segunda-feira, 16 de março de 2015

Mãe sequestra dois filhos na Holanda para se juntar ao EI na Síria


A polícia e a Procuradoria estudam a existência de uma possível rede de captação de potenciais jihadistas em Maastricht.
A Procuradoria da Holanda informou nesta segunda-feira que duas crianças holandesas, de sete e oito anos, foram sequestradas pela mãe para levá-las à Síria e somar-se às fileiras do Estado Islâmico (EI).
A polícia e a Procuradoria estudam a existência de uma possível rede de captação de potenciais jihadistas em Maastricht (sudeste do país), onde a mãe dos menores vivia até seu desaparecimento em outubro, informaram os jornais 'Dagblad De Limburger' e 'Limburgs Dagblad'.
A mãe empreendeu sua viagem à Síria acompanhada por dois de seus quatro filhos, e apesar do mandato de detenção internacional que pesa sobre ela, parece que conseguiu se unir ao EI no país, segundo informa a cadeia pública 'NOS'.
Em seu percurso, além de ter passado pela Bélgica, onde supostamente permaneceu dois meses, esteve na Grécia, enquanto seus outros dois filhos permaneceram na casa da avó, indica a emissora 'RTL'.
Após chegar à Síria, a mãe anunciou através da rede social Facebook que estava na cidade de Raqqah, a 'capital do EI, com seus filhos.
No ano passado, um total de 31 crianças holandesas deixaram o país em direção à Síria com seus pais, dos quais 12 foram por iniciativa própria, segundo o Conselho holandês da proteção de menores.
No caso destas duas últimas crianças holandesas, as autoridades consideram que trata-se de um sequestro por parte da mãe, um caso que nunca tinha ocorrido até agora na Holanda, indica a agência 'ANP'.

- Curdistão Mãe pede libertação de filho e ISIS serve-o em refeição 
(aqui)
  
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domingo, 15 de março de 2015

O Brasil e o 15 de Março: Hangout de Olavo de Carvalho com Lobão



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EUA podem endossar oficialmente tese de fraude eletrônica nas nossas eleições 2014

Por Claudio Tognolli | Claudio Tognolli – sex, 13 de mar de 2015




Em 29 de outubro de 2006 o poderoso matutino The New York Times denunciou que os EUA investigavam a presença das mãos do governo de Chávez num suposto golpe eletrônico em urnas, em vários países. O centro de tudo era a empresa venezuelana Smartmatic. Empresa essa que, aliás, também trabalhou no Brasil prestando seus serviços nas eleições presidenciais de 2014.


Nas eleições presidenciais de 2014 a empresa recebeu um contrato junto ao TSE no valor de R$ 136.180.633,71 (cento e trinta e seis milhões, cento e oitenta mil, seiscentos e trinta e três reais e setenta e um centavos)

Esse contrato foi revogado meses depois com sua publicação no Diário Oficial da União.

Sabem qual o problema de tudo isso, que muitos lerão como “mais uma teoria conspiratorial”? É que no próximo dia 21 de março a presença da Smartmartic no Brasil vai ser discutida nos EUA, no prestigioso The National Press Club. Falarão sobre o tema o ex-presidente colombiano Alvaro Uribe, Olavo de Carvalho, o irmão do ex-presidente Bush, Jeb Bush, e o sempre sério e respeitado senador Marco Rubio. Confira:

Ou seja: os EUA passam a endossar, justamente nestes tempos bicudos, a tese de que o Brasil pode ter sofrido um golpe eletrônico chavista.


Agora, os dois pontos polêmicos contra a Smartmatic:

1) O general venezuelano Carlos Julio Peñaloza que foi Comandante Geral do Exército da Venezuela e há alguns anos vive exilado em Miami, descreveu o controle dos resultados das eleições venezuelanas. Confira abaixo a tradução:

Cuba desenvolveu um Plano de Controle Eleitoral Revolucionário (PROCER) na Venezuela, que inclui a manipulação das máquinas de votar e cujo objetivo é estabelecer neste país um regime comunista sob uma fachada eleitoral democrática.

