sábado, 18 de julho de 2015

FORÇAS ARMADAS: Depoimentos dramáticos de militares mostram as razões de frustração com a carreira

Quartel-General do Exército, em Brasília: são muitas as queixas em relação à Força, como também à Marinha e à Aeronáutica (Foto: Arquivo do Exército)

16/01/2014 às 15:00 \ Política & Cia

Publicado originalmente a 22 de agosto de 2013, às 12:00hs
Teve grande repercussão Post do Leitor com texto do coronel reformado do Exército Marco Antonio Esteves Balbi apontando as possíveis razões pelas quais centenas de oficiais pedem demissão das Forças Armadas anualmente: em três dias, mais de 40 mil acessos — e as visitas ao post continuam.
Campeões de audiência
O post provocou também muitos comentários de militares ou ex-militares das três Armas e de diferentes graduações, explicitando, na maior parte, as razões de seu desencanto com a carreira militar.

Acho que o blog presta um serviço aos responsáveis ao registrar aqui algumas das opiniões, não raro dramáticas ou muito críticas, desses integrantes ou ex-integrantes das Forças Armadas. Opiniões como essas deveriam, no mínimo, provocar reflexões do Ministério da Defesa, dos comandantes militares e do governo.
Não identifiquei os autores por razões óbvias.

Confiram:
De um engenheiro militar

“Sou engenheiro militar, formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME).
Atualmente, mais de 50% da minha turma já saiu do Exército, e outros tantos estudam para concurso público. O salário, abaixo das expectativas e muito aquém daqueles percebidos por peritos da Polícia Federal, engenheiros do Senado, fiscais do dos tribunais de contas municipais, do Tribunal de Contas da União, fiscais de impostos etc, faz com que o engenheiro militar (que é um camarada inteligente) pense em sair.

Aliado a isso estão a falta de recursos para pesquisa e desenvolvimento, o sucateamento dos materiais, a burocracia exagerada (engessamento pela Lei nº 8.666, de 1993), a falta de visão de futuro por parte do alto escalão (falta de uma política de continuidade das pesquisas e do orçamento) e a estruturação da carreira.

Inconcebível [para as Forças Armadas] achar que vão conseguir permanecer com engenheiros de alto nível (formados pelo IME ou pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica, ITA) pagando 5.500 reais (líquidos) por mês, com dedicação exclusiva (sem poder trabalhar em outra coisa), sem horários (regime integral), tirando serviço de 32 horas (24h + 8h de expediente), fazendo mudança com sua família a cada 3 anos, sem incentivo para fazer um mestrado ou doutorado (mestrado bruto sobre salario – 8% e doutorado – 5%).

Nem ao menos os direitos trabalhistas concebidos pela CLT nos são aplicados (FGTS, hora extra, etc…).

Vivemos no século XXI — mas com condições de trabalho, rituais e mentalidade praticados no século XIX. A única coisa que evoluiu foi o desprestígio”.


O desfile militar de 7 de setembro do ano passado, em Brasília: integrantes das três Forças Armadas têm críticas e exprimem frustração com a carreira (Foto: Agência Brasil)

Do militar que não identifica Arma e posto Eder

“Acredito que vai melhorar!! É notável a desvalorização social e a inferioridade salarial dos militares em relação ao funcionalismo público federal, do qual fazemos parte.
É duro saber tal realidade e conviver com ela.
Tiraram quase tudo de nós: licença-prêmio, posto acima após ida para reserva remunerada, etc etc…
Mas vai melhorar”.

Do ex-capitão do Exército Kleber

“Passei em concurso para auditor fiscal do trabalho em 2007 e deixei o Exército no posto de capitão. Meu subsídio atualmente é de 20 mil, bem superior ao de major, posto que estaria ocupando atualmente.
Deixei o Exército pensando em ganhar mais, mas depois percebi que deveria ter saído antes, mesmo que para ganhar menos”.
“Passei quase 10 anos da minha vida dentro das Forças Armadas, na maior parte do tempo, sob o julgo de pessoas despreparadas, autoritárias e sem muito comprometimento.

Do sargento da Marinha S. M.

“Não somos valorizados, somos menosprezados e desprezados, mas quando a polícia não dá conta…. ‘Chamem os militares’.
Quando há tragédias…
‘Chamem os militares’.
Epidemia de dengue e outras mais… ‘Chamem os militares’.
E por aí vai!”
Do ex-marinheiro e ex-praça do Exército Leonardo

“Depois de 3 anos ‘descascando batata no porão’ na Marinha e 5 anos e meio como’soldadinho de chumbo’ no Exército, saí para a Polícia Rodoviária Federal e pude perceber quão inútil eu era para a Nação brasileira.
Inútil não por vontade própria, mas o sistema faz todos serem inúteis. Fora a disciplina e a preparação física, nada mais se aproveita na rotina do militar. As praças trabalham para satisfazer o ego do oficialato, que na maioria das vezes, utiliza-se de regulamentos desatualizados e inconstitucionais para valer sua tirania.
Enfim, depois de 5 anos olho ora trás e vejo que, se houvesse vontade, muita coisa boa poderia ser feito para resgatar o orgulho militar, mas o que vejo é apenas que o sistema continua burro e opressor”.


Exercícios da Academia Militar das Agulhas Negras, AMAN (Foto: Arquivo do Exército)

Do ex-suboficial da Força Aérea Brasileira Jorge 

“Deixei a FAB com 23 anos de serviço – já era suboficial – e para ganhar um pouco menos no início, mas hoje ganho quase 5 vezes mais como servidor público civil.
Não saí só por causa de salário, mas por não ver nenhuma perspectiva de futuro, a não ser marchar, marchar e marchar para um monte de inúteis ficarem olhando.
Estava me sentindo como se fosse invisível, ninguém dá valor. Não me arrependi nem um pouco, e hoje tenho certeza de que não morrerei frustrado, e tudo porque parti para uma vida diferente e muito melhor.
Também não desprezo a Força, que me deu muitas alegrias no início da carreira, deixei muitos amigos lá, mas tudo tem seu tempo.
Hoje meus filhos estão bem encaminhados, a ainda bem que não escolheram seguir esse caminho”.

 Do ex-soldado do Exército Helton

“Servi como soldado em 2002 no 31º Batalhão de Infantaria Motorizada (31 BIMTz) , sediado em Campina Grande (PB), fiz concurso para a Escola de Sargento de Armas (ESA) e infelizmente não passei, mas continuo a tentar: as Forças Armadas dão estabilidade.
Sei que há muito o que melhorar e que estão perdendo muita gente inteligente , mas ainda é uma das melhores carreiras”.

Do militar que não identifica Arma e posto Eustáquio

“Não passamos 24 horas por dia à disposição de organizações militares; passamos a vida toda à disposição da Nação”.

Do militar do Exército Lamarca

“O Exército infelizmente está no gelo, vejo isso pelas escalas de serviço que são penosas e sugadas!
O recruta, o soldado antