quinta-feira, 12 de março de 2015

JUSTIÇA APREENDE LIVROS CONSIDERADOS ANTI-SEMITAS EM SÃO PAULO - Os protocolos dos sábios de Sião



Você acredita no livro "Os protocolos dos sábios de Sião" ou que os judeus conspiram para dominar o mundo?

No Brasil, teoricamente, não seria possível encontrar este livro facilmente; pois o Supremo Tribunal Federal o julgou ser obra anti-semita (caso Siegfried Ellwanger, HC 82424).


Os Protocolos dos Sábios de Sião são uma falsificação criada na Rússia pela Okhrana (polícia secreta), que culpava os judeus pelas mazelas do país. Foi impressa pela primeira vez privativamente em 1897, e tornada pública em 1905. Foi copiada de uma novela do século 19 escrita por Hermann Goedsche (Biarritz, 1868) e alega que uma conspiração judaica planejaria assumir o controle do mundo.

O complô conta a história da fabricação dessa farsa, e de como ela se tornou uma das mais duradouras e cruéis peças de literatura anti-semita já produzidas. Nesta graphic novel, concluída poucos meses antes de sua morte, Will Eisner investiga também por que nem mesmo as inúmeras provas que vieram à tona, já na década de 1920, de que os Protocolos eram falsos, conseguiram minar sua credibilidade. As histórias em quadrinhos, acreditava, seriam uma maneira de levar a um público maior a verdade sobre os protocolos. Um dos grandes mestres do gênero, Eisner percorre em O complô mais de um século da história da intolerância, sem deixar de lado aqueles que tentaram combatê-la.

Em 1864, o escritor francês Maurice Joly publicou clandestinamente o livro O diálogo no inferno de Maquiavel e Montesquieu, uma sátira ao imperador Napoleão III. Quase 35 anos depois, o livro caiu nas mãos de Mathieu Golovinski, russo exilado na França a serviço da polícia secreta do tsar Nicolau II. O objetivo dessa polícia era provar a Nicolau II que havia uma conspiração judaica por detrás das revoltas que começavam a assolar a Rússia. Percebendo o potencial do livro de Joly, Golovinski produziu um plágio grosseiro – Os protocolos dos sábios do Sião -, em que um suposto grupo de judeus influentes descrevia seu plano de dominação mundial, traçado durante um
encontro secreto.


Este libelo anti-semita, considerado como modalidade de fraude literária, alcançou sua forma atual ao ser incluído na segunda edição do livro O Grande no Pequeno, de Sergei Nilus publicado num lugarejo próximo de São Petersburgo em 1905. Os Protocolos dos Sábios de Sião foram falsificados por um agente da polícia carzista e, durante várias décadas, alimentou o mito de uma conspiração judaico-comunista de cunho internacional. Maria Luiza Tucci Carneiro, ?A Trajetória de um Mito no Brasil: Os Protocolos dos Sábios de Sião? em, Anita Novinsky e Diane Kuperman (Orgs.), Ibéria-Judaica: Roteiros da Memória, Rio de Janeiro, Expressão e Cultura; São Paulo, EDUSP, 1996, pp. 487-525; N. Cohn, El Mito de la Conspiración Judia Mundial, Madrid, Alianza Editorial, 1983).

A história básica foi composta por Goedsche, novelista e anti-semita alemão, que usava o pseudônimo de Sir John Retcliffe. Goedsche roubou a história principal de outro escritor, Maurice Joly, cujos Diálogos no Inferno Entre Maquiavel e Montesquieu (1864) tratavam de um complô no inferno com o objetivo de se opor a Napoleão III. O que Goedsche contribui de original consiste primordialmente na introdução dos judeus como conspiradores para conquistar o mundo.

Os russos usaram grandes trechos de uma tradução para o russo da novela de Goedsche, publicaram-nos separadamente como os Protocolos e alegaram ser os textos autênticos. Seu propósito era político: fortalecer a posição do czar Nicolau II expondo seus opositores como aliados dos que faziam parte de uma conspiração maciça para dominar o mundo. Assim, os Protocolos são uma falsificação de uma ficção plagiada.