Em artigo anterior sobre a SMARTMATIC, afirmei que essa empresa, fundada por quatro inteligentes engenheiros venezuelanos recém-graduados, foi o cavalo de Tróia desenhado pelo G2 cubano para controlar as eleições venezuelanas. No presente escrito descreverei a forma como se formulou e desenvolve esse plano, cujo objetivo é perpetuar um governo comunista por trás de uma máscara democrática na Venezuela.

O que lerão na continuação não é ficção científica nem especulações, senão o produto de uma detalhada investigação sobre tão delicado tema. É parte de uma seqüência de artigos escritos na convicção de que quanto mais conheçamos a fraude eletrônica que se nos aplica, melhor poderemos combatê-la. O que não devemos fazer é ignorá-la ou, pior, negá-la. 

O “Plano de Controle Eleitoral Revolucionário” (PROCER), é a primeira aplicação cibernética do “Projeto Futuro” de Fidel Castro. Este mega-plano foi formulado como parte da estratégia a utilizar no cenário internacional que Castro chamou de “a batalha das idéias”. O objetivo é construir o que eles chamam a “Pátria Grande Socialista”, dirigida vitaliciamente por Fidel e seus sucessores mediante o controle das mentes nos países dominados. Isto aparece escrito em detalhes no meu livro “O império de Fidel”, que circulará nos próximos dias. O plano PROCER é só uma faceta de um plano mestre que vai além do meramente eleitoral.

O “Plano PROCER” foi desenvolvido no máximo segredo por um seleto grupo dos mais brilhantes professores e alunos da Universidade de Ciências Informáticas (UCI) de Cuba, em conjunção com o G2. Seu objetivo foi controlar o sistema eleitoral venezuelano desde Havana para potencializar o carisma e popularidade de Chávez. Na Venezuela seria fácil desenvolver o plano, dada sua arraigada cultura do voto. Este país conta, além disso, com recursos financeiros para custear o investimento e tem predisposição ao uso de tecnologias avançadas.

A “Universidade de Ciências Informáticas” (UCI) de Cuba, foi fundada em 2002 como um projeto favorito de Fidel desde que o chefe do G2, Ramiro Valdés, lhe vendeu a idéia. Este centro de estudos tem seu pedigree na inteligência militar cubana porque foi criado nas antigas instalações da “Base Lourdes”. Esta instalação secreta era a sofisticada estação de rádio-escuta e guerra eletrônica soviética criada para espionar e atacar ciberneticamente os Estados Unidos durante a Guerra Fria. A instalação foi inicialmente operada exclusivamente por brilhantes técnicos em comunicações e computação da URSS, mas depois do colapso soviético passou para mãos cubanas. Antes de se retirar, os soviéticos deram treinamento técnico aos novos operadores do G2 cubano. Na UCI forma-se o creme e a nata dos experts em telemática e espiões eletrônicos cubanos. A telemática é disciplina que se ocupa da integração dos sistemas informáticos de controle e comunicações em projetos cibernéticos aplicados a sistemas sócio-políticos como o “PROCER”.

A UCI serve de fonte de pessoal técnico e cobertura para a “Operação Futuro”, a mais apreciada jóia da coroa cubana. “Futuro” é o nome-chave do desígnio hegemônico de Fidel na Hispano-América. Para conseguir esse objetivo, a UCI dirigida pelo G2 cubano desenha e executa uma série de projetos telemáticos super secretos, que vão desde o controle de identidade até aplicações eleitorais e controle cibernético do governo e do Estado. Estes projetos estão enquadrados em um cenário estratégico que Fidel chama “a batalha das idéias”.

O plano “PROCER” para a Venezuela complementa a política de infiltração de agentes e guerrilheiros que Fidel manteve desde que chegou ao poder em 1959. Constitui o passo decisivo que permitirá aos irmãos Castro dominar a Venezuela. 

