segunda-feira, 12 de outubro de 2015

20 dias de angústia: Síria reencontra bebê que entregou a desconhecido em jornada pela Europa

Zizit e a filha, Maya, ficaram 20 dias separadas (Foto: BBC)Zizit e a filha, Maya, ficaram 20 dias separadas (Foto: BBC)








Conheça emocionante história de médica que fugia da guerra usando passaporte falso e teve de ver filha de 1 ano embarcando em avião com traficante de pessoas para rumo incerto.


Sírios que deixam o país rumo à Europa muitas vezes dependem de traficantes de pessoas para alcançarem o seu destino. Mas é impossível saber em quem confiar e as coisas podem dar muito errado. Uma mulher síria acabou vendo um homem, cujo nome verdadeiro sequer conhecia, sair andando com sua filha de 1 ano. Essa é a história dela.
Zizit sabia que teria de deixar a Síria depois de ser alvejada por atiradores e uma bala atingir seu carro. Era médica num hospital em Damasco, antes de ser abordada por um grupo militante islâmico que a forçou a deixar o local e trabalhar para eles. Quando ela se negou, as ameaças começaram.

"Eles tentaram me matar duas vezes", diz. Temendo a segurança de sua filha, Maya, de 1 ano, decidiu que não tinha outra opção a não ser deixar o país. "Não fiquei feliz em deixar a Síria, amo meu país. Saí por causa do meu bebê, não por mim".


E assim começou a jornada de Zizit e seu irmão Ghassan com Maya rumo à Europa. Quando estavam na Turquia, o primeiro atravessador que encontraram prometeu levá-los à Grécia por terra por US$ 13,5 mil (cerca de R$ 50 mil).
Pagaram adiantado e esperaram que ele os buscasse no hotel. Mas, dias depois, concluíram que nunca o veriam novamente.
A família, então, buscou outro atravessador, que operava um pequeno bote inflável. Após uma travessia traumática, em que enfrentaram uma tempestade, finalmente chegaram àGrécia.
Todos conhecem os cafés frequentados por traficantes de pessoas em Atenas, então Ghassan foi encontrá-los. Levou um homem, que se apresentou como Abu Shahab, à casa onde ele e Zizit estavam.
O traficante ofereceu a Zizit um passaporte brasileiro falso e uma passagem aérea que a levaria a Suécia por 4 mil euros (R$ 17 mil). Ela teria que pagar outros 4 mil euros por Maya, mas havia um detalhe: mãe e filha não poderiam viajar juntas.
Crianças, disse ele, tinham que ser levadas por algum cidadão europeu, alguém que pudesse conversar com autoridades de imigração. Ele, sírio com cidadania sueca, fingiria ser pai de Maya e a levaria usando o passaporte sueco de sua própria filha.
Eles atravessariam a imigração primeiro e Zizit viria depois. Ela poderia embarcar no mesmo voo, mas teria que ficar longe de Maya para que a filha ficasse calma.
Zizit não gostou do plano, mas achou que não havia outra alternativa - sabia que tinha que agir rápido sob o risco de ficar sem dinheiro.
Não seria um voo direto à Suécia - é comum para atravessadores dividir grandes viagens em vários pequenos trajetos. Iriam, primeiro, à Itália, então a outro país não revelado até, finalmente, chegarem à Suécia.
Cinco dias após terem conhecido Abu Shahab, Zizit se preparou para o primeiro voo. Fez a mala de Maya, com leite, roupas quentes e um casaco. Colocou também uma boneca.
Zizit tinha sua própria clínica em Damasco, que foi destruída pelo conflito (Foto: BBC)Zizit tinha sua própria clínica em Damasco, que foi destruída pelo conflito (Foto: BBC)
Abu Shahab foi até a casa para buscar a criança. "Ele deu um chocolate a Maya e disse: 'não tenha medo, estaremos no mesmo voo'", contou Zizit.
"Ela estava triste e chorou muito quando ele a pegou. Ela não gostava dele - ele era um desconhecido. Ele deu-lhe doces para acalmá-la mas ela não quis nada". No momento em que Abu Shahab levou Maya, ela estava em prantos, chorando pela mãe.
'Fiquei histérica. Fiquei louca'
No aeroporto, Abu Shahab e Maya passaram pela checagem de passaportes sem nenhum problema. Shahab ligou para Zizit dizendo que era a vez dela.

