quarta-feira, 29 de agosto de 2012


boom dos blogs de moda já passou, diz Blogueira Shame

Defensora da transparência na blogosfera fashion, Priscilla Rezende criou uma página para expor as "mancadas" das blogueiras de moda. Segundo ela, leitores estão cansados da publicidade velada na internet

Ana Clara Costa
Blogueira Shame: boom dos blogs de moda acabou e blogueiras devem se profissionalizar
Blogueira Shame: boom dos blogs de moda acabou e blogueiras devem se profissionalizar (Arquivo pessoal)
A mineira Priscilla Rezende, 37 anos, vem criando inimizades na web há cerca de um ano. Seu blog, o Blogueira Shame, provoca reações de amor e ódio entre internautas aficcionados por moda e beleza. Em mais de 2.900 posts, ela relata, com a ajuda de leitores, todos os "escorregões" das blogueiras de moda: desde erros de ortografia e gramática até a publicidade velada – quando blogueiras elogiam um produto em troca de algum tipo de remuneração ou "presente", sem deixar este fato explícito ao leitor. 

O teor escrachado – e em alguns casos cruel – de alguns posts publicados por Priscilla fez com que seu blog ganhasse muitos cliques – com visitas tanto de admiradores quanto de críticos, como as próprias blogueiras. Mais de 22 milhões de internautas já acessaram o Blogueira Shame desde setembro de 2011, com uma média de 200 mil pageviews diários. Segundo Priscilla, o blog não lhe rende nenhum lucro. "Só dores de cabeça", disse a blogueira em entrevista ao site de VEJA.
Até julho deste ano, a identidade da Blogueira Shame era sigilosa. Mas, por um descuido de Priscilla ao se conectar em uma de suas redes sociais, foi descoberta. A notícia causou furor na web, lançou a autora na mídia e tornou seu blog ainda mais conhecido. Hoje, ela é convidada a discutir moda e internet em eventos renomados como o 'YouPix' e, de blogueira, tornou-se analista de redes sociais para empresas – apesar de sua profissão ser farmacêutica. "Quem realmente entende de moda, me adora. Jornalistas que admirei a vida inteira, de repente, viraram fãs do meu trabalho. A Julia Petit, por exemplo, sempre foi meu ídolo. Sem o blog eu nunca a teria conhecido pessoalmente", afirma. Confira trechos da entrevista:
Há quanto tempo você inspeciona a atuação das blogueiras de moda na internet?
Desde setembro do ano passado, quando meu blog foi criado. 

Quando nasceu em você essa percepção crítica em relação aos blogs?
Eu tinha um blog de moda (o Sacola Phyna), vivia nesse meio e conheci muitas blogueiras. Aí eu ficava sabendo das histórias de bastidores e via as mentiras que elas contavam para as leitoras nos blogs e no Twitter. Antes mesmo de ter o Blogueira Shame, eu já criticava isso no meu Twitter pessoal. Venho alertando e criticando há uns três anos.

Qual foi a história mais controversa que já ouviu sobre publicidade velada em blogs?
Há muitas. É difícil colocar uma em específico. O mais triste é que a maioria fala que comprou o produto ou ganhou de aniversário. Acho isso inaceitável. É uma mentira muito grande que engana as leitoras com muita facilidade. Recebo muitos emails de meninas me agradecendo por ter aberto seus olhos em relação a isso. Leitoras que gastaram tudo o que tinham para comprar os produtos que as blogueiras indicaram como "dica de amiga", que "não vivem mais sem aquilo", quando, na verdade, elas nem usaram o produto. Acho isso a pior parte, pois elas enganam adolescentes e fazem com que gastem tudo que têm e o que não têm para tentar acompanhá-las.

Seu blog de críticas lhe trouxe inimizades na blogosfera?
Mais amizades do que inimizades. Quem não gosta de mim são as blogueiras gongadas. Quem realmente entende de moda, me adora. Jornalistas que admirei a vida inteira, de repente, viraram fãs do meu trabalho. A Julia Petit, por exemplo, sempre foi meu ídolo, em vários aspectos. Sem o blog eu nunca a teria conhecido pessoalmente.

Você é remunerada pelo seu trabalho no Blogueira Shame?
Não, não ganho absolutamente nada. Só dores de cabeça. O meu antigo blog de moda não existe mais. Hoje, eu trabalho com produção de conteúdo e gerenciamento de redes sociais para empresas. Mas, na verdade, sou farmacêutica.

Como o mundo da moda chegou até você?
Ah, eu sempre gostei. Nunca fui vítima da moda, mas sempre gostei de ler sobre os grandes estilistas, acompanhar o que acontecia. Por isso acho essas blogueiras tão burras. Elas não conhecem nada de história da moda e só sabem alguma coisa sobre a Chanel por causa do filme.