A arma cibernética tem como objetivo a penetração dos sistemas informáticos de alguns países vizinhos através de seus sistemas de comunicações. Esta estratégia permitiria obter informação classificada e eventualmente controlar os países escolhidos, em conjunção com os agentes cubanos infiltrados em seu seio e seus colaboradores. Depois do colapso soviético esta idéia permaneceu congelada por longo tempo por falta de recursos. A chegada de Chávez ao poder em 1999, permitiu a Fidel contar com financiamento adequado para desenvolvê-la. Naquela ocasião, o “PROCER” estava pronto.

2) A operação eleitoral levada a efeito pela Smartmatic na Venezuela, segundo o general, dispunha de uma “rede top secret”, uma espécie de intranet paralela que permitiria o controle da votação e encaminharia os dados da votação em tempo real para um data center provavelmente instalado em Cuba.

Este post alerta o leitor a algo bem simples: os EUA entraram de cabeça, agora, na tese de que nossas eleições foram fraudadas.

Diz algo, não?


  
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sábado, 14 de março de 2015

Ex-filiado aponta desvios para campanha do PC do B



Para Manuela D'Ávila, eleição já começou: "Acho o fim fazerem qualquer ilação que me envolva"
Para Manuela D'Ávila, eleição já começou: "Acho o fim fazerem qualquer ilação que me envolva"(Rodolfo Stuckert/Agência Câmara/VEJA)

Carta de ex-diretor de esportes de Alvorada (RS) acusa secretário de uso de verba que sobrava de programas para financiar campanha de Manuela D’Ávila


Uma carta divulgada nesta quarta-feira complica ainda mais a situação do PC do B. Em um texto escrito à mão em maio de 2010, Marcio Taylor, ex-diretor de esportes da cidade gaúcha de Alvorada, a 27 quilômetros da capital, Porto Alegre, afirma ter havido desvio de verba pública da prefeitura para a campanha da deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB). Na edição desta semana, VEJA revelou um esquema de corrupção envolvendo o ministro do Esporte, Orlando Silva, do mesmo partido.
O documento foi apreendido pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul durante a Operação Cartola, deflagrada em julho e que investigava desvios no valor de 30 milhões de reais de oito municípios gaúchos. Seu conteúdo foi publicado nesta quarta no jornal Zero Hora. A assessoria de imprensa da polícia gaúcha confirma a existência da carta, mas não comenta seu conteúdo.
Nela, Taylor, que era filiado ao PCdoB na época, dizia ao secretário de Juventude e Esportes de Alvorada, Nelson da Silva Flores, ter uma gravação que poderia provar o que afirmava: o secretário, da mesma legenda, ameaçava exonerá-lo caso ele não lhe entregasse o dinheiro que sobrava de projetos do setor.
No texto, ele cita dois programas da secretaria cujas sobras desviadas por Flores totalizavam 15.000 reais. "O senhor disse que poderia me exonerar se eu não continuasse trazendo esse dinheiro e que até o prefeito sabia desse seu modo de conseguir verba para a secretaria", comenta o ex-diretor.


LEIA TAMBÉM:

Respostas - Durante entrevista coletiva concedida à imprensa local, nesta quarta, o secretário Nelson Flores disse que não sabia da existência da carta e negou as acusações. O prefeito de Alvorada, João Carlos Brum, também afirma desconhecer o texto e determinou a abertura de um processo administrativo para investigar o caso.
De acordo com a assessoria de imprensa de Brum, caso a autenticidade da carta e as informações que nela constam sejam confirmadas, os responsáveis serão afastados de seus cargos e punidos.
No site oficial do PC do B, o partido alega que a campanha eleitoral do partido no Rio Grande do Sul sequer teve contribuição vinda de Alvorada. "É uma tentativa de aproveitar o momento político nacional para atacar a deputada Manuela d'Ávila, que hoje lidera todas as pesquisas de intenção de voto para Prefeitura de Porto Alegre", argumenta a legenda.
A deputada Manuela D'Ávila manifestou-se em seu blog pessoal, afirmando que vai processar Marcio Taylor civil e criminalmente por calúnia. "Acho o fim fazerem qualquer ilação que me envolva. Mas, pelo visto, a eleição já começou. Lamento que a opção de alguns seja pela mentira e tentativa de destruir a honra dos outros. Não é a minha. E nunca será", destacou. "Quem tem que provar é ele. Cá entra nós, corrupção de 1500 reais? É patético", acrescentou, no Twitter.