A mãe estava assustada e triste. A reação de Maya à separação deixou-a bastante abalada - mas as coisas iriam piorar. As autoridades perceberam que seus documentos brasileiros eram falsos e se recusaram a deixá-la passar. Foi, então, expulsa do local.
Mas Maya já havia atravessado e estava nos braços de um traficante de pessoas.
"Fiquei histérica. Fiquei louca", disse Zizit. "Tirei minha filha da Síria, arrisquei a vida dela no mar e agora ela tinha ido embora! Minha filha tinha ido embora. Maya tinha ido embora. Eu não sabia nem o nome dele (do atravessador) ou onde ele morava".
"Eu andava e andava. Minha cabeça parou, eu não conseguia pensar. Pensei que tinha perdido minha família. Envelheci uns 10 anos".
Ela não queria contar a autoridades do aeroporto que sua filha já havia passado pelo controle de passaportes ao temer que, expondo o atravessador, colocaria Maya em um risco ainda maior.
O irmão de Zizit, que esperava do lado de fora do aeroporto, tentou acalmá-la ao lembrá-la que teriam que entrar em contato com Abu Shahab, já que haviam combinado de pagá-lo ao chegarem na Suécia.
Seis horas depois, imaginando o pior dos cenários, o telefone de Zizit tocou. Era Abu Shahab, que estava num hotel na Itália. "Gritei e chorei. Ele disse: 'relaxa. Sou humano, amo bebês, não se preocupe'". Ele tinha dado banho em Maya, alimentado-a e colocado-a para dormir.
Zizit deixou Síria após ser ameaçada por grupo militante islâmico e temer pela segurança da filha de 1 ano (Foto: BBC)Zizit deixou Síria após ser ameaçada por grupo militante islâmico e temer pela segurança da filha de 1 ano (Foto: BBC)
Ele não revelou em que cidade estavam, mas garantiu que Maya estava segura. Mandou uma foto tirada mais cedo, na qual ela dormia. "Eu também tenho filhos e cuidarei dela como se ela fosse minha", disse.
"Esse homem era legal, disse Zizit. "Fiquei aliviada e um pouco mais calma. Disse a ele o que tinha acontecido e ele me perguntou: 'onde eu deixo a sua filha? Preciso de alguém que você conheça - não a polícia ou um centro de refugiados'".
Ele não estava bravo, mas não podia ficar com Maya, disse a mãe.
A única pessoa que Zizit tinha em mente era uma mulher chamada Hasna, uma síria que era uma de suas pacientes e que agora vivia na Alemanha como refugiada. Entrou em contato com ela pelo Facebook.
"Implorei a ela, 'por favor, Hasna, você pode cuidar da minha filha até que eu chegue à Alemanha?'". Hasna prometeu cuidar de Maya se o atravessador conseguisse levá-la até Dortmund.
O traficante foi até lá, mas se negou a entrar na casa. Deixou a criança do lado de fora e telefonou a eles para que soubessem que Maya estava lá.
"Meu filho pegou a criança na porta e a trouxe para dentro", disse Hasna. "Quando eu vi essa pequena menina, me apaixonei por ela, como se ela fosse minha própria filha".
"No começo, Maya estava com medo. Depois de alguns dias, ela não saía mais do meu lado - se agarrava a mim em qualquer lugar que eu ia". Hasna enviava fotos a Zizit todos os dias.
'Perdi o controle'
Zizit ainda estava desesperada. "Estava com saudade de Maya e perdi peso", disse. "Eu não estava acostumada a dormir sem ela estar do meu lado, sem a cabeça dela no meu peito. Sentia muita falta dela, mas ao menos sabia que ela estava segura".

