polícia Federal e encarcerado na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas para cumprir uma pena de mais de 19 anos de prisão. Atualmente voltou a cumprir a pena em regime semi-aberto


AF - Como cientista político e historiador sua norma tem sido afirmar apenas o que está apto a provar. Em nome da credibilidade prefere deixar explícito quando se trata de mera hipótese, conjectura, ilação ou interpretação a partir de indícios. No caso de Munteal, põe em dúvida, além da Operação Escorpião, uma frase que ele atribuiu a Vargas, e que estaria numa carta daquele presidente a Jango: “Agora eles me pegaram, o próximo será você”. Na crise final de Vargas, de fato, Jango estava fora do governo, deixara o ministério do Trabalho. O PTB tinha então outros líderes, como Oswaldo Aranha (Jango até perdeu a eleição gaúcha para o Senado). O suicídio de Getúlio e a morte de Aranha é que criariam condições para Jango eleger-se vice com JK. Seria aquela frase, sem prova, o escorregão definitivo, a luz vermelha final para a credibilidade de Munteal?

MB – Numa entrevista a um site da internet, Munteal declarou que “Vargas deixou uma Carta Testamento assinada e endereçada a João Goulart”, na qual está escrito: “Jango, agora eles me pegaram. O próximo será você” . Solicitei ao professor Munteal que apresentasse o original dessa carta que ele atribuiu a Vargas. Ele não o fez. E não o fez, simplesmente porque Vargas nunca escreveu tal carta. 
A único hipótese, se é que se pode acreditar, é que o professor Munteal seja discípulo de Chico Xavier, o médium, autor de 451 livros psicografados, e o espírito de Vargas ditou-lhe aquela frase, que não conseguiu escrever para Goulart, antes de suicidar-se. A frase “Jango, agora eles me pegaram. O próximo será você” só pode ser de alguém que já morreu, i. e., de Vargas, no outro mundo (“agora eles me pegaram”), prevendo que Goulart seria presidente, deposto dez anos depois e assassinado (“o próximo será você”). Que maravilha poder reconstituir a história conversando com os mortos e psicografando suas entrevista. 

É o fenômeno da mediunidade que pode beneficiar alguns historiadores capazes de receber espíritos do além túmulo. Quem sabe, um dia, o próprio Goulart pode contar ao professor Munteal ou a algum historiador vinculado ao Instituto Presidente João Goulart o que realmente lhe passou antes de morrer. A história psicografada é um grande contributo que enriquecerá a historiografia brasileira.


AF - Como Munteal tem sido vago nas entrevistas, como a gravada há algumas semanas por Paulo Henrique Amorim e a disseminada na internet através do website “Fazendo Media”, são compreensíveis as reservas e o ceticismo que têm surgido - da frase duvidosa de Vargas à suposta Operação Escorpião. Mas e os vínculos acadêmicos dele e sua presença atual na Fundação Getúlio Vargas? Tais instituições não deveriam ser uma espécie de selo de garantia?

MB - Solicitei ao professor Munteal que também apresentasse um documento, indicando a respectiva fonte, para comprovar inequivocamente a existência da suposta Operação Escorpião. 
Ele não o fez. E não o fez, repito, simplesmente porque nada existe, além do depoimento do delinqüente preso no Rio Grande do Sul. Como já disse, não conheço – nem o nome conhecia – o professor Munteal. Nada posso dizer sobre ele. Pode ser um docente sério, mas inexperiente, desorientado e influenciado por interesses não muito claros. Devia ter o devido cuidado com respeito às fontes, pois está comprometendo sua credibilidade acadêmica, escrevendo sobre o que não pode provar, o que também pode refletir-se sobre as instituições às quais está vinculado. 

De qualquer modo, as instituições, sejam elas quais forem, não são uma espécie selo de garantia. Nas universidades e fundações como na imprensa ou em qualquer instituição, pública ou privada, há profissionais muito bons, bons, sérios, outros medíocres, ruins etc..


AF - A nova edição de seu livro “O Governo João Goulart”, ampliada e atualizada, deverá conter fatos ou análises novas em torno das versões surgidas nos últimos anos para a morte de Jango?