  
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"White Gold" (Ouro Branco) - livro que trata do tráfico de escravos europeus, onde os muçulmanos eram os escravagistas


domingo, 8 de dezembro de 2013



Todo mundo sabe sobre os milhões de africanos subsarianos que foram enviados como escravos para o Novo Mundo, embalado em navios como sardinha. Mas o que muito poucos sabem, por ser algo que foge da narrativa, é que existiu um outro fluxo de escravos, igualmente bárbaro, no qual os europeus eram os escravos, tendo que suportar condições em muitos casos tão ruim como as sofridas pelos escravos nas Américas. E o mais incrível é que este tráfico apenas terminou no século dezenove!

Ouro Branco: a extraordinária história de Thomas Pellow e um milhão de escravos europeus do Norte de África


Esta é a história esquecida dos milhões de europeus brancos, arrancados de suas casas por mercadores de escravos islâmicos, e levados acorrentados para os grandes mercados de escravos do norte da África, para serem vendidos pelo maior lance. Ignorados pelos seus próprios governos, e obrigados a suportar as mais severas condições, muito poucos deles viveram para contar a história. 



Giles Milton, o autor desde livro, usa o testemunho de primeira-mão de um menino de cabine, Cornish, chamado de Thomas Pellow, para reconstruir vividamente um capítulo perturbador e pouco conhecido da história. Pellow foi comprado pelo tirânico sultão de Marrocos, que estava construindo um enorme palácio imperial, em escala e grandeza, para satisfazer os “prazeres”. 
Este palácio estava sendo construído inteiramente por trabalho escravo cristão. Como escravo pessoal do sultão, Pellow iria testemunhar em primeira-mão o esplendor bárbaro da corte imperial, bem como experimentar o terror diário de um regime cruel. Firme na narrativa, imaculadamente pesquisado, e brilhantemente escrito, OURO BRANCO revela um capítulo explosivo da história, contado com todo o ritmo e verso de um dos nossos melhores historiadores.

COMENTÁRIOS DO BLOG:



A história escravagista no Brasil é muito bem conhecida. Mas o que falta, notadamente no próprio movimento negro e diversas outras alas sociais, é um compreensão mais global do fenômeno "escravidão" dentro do seu contexto histórico mais amplo. 

Existe livro online de Gustavo Barroso "Historia secreta do Brasil"

Neste particular, a civilização islâmica é a propagadora do maior escravagismo da história. Isso inclui a escravidão branca do Mediterrâneo (assunto do livro mencionado neste artigo), mas também, e principalmente, a escravidão negra (assunto, por sinal, de uma nova postagem). 

E, como tudo no islamismo, seguindo o exemplo de Maomé, que foi, além de várias outras coisas ruins, um mercador de escravos. 

Mas isso não exime a culpa de ninguém. A escravidão é algo horrendo.

COMENTÁRIOS DO BLOG:
Trabalho fraco sobre tutela esquerdista, como sempre, além de falsificarem a história são contra a Criatura, contra a Criação e contra o Criador. 
Onde está Israel nos mais diversos estudos?

- ISRAEL FOREVER!!! (aqui)
  
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Vídeo mostra distribuição de dinheiro em ato do PT




14/03/2015 às 3:32 \ BrasilCultura
Um homem distribuía notas de R$ 50 a mulheres de meia idade no ato do PT desta sexta-feira 13 no Rio de Janeiro.
O grupo de militantes é ligado ao Sindipetro NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense).
O flagrante foi feito pela Folha. Assista.


Outro homem também distribuía dinheiro, mas de forma mais discreta, para mulheres que amassavam as notas na mão a fim escondê-lo ou guardavam rapidamente na bolsa ou dentro da blusa. A Folha abordou o grupo, mas as pessoas não quiseram falar e se afastaram.

Já Matheus Silva, de 18 anos, contou ao jornal que recebeu R$ 50 para participar da manifestação. Ele alegou que o dinheiro era para a alimentação, embora o sindicato estivesse distribuindo quentinhas para “o pessoal dos ônibus” ao lado da Câmara dos Vereadores.