Ela não sabia como chegaria à Alemanha. "Eu nadaria se tivesse, me sentia forte".
Maya foi levada por contrabandista a amiga da mãe, que se responsabilizou pela criança enquanto Zazit estava longe (Foto: BBC)Maya foi levada por contrabandista a amiga da mãe, que se responsabilizou pela criança enquanto Zazit estava longe (Foto: BBC)
Uma semana depois, um dos contatos de Abu Shahab lhe deu uma passagem para a Áustria e outro passaporte falso, desta vez um italiano. Disse se sentir mais confiante. "Não tinha medo de nada. Mesmo fazendo algo errado, e usando um passaporte falso".
O plano funcionou. Em Viena, um táxi a levou à estação de trem e um motorista mostrou-lhe onde comprar uma passagem para Frankfurt.
"No trem, estava tão cansada que dormi e sonhava com Maya". Mas a voz de alguém gritando "Passaporte! Passaporte!" a acordou. Assustada e trêmula, Zizit mostrou seu passaporte italiano falso ao fiscal.
Para a surpresa de Zizit, ele pediu que ela dissesse alguma palavra em italiano. Não sabia nenhuma. Respondeu em inglês, perguntando onde estava. Quando ouviu que aquela já era a Alemanha, ficou aliviada ao estar no mesmo país de Maya.
"Perdi o controle. Disse a ele: 'sou da Síria, não sou italiana. Por favor, me ajude - preciso achar meu bebê'". O fiscal respondeu que ela estava em segurança, que tudo estava bem e que ele a ajudaria.
"Os alemães são muito bons - eu era uma criminosa e estava ouvindo: 'não se preocupe, você está em segurança agora'. Na Síria, teriam te enforcado".
Ela foi multada em 500 euros por falsificação, interrogada sobre o atravessador e levada a um centro de refugiados em Munique - ainda a 640 km da cidade onde estava sua filha.
Enquanto isso, a polícia alemã agia com base nas informações que Zizit dava sobre o traficante e sobre Hasna. Já que ela não falava alemão e os policiais não sabiam árabe, a conversa foi em inglês e alguns detalhes se perderam na tradução.
O resultado foi que a polícia invadiu a casa de Hasna no meio da noite suspeitando que ela integrava uma quadrilha de traficantes. Eles, então, perguntaram a Zizit cinco vezes se ela realmente queria deixar Maya com Hasna. No final, concordaram em deixar a menina lá, mas deixaram claro que Hasna ainda era suspeita.
Zizit ficou no campo em Munique por duas semanas à espera de ser transferida para Dortmund, mas nada parecia acontecer. Então, certa noite, fugiu do campo e pegou um trem. E após 20 dias distante de sua filha, finalmente a reencontrou.
'Éramos estranhas'
Chegou à casa de Hasna por volta da meia-noite.

"Olhei para Maya e notei que ela havia mudado, seu penteado estava curto e estava mais magra. Eu a beijei, ela acordou e começou a chorar. Éramos estranhas uma para a outra. Ela queria ir para Hasna, tentava chegar até a ela e chorava. Mas pareceu reconhecer a minha voz de alguma forma", disse Ziẓit, que havia perdido cerca de 10 kg neste período.
Ela abraçou a filha por três horas e verificou suas marcas - "uma no pescoço e outra na barriga" - para garantir que esta era mesmo Maya.
Foram registradas novamente como refugiadas em Dortmund e iniciaram uma nova vida.
Meses depois, Hasna surpreendeu-se ao ser intimada a ir a um tribunal para enfrentar acusação de tráfico de pessoas. Tudo o que Zizit podia fazer era desculpar-se. Nas semanas seguintes, a questão judicial pairou sobre elas.
"Não dormi nesse período", contou Hasna. "Foi a primeira vez que tive de lidar com a polícia e a Justiça, mas sabia que não tinha feito nada errado".
No final, o juiz desculpou-se, elogiou a atitude de Hasna de ajudar uma amiga, e retirou as acusações.
Mãe e filha estão em Dortmund há um ano como refugiadas. "Maya está feliz, ela fala alemão - mais que eu. Não quero depender de ajuda. Quero trabalhar e pagar impostos, quero que minha filha seja educada e se torne uma médica como eu, ou qualquer coisa que ela quiser".
Zizit também está aprendendo alemão e espera chegar ao nível para poder atuar como médica no país.
Faria ela tudo de novo? "De maneira alguma", diz ela. E não recomenda a experiência a ninguém. "Não faça isso. Não venha como eu, é uma jornada muito perigosa".

COMENTÁRIO DO BLOG:

Todos que são contra Israel e o EUA no particular, e assim, no geral são contra a Civilização Ocidental adoram essas histórias fajutas. A Europa já está se arrependendo e acordando de seu sono mortal ao deixar o islamismo com seu Cavalo de Troia - o comunismo, dominarem a cena novamente.
Essa menina tem uns 3 (três) anos tudo é mentira nesses refugiados.
Bolsonaro Presidente!