MB – Essa 8ª edição, ampliada e atualizada, contém muitas informações novas, sobretudo quanto ao período do exílio. Sobre os últimos anos de Goulart, acrescentei muitas informações, em mais um capítulo que incorporei ao livro. E, sobre sua morte, escrevi um apêndice, no qual analiso, detalhadamente, não somente as versões como as circunstâncias do seu falecimento.

AF - E quanto ao episódio da expulsão de Leonel Brizola do Uruguai e o papel dos EUA? Há informações recentes mais concretas relacionadas a alvos da Operação Condor, com base em documentos secretos liberados nos EUA, no Brasil, Paraguai ou outros países? O seu livro deve voltar de alguma forma a esses assuntos?

MB – Com respeito à expulsão de Brizola do Uruguai consegui novas e surpreendentes informações, que podem esclarecer o que realmente ocorreu. Em resumo, entendo que esse fato não se relaciona com a Operação Condor, mas com a luta interna, dentro do regime militar, no Brasil. 
Os indícios apontam no sentido de que o setor do Exército, liderado pelo ministro, o general Sílvio Frota, em oposição às diretrizes de política econômica e política externa do presidente Ernesto Geisel, pressionou o governo do Uruguai para que expulsasse Brizola e este, sem opção de asilo, retornasse ao Brasil e, aí, preso ou morto, serviria como pretexto para um golpe militar contra o governo, acusando-o de estar “traindo os ideais revolucionários”. 

Não contaram que Brizola pudesse jogar a carta americana. Esse é um acontecimento que ainda carece de uma pesquisa mais ampla e profunda em arquivos do Uruguai e, também, dos Estados Unidos. Mas, infelizmente, não tenho condições de realizá-la. Cabe a outros acadêmicos empreender essa tarefa.


AF – Quando fala em “jogar a carta americana”, significa também um envolvimento mais direto dos EUA, usando a diplomacia e até a CIA, para garantir a saída em segurança de Brizola do Uruguai sob proteção dos EUA, até sua chegada a Nova York?

MB – É óbvio que Brizola, para entrar na Argentina e pernoitar, em segurança, em Buenos Aires, a fim de tomar o avião para Nova York, no Aeroporto de Ezeiza, contou com discreta cobertura de agentes da embaixada americana. 
Ele era exilado político no Uruguai e a ditadura militar da Argentina, segundo soube, negou-lhe o visto de passagem. Em tais circunstâncias, ele não teria conseguido entrar em Buenos Aires, onde corria maior risco, se não fosse protegido por agentes da embaixada americana. 
Essa questão eu examino no prefácio à 8ª edição de “O Governo João Goulart”, porém ela ainda deve ser pesquisada mais profundamente, com base na documentação existente nos Estados Unidos e ainda não desclassificada.

Carta Maior/montedo.com

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URGENTE: PLC 122 PODE SER APROVADO NESTA QUARTA-FEIRA, DIA 20



PLC 122: A AMEAÇA DO "GÊNERO"

Modelo de mensagem de alerta a ser copiado, colado e distribuído por email, Facebook e outras redes sociais:
Sou Julio Severo (www.juliosevero.com), autor do livro "O Movimento Homossexual", publicado pela Editora Betânia na década de 1990. Desde então, tenho dado vários alertas para o público, especialmente com relação às ameaças da agenda gay.