Matheus disse que está desempregado e que foi chamado para o protesto em sua cidade, Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, a 279 km da capital. O ônibus em que veio tinha 47 pessoas.


Época também conversou com o pessoal de Campos,  que veio “em uma caravana de mais de 20 ônibus alugados pelo Sindipetro”.


A desempregada Luciana e o marido, Marco Aurélio, afirmaram ter recebido R$ 80 do sindicato para vir ao Rio participar do ato.

“O dinheiro chegou em boa hora”, disse Luciana.

A revista lhe perguntou então a razão do protesto.

“É o petróleo! É o petróleo!”, respondeu ela, acrescentando que o ato era por causa dos “royalties que estão querendo tirar do Estado do Rio”.

A passeata em defesa dos royalties aconteceu em novembro de 2012. A de sexta era “em defesa da Petrobras”.

Mas que importa?

Matheus, Luciana, Marco Aurélio e as mulheres de meia idade do vídeo, além de Edmilson Barbosa (35 reais, segundo o Valor) e Gisele Rodrigues (“café, almoço e jantar”, segundo a Folha), conseguiram uma marmita e uns trocados.

Em troca de dinheiro, o PT obtém votos, apoio parlamentar, apoio sindical, obras públicas, jornalistas, estudantes, artistas, intelectuais e… manifestantes.

De quebra, conta com o DataDilma para dizer que 8 mil eram 41 mil.

Tudo é farsa na propaganda petista. Neste domingo, 15 de março, os brasileiros saem às ruas contra o partido que apodreceu o país.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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INTERVENÇÃO MILITAR JÁ! Chavistas confirmam conspiração denunciada pelo Promotor assassinado Nisman. E, agora petistas onde vocês estão nessa?

Mahmoud Ahmadinejad, Hugo Chávez e Cristina Kirchner(Morteza Nikoubazl/Reuters;Jorge Silva/Reuters; Alberto Pizzolia/AFP)

Três ex-integrantes da cúpula chavista dizem a VEJA que, por intermédio da Venezuela, o Irã mandou dinheiro para a campanha de Cristina Kirchner em troca de segredos nucleares e impunidade no caso Amia.