Os blogs de consumo, uma febre no mundo todo, são grandes estimuladores do comércio online de roupas e cosméticos. Na sua opinião, essa confusão ética que está acontecendo agora vai, de alguma forma, trazer mais transparência à atuação das blogueiras brasileiras?
Acho que sim. Se não der em nada, pelo menos elas vão aprender que o negócio é sério, que existe o Código de Defesa do Consumidor e que elas devem segui-lo como qualquer outro veículo de publicidade. Entenderão que as coisas não funcionam como elas querem só porque estão escrevendo em blogs. É preciso que saibam que, a partir do momento que vendem espaços para publicidade, as regras são outras. Aliás, quem trabalha sério já faz isso desde sempre, não é?

Acredita que há certa saturação de blogs de moda? Leitores e marcas já estariam saturados desse tipo de mídia?
Já está havendo isso. Os leitores já estão se cansando e os blogs estão perdendo credibilidade com o público em geral, agências e marcas. São raros os blogs que continuam crescendo. O boom já passou e há dados para comprovar isso. Muitos blogs famosos só têm fama mesmo, pois os números são ridículos.

Você acha que haverá uma nova fase de blogs de moda, diferentes dos atuais?
Acho que elas vão procurar se especializar mais e aumentar o leque de assuntos abordados. Não vão acabar, mas acho que vão procurar cada vez mais um diferencial, profissionalizar, deixar de lado esse modelo de "blog pessoal", de "meu cantinho virtual" porque elas sabem que isso não existe mais. Há alguns anos, blogs eram espaços pessoais das meninas. Elas realmente davam opiniões verdadeiras sobre produtos e não eram pagas para dizer que adoraram o batom X. É claro que ainda existem blogs pequenos que fazem isso, mas os de grande alcance acabaram com esse caráter pessoal há tempos. Hoje elas falam bem de quem paga bem.

A tendência é que haja cada vez mais os "publiposts" (postagens em que a blogueira afirma que está sendo paga para isso)?
Certamente, porque o blog sempre será um veículo barato de publicidade em comparação com outros

O modelo de resenha de produtos cedidos por empresas, que é muito utilizado por jornalistas de tecnologia, não seria uma forma de tornar blogs mais transparentes?
Esses testes já acontecem. Mas eles são pagos e, geralmente, as opiniões são sempre favoráveis – mesmo que a blogueira não tenha gostado do produto.

Blogueiras criticam para valer alguns produtos em seus posts?
Não muito, apenas dizem que não gostaram.

Por quê?
Em primeiro lugar, vem o medo de ficar queimada com a marca, com a assessoria e não receber mais produtos. Em segundo, uma pessoa que não sustenta sua própria opinião não tem senso crítico nenhum.

Quais blogs de moda você indica?
Gosto muito do Oficina de Estilo e do Petiscos (de Julia Petit). Dos estrangeiros, gosto dos blogs de street style, como o The Sartorialist e da Garance Doré, que mostram a moda de verdade.

Leia ainda: O "it" blog de Garance Doré    


Osvaldo Aires Bade - Comentários Bem Roubados na "Socialização"

Sendo muito sincero... Sou rato de internet, fico conectado o tempo todo, navego bastante e nunca tinha ouvido falar dessa blogueira Shame. A verdade é que esse "sucesso de internet" se dá muito em nichos e grupinhos fechados. Se você parar de acompanhar, nunca mais ouve falar. Se for ver mesmo, ninguém é sucesso de fato. Já fui palestrante em eventos como YouPix (eventinho meia boca) e Campus Party e digo que boa parte dos blogueiros "famosos" que conheci na verdade eram uns fracassados que ainda dependem da mamãe para comprar a cervejinha importada que fotografam e publicam no Instagram para tirar onda. Mundinho mais fake!

Abraço e Sucesso a Todos
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HOLANDA
Imagem da Holanda


Uma explicação histórica do surgimento das ciclovias Holandesas. 
Tradução - Joni Hoppen - autor do blog lanofrai.com.br - Agradeço os comentários de incentivo dos Brasileiros quem sabem que esse país depende da maturidade das pessoas e de suas ações...
Créditos para Autores Holandeses - David Hembrow - Mark Wagenbuur
vídeo original e mais informações no blog (Inglês)




Foto da Holanda
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Fotos da Holanda



ÔNIBUS PARA ADMINISTRAÇÃO DO PETISMO



Também gostaria de mencionar o caso da Exhibition Road aqui em Londres, outrora uma rua comum, numa área cheia de museus que foi reformada e transformada numa área quase que exclusivamente para pedestres e ciclistas. Há o atendimento de uma única linha de ônibus e os veículos têm de trafegar em baixa velocidade.