Hoje, trago um importante alerta sobre o PLC 122, um projeto do PT concebido para criminalizar a chamada "homofobia", conceito muitas vezes interpretado como qualquer opinião contrária às práticas homossexuais.
Conforme a Agência Senado, o senador Paulo Paim (PT-RS) entregou nesta quinta-feira (14) à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) seu substitutivo ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, e anunciou que o projeto poderá ser votado na próxima quarta-feira (20).
O substitutivo pode ser lido em sua íntegra neste endereço:
Segundo Paim, sua versão do PLC 122 omitiu propositalmente agora o termo "HOMOFOBIA". Conforme a matéria acima, ele havia anunciado com antecedência:
"NO TEXTO, NÃO VAI ENTRAR A PALAVRA HOMOFOBIA".
O termo traiçoeiro, mas não seu espírito, foi removido. As ameaças explícitas foram removidas. Mas outras ameaças, não explicitas, estão presentes. Sob a roupagem de uma legislação punitiva, o projeto pretende ser o veículo para introduzir na legislação brasileira os conceitos de "ORIENTAÇÃO SEXUAL" e "IDENTIDADE DE GÊNERO", agora mais reforçados do que nas versões anteriores. O projeto cita doze vezes o conceito de gênero e identidade de gênero e seis vezes o conceito de orientação sexual.
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COMPREENDENDO O PLC 122 E OS TERMOS "ORIENTAÇÃO SEXUAL" E "IDENTIDADE DE GÊNERO"
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O PLC 122 introduz na legislação brasileira o conceito de "GÊNERO". A única lei que até hoje contém o termo "GÊNERO" é a Lei Maria da Penha, porém com o sentido unicamente de sexo (masculino e feminino). A Lei Maria da Penha refere-se à violência doméstica contra a mulher, conforme declarado em seu primeiro artigo:
"ESTA LEI CRIA MECANISMOS PARA COIBIR E PREVENIR A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER, E ESTABELECE MEDIDAS DE ASSISTÊNCIA E PROTEÇÃO ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR".
O problema no caso do PLC 122 é que o conceito de "GÊNERO" em seu texto não é mais sinônimo de sexo masculino e feminino. "GÊNERO" no PLC 122 é uma construção ideológica para sustentar uma variedade flexível de SEXUALIDADES" inventadas.
O PLC 122 introduz também o conceito de "ORIENTAÇÃO SEXUAL". Esse conceito é, do ponto de vista lógico, anterior ao conceito de gênero. Para alcançar o conceito de "GÊNERO" como algo totalmente diferente da definição tradicional de sexo biológico masculino e feminino é necessário passar pelo conceito de "ORIENTAÇÃO SEXUAL". Uma vez consolidada a idéia de que existem várias "ORIENTAÇÕES SEXUAIS", a Esquerda sexual apresenta sua explicação de que não existem sexos, mas existem gêneros, que são "CONSTRUÇÕES SOCIAIS", não biológicas. Ora, se o que existe não são mais os "SEXOS", mas sim os "GÊNEROS", e se os "GÊNEROS" não são mais biológicos, mas simples "CONSTRUÇÕES SOCIAIS", neste caso a família tradicionalmente entendida, como originária da união entre um homem e uma mulher, deixa de fazer qualquer sentido.
BAIXE AQUI GRATUITAMENTE EM PDF O LIVRO “AGENDA DE GÊNERO”:
Deste modo, a ideologia de gênero está sendo introduzida na legislação como uma bomba relógio com o objetivo de destruir o conceito tradicional da família como a união de um homem e uma mulher vivendo com compromisso de criar e educar filhos.
A bomba relógio trazida pelo PLC 122 está armada para ser detonada o mais rapidamente possível. Já está tramitando na Câmara dos Deputados um projeto de lei, produzido pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre a Violência contra a Mulher no Brasil, que introduz a "IGUALDADE DE GÊNERO" nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional. Esse projeto, o PL 6010/2013, está avançando em regime de urgência, para ser aprovado diretamente no plenário do Congresso Nacional. Sua tramitação e conteúdo podem ser examinados neste