Há dois meses os argentinos se perguntam o que se passou em 18 de janeiro, dia em que o procurador federal Alberto Nisman foi encontrado morto no banheiro de seu apartamento em Buenos Aires. Apenas quatro dias antes, ele havia apresentado à Justiça uma denúncia contra a presidente Cristina Kirchner e outras quatro pessoas acusadas por ele de acobertar a participação do Irã no atentado terrorista que resultou em 85 mortos e 300 feridos na sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994. No documento, Nisman explica que, além da assinatura de um Memorando de Entendimento que permitiria ao Irã interferir na investigação do caso, a república islâmica queria que a Argentina tirasse cinco iranianos e um libanês da lista de procurados da Interpol. O governo argentino tentou de todas as maneiras desqualificar o seu trabalho. Há três semanas, um juiz recusou formalmente a denúncia feita por Nisman, que havia sido reapresentada por um novo procurador. Sem se preocupar em esconder seu alinhamento político com o governo, o juiz aproveitou o despacho em que recusa a denúncia de Nisman para elogiar a presidente e sua administração.
Tudo indicava que o crime do qual Cristina e outros membros de seu governo foram acusados por Nisman se tornaria mais um dos tantos episódios misteriosos da história recente da Argentina. Um acordo entre países, porém, ainda que feito nas sombras, deixa rastros. Desde 2012, doze altos funcionários do governo chavista buscaram asilo nos Estados Unidos, onde estão colaborando com as autoridades em investigações sobre a participação do governo de Caracas no tráfico internacional de drogas e no apoio ao terrorismo. VEJA conversou, em separado, com três dos doze chavistas exilados nos Estados Unidos. Para evitar retaliações a seus parentes na Venezuela, eles pediram que sua identidade não fosse revelada nesta reportagem. Todos fizeram parte do gabinete de Chávez. Depois da morte do coronel, em 2013, compartilharam o poder com Maduro, com quem romperam depois de alguns meses. Os ex-integrantes da cúpula do governo bolivariano contam que estavam presentes quando os governantes do Irã e da Venezuela discutiram, em Caracas, o acordo que o procurador Nisman denunciou em Buenos Aires. Segundo eles, os representantes do governo argentino receberam grandes quantidades de dólares em espécie. Em troca do dinheiro, dizem os chavistas dissidentes, o Irã pediu que a autoria do atentado fosse acobertada. Os argentinos deviam também compartilhar com os iranianos sua longa experiência em reatores nucleares de água pesada, um sistema antiquado, caro e complexo, mas que permite a obtenção de plutônio a partir do urânio natural. Esse atalho é de grande proveito para um país interessado em construir bombas atômicas sem a necessidade de enriquecer o urânio e, assim, chamar a atenção das autoridades internacionais de vigilância.
Na manhã de 13 de janeiro de 2007, um sábado, contam os chavistas, o então presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, desembarcou na capital da Venezuela para sua segunda visita ao país. Cumpridos os ritos protocolares, Chávez recebeu Ahmadinejad para uma reunião no Palácio de Miraflores, acompanhada apenas pelos guarda-costas de ambos, pelo intérprete e por membros do primeiro escalão do governo venezuelano. O encontro aconteceu por volta do meio-dia, pouco antes do almoço. A conversa durou cerca de quinze minutos. Falaram sobre os acordos bilaterais, os investimentos no setor de petróleo e o intercâmbio de estudantes. Foi então que Ahmadinejad disse a Chávez que precisava de um favor. Um militar que testemunhou a reunião relatou a VEJA o diálogo que se seguiu:
Ahmadinejad - É um assunto de vida ou morte. Preciso que intermedeie junto à Argentina uma ajuda para o programa nuclear de meu país. Precisamos que a Argentina compartilhe conosco a tecnologia nuclear. Sem a colaboração do país, será impossível avançar em nosso programa.
Chávez - Muito rapidamente. Farei isso, companheiro.
Ahmadinejad - Não se preocupe com os custos envolvidos nessa operação. O Irã respaldará com todo o dinheiro necessário para convencer os argentinos. Tem outra questão. Preciso que você desmotive a Argentina a continuar insistindo com a Interpol para que prenda autoridades de meu país.
Chávez - Eu me encarregarei pessoalmente disso.
Os presidentes se levantaram e foram almoçar. Depois disso, voltaram para uma nova reunião. Desta vez, apenas com a presença do intérprete iraniano. Os chavistas asilados em Washington disseram a VEJA ter tido participação direta nas providências tomadas por Chávez para atender ao pedido de Ahmadinejad. Os dois governantes viram na compra de títulos da dívida argentina pela Venezuela, que já vinha ocorrendo desde 2005, uma oportunidade para atrair a Argentina para um acordo. Em 2007, o Tesouro venezuelano comprou 1,8 bilhão de dólares em títulos da dívida argentina. No fim de 2008, a Venezuela estava de posse de 6 bilhões de dólares em papéis da dívida soberana argentina. Para a Argentina o negócio foi formidável, dado que a permanente ameaça de moratória espantava os investidores. Os Kirchner, Néstor e Cristina, fizeram diversos agradecimentos públicos a Chávez pela operação financeira.
Menos refinada e mais problemática foi a transferência direta de dinheiro de Caracas para Buenos Aires. Em agosto de 2007, Guido Antonini Wilson, um empresário venezuelano radicado nos Estados Unidos, foi flagrado pela aduana argentina tentando entrar no país com uma maleta com 800 000 dólares. Ele afirmou, depois, que o dinheiro se destinava à campanha de Cristina Kirchner, que dois meses depois viria a ser eleita presidente da Argentina, sucedendo a seu marido, Néstor. Coincidentemente, Chávez tinha uma visita oficial à capital argentina agendada para dois dias depois da prisão de Antonini. Um dos ex-integrantes do governo chavista ouvidos por VEJA estava com Chávez quando ele foi avisado da prisão por Rafael Ramírez, então presidente da PDVSA, a estatal de petróleo, e hoje embaixador da Venezuela na ONU. Chávez reagiu com um palavrão e perguntou quem tinha sido o "idiota" que coordenou a operação. "A verba era originária do Irã para a campanha de Cristina Kirchner", diz a testemunha da cena. Ele completa: "Não posso afirmar que ela sabia que o dinheiro era iraniano, mas é certo que tinha consciência de que vinha de uma fonte clandestina".