- Uma verdade sobre o fanatismo islâmico (aqui)


Governo Dilma 'doa' 625 toneladas de feijão do estoque público brasileiro para Cuba

Enquanto isso, famílias  brasileira sequer conseguem comer direito no Brasil em crise. É ou não um descalabro
E ainda o povo brasileiro pagará o frete....
***Um leilão de contratação de frete para remoção de 625 toneladas de feijão para atender ao Programa de Doação Humanitária de Alimentos do Brasil à República de Cuba foi realizado na manhã desta quinta-feira (01/10). O produto será enviado em sacas de 50 quilos, de acordo com informações da Conab.
A contratação do serviço compreende o percurso rodoviário entre o local onde está armazenado o grão e o Porto Navegantes, ambos localizados dentro do Estado de Santa Catarina (SC), e a colocação do feijão dentro do navio.
O início dos embarques, no local de origem deverá ocorrer, impreterivelmente no dia 13 de outubro e todo o produto deve ser entregue no armazém portuário até o dia 23/10/2015.
Arroz também
A Conab também realizou três leilões de troca de arroz para atendimento à Cuba e à Faixa de Gaza. Vale lembrar que essas ações estão previstas na Lei 12.429, de 20 de agosto de 2011, que autoriza o governo federal a doar estoques públicos de alimentos para assistência humanitária internacional. A ação, do Programa Mundial de Alimentos, é coordenada no Brasil pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). ***(Com informações de Globo Rural)


domingo, 11 de outubro de 2015

Olha aí, um recadinho do Apresentador Ratinho pra quem não leva a sério a vida pública!


Olha aí, um recadinho do Ratinho pra quem não leva a sério a vida pública! :D

Posted by Rede Massa - Oficial on Quinta, 8 de outubro de 2015

Guarda Municipal é absolvido da acusação de dupla tentativa de homicidio


Advogado que assumiu o caso recentemente.



O fato ocorreu no ano de 2011 e ontem o Gcm foi absolvido pelo Juri. Na defesa do acusado atuou o advogado Jainer Navas que defendeu a tese de legitima defesa.


Redação Canal Rio Claro – O tribunal do Juri absolveu ontem pela maioria dos votos, o Guarda Municipal N.J.A. que no ano de 2011 seria o autor de uma dupla tentativa de homicidio.

Na época dos fatos o Gcm seguia de moto para sua residência quando dois individuos, (menores na época), armados, cercaram a moto do guarda e anuncaiaram o roubo.  O Gcm reagiu e acertou sete tiros em um dos acusados e quatro tiros no outro.

O Gcm não registrou a ocorrência quando o fato ocorreu e nem os acusados, porém a Policia Civil checando as informações e atraves de trabalhos investigativos, conseguiu descobrir que o autor dos disparos era o Gcm.

O Guarda chegou a afastar-se do trabalho atraves de licença sem remuneração.

Recentemente o advogado Jainer Navas tomou a frente da defesa no caso e trabalhou com a tese de legitima defesa. o que levou a absolvição do guarda pela maioria dos votos do Juri. Integrantes da corporação compareceram em massa no Forum local.

Trabalhou na acusação o Promotor Dr. Adriano Vanderlei Melega e o presidio os trabalhos  Exmo. Sr. Dr. Juiz Walter Ariete dos Santos.

Com informações do Repórter Policial Aristeu Gomes Pepes Filho – (Jaburu)- JORNALISTA - Mtb 56261/SP

Filme/série 1942 – O Brasil e Sua Guerra Quase Desconhecida


A série dirigida por João Barone vai te levar à década de 40 com depoimentos de ex-combatentes, historiadores e...

Posted by Philos on Sábado, 10 de outubro de 2015

Exército reduzirá turmas de formação na AMAN e escolas de sargentos (EsSa). Temporários serão promovidos a capitão e segundo sargento


Visando minimizar os custos com a reserva, o Exército vai reduzir, a médio prazo, o efetivo das turmas de formação da AMAN e escolas de formação de sargentos de carreira.
Como consequência, os oficiais temporários poderão chegar até o posto de Capitão, prática que já ocorreu nos anos 1990. Os sargentos temporários também poderão ser promovidos a segundo sargento.


Já na Defesa, Amorim era 'O Cara' da Odebrecht

Cláudio Humberto

Ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula e ex-ministro da Defesa no governo Dilma, Celso Amorim teria representado interesses da empreiteira Odebrecht nos governos do PT, segundo comunicados apreendidos pela Polícia Federal na sede da empreiteira, na Operação Lava Jato. A PF investiga a influência de Amorim enquanto chefe do Itamaraty e também avalia se a “atuação” continuou no governo Dilma.

