segunda-feira, 17 de junho de 2013

ENTENDA QUEM É MOHAMMED MERAH, ACUSADO DE ATAQUES NA FRANÇA
Francês de origem argelina de 24 anos se declara jihadista da al-Qaeda.
Ele é acusado de matar crianças em escola judaica e militares franceses.
21/03/2012 09h36 - Atualizado em 21/03/2012 12h15


Policiais cercam o apartamento de Mohammed Merah em um bairro de Toulouse nesta quarta-feira (21) (Foto: Jean-Paul Pelissier/Reuters)Policiais cercam o apartamento de Mohammed Merah em um bairro de Toulouse nesta quarta-feira (21) (Foto: Jean-Paul Pelissier/Reuters)
Mohammed Merah, 24 anos, suspeito dos sete assassinatos ocorridos em Toulouse e Montauban, sul da França, é um francês de origem argelina com antecedentes criminais e que, depois de passar por Paquistão e Afeganistão, se declara jihadista da al-Qaeda.
Entrincheirado num prédio de Toulouse com várias armas, segundo alega, ele reivindica ser um mujahedine (combatente de Deus) e um membro da al-Qaeda, segundo o ministro do Interior, Claude Guéant.

Nascido em 10 de outubro de 1988 em Toulouse, possui relações com pessoas ligadas ao salafismo e jihadismo e realizou duas viagens, uma ao Afeganistão e outra ao Paquistão, ainda segundo o ministro. Não existem informações concretas sobre sua participação em um campo de treinamento.O modus operandi de Merah, que teria matado a sangue frio três militares, três crianças e um professor judeus, remetia desde o início da investigação a alguém treinado e acostumado com o manejo de armas. Segundo uma fonte policial, recentemente foi negado a ele seu pedido de entrada no exército.
Guéant descreve o suspeito como "determinado, com muito sangue frio". Testemunhos, citados na terça-feira (20) pelo procurador de Paris, François Molins, o descrevem como um homem branco, com uma silhueta delgada e com mais ou menos 1,70m. Uma testemunha disse ter visto o assassino usando uma minicâmera.

O suspeito explicou aos negociadores que "queria vingar a morte de crianças palestinas", ao atacar a escola judaica.
"Foi menos explícito no caso dos militares, mas disse que o fato de que alguns poderiam ser de confissão muçulmana ou parecer de origem norte-africana nada teve a ver com sua decisão, e que queria atacar o exército francês por suas intervenções no exterior", explicou Guéant.
O suspeito era vigiado há vários anos pela DCRI (Direção Central da Inteligência Interna), acrescentou.
"Ele cometeu várias infrações de direito comum, incluindo algumas com violência", segundo o ministro. Segundo uma fonte policial, foram 18 no total.
Uma fonte ligada à investigação informou que ele também foi detido, no final de 2010, em Kandahar, no Afeganistão, por fatos de direito comum.
Seu irmão, também ligado à filosofia salafista, foi detido. Sua mãe, que os policiais querem que negocie com o filho, se negou a fazer isso porque disse não ter nenhuma influência sobre ele.
"Ele é uma pessoa normal, como qualquer outra na rua", afirmou um dos vizinhos do suspeito, Eric Lambert, afirmando que, entre os moradores jovens do local, Merah "não é o que mais fazia barulho".
A investigação deve determinar se este indivíduo atuou sozinho ou com a ajuda de uma célula e se ele pertence à al-Qaeda, como reivindica.
"Os 'lobos solitários' sempre têm a tendência de se inscrever numa organização maior", afirma um especialista em questões terroristas, Jean-Pierre Filiu, professor do Instituto de Estudos Políticos de Paris.
"Falamos muito de seu possível perfil, de seu complexo de grandeza, de superioridade. Isso permite representar-se de forma muito mais megalomaníaca".
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RACISMO – SITE DO PSTU PREGA A DESTRUIÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL EM BENEFÍCIO DA HUMANIDADE E DIZ QUE JUDEUS COLABORARAM COM O NAZISMO. TEM DE SER POSTO NA ILEGALIDADE JÁ! (aqui)

RACISMO – SITE DO PSTU PREGA A DESTRUIÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL EM BENEFÍCIO DA HUMANIDADE E DIZ QUE JUDEUS COLABORARAM COM O NAZISMO. TEM DE SER POSTO NA ILEGALIDADE JÁ!