Antonini foi solto em seguida e, de volta aos Estados Unidos, procurou o FBI, a polícia federal americana, para explicar-se sobre o episódio da mala. O serviço de inteligência chavista tentou dissuadir Antonini de sua intenção. A operação está descrita no livro Chavistas en el Imperio, do jornalista cubano­-americano Casto Ocando, com base nos autos do FBI sobre Antonini. Segundo Ocando, os agentes de Henry Rangel Silva, chefe do serviço de inteligência, ofereceram advogados a Antonini e, após a recusa, ameaçaram o empresário e seu filho de morte. As conversas com os advogados pagos pelos venezuelanos foram gravadas pelo FBI. Em uma delas, do dia 7 de setembro de 2007, eles dizem que Caracas estava disposta a pagar 2 milhões de dólares pelo silêncio de Antonini. Os espiões foram presos e acusados de conspiração. Em seu livro, Ocando acerta ao concluir que Chávez estava disposto a tudo para encobrir a origem do dinheiro, inclusive assumir a culpa pela remessa, atribuindo-a à PDVSA. O que Ocando não sabia, e agora se sabe, é que os recursos vinham do Irã.
O dinheiro fazia escala na Venezuela da mesma forma que era enviado à Argentina: em malas. Na reunião em que Ahmadinejad pediu a Chávez que atraísse a Argentina para um acordo, os dois presidentes também decidiram criar um voo na rota Caracas, Damasco e Teerã, que depois veio a ser apelidado pela cúpula chavista de "aeroterror". Entre março de 2007 e setembro de 2010, um Airbus A340 fazia esse percurso duas vezes por mês. Segundo os chavistas ouvidos por VEJA, quando partia de Caracas, a aeronave ia carregada de cocaína. Também eram transportados documentos e equipamentos, sobre os quais os ex-funcionários chavistas não conhecem detalhes. A droga era descarregada na capital da Síria, de onde era redistribuída pelo Hezbollah, um grupo terrorista do Líbano. Desde 2012, quando os primeiros chavistas começaram a se exilar nos Estados Unidos, as autoridades americanas sabem que o narcotráfico suplantou o Irã como principal fonte de financiamento do Hezbollah. Na volta, o Airbus trazia dinheiro vivo e terroristas procurados internacionalmente.
Um dos principais operadores dos voos Caracas-Teerã era o ministro do Interior da Venezuela Tareck El Aissami, hoje governador do Estado de Aragua. A Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) colheu diversos depoimentos que apontam o político como o elo entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Hezbollah. El Aissami tinha como preposto o libanês Ghazi Nasr al-Din, então adido comercial da Embaixada da Venezuela em Damasco. Al-Din, que no fim de janeiro entrou na lista dos mais procurados do FBI, tinha como missão produzir e distribuir passaportes venezuelanos para ocultar a verdadeira identidade dos terroristas que viajavam pelo mundo. Entre os acobertados por ele está o clérigo Mohsen Rabbani, citado por Nisman como executor do atentado à Amia. Foi usando um passaporte concedido por Al-Din que Rabbani visitou secretamente o Brasil pelo menos três vezes. Mesmo com o fim do "aeroterror", em 2010, a Venezuela continuou fornecendo documentos para acobertar terroristas. Segundo um dos chavistas exilados, em maio de 2013, o governo de Caracas dava guarida a pelo menos 35 integrantes do grupo Hezbollah.
Os chavistas entrevistados para esta reportagem não sabem se os iranianos foram bem-sucedidos em obter as informações sobre o programa nuclear argentino que Ahmadinejad tanto queria. Apesar de eles terem pertencido ao círculo mais próximo do presidente, as discussões sobre esse tema estavam reservadas aos ministros da Defesa da Venezuela e do Irã. Do lado argentino, a interlocutora era a ministra da Defesa Nilda Garré, atualmente embaixadora de seu país na Organização dos Estados Americanos (OEA). Garré é uma e­­x-guerrilheira montonera que se encontrou diversas vezes com Hugo Chávez, mantendo com ele uma relação estreita, que se oficializou em 2005, quando foi nomeada embaixadora da Argentina em Caracas. Segundo um dos desertores chavistas, foi Chávez quem pediu a Néstor Kirchner que indicasse Garré ao posto. Chávez e Garré tinham também uma relação pessoal íntima, que só tem interesse público por ser um dos componentes da aliança política entre os dois países. "Era algo na linha 50 Tons de Cinza", diz o ex-funcionário chavista. De acordo com ele, quando Chávez e Garré se encontravam no gabinete do líder venezuelano no Palácio de Miraflores, os sons da festa podiam ser ouvidos de longe. Depois de seis meses, Garré voltou a Buenos Aires para assumir a pasta da Defesa. Ficou no cargo até o fim de 2010. "Não posso afirmar que o governo da Argentina entregou segredos nucleares, mas sei que recebeu muito por meios legais (títulos da dívida) e ilegais (malas de dinheiro) em troca de algo bem valioso para os iranianos." Diz outro chavista exilado: "Na Argentina, a detentora desses segredos é a ex-embaixadora Garré". Existem semelhanças entre os reatores nucleares de Arak, no Irã, e de Atucha, na Argentina. Ambos foram planejados para produzir plutônio, elemento essencial para a fabricação de armas atômicas, usando apenas urânio natural. A diferença é que Arak deveria ter entrado em operação no ano passado, mas não há indícios de que isso tenha efetivamente ocorrido. O de Atucha funciona desde 1974 e gera 2,5% da energia elétrica da Argentina. A tecnologia nuclear dos argentinos também era útil para pôr em funcionamento a usina de Bushir, inconclusa desde 1979. Bushir foi inaugurada em 2011. Quem sabe a ministra Garré possa dar um quadro mais nítido do acordo Teerã-Buenos Aires costurado em Caracas.
  