Em 1919 os Protocolos tiveram sua primeira edição em inglês. O empreendedor Henry Ford, conhecido pela companhia automobilística que leva seu nome e pela revolução de produção conhecida como “método fordista”, patrocinou a publicação de mais de meio milhão de cópias do livro, nos EUA, na década de 1920 (um número muito grande de livros, considerando a época).

Os Protocolos foram denunciados como fraude por Lucien Wolf em The Jewish Bogey and the Forged Protocols of the Learned Elders of Zion (London: Press Committee of the Jewish Board of Deputies, 1920).

Os Protocolos foram publicados em 1920 num jornal de Michigan fundado por Henry Ford com a missão principal de atacar judeus e comunistas. Mesmo após ter sido denunciado como falso, o jornal de Ford continuou a citar o documento. Adolf Hitler usou os Protocolos para ajudar a justificar sua tentativa de exterminar judeus durante a Segunda Guerra.

Em 1921, Philip Graves, correspondente do London Times, tornou pública a falsificação. Herman Bernstein em The Truth About "The Protocols of Zion": A Complete Exposure (1935) também tentou e fracassou na tentativa de convencer o mundo da fraude.

Na Alemanha nazista, da década de 1930, os protocolos tornaram-se matéria escolar.
Foram publicados em diversos idiomas. No Brasil, foi editado na década de 1930, pela Ação Integralista. Já na segunda metade do século, o Presidente Nasser, do Egito, e o ditador Khadaffi, da Líbia, dentre outros, afirmavam que os Protocolos eram legítimos. No século 21, o ativista criacionista estadunidense Kent Hovind pregava pela validade das conspirações sionistas. Até pouco tempo atrás era editado no Brasil.

Detalhe: a fraude era investigada desde 1905 e foi comprovada em 1921. Um texto falso de mais de quatrocentas páginas, publicado mais de cem anos atrás, cuja fraude foi comprovada menos de duas décadas depois, não precisou da internet para ser disseminado. Não precisou ser enviado por email para influenciar gerações ao ódio irracional. A palavra escrita tem essa força, mesmo que seu veículo seja apenas o papel. É por isso que devemos tomar muito cuidado com as possibilidades da internet. A culpa de tais confusões não é da inclusão digital. Pelo contrário, ela talvez seja a melhor maneira de acabarmos com episódios desse tipo.

"A internet é perigosa para o ignorante e útil para o sábio, diz Umberto Eco" - http://www.controversia.com.br/index.php?act=textos&id=18314

A farsa dos Protocolos continua a enganar pessoas e ainda é citada por certos indivíduos e grupos como a causa de todos os males.

"OS PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE SIÃO: A FARSA E A REAL INTENÇÃO" - http://miquels007.wordpress.com/2010/01/11/os-protocolos-dos-sabios-de-siao-a-farsa-e-a-real-intencao/

"Fato ou fraude? Os Protocolos dos Sábios de Sião" - Goran Larsson -http://www.desafiodasseitas.org.br/Mary/fato-ou-fraude.htm

"ANTI-SEMITISMO.Uma fraude centenária: Os Protocolos dos Sábios de Sião" - http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=795&p=0
"Uma fraude centenária: Os Protocolos dos Sábios de Sião". Revista Morashá. Ano XVI. nº 64. 2009" -http://www.arqshoah.com.br/bibliografia/81/

"O protocolo do judaísmo: a maior fraude da história..." -http://fatoefarsa.blogspot.com.br/2012/11/o-protocolo-do-judaismo-maior-fraude-da.html

"Os árabes adotam mitos anti-semitas europeus" - http://www.beth-shalom.com.br/artigos/mitosantisemitas.html

Aqui tem mais mentiras racistas nem sei se já postei esse link (aqui)  http://www.fimdostempos.net/protocolos.pdf