 26/03/2012 às 7:47

Dois delinquentes foram presos por manter um site que prega, abertamente, a violência contra negros, gays, mulheres, meninas, judeus, cristãos, esquerdistas etc. Trata-se de uma festival de horrores e boçalidades. É evidente que a liberdade de expressão não é um direito absoluto, que se sobreponha a qualquer outro valor. Desde sempre, é preciso não cair na armadilha do paradoxo: a liberdade de expressão, um dos pilares do estado de democrático e de direito, deve suportar uma pregação contra a própria liberdade de expressão e o estado democrático e de direito? Eu entendo que não. O debate é longo. Se dois meliantes merecem estar na cadeia, e acho que merecem, por terem escrito o que escreveram, que punição cabe a um PARTIDO POLÍTICO que prega abertamente a extinção de um país? É o que faz o PSTU.
No site no partido, um estupefaciente artigo assinado por um certo Fábio José C. de Queiroz, colaborador habitual da página, não deixa a menor dúvida: Israel tem de ser destruído. E ela deixa bem claro: não está entre aqueles que defendem a existência dos dois estados, não! O valente chama da “capitulação” o fato de a antiga OLP (Organização para a Libertação da Palestina) ter aceitado a existência do “estado judeu”. Queiroz está com Ahmadinejad, com o Hamas e com o Hezbollah. Nota: ele integra a direção estadual do PSTU no Ceará.
Já fiz um PDF da página. É uma vergonha que um texto como aquele esteja no ar. Se, a partir de agora, o Ministério Público nada fizer, se a Polícia Federal deixar por isso mesmo, se os demais partidos não reagirem, estarão sendo cúmplice de uma violação da Constituição, da Lei dos Partidos (9.096/95) e da lei que pune o racismo.
Estabelece o Artigo 4º da Constituição:
A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I – independência nacional;II – prevalência dos direitos humanos;III – autodeterminação dos povos;IV – não-intervenção;V – igualdade entre os Estados;VI – defesa da paz;VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo.