ENCONTRO SUSPEITO
Em 28 de agosto de 2013, Amorim recebeu Marcelo Odebrecht, André Amaro, Luiz Rocha e João Carlos Mariz Nogueira, todos da Odebrecht.

CONTATO FORTE
Um e-mail apreendido na sede da Odebrecht pela PF revelou encontro de executivos da empreiteira com Celso Amorim, em Nova York.

BILHÕES BRASILEIROS...
A PF investiga se Amorim era “ponte” da Odebrecht com Lula para viabilizar negócios no exterior, com financiamento brasileiro.

...FISCALIZAÇÃO ZERO
A força-tarefa da Lava Jato investiga contratos secretos de empreiteiras brasileiras para realizar obras no exterior, sem órgãos fiscalizadores.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Filha de militar, Fátima Bernardes palestrou na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais


Rio de Janeiro (RJ) - A apresentadora e jornalista Fátima Bernardes participou, no dia 23 de setembro, de atividade do Curso de Extensão Cultural da Mulher, promovido na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO). Fátima foi uma das palestrantes do curso, que tem o objetivo de integrar a família militar com foco nas esposas de militares e no público feminino da Vila Militar.


TV CML/montedo.com

Postura Pró-Prostituição da Anistia é Desafiada

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Cristianismo e luta de classes


Eguinaldo Hélio Souza
Se a luta de classes é o motor da história, então o cristianismo é o freio. E quando me refiro ao cristianismo falo do cristianismo bíblico, que emerge como padrão dos escritos dos evangelistas e apóstolos, o cristianismo do Novo Testamento.
É fácil perceber nestes documentos antigos o quanto sua doutrina e sua prática levaram reconciliação às classes sociais, ao invés de instigar uma revolução social como queriam os zelotes, esquerdistas da época. Tão importante quanto a reconciliação do homem com Deus era a reconciliação do homem com o homem, independente de sua classe social. Eis o cristianismo apostólico.
Nascido em meio ao sistema escravista, suas páginas ordenam aos escravos que sejam bons escravos. Sim. Absurdo dos absurdos! É de chocar o homem moderno.
Vós, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo, não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; servindo de boa vontade como ao Senhor e não como aos homens, sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre. (Carta do apóstolo Paulo aos Efésios cap. 6. Vers. 5-8)
Não termina aqui. Agora é a vez do patrão, do dono de escravos, do amo. Ele também precisa entender seu lugar neste universo de Deus.
E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu e que para com ele não há acepção de pessoas. (Carta do apóstolo Paulo aos Efésios cap. 6. Vers. 9)
Revolução das revoluções! O senhor e o escravo podem ser diferentes na ordem social, mas não na ordem cósmica e universal. Perante ela ambos são iguais e darão contas de acordo com seus atos.
Luta de classes? Nenhum vestígio. A palavra de ordem é reconciliação.
Todavia, isso não significa conformismo e aceitação de injustiça. O cristianismo histórico colaborou com os poderosos na opressão dos pobres, tanto quanto lutou contra esses mesmos poderosos em muitos momentos. Adequou-se ou desviou-se do padrão bíblico. O cristianismo bíblico, entretanto, clama contra a injustiça:
Eis que o salário que fraudulentamente retivestes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos clama, e os clamores dos ceifeiros têm chegado aos ouvidos do Senhor dos exércitos. (Tiago 1.1-4)
Igualmente os escravos eram exortados a conquistar sua liberdade se assim pudessem. “Foste chamado sendo escravo? Não te preocupes com isso. Mas se ainda podes conseguir toda liberdade, aproveita a oportunidade” (1ª epístola do apóstolo Paulo aos coríntios 7.21).
Vale a pena considerar os estudos recentes do sociólogo americano Rodney Stark sobre o crescimento do cristianismo. Esses estudos rejeitam a identificação do cristianismo com a classe proletária. Na verdade, diferentes segmentos e classes sociais abraçaram a nova fé.
Depois que Judge [E. A. Judge – historiador do Novo Testamento] questionou a visão proletária da Igreja Primitiva, desenvolveu-se entre os historiadores do Novo Testamento um consenso de que o cristianismo baseava-se na classe média e na alta (Scroggs: 1980)
Não poucos estudiosos atribuem ao movimento metodista a responsabilidade por livrar a Inglaterra de uma revolução sanguinária como a Revolução Francesa.
Novos estudos têm gerado novas compreensões. A estabilidade social produz progresso e foi isso que o cristianismo levou as nações. Mais uma vez temos de citar Rodney Stark:
Um novo e admirável estudo da autoria de Robert D. Woodberry demonstrou, sem sombra de dúvidas, que se pode atribuir aos missionários protestantes a maior parte dos louros pela ascensão e divulgação de democracias estáveis no mundo não ocidental. Quer isto dizer que, quanto mais elevado era o número de missionários protestantes por cada dez mil habitantes da população local em 1923, maior é a probabilidade de um determinado país ter hoje conseguido chegar a uma democracia estável. O efeito do trabalho missionário é muito maior que o de outras 50 variáveis de controle fundamentais, incluindo o produto interno bruto e o fato de um determinado país ser ou não uma colônia inglesa.
O cristianismo jamais jogou uma classe contra a outra. Reconciliou-as sem, contudo, dogmatizar sua estratificação. “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo” (Epístola do apóstolo Paulo aos Gálatas cap. 3 verso 28)
Não há dúvidas de que há luta de classes por toda a história. A questão é o que fazer com ela. Instigá-la ou freá-la. Acirrar os conflitos de classes ou procurar reconciliá-los. Os marxistas conceberam a infeliz e irracional ideia de que, se a luta de classes não acontece, eles têm de provocá-la, para construir no futuro sua sociedade sem classes.
Marilena Chauí, ao afirmar sob aplausos odiar à classe média, queria inflamar com seu discurso de ódio o conflito entre os grupos como convém a todo bom marxista. Neste caso, provavelmente, entre a classe média e a sua própria classe, isto é, a classe alta. Porque proletária tenho certeza que ela não é. Mas o que esperar dela? Como escreveu Alain Besançon, “não se pode permanecer inteligente sob a ideologia”.
Outros artigos Pr. Eguinaldo Hélio Souza:
Por que condeno o marxismo