Nordeste lidera pela 1ª vez número de indenização paga pelo seguro DPVAT

29/08/2012 06h53 - Atualizado em 29/08/2012 08h06 

Luciana de Oliveira
Do G1, em São PauloDado é referente a indenizações pagas pelo seguro DPVAT no 1º semestre.
65% dos pagamentos realizados na região foram para acidentes com moto.
Dados do primeiro semestre apontam que o Nordeste é líder no número de indenizações pagas pelo seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), com 30% do total. É a primeira vez que a região assume o posto desde que o balanço passou a ser divulgado a cada seis meses, em 2010. A contagem anual, iniciada em 2005, sempre foi encabeçada pela Região Sul.
De janeiro a junho deste ano, o seguro obrigatório para acidentes de trânsito foi solicitado 64.890 vezes no Nordeste, número 50% maior que o registrado no mesmo período do ano passado e superior ao total de 2010 nesses estados. No Sul, foram pagas 60.323 indenizações no semestre. No Sudeste, 53.607, de acordo com os dados da Seguradora Líder, responsável pelo DPVAT.
O seguro DPVAT cobre casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistência médica e suplementares (DAMS) por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o país. O recolhimento é anual e obrigatório para todos os proprietários de veículos.
Na hipótese de repetir esse número no segundo semestre, o Nordeste fecharia o ano com 129.780 indenizações, um aumento de 400% sobre 2005, quando foram registrados 25.513 pagamentos na região.
INDENIZAÇÕES PAGAS PELO DPVAT POR REGIÃO
    2012                     2011                      2010

1º semestre1º semestre2º semestre1º semestre2º semestre
Nordeste64.89043.28455.72628.99332.323
Sul60.32349.96760.84039.32538.605
Sudeste53.60743.78650.45634.68535.816
Norte21.62015.38519.7169.09712.157
Centro-Oeste15.71012.68914.5078.98012.37
Fonte: Seguradora Líder
Em todo o país, as motos são o principal veículo envolvido nos acidentes computados pelo DPVAT, com 69% do total - apesar de, segundo o Denatran, esse tipo de veículo corresponder a 27% da frota nacional contra 60% de carros. No Nordeste, a tendência se repete: 65% dos pagamentos do seguro no semestre passado foram para acidentes com motos.
"Lá não tem mais ninguém andando de bicicleta, cavalo...é tudo motocicleta. E muitas vezes [as pessoas] não estão preparadas para dirigir", diz Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora Líder. O crescimento dos casos no Nordeste coincide com a alta nas vendas de motos. Em 2011, a região foi a que mais comercializou motos no Brasil com 34,8% contra 34% do Sudeste, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).
ESCALADA DE INDENIZAÇÕES
DO DPVAT NO NORDESTE
(% do total)
2011
99.010 (27%)
2010
61.316 (24,3%)
2009
49.142 (19,1%)
2008
47.509 (17,4%)
2007
48.573 (19,2%)
2006
31.677 (16,4%)
2005
25.513 (14,6%)
Fonte: Seguradora Líder
Os dados da seguradora focam nas vítimas: não há dados sobre as causas dos acidentes ou sobre de quem é a responsabilidade na maioria dos casos, se do motociclista ou de condutores de outros veículos eventualmente envolvidos.


De acordo com a Seguradora Líder, o número maior de indenizações para usuários de motos, mais expostos aos riscos de acidentes, faz o valor do DPVAT ser de R$ 279,27, ou seja, mais caro que o dos automóveis, que custa R$ 101,16.

Invalidez permanente
Além do total de indenizações, o Nordeste também liderou no número de pagamentos do seguro por casos de invalidez permanente, a mais comum no geral (66%) e a mais frequente para motos.

O Nordeste registrou 33% dessas ocorrências contra 25% do Sul e 23% do Sudeste, de janeiro a junho. A seguradora não possui estatísticas por estado nesses casos. Considerando o tipo de veículo, as motos corresponderam a 80% dos acidentes com invalidez na região.
No número de indenizações por morte, que foram 14% do total no 1º semestre, o Nordeste é o vice-líder, com 29% - não há discriminação por tipo de veículo. A região perde apenas para o Sudeste, com 36%. A Bahia teve o maior número de registros de óbitos na contagem do DPVAT, seguida por Ceará e Pernambuco.
Vendas em alta
Depois de São Paulo e Minas Gerais, o Ceará foi o estado que mais vendeu motos no ano passado (143.371), seguido da Bahia e de Pernambuco. Em 2010, o Nordeste já havia arrebatado o primeiro lugar em emplacamentos no país, também "colado" com o Sudeste: 34,2% contra 34,1%. Em 2006, a região tinha apenas 20,2% do "bolo" das vendas de motos no país, diante de 43,5% do Sudeste, ainda segundo a Abraciclo.

Quem pode pedir o seguro
Vítimas e seus herdeiros (no caso de morte) têm um prazo de 3 anos após o acidente de trânsito para dar entrada no seguro. Xavier diz 60% dos pedidos ocorrem no primeiro ano. que o pagamento sai em cerca de 30 dias após a solicitação. A seguradora não tem dados de quantas vítimas de acidentes deixam de requerer o benefício. Informações de como receber o DPVAT podem ser obtidas pelo telefone  0800-022-1204.

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CARREIRA: Talentos abandonam as grandes empresas


MAIS DESAFIOS PARA AS GRANDES EMPRESAS: Criar novos ambientes para reter seus melhores talentos

Fonte: sites www.entheusiasmos.com.br e www.epress.com.br


Entrevista com Eduardo Carmello, Diretor da Entheusiasmos, palestrante e consultor. Segundo ele, há uma verdadeira evasão de talentos das grandes empresas em função da incapacidade destas organizações de gerenciarem os talentos de modo individual.



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