No Artigo 5º, encontramos com todas as letras:
XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
Nos artigos 1º e 20 da Lei 7.716, a do racismo, lemos:
“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.”
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.
Se isso tudo lhes parecer pouco, temos a Lei 9096, dos Partidos Políticos, cujos dois primeiros artigos são claros a mais não poder:
Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.
Art. 2º É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos cujos programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana.
Pregar a destruição de um país viola, pois, como é óbvio, também essa lei. Eis o PSTU, composto de notáveis defensores da liberdade, que saem por aí acusando de “fascistas” quem simplesmente ousa divergir de seus postulados. Vocês sabem: quando esquerdistas querem varrer nações do mapa, eles têm bons motivos… E isso, claro!, não tem nada a ver com preconceito!!! O tal texto foi publicado em 5 de fevereiro de 2009. A data não muda seu conteúdo. ATENÇÃO! É MENTIRA QUE ESSA SEJA A POSIÇÃO DO MILITANTE, NÃO DO PARTIDO. O TEXTO O PROVA, DE MODO INEQUÍVOCO:
“Fechou-se um ciclo, mas não o processo de enfrentamento dos palestinos contra o Estado sionista, racista e terrorista de Israel. O PSTU se orgulha de se posicionar frontalmente pela destruição de um Estado gendarme cuja vocação histórica tem sido a de servir aos interesses imperialistas (…)”
Será que o PSTU estaria disposto a dar ao menos uma chance a Israel? Não! Leiam:
“Assim como não havia meio termo no embate frente ao nazi-fascismo, não há possibilidade de posição contemporizadora no que toca esse problema que não é do Oriente Médio, mas diz respeito a toda humanidade.”
Você entenderam direito: o PSTU quer destruir Israel em benefício da humanidade!
Seria o partido apenas crítico do governo de Israel, mas defensor da existência do país,  vá lá, em outros moldes?  Não! Trata-se de  ”um estado que surgiu expelindo sangue e lama por todos os poros”. O articulista deixa claro por que advoga a solução final. Israel corresponderia à “formação de uma máquina estatal artificial, militarista e confessadamente racista.” Assim, “imaginar que é possível solucionar a grave questão palestina ignorando esse aspecto essencial é atirar às calendas gregas uma real solução para um drama que se arrasta deixando finíssimas partículas de sangue coaguladas pelo chão.”
E qual é a real solução? A “destruição de um Estado gendarme”. O PSTU não quer que se tenha a menor dúvida sobre o seu pensamento: “Nunca é demasiado lembrar: os sionistas que estiveram na base do banho de sangue com que se adubou a terra roubada dos palestinos não são os herdeiros das vítimas dos fornos crematórios nazistas, mas, inversamente, não deixaram de colaborar com os carrascos hitleristas, como enfatizou Schoenman (vide A história oculta do sionismo).”
O texto se refere ao americano de origem judaica Ralph Schoenman, militante de esquerda e crítico severo do estado de Israel. Esta é uma das flores do anti-semitismo: usar palavras de um judeu contra todos os judeus. Canalhice intelectual implícita: “Por que um judeu mentiria ao criticar Israel?” Pressuposto: um judeu só mentiria quando defende o país!. É asqueroso! Em tempo: Schoenman, no máximo, pede o fim da ajuda internacional a Israel, não a sua destruição.
O partido não poupa Yasser Arafat ou Mohamed Abbas. Eles teriam capitulado!!! Leiam:
“A esquerda majoritária está frente uma encruzilhada: ou supera as suas cartas programáticas ou ignora a realidade. A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) surgiu sem reconhecer o Estado de Israel. No seu ato de criação, a OLP adotou uma Carta em que proclamava a luta armada contra o Estado judaico, não reconhecido por Arafat e seus correligionários. A capitulação dos anos 1990 marcou a crise da direção histórica dos palestinos, especialmente de Yasser Arafat. À época, [Edward] Said se manifestou profeticamente: “A dificuldade adicional é que todos os seus possíveis sucessores são figuras menores, que provavelmente tornarão as coisas piores”. Sem dúvida, o papel nefasto e cúmplice cumprido por Mahmoud Abbas, líder do Fatah, herdeiro político de Arafat, ratifica o prognóstico do intelectual palestino.”
Caminhando para a conclusão, há a exortação inequívoca:
“Assim, para a pergunta ‘o que fazer com o Estado colonial sionista’, só há uma resposta: a sua destruição. Os atalhos apenas nos levam a um ponto mais longínquo de uma sociedade definitivamente pós-sionista, portanto, laica, democrática e não-racista.
Por alguma razão, intuo que esses bravos nem contam com a possibilidade de que Israel possa se defender, né?
Entenderam? Prega-se ali um não-racismo sem judeus! É o que quer o PSTU. Parece que o tal Mohammed Merah, na França, queria a mesma coisa.
 O autor e a direção do partido ainda estão soltos. Por quê?

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ENTENDA QUEM É MOHAMMED MERAH, ACUSADO DE ATAQUES NA FRANÇA
Francês de origem argelina de 24 anos se declara jihadista da al-Qaeda.
Ele é acusado de matar crianças em escola judaica e militares franceses. (aqui)

domingo, 16 de junho de 2013

SERVIÇO SECRETO DA PM DIZ QUE PSOL 'RECRUTA' PUNKS PARA PROTESTOS
MARIO CESAR CARVALHO DE SÃO PAULO 16/06/2013 - 03h15


Marlene Bergamo/Folhapress
Jovens durante a manifestação contra o aumento da tarifa nas ruas de SP; polícia diz que PSOL recruta 'punks' para os protestos
Jovens durante a manifestação contra o aumento da tarifa nas ruas de SP; polícia diz que PSOL recruta 'punks' para os protestos


O serviço secreto da Polícia Militar afirma em relatórios sobre as manifestações contra o aumento das tarifas de transporte em São Paulo que os grupos mais violentos nem sempre agem de maneira espontânea.
Punks que partem para o quebra-quebra são arregimentados por militantes do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) com o objetivo de desgastar o PT do prefeito Fernando Haddad e o PSDB do governador Geraldo Alckmin, de acordo com documentos sigilosos aos quais a Folha teve acesso.

Para a polícia, a forma de ação desses supostos punk é "semelhante a atos de guerrilha". Seria também uma forma que integrantes do PSOL teriam encontrado de constranger os dois governantes sem aparecer numa situação que poderia desgastar a imagem do partido, de acordo com esses relatórios.
Um dos relatórios do P2, sigla pela qual é conhecido o serviço reservado da PM, frisa que não há envolvimento do PSOL como partido, mas de militantes avulsos. A avaliação foi feita por policiais militares infiltrados.


Os punks e anarquistas partem para o que a polícia chama de "atuações paralelas" sempre que suas propostas são rejeitadas pelo Movimento Passe Livre, que convoca as manifestações.
O presidente nacional do PSOL, o deputado federal Ivan Valente, diz que a avaliação é completamente equivocada. "Os arapongas sempre cometem erros crassos de avaliação política. O
PSOL nunca apoiaria esse tipo de comportamento. Não precisamos utilizar ninguém para criticar governos".

PINGA ANTES E DEPOIS

O monitoramento mostrou que os punks seguem um ritual que se repete nas manifestações, segundo os relatos feitos. Tomam pinga antes de começar os protestos, esperam o movimento atingir o seu ápice para começar a agir e comemoram os resultados com mais pinga depois que o corre-corre acaba.
Para destruir vitrines e janelas, eles usam uma meia recheada com ferro e pregos, segundo o relato dos PMs.
A polícia diz que os punks que seriam recrutados por militantes do PSOL já acreditavam na violência como forma de protesto. Parte deles é ligada ao Black Bloc (Bloco Negro), uma estratégia anticapitalista que nasceu na Alemanha, nos anos 70.
O Black Bloc prega o ataque a símbolos como o McDonald´s como uma forma de combate ao capitalismo. Todos usam máscaras e roupas pretas, tida pelos anarquistas como a cor da negação.
A avaliação da polícia o é que o Movimento Passe Livre tem intenções "sinceras" ao defender a redução da tarifa de R$ 3,20 para R$ 3,00 e não tem orientações violentas. Mas, como não aceita lideranças, permite que esse tipo de comportamento violento explore o movimento.
A inexistência de lideranças é considerada o pior pesadelo para a polícia porque não há alvos claros. Outra dificuldade é separar a ação política dos atos criminosos.