Missionários americanos são espiões da CIA, afirma líder evangélico. Assunto polêmico volta à tona; missões negam


Missionários americanos são espiões da CIA, afirma líder evangélico

Durante dezenas de ano, especialmente na época da chamada Guerra Fria, missionários evangélicos foram acusados de ser “agentes da CIA” por diferentes países.
O assunto parecia esquecido até que a Coreia do Norte prendeu e depois extraditou o missionário australiano John Short, acusado de conspirar para derrubar o presidente, enquanto ainda mantém preso o missionário americano Kenneth Bae. Ambos são acusados de serem “espiões”.
Tony Campolo, um líder evangélico progressista que foi conselheiro espiritual do ex-presidente Bill Clinton, acabou aumentando a controvérsia em uma entrevista recente. “Os missionários americanos são muito próximos da CIA”, afirmou ele ao site RedLetterChristians.org. Campolo é atualmente professor de sociologia na Eastern University e presidente da Associação Evangélica para a Promoção da Educação.
“Muitas vezes, quando missionários voltam ao país depois de algum tempo fora, se estavam trabalhando em lugares como Paquistão ou Afeganistão, a CIA os chama… esses missionários vão até Washington e são interrogados: Quem são os líderes nas aldeias onde você estava trabalhando? Qual foi a atitude das pessoas nas igrejas em relação aos Estados Unidos?”
O ministério de Campolo patrocina programas de serviço cristão no Haiti, na República Dominicana, além de vários países da África. Para ele, é injustificável que as Nações Unidas ainda não tenham reconhecido as atrocidades cometidas contra cristãos na Coreia do Norte, apesar de ampla cobertura da imprensa. Para o líder evangélico, os laços com a CIA atrapalham o trabalho de missionários em muitos países.
O pastor brasileiro Fausto Vasconcelos, atual diretor de evangelismo da Aliança Batista Mundial disse em uma entrevista recente que se lembra de especulações na década de 1960 sobre se missionários batistas americanos trabalhavam para a CIA no Brasil.
Somente em 1975, o ex-presidente Gerald Ford admitiu publicamente que a CIA tinha usado missionários como agentes. Os rumores continuaram até o início da década de 1980, quando o presidente da Junta de Missões Batistas enviou uma carta aberta ao então diretor da CIA, William Casey, afirmando que as tentativas da agência de recrutar missionários como informantes podia “colocar em risco as suas vidas, bem como impedir seu trabalho em vários países.”
Com o fim da “Guerra Fria” e o colapso da antiga União Soviética, no início dos anos 1990, o assunto só voltou à tona em 2005, quando o ex-presidente, Hugo Chávez, expulsou missionários da Novas Tribos que trabalhavam na Venezuela, alegando que o grupo tinha ligações com a CIA.
As afirmações de Campolo surpreenderam a muitos líderes na área de missões, que negam qualquer envolvimento político. Jim Smith, atual coordenador de missões mundiais para a Aliança Batista Mundial afirmou que o foco do trabalho missionário tem sido se aproximar e ajudar os pobres e marginalizados e que não tem conhecimento de qualquer envolvimento com trabalho de espionagem. O governo dos EUA não se pronunciou sobre o assunto. Com informações ABP News.