endereço:
Ora, bastará que o conceito de "GÊNERO" seja oficialmente reconhecido e imposto na legislação pelo PLC 122, para que não exista mais nenhum motivo que possa ser apresentado pelos legisladores como fundamento para que se recusem a aprovar o PL 6010/2013, que introduzirá e imporá a "IGUALDADE DE GÊNERO" nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Com isso, todos os alunos serão obrigados a aprender nas escolas a ideologia de gênero, que apresenta como sexualidade toda a abundância de opções fora dos padrões relacionados com a construção de uma família tradicional, uma instituição que não têm qualquer sentido dentro da ideologia de gênero. Com a ideologia de gênero imposta pela lei na educação, os kits gays, bissexuais, transexuais, lésbicos, etc., serão obrigatórios para as crianças em idade escolar.
Esta tendência já está sendo imposta a nível internacional. O escritório regional para a Europa da Organização Mundial da Saúde, em conjunto com o Centro Federal Europeu para a Educação em Saúde, com sede em Colônia, acabam de publicar o documento "PADRÕES PARA A EDUCAÇÃO SEXUAL NA EUROPA". O texto pode ser lido neste endereço:
O documento afirma que a educação sexual obrigatória na Europa em todas as escolas começou em 1955, estendendo-se em seguida para os outros países escandinavos, a Alemanha, a Áustria, a Holanda e a Suíça, embora não tenha se tornada obrigatória nesses países. O texto afirma que lamentavelmente a educação sexual dada nas escolas da Europa concentra-se "APENAS NA COMUNICAÇÃO DOS FATOS BIOLÓGICOS, NEGLIGENCIANDO TODO O DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES".
O documento recomenda ainda que a educação sexual se torne obrigatória para as crianças de todos os países da Comunidade Europeia, sem nenhuma cláusula de opções que permitam aos pais retirar suas crianças das aulas,
"MESMO QUE ELES TENHAM SÉRIAS OBJEÇÕES AOS CONTEÚDOS DO CURRÍCULO".
Este é um padrão que está sendo intencionalmente imposto no mundo inteiro e que chegará ao Brasil.
O que acontecerá então? Se o PLC 122 for aprovado e se tornar lei, o conceito de "GÊNERO" estará legalmente sacralizado. Em seguida, o PL 6010/2013, que supostamente é apresentado como tendo sido idealizado apenas para "COMBATER À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER", introduzirá a "IGUALDADE DE GÊNERO", e toda a ideologia envolvida neste conceito, nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, forçando todas as escolas nessa direção. Bastará então que qualquer projeto de lei venha a tornar a educação sexual obrigatória nas escolas, e a Esquerda sexual acabará transformando o sistema educacional numa máquina armada para a demolição e destruição do conceito da família natural.
A malícia contida na estratégia de "MUDANÇA" apresentada pelo senador petista Paulo Paim o PLC 122 consiste no fato de que o publico, tão acostumado e cansado em focar a atenção apenas no caráter punitivo do PLC 122, não conseguirá perceber a bomba-relógio da sacralização legal dos conceitos agora reforçados de "ORIENTAÇÃO SEXUAL" e "GÊNERO". Em vez de perceberem esta ameaça, as pessoas se distrairão na discussão sobre se as punições que o PLC 122 impõe são justas ou injustas, se são abusivas ou equilibradas. E vamos nos perder nestas discussões sem ter percebido que o principal perigo do projeto é justamente a introdução legal do conceito de "GÊNERO", que está na própria essência do documento. Assim que este projeto vier a tornar-se lei, o conceito de gênero já estará fora de discussão, e a própria concepção do que seja a sexualidade humana terá sido totalmente reinventada na legislação, sem que ter sido discutida uma única vez.
Com esta reviravolta legal solidificada, as portas estarão abertas para outras leis sacralizando a nova e inventada multiforme sexualidade, atingindo a educação e as escolas, e pavimentando o caminho para leis punitivas na imagem e semelhança do PLC 122 original em suas pretensões draconianas para com os milhões de cidadãos brasileiros que discordam das práticas homossexuais. Os que ousarem propor a família tradicional como tema central na educação da juventude, mesmo que sejam escolas religiosas, serão perseguidos por "DISCRIMINAÇÃO DE GÊNERO", um conceito cujos contornos são claros mas ao mesmo tempo ainda suficientemente maleáveis para serem ainda mais ampliados pela legislação ou pela jurisprudência posterior.
Foi na década de 60 que o conceito de "GÊNERO" começou a ser desenvolvido, nos Estados Unidos, pelo Dr. John Money da Universidade John Hopkins. A partir da década de 1980, a teoria de "GÊNERO" passou a ser adotada por feministas e socialistas, que viam nessa teoria uma justificação científica para as ideias desenvolvidas por Karl Marx e Friedrich Engels, contidas no livro "A ORIGEM DA FAMÍLIA, DA PROPRIEDADE PRIVADA E DO ESTADO", que prevê a demolição da família tradicional, defendendo, em seu lugar, o sexo livre. Deste modo a palavra "GÊNERO", antes usada apenas em gramática com a finalidade de classificar substantivos e adjetivos como masculinos, femininos ou neutros, passou a ser utilizada para promover a revolução cultural feminista e marxista.
Inicialmente passou-se a utilizar a palavra "GÊNERO" como se fosse um sinônimo moderno e elegante para sexo. Mas quando o público se acostumou com a inovação, os socialistas passaram a defendem que "GÊNERO" não significaria somente o sexo masculino e feminino, mas muito mais. Com a teoria aceita e universalizada, os adeptos de Marx começaram a atiçar as multidões contra a "OPRESSÃO DE GÊNERO", apresentando as pessoas que optaram por comportamentos sexuais desviados, e até mesmo as mulheres que aceitavam um papel diferenciado dos homens dentro da família, como vítimas de uma "OPRESSÃO" que teria base não em diferenças biológicas, mas em categorias socialmente construídas, e que estaria na própria raiz de todas as demais opressões, inclusive a do proletariado.
Essa marcha revolucionária para defender o "GÊNERO OPRIMIDO" contra a sexualidade tradicional teve seu início do direito internacional através da Conferência da ONU sobre a Discriminação contra as Mulheres, realizada em Pequim, em 1995. Essa conferência da ONU, que tratou da "CONVENÇÃO SOBRE A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA A MULHER", em vez de focar-se apenas na questão da discriminação contra as mulheres, que era o objetivo anunciado da Conferência, gastou a maior parte de seu tempo tentando introduzir, mais de duzentas vezes, o termo "GÊNERO" em seus longos documentos.
A teoria de "GÊNERO" está sendo utilizada agora para promover uma revolução cultural sexual marxista, principalmente entre as crianças em idade escolar. Na submissão da mulher ao homem através da família, e na própria instituição familiar, Marx e Engels entenderam estar a origem de todos os sistemas de opressão que se desenvolveriam em seguida. Se essa submissão fosse conseqüência da biologia humana, não haveria nada que fosse possível fazer. Mas no livro "A ORIGEM DA FAMÍLIA, DA PROPRIEDADE PRIVADA E DO ESTADO", o último livro escrito por Marx e terminado por Engels, estes autores afirmam que a família não é conseqüência da biologia humana, mas de uma opressão social produzida pelo acumulação da riqueza entre os primeiros povos agricultores. Eles não utilizaram o termo gênero, que ainda não havia sido inventado, mas chegaram bastante perto.
A ideologia de gênero, afirmando que a diferença entre o homem e a mulher não é biológica, mas conseqüência de papéis socialmente construídos, somou-se à obra de Marx através da conclusão que, se esta é a base de toda opressão e tudo não passa de uma construção social, então será possível modificar, justamente através da ideologia de gênero, os papéis de homens e mulheres até chegarmos a uma igualdade tão completa que não haveria mais espaço para os papéis de marido e esposa e mesmo da instituição que hoje conhecemos como família. Com a família totalmente extinta, todos estaremos livres para fazermos sexo do modo que quisermos, inclusive com as crianças e nossos próprios filhos, e as crianças, sem família e pais para as educarem, teriam o Estado como única instituição para educá-las. Nesta sociedade socialista ideal, sem a "OPRESSÃO" do sexo masculino e feminino, as crianças serão educadas para serem bissexuais, a masculinidade e a feminilidade não serão mais naturais, e os próprios conceitos de heterossexualidade e homossexualidade deixarão de fazer sentido. A longo ou curto prazo, agora esta é a meta do novo PLC 122.
De fato, o novo substitutivo do PLC 122 remove as antigas e assustadoras punições que havia nas versões anteriores. Mas com o reforço da teoria da "ORIENTAÇÃO SEXUAL" e "GÊNERO", enquanto o publico festeja a remoção das suas punições draconianas, tanto o senador Paulo Paim quanto seu partido, o PT, podem também celebrar e dizer: "QUEM RI POR ÚLTIMO RI MELHOR".
O senador petista espera desta vez fazer o que nem Fátima Cleide nem marta Suplicy conseguiram: levar o público opositor a apoiar o projeto petista que tem amplo apoio da ABGLT, Luiz Mott e poderosos grupos homossexuais.
Para aprovar o novo PLC 122, Paim segue uma estratégia aparentemente mais maliciosa do que Marta Suplicy, que tentou enganar o público cristão, conforme pode ser visto neste vídeo