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O BRASIL ESTÁ SEM RUMO

Domingos Perocco Netto

14/06/2013 - 19:20:53 

A economia do planeta está em crise.  Os países sérios estão tentando resolver seus problemas econômico-financeiros há já uns dois anos. Medidas duras, de austeridade, de controle do dinheiro público vêm sendo tomadas por europeus, asiáticos, africanos, americanos do norte, enfim por todos os governos de países responsáveis. Todos eles sabem que qualquer redução no controle da economia global pode gerar uma crise econômica mundial, de consequências imprevisíveis. Menos o nosso Brasil...
O Brasil não se mexeu, nem está se mexendo. As últimas notícias sobre o País são péssimas. O dólar e o euro dispararam. A Bolsa de Valores retornou a índices de dois anos atrás. O preço dos alimentos, dos materiais de construção e dos imóveis aumenta além da inflação, que já ultrapassou os 8% a.a. Os trabalhadores estão começando a brigar por reajustes salariais. O descontrole foi previsto pelos economistas nacionais e estrangeiros, que alertaram a Presidenta Dilma sobre a situação explosiva da economia nacional.
A impressão que se tem do nosso Governo Federal é de que, aqui, tudo está às mil maravilhas. O Governo está gastando como se o País estivesse vivendo tempos de fartura. Uma das últimas propostas da Presidenta Dilma encaminhada ao Congresso Nacional é a criação de um financiamento a longo prazo, com juros reduzidos, subsidiados pelo Banco Central, no valor de até R$ 5.000,00, dentro do seu programa eleitoreiro “Minha Casa, Minha Vida”, para as famílias gastarem na compra de móveis e eletrodomésticos.
O Congresso Nacional vive dentro da mesma euforia. Afora a novidade dos dois condenados que estão a comandar os nossos parlamentares, não se tem notícia de um projeto de peso promulgado pela Casa. O último mais comentado foi o da legalização do casamento gay.
Nossos parlamentares continuam brigando pelos cargos em comissões, pela liberação de verbas para suas bases, e coisas assim. Estão agora a pleitear o aumento do limite de suas verbas pessoais de gastança. Tem amigos em suas “bases” precisando de dinheiro para suas ONGs, suas instituições, suas máquinas eleitoreiras. Acham que as verbas atuais são insuficientes para garantirem a reeleição deles.
Descobriram que a vida no poder, ou ao lado do poder, é muito boa, muito fácil, muito rendosa. Nem pensam em retornarem aos seus afazeres anteriores, à época em que tinham que trabalhar para sobreviver. O ócio da vida pública lhes deu uma satisfação divina, o status de parlamentar, onde “o céu é o limite”, parodiando um antigo programa de televisão. Pensam que vivem num país rico. Tentam se defender agarrando-se à palavra da Presidenta Dilma, que nos informa mensalmente, com base em dados estatísticos pouco confiáveis, quantos brasileiros saíram da miséria. Ela ignora o que realmente está ocorrendo no País.
Economia é a palavra de ordem em países responsáveis, como EUA, Alemanha, Canadá, França, e também nos países comunistas da China e da Coréia do Norte. Fotos que nos chegam desses países nos mostram seus estudantes bem alimentados, uniformizados, de cabelos cortados, em formações invejáveis, demonstrando asseio, ordem, obediência.
Nós estamos no País da gastança. A Copa do Mundo de Futebol justifica tudo. Derrubamos estádios que faziam parte de nossa história, como o Maracanã, para edificarmos outros mais “modernos”. Somos milionários, temos verbas sobrando para bancarmos tudo isto. Que se danem as grávidas dando à luz em corredores de hospital, pessoas com costelas quebradas aguardando dias para serem atendidas, dormindo em macas.
Alguns leitores classificam-me como pessimista, argumentam que não vejo o lado positivo do País, que o Brasil não é tão ruim como eu conto. Sentei-me hoje ao computador disposto a falar das nossas coisas boas. Encontrei um tema que me permitisse fazê-lo: o Brasil tem um povo maravilhoso, trabalhador, honesto, solidário, mais criativo que o de países mais adiantados que o nosso, e outras qualidades mais, reconhecidas por todo universo. Se fosse feita uma eleição para escolher o melhor povo do mundo, o brasileiro seria eleito indiscutivelmente.
Um pequeno senão compromete essa visão. O brasileiro é simplório, tolerante, não enxerga a maldade, age de boa fé, vota com base na amizade, como paga do(s) favor(es) recebido(s). Acredita nas lorotas e promessas contadas pelos candidatos nos programas do “horário político”, essa excrecência que existe só no Brasil, no horário nobre televisivo nacional. É enganado por políticos malandros, que só pensam em si e só lembram-se dele, eleitor, no dia da eleição. Em resumo, o brasileiro não sabe votar, não tem noção real do valor e do peso de seu voto.
Defendo a reforma política. Não a imaginada pelos políticos, mas a prenunciada pelo Excelentíssimo Ministro do STF, o Meritíssimo Dr. Joaquim Barbosa. Apenas uma exigência, nada mais: doravante, os políticos só podem se candidatar se tiverem ficha criminal, processual e policial negativas, zeradas. E fim dos recursos. Que resolvam suas pendências com a Justiça antes de se candidatarem, pois precisam assumir os cargos públicos puros e limpos.
Que não se corrompam durante o mandato, porque o castigo cairá infalivelmente sobre eles. Que se encerre a aberração engendrada por Lula e seu Partido, esse permissivo tipo de Governo em benefício da “cumpanheirada” incompetente, que acabou resultando no mensalão e nessa geração de políticos de “mãos grandes”, que avançam sobre tudo... 
Domingos Perocco Netto é bancário aposentado, professor, técnico em contabilidade, sócio da AEPTI e autor do livro “O Banco do Brasil e Eu, Lembranças de uma Vida”.
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DESCOBERTA A ORIGEM DE MAIS UM GRUPO QUE AJUDA A TOCAR O TERROR EM SÃO PAULO. VEJAM! OU: ELES TROCARAM MARX POR UMA MISTURA DE LAFARGUE COM BAKUNIN!