Recordo que na época do governo militar no Brasil, os militares acusaram o SIL (Summer Institute of Linguistics [Instituto Linguístico de Verão]) de ser fachada para agentes da CIA. O SIL tinha uma sede em Brasília, que acabou sendo fechada pelos militares. Na época das acusações, escrevi uma carta ao SIL dando todo meu apoio, pois essa entidade missionária americana tinha um trabalho indispensável: treinar evangélicos para traduzir a Bíblia para línguas indígenas. 

Esse trabalho tinha e tem meu total apoio. Por isso, fui totalmente contra a atitude dos militares brasileiros, que, para mim, como sempre estavam manifestando preoconceitos contra os evangélicos. Mas muitos anos depois, tive acesso a muitas fontes de informações. Estive hospedado com um missionário americano no Brasil, cujo pai trabalhava na sede da CIA. Um brasileiro batista me contou como dois missionários americanos tentaram recrutá-lo como informante da CIA. Esses dois missionários, segundo esse batista, eram agentes da CIA. 

E há o livro Thy Will Be Done: The Conquest of Amazon: Nelson Rockefeller and Evangelism in the Age of Oil (Tua Vontade Será Feita: A Conquista da Amazônia: Nelson Rockefeller e Evangelismo na Era do Petróleo). Esse livro conta como, de fato, vários missionários americanos eram agentes da CIA. Foi algo vergonhoso, pois o Brasil militar era aliado dos EUA contra a ameaça maior: o comunismo. Não era, infelizmente, espionagem para proteger o Brasil de uma invasão comunista na Amazônia. Era especialmente espionagem econômica, com o objetivo de descobrir petróleo, ouro e diamantes. Não sei se o SIL estava intencionalmente envolvido nesse esquema, mas essa é a triste realidade: esse problema realmente existiu. E pode ser que ainda exista.

sábado, 10 de outubro de 2015

Cairá atirando? Cunha prometer despachar todos os pedidos de impeachment na próxima terça



Leia também | Ao chamar impeachment de “golpe democrático à paraguaia”, Dilma azeda relações com o Paraguai


Após ser seguidamente desmentido pela imprensa ao afirma que não possuía contas na Suíça, talvez seja essa sua última/única bala.

No jornalismo, andam chamando de “preparar armadilha” a tática cada vez mais comum de ter um montante de informação apurada, jogar um naco numa primeira manchete, esperar o alvo soltar um desmentido, soltar outra fatia de informação, ver o personagem principal tropeçar nas próprias pernas e, numa cartada final, encaixar um golpe fatal. Por mais que Eduardo Cunha demonstre segurança quando sabatinado por jornalistas, comportou-se nos últimos dias como um sofrível amador. Resultado? A imprensa passou a semana deitando e rolando com uma mesma notícia, trazendo a cada dia novos detalhes que tornavam a coisa toda cada vez mais crível – e o presidente da Câmara cada vez mais mentiroso.
Os milhões de dólares que Cunha escondeu na Suíça soam centavos quando comparados com a mais grossa parte dos escândalos recentes envolvendo o PT. Até mesmo com a atualização das “pedaladas fiscais”, que só em 2015 já chegam a R$ 38 bilhões. Mas nada disso impediu a imprensa de tornar o fato o mais importante desta sexta-feira. E de cobrar a renúncia do peemedebista como se fosse mais urgente que a da própria Dilma, a presidente que enfiou o Brasil numa recessão que já deve comer 3% do PIB em 2015 e desempregou um milhão de brasileiros.
Claro que o próprio Cunha tem culpa no cartório e merece pagar por isso. E não só por ter mentido na CPI da Petrobras e escondido grana no exterior. Mas por ter sido ele mesmo um defensor do governo que hoje o queima para se salvar. Quando milhões ocupavam as ruas em março e abril, ele chamava a ideia de um impeachment de Dilma de “inconstitucional”.
Qual a saída numa situação dessas? Por muito menos, Roberto Jefferson contou tudo o que sabia e levou para cadeia outros 24 mensaleiros. Cunha, ao que tudo indica, quer levar pelo menos um petista para fazer-lhe companhia no chão. Ou uma. Segundo Fernando Rodrigues, esse é o medo da própria Dilma. Porque o presidente da Câmara prometeu despachar na próxima terça-feira todos os pedidos de impeachment que ainda restam em sua mesa. Inclusive o principal: o de Hélio Bicudo.
A estratégia era arquivar todos liberando a oposição para entrar com um recurso e, via maioria simples, colocar em pauta processo de impedimento de Dilma. Mas… E se ele aceita um dos pedidos? E se aceita logo o de Bicudo, mais bem fundamentado com o auxílio de Janaína Paschoal e Miguel Reale Jr? É esse o principal temor do Planalto. Porque assim a oposição ganha um enorme tempo e ainda conseguirá aproveitar uma semana na qual Dilma enfileirou derrotas estrondosas nas mais variados instâncias.
Ao PT, restaria repetir o que já grita por aí: “Que moral tem Eduardo Cunha para pedir o impeachment de alguém?” Bom… Num caso desses, cada parlamentar poderá enfrentar as câmeras de todo o Brasil e responder, durante a votação, se os desvios de conduta do presidente da Câmara são motivos fortes o suficiente para manter Dilma na Presidência da República. No mais, cabe a pergunta: que moral tem o PT para exigir moral de alguém?