. .
Em janeiro deste ano, Paim havia prometido aprovar o PLC 122 em 2013. Ele disse: "2013 VAI SER O ANO DA APROVAÇÃO DO PLC 122".
Conforme o site homossexual A Capa, a empolgação de Paim foi estimulada pelo exemplo do presidente americano Barack Obama. Na época, o militante do PT havia louvado Obama por se declarar a favor da agenda gay em seu discurso de posse presidencial. Disse Paim:
"PRESIDENTE DE NENHUM PAÍS DO MUNDO JAMAIS ASSUMIU UMA POSTURA TÃO OUSADA, DE ENFRENTAMENTO AOS CONSERVADORES, EM SEU DISCURSO DE POSSE".
Em 2012, Obama já vinha sendo aplaudido pela esquerda mundial por seu apoio ao "CASAMENTO" gay.
"ISSO É INCRIVELMENTE IMPORTANTE, É EXCELENTE NOTÍCIA. OS ESTADOS UNIDOS LIDERAM GLOBALMENTE EM TUDO, E ISSO INCLUI DIREITOS GAYS", disse Julio Moreira, presidente do grupo supremacista gay Arco Íris, com sede no Rio de Janeiro, conforme a Associated Press. "ISSO FORÇARÁ OUTRAS NAÇÕES COMO O BRASIL A AVANÇAREM COM POLÍTICAS MAIS PROGRESSISTAS".
Durante anos de tramitação, o PLC 122 passou por várias mudanças que tentavam lhe dar uma aparência favorável à