15/06/2013 às 7:15

Ai, ai… As coisas vão ficando cada vez mais divertidas. Nos distúrbios de rua, especialmente em São Paulo, a gente nota a presença ostensiva de bandeiras amarelas. Vejam.

Há ali a assinatura de um “movimento”, que tem página na Internet: chama-se “Juntos”. O endereço é juntos.org.br. Mais uma vez, fui fazer a divertida brincadeira de saber quem e o dono do registro. Tchan, tcha, tcham!


Sim, trata-se de Luciana Genro, militante do PSOL, filha do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT). Ela anda um tanto afastada da política por razões de saúde, mas o vereador Pedro Ruas, de Porto Alegre, dá toda força à turma e a substitui com sobras. O “Juntos” é uma espécie de movimento social do PSOL. No “Quem somos”, eles se revelam (em vermelho):
“Juntos! é um movimento nacional de juventude. Surgiu no início de 2011 em São Paulo e vem conquistando a simpatia de jovens de todo o Brasil. Surgimos em um novo momento no mundo. O mar da história está agitado, já diria Maiakovski. Representamos uma nova geração de lutadores dispostos a construir um mundo radicalmente novo. Juntos! é a juventude em movimento pela educação de qualidade, em defesa do meio ambiente, contra o preconceito e por uma sociedade com igualdade e liberdade para todos.
Juntos! construímos o nosso I Encontro Nacional que deu o ponta-pé inicial pra nossa empreitada de organizar as lutas onde quer que estejam.
Juntos! é a juventude dos indignados: dos tunisianos, egípcios, espanhóis, chilenos. Somos aqueles que estão sem emprego, sem educação, sem cultura, sem casa, mas também sem medo de lutar! Somos aqueles que estão em defesa da Amazônia nos atos contra a construção de Belo Monte e contra o novo código (anti-)florestal! Somos aqueles que estão nas lutas contra toda forma de preconceito, seja de genêro, etnia, idade, credo. Somos aqueles que estavam nas Marchas da Liberdade, das Vadias, no #ForaRicardoTeixeira, contra a corrupção, nas paradas LGBT. Somos aqueles que #TomamosAsRuas e lutamos por uma #DemocraciaRealJá!
Voltei
Como se vê, para que alguém pertença ao “Juntos”, basta que tenha uma causa, qualquer uma, e que se indigne com alguma coisa. Boa parte dos “revolucionários” modernos, estes que promovem a baderna em várias cidades brasileiras, com destaque para São Paulo e Rio, não têm mais, a exemplo de seus congêneres do passado, Karl Marx como referência. O marxismo, já afirmei aqui algumas vezes, é difícil. A leitura da teoria propriamente dita é chata. É diferente do Marx divertido de “O 18 Brumário” ou de “A Ideologia Alemã” — ainda assim, também esses livros são ignorados.
A “moçada” que está nas ruas tem pressa demais para se ater a textos de referência. Bastam-lhes as opiniões dos amigos no Facebook e algumas irresponsabilidades daquele professor “bacana” de história que os incita ao ativismo. Teoria pra quê? Mesmo os vermelhos que tentam organizar a turma (PSOL, PCO e congêneres), lembrou um amigo ao telefone nesta sexta, estão menos para Marx do que para uma mistura, assim, de Paul Lafargue, que escreveu um panfletozinho chamado “O Direito à Preguiça”, com Bakunin, o anarquista. Ao mesmo tempo em que parecem rejeitar o estado, exigem que ele se comporte como o grande provedor. Tempos de obstipação ideológica!
Tenho combatido, desde o primeiro dia, como evidenciam os textos que estão em arquivo, certo esforço que anda por aí de emprestar aos violentos distúrbios de rua — promovidos principalmente por jovens de classe média alta (as roupas o denunciam) — um alcance mais profundo, como se fossem eventos da superfície a denunciar um movimento de placas tectônicas da sociedade brasileira. Será mesmo?
São Paulo tem 11,5 milhões de habitantes; o Rio, 5,5 milhões. O movimento contra o reajuste da passagem de ônibus deve ter reunido pouco mais de 5 mil pessoas na primeira cidade — 0,05% da população — e de 2 mil na segunda: 0,04%. É mais do que o suficiente para provocar o caos. Aliás, a depender da leniência da polícia ou da violência dos que protestam, dá para provocar um desastre na cidade com muito menos gente do que isso. Basta que dois ou três malucos resolvam se deitar no meio da avenida, sem que ninguém os tire de lá, e pronto!
Mas por que o transporte virou uma espécie de fetiche? Por que essa luta “pegou” — ainda que nesse universo restrito de uns poucos milhares numa cidade de muitos milhões — e conta, segundo pesquisas, com o apoio de boa parte da população. Porque, se formos pensar, de todos os serviços públicos, é aquele cujo pagamento é mais visível. É diário — ainda que não forma de cartão. E também é o que rende menos satisfação. A educação pública até o ensino médio é uma lástima, mas é gratuita. A saúde, idem, idem. Boa ou má, não se paga de modo perceptível por segurança pública. Há outros serviços oferecidos por concessionárias que causam satisfação imediata: é o caso da energia elétrica ou da telefonia. Mesmo havendo reclamações às pencas, o fato é que o serviço está disponível na esmagadora maioria das vezes.
Com o transporte público, a coisa é diferente. O serviço nas grandes cidades é mesmo precário, ainda que tenha melhorado muito (falo de São Paulo, que conheço) nos últimos 20 anos. Tanto é um ponto nevrálgico que Fernando Haddad transformou a questão numa bandeira de campanha. E foi eleitoralmente bem-sucedido. Que o seu “bilhete mensal” fosse só uma tramoia de marketing, isso era evidente. Bastava refletir um pouco. Mas a tese seduziu muita gente, especialmente jornalistas. Assim, é fácil entender que um movimento que se oponha à elevação do preço da passagem — e que prega, na verdade, tarifa zero — conte com a simpatia de muita gente.
Nada de bom