Ao chamar impeachment de “golpe democrático à paraguaia”, Dilma azeda relações com o Paraguai

O que é mais uma crise para quem sofreu quatro gigantescas derrotas em menos de 24 horas essa semana?

Em viagem à Colômbia, Dilma reúne-se com 3 das empreiteiras mais investigadas no Petrolão
Na verdade, é até estranho que a lábia nada lógica da presidente ainda não tivesse gerado um incidente do tipo além da vergonha brasileira de ter uma líder defendendo diálogo com o Estado Islâmico. Mas dessa vez não foi necessário nem ir à ONU ou às câmeras. Ao chamar o processo de impeachment que deve enfrentar de “golpe democrático à paraguaia”, além de ofender a honestidade intelectual, Dilma Rousseff ofendeu também os vizinhos do Paraguai. Por lá, o embaixador brasileiro, José Felício, já foi chamado para dar explicações. Nas palavras do governo local, a afirmação provocou “surpresa e desagrado“. E ainda rendeu uma lição de moral ao Brasil:
“O governo do Paraguai respeita o princípio de não intervenção em assuntos internos de outros Estados e ratifica que, na República do Paraguai, o Estado de direito e as instituições estão plenamente vigentes, sólidos e são respeitados, ininterruptamente desde 1989.”
Mais cedo, o Antagonista lembrou que, uma vez livres de Fernando Lugo via impeachment, a economia do Paraguai cresceu 14,1% no ano seguinte. Não deve ser tão fácil assim limpar a bagunça que o PT fez nos últimos 13 anos. Mas há poucas dúvidas de que a queda de Dilma animará o PIB brasileiro de alguma forma.

Andressa Urach deu o cu para Cristiano Ronaldo



Depois de ter feito anal giratório.... virou evangélica...pode?!
Agora ela só da o dízimo, mas de qualquer forma continua sendo fodida.
Agora tá dando para o Edir Macedo!!!!

Fico imaginando o pobre coitado do futuro marido desta infeliz, mas vazia que minha conta bancária...
E, o cara da entrevista parece com o Jean Willys!

Experimento Social- Pedófilos Redes Sociais


Publicado em 13 de ago de 2015


Original: https://goo.gl/Vof3q0
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Francis Asbury Triptych


About the Series


Francis Asbury, the George Washington of American Christianity, is the main character of The Asbury Triptych Series.  The three-book novel about the life and times of Francis Asbury opens with, Black Country, delivering what many of Francis Asbury’s biographers have left out for nearly two-centuries, his first 26 years in the west Midlands of England. The second book, Beggar Bishop, brings to life the challenging trials of the young preacher from the iron-working industry as he attempts to forge a church in an American wilderness embroiled in the Revolutionary War with his country of birth. In the climactic third book, Ordination, Francis Asbury continues to struggle with the colonial residents at war with England; he also wrestles with saving all he has labored for from destruction by a factious rebel. To Francis Asbury and others, his success or failure as an individual rides on the outcome of this conflict.