aprovação. A letra mudava, mas o espírito não. O momento decisivo para o despertamento da população cristã com relação às ameaças do PLC 122 ocorreu no começo de 2007. Depois de sua aprovação praticamente tranquila na Câmara dos Deputados no final de 2006, parecia que sua tramitação e aprovação no Senado seguiriam tranquilas também. Mas então um grupo de católicos, movidos pela defesa da família, fez contato comigo pedindo permissão para espalhar para todo o Brasil uma mensagem de alerta escrita por mim contra o PLC 122. Depois que a mensagem foi enviada aos brasileiros, o projeto do PT para criminalizar opiniões contrárias às práticas homossexuais nunca mais teve sossego. A mensagem moveu milhares de brasileiros a se manifestarem. As manifestações tiveram resultado além do esperado. Em 2011, a revista Veja disse:
"O SENADO FEDERAL RECEBEU MAIS DE 245.000 MENSAGENS POR TELEFONE OU INTERNET EM MAIO DESTE ANO SOBRE O PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR 122, QUE CRIMINALIZA A HOMOFOBIA. O TEMA REPRESENTA 90% DAS MANIFESTAÇÕES DA POPULAÇÃO SOBRE DIVERSOS ASSUNTOS ENCAMINHADOS À [CÂMARA DOS DEPUTADOS]."
Na mesma notícia, Veja deixou claro: "QUASE TODAS AS MENSAGENS SÃO CONTRA O PLC 122."
A mobilização de 2007 foi o gatilho para a grande resistência católica e evangélica hoje contra o PLC 122. Por isso, não podemos desanimar. Um pequeno esforço hoje pode provocar grandes mudanças no futuro. Esse esforço pode ser um telefonema ou envio de e-mail ao senador, e outros senadores. A grande resistência que começou em 2007 precisa de seus pequenos esforços para continuar detendo o avanço do PLC 122.
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ARQUIVAMENTO DO PLC 122
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Há ainda um outro problema gravíssimo na tramitação do PLC 122, conforme explicação do Dr. Zenóbio Fonseca:
Este projeto originou-se na Câmara, e agora está sendo votado no Senado, supostamente "SUAVIZADO" pelo Senador Paulo Paim, para poder ser aprovado diante de toda a oposição que se originou. Se o projeto for aprovado nesta versão supostamente mais suave, ele deverá voltar para a Câmara, onde poderão ser vetadas todas as mudanças feitas pelo Senado. Pelos regimentos internos do Congresso, a Câmara não poderá mais modificar o projeto, mas poderá vetar todas as modificações introduzidas pelo Senado.
Ou seja: a suposta "SUAVIDADE" do substitutivo poderia não passar de um simples engodo para ser aprovado no Senado e, assim, voltar para a Câmara. Na Câmara o atual substitutivo seria derrubado, sendo aprovado o "PROJETO ORIGINÁRIO", muito pior, que seria remetido diretamente para a sanção presidencial.
Por este motivo, a única alternativa aceitável para o PLC 122, ruim desde o seu nascedouro, é a sua TOTAL REJEIÇÃO PELAS COMISSÕES PERMANENTES DO SENADO, o que causaria O ARQUIVAMENTO DO PROJETO.
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O QUE FAZER? PEDIR O ARQUIVAMENTO DO PLC 122.
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MANDE HOJE MESMO UM EMAIL AO SEU SENADOR.
TELEFONE PARA ELE.
PEÇA O ARQUIVAMENTO DEFINITIVO DO PLC 122.
DIVULGUE ESTA MENSAGEM ENQUANTO HÁ TEMPO.
Ore a Deus para que livre o Brasil de leis que são gayzistas na letra ou no espírito.
Julio Severo