Não há nada de bom, reitero o que escrevi (aqui) na manhã de ontem, nesse movimento. Ao contrário. Assistimos ao casamento do estado-babá com o estado prevaricador. Os “lafarguistas” brasileiros estão tentando transformar num valor, numa cláusula pétrea do caráter nacional, o “direito à preguiça”, ao “almoço grátis”. Querem que o estado forneça de camisinha a aborto, tudo graciosamente — tratar-se-ia, asseguram, de “direitos”. E tem sido esse o mais permanente sinal das ditas políticas de inclusão social, que tendem a criar, dada a forma como se exercem, clientelas políticas. E qual a causa da violência? Ora, a experiência indica que os “oprimidos” — ou aqueles que falam em seu nome — têm assegurado o direito à transgressão. Não tem sido assim com o MST e com os índios, por exemplo?
Mas vai mudar

A partir de segunda, no entanto, a pauta deve sofrer uma torção. O PT decidiu aderir às manifestações de rua, mudando a sua agenda, que é ruim para Fernando Haddad. Em vez de protesto contra a elevação da tarifa, os alvos serão a Polícia Militar e o governo de São Paulo.
Ontem, a vastíssima rede do PT na Internet, incluindo os blogs e sites sujos financiados pelo governo federal, por gestões petistas e por estatais, entraram firme no apoio ao protesto de segunda. O PT tem experiência nisso. Sua ala sindical deve ir à rua, inclusive para tentar impedir que a coisa degenere para a violência.
Ingênuo ou espontâneo, esse movimento nunca foi, como este post prova mais uma vez. Ele só se dava um tanto à margem do petismo. Mas, agora, o partido decidiu deglutir o processo.
Texto publicado originalmente às 6h32
Por Reinaldo Azevedo
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