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Brasileiro convertido ao Islã é preso (e solto) nos EUA, após ameaçar “cortar cabeças” em sinagoga. E, a merda não para de subir no Brasil



Um brasileiro foi detido nos Estados Unidos depois de afirmar que "cortaria a cabeça" de frequentadores de uma sinagoga em Miami Beach, na Flórida.

De acordo com a polícia, Diego Chaar, 24, que diz em sua página no Facebook que se converteu à religião islâmica, passava pelo local no último sábado (7) à noite quando começou a gritar "Allahu Akbar" (Deus é o maior, em árabe).

Ao ser ignorado pelas pessoas, ele teria dito que "cabeças seriam cortadas."
Após a ameaça, uma pessoa ligou para a polícia, e Chaar foi interrogado e liberado em seguida. Menos de uma hora depois, no entanto, ele voltou à sinagoga e após mais uma denúncia às autoridades acabou detido.

Solto na terça-feira (10), Chaar negou ter ameaçado os membros da comunidade judaica. Segundo ele, sua intenção era convertê-los ao islã para salvá-los de "queimar para sempre no fogo eterno".

"Eu queria ajudá-los, eles são boas pessoas", afirmou Chaar à imprensa local.
"Eles acham que estou tentando cortar suas cabeças ou explodir esse lugar, e não é nada disso. É liberdade de expressão. Deus é o maior, e não há nenhum Deus além de Allah", afirmou o brasileiro.

"Se o inimigo afirma que vai te matar, você tem que ficar preocupado", disse o rabino da sinagoga, Pinchas Weberman.

No mesmo dia, porém, o brasileiro voltou a ser detido, desta vez pela agência de imigração norte-americana.

Folha tentou obter informações pessoais do brasileiros, mas não conseguiu determinar de onde ele é, o que faz e há quanto tempo vive nos EUA


  
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