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10 MOTIVOS PARA SER CONTRA A PL 122

1- Privilégios


Compactuar com uma lei que criminaliza a crítica a um determinado grupo é um absurdo. Tudo pode ser criticado, então por que não aceitar a crítica a homossexualidade? Aceitar essa lei é criar uma classe priveligiada, que não poderá ser criticada.



2- Liberdade de opinião



Todos nós temos a liberdade constitucional de ter a opinião de bem queiramos. Nosso direito de opinião não pode ser mitigado em virtude das demandas de um grupo que não aceita críticas. Essa lei é tão ridícula quanto a criminalizar uma heresia. Graças a deus a heresia não é mais crime, mas a crítica à homossexualidade pode ser criminalizada. Todos temos o direito de achar bom ou ruim tudo o que está a nossa volta e a homossexualidade não é exceção a essa regra.



3- Liberdade de crença



E quanto as religiões que creem que a homossexualidade seja pecado? Vamos criminalizar a opinião religiosa? Por acaso a liberdade de crença pode ser suplantada pelo privilégio que os homossexuais teriam de não serem criticados? Essa lei espúria pode comprometer o proselitismo religioso e acabar jogando atrás das grades pessoas honestas pela simples pregação de suas crenças.



4- Confusa



Artigo 16º, parágrafo 5ª da PL 122: O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.



A lei é tão canalha que não tipifica o que viria a ser comportamento homofóbico. Logo, qualquer pessoa que criticar a homossexualidade fisoloficamente pode ser jogado numa prisão. Quando não fica explícito qual é o comportamento que está sendo criminalizado, qualquer comportamento pode ser forçadamente interpretado como homofóbico.



5- Inaplicável



Pensemos numa pessoa que ao mesmo tempo seja negra, pobre, gay, corintiana, judia e mulher, que viria a ser vítima de preconceito e afirma ter sofrido homofobia. Como saber se ela só não sofreu preconceito por ser corintiana? Quer dizer que todo o corintiano gay que sofrer preconceito em virtude de seu time poderá alegar ter sofrido homofobia? Conflitos cognitivos dessa ordem inviabilizam a seriedade dessa lei.



6- Direito adquirido



Uma lei não deve retirar benefícios já oferecidos a uma coletividade. Devemos ser contra a PL 122, pois nenhuma lei pode retirar os direitos adquiridos (crença e opinião) de uma coletividade para dar direitos descabidos a uma minoria.



7- Família



Se um pai quer ensinar seu filho a ser gay, isso não é problema meu. No entanto, nenhum pai pode ser criminalizado por impedir que sua prole tenha qualquer comportamento por ele visto como repugnante. O pátrio poder é um direito importante que não deve ser mitigado em virtude de exceções. Um pai pode tentar impedir que seu filho seja cabelereiro, mas se ele tentar impedir que seu filho seja gay estará correndo risco de prisão.



8- Medo



A PL 122 será conhecida como Lei do medo. As pessoas pouco a pouco serão obrigadas a se policiarem para não serem mal interpretadas por homossexuais. Vai ter muita gente que vai ficar com medo de se expressar e esse medo pode causar mazelas terríveis para uma sociedade que se diz livre.



9- Igualdade



Todos somos iguais perante a Lei. Logo, se somos todos iguais, não há por que dar privilégios a uma classe a revelia da vontade dos demais. Por mais que essa lei vise coibir uma injustiça, ela se constitui numa injustiça por dar a uns direitos descabidos. Injustiça não justifica injustiça.