Saiba mais:

"A Maior Mentira da História", de Benjamin W. Segel
"O Complô – A história secreta dos Protocolos dos Sábios do Sião", de Will Eisner
Justiça apreende livros considerados anti-semitas em São Paulo




Edição do livro da Editora Centauro


































18/01/2006 - 20h55

da Folha Online

Por ordem da Justiça, 1.680 exemplares do livro "Os Protocolos dos Sábios do Sião" foram apreendidos na segunda-feira (17) na sede da editora Centauro, na zona norte de São Paulo. O livro é considerado ofensivo pela comunidade judaica por relatar um suposto plano de dominação do mundo feito por judeus.

O pedido de apreensão foi feito ao Ministério Público Estadual pelos advogados Octávio Aronis e seu sócio, Alex Ades. Os dois advogados são judeus e Aronis é diretor jurídico da Fisesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo).

Aronis ficou sabendo que o livro estava sendo comercializado depois de uma denúncia feita por uma pessoa que viu um exemplar em uma livraria no final de dezembro. O livro foi comprado e anexado no pedido dos advogados ao Ministério Público para o recolhimento da obra.


O pedido dos advogados foi acatado pelo promotor Roberto Porto, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público). "É um livro absurdo, que prega o anti-semitismo, o ódio e o extermínio", afirma Porto. Porto pediu o recolhimento dos livros à Justiça, que também acatou.

Segundo o promotor, decisão semelhante do STF (Supremo Tribunal Federal) já causou a apreensão de exemplares de "Os Protocolos dos Sábios do Sião" no Rio Grande do Sul.

Outro lado

Adalmir Caparros, proprietário da editora Centauro afirma que a publicação do livro não tinha como intuito ofender ou discriminar o povo judeu. "Como editora, temos um posicionamento neutro, vejo o livro com olhos comerciais. Sabemos que é um livro polêmico, mas não queríamos ofender", afirma.

A editora Centauro também publica o livro "Minha Luta", de Adolf Hitler. No site da editora, ela se posiciona em relação ao livro: "A propósito da edição da obra 'Minha Luta' (Mein Kampf), de autoria de Adolf Hitler, a Editora Centauro esclarece que não apóia nem respalda a ideologia ou os conceitos doutrinários de seu autor".

Aronis acredita que há diferenças entre os dois livros. "'Minha Luta' é um documento histórico. O 'Protocolos' é um livro só usado para discriminar e ofender os judeus", afirma.

Caparros afirma que deve recorrer da decisão, mas que vai obedecê-la. O dono da editora calcula que seu prejuízo atinja R$ 40 mil --cada exemplar era vendido por R$ 27. Segundo Caparros, a primeira impressão do livro, de mil exemplares, saiu há cerca de seis anos. O dono da editora acredita que cerca de cem exemplares ainda estejam em livrarias.

Um inquérito policial deve ser instaurado para apurar responsabilidades.

História

"Os Protocolos dos Sábios do Sião" foi publicado pela primeira vez no início do século 20, na Rússia czarista. O livro --que é apócrifo-- descreve um suposto plano judeu de dominação do mundo. Segundo a enciclopédia livre Wikipedia, o texto é considerado fraudulento por vários historiadores da Europa e dos Estados Unidos. De acordo com o site, há evidências de que ele tenha sido produzido por autoridades russas.

Especial


Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões  Me Adicione no Facebook 


Aqui tem mais sobre racismo contra os Judeus
O que grandes personalidades disseram sobre os Judeus



Vídeo de autoria do extinto canal "Terceira Via".

Leitura recomendada: O Peso da Tradição:
http://inacreditavel.com.br/wp/o-peso... 

Os Protocolos dos Sábios de Sião (Gustavo Barroso) -
http://vnnforum.com/showthread.php?t=...





3 comentários:

  1. Muito bom seu texto,temos alguns ponto de vista diferentes mas a vida é assim,obrigado por alguns esclarecimentos...

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