10- Liberdade de ofício



Artigo 4º da PL 122: Praticar o empregador, ou seu preposto, atos de dispensa direta ou indireta. Pena: reclusão de 2 a 5 anos.



E um empregador que descobrir que um empregado homossexual está numa posição incondizente com sua orientação sexual(ex: um crente que demite uma babá travesti). O empregador vai ir para a cadeia apenas por fazer o que pensa ser sensato.



11- Exibicionismo



Artigo 8º-A da PL 122: Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no artigo 1º desta lei. Pena: reclusão de dois a cinco anos.



Uma pessoa que veja um casal homossexual se beijando e tocando na frente de seus filhos num shopping ou lugar aberto, não poderá pedir para eles pararem, senão poderá ser preso. Um pastor, ou padre, ou diretor de escola — que por questões de princípios — não queira que no pátio da igreja, ou escola haja manifestações de afetividade, irão para a cadeia.



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MAILS E TELEFONES DOS SENADORES DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA
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EDUARDO LOPES (PRB-RJ)
TELEFONE: (61) 3303-5730
(61) 3303-2211
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GIM ARGELO (PTB-DF)
TELEFONE: (61) 3303-1161/3303-1547
(61) 3303-1650
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JOÃO CAPIBERIBE (PSB-AP)
TELEFONE: (61) 3303-9011/3303-9014
(61) 3303-9019
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JOÃO DURVAL (PDT-BA)
TELEFONE: (61) 3303-3173
(61) 3303-2862
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JOÃO VICENTE CLAUDINO (PTB-PI)
TELEFONE: (61) 3303-2415/4847/3055
(61) 3303-2967
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LÍDICE DA MATA (PSB-BA)
TELEFONE: (61) 3303-6408/ 3303-6417
(61) 3303-6414
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MAGNO MALTA (PR-ES)
TELEFONE: (61) 3303-4161/5867
(61) 3303-1656
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OSVALDO SOBRINHO (PTB-MT)
TELEFONE: (61) 3303-1146/3303-1148/3303-4061
(61) 3303-2973
=====================================================
PAULO DAVIM (PV-RN)
TELEFONE: (61) 3303-2371 / 2372 / 2377
(61) 3303-1813
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PAULO PAIM (PT-RS)
TELEFONE: (61) 3303-5227/5232
(61) 3303-5235
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RICARDO FERRAÇO (PMDB-ES)
TELEFONE: (61) 3303-6590
(61) 3303-6592
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ROBERTO REQUIÃO (PMDB-PR)
TELEFONE: (61) 3303-6623/6624
(61) 3303-6628
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SÉRGIO PETECÃO (PSD-AC)
TELEFONE: (61) 3303-6706 a 6713
(61) 3303.6714
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SÉRGIO SOUZA (PMDB-PR)
TELEFONE: (61) 3303-6271/ 6261
(61) 3303-6273
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WILDER MORAIS (DEM-GO)
TELEFONE: (61)3303 2092 a (61)3303 2099
(61) 3303 2964



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POR QUE OS JOVENS DEVEM ASSISTIR BLOOD MONEY? (O PRODUTOR RESPONDE)
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Publicado em 11/11/2013

Breve entrevista com David Kyle, produtor do filme Blood Money (dinheiro de sangue), na pré-estreia em Brasília. O documentário - que não exibe imagens de abortos - traz fatos dos bastidores da milionária indústria do aborto nos EUA. Infelizmente, empenho semelhante - de maneira orquestrada - tem sido realizado no Brasil para que o aborto seja legalizado e para que mais pessoas possam ganhar dinheiro com a eliminação de vidas humanas e destruição das mulheres. Assista e forme sua opinião! Dia 15 de novembro nos cinemas.

BLOOD MONEY, ABORTO LEGALIZADO A INDÚSTRIA DO CRIME

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Enquanto isso na América Latina! 
Tudo não passa de armação esquerdista para destruir a moral (polícia e etc) dos países Livres Ocidentais.
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- PORQUE “MÉDICOS” CUBANOS?

R: Aborto, o número de estupros no Brasil já ultrapassou o número de homicídios dolosos (aqui)
Leitura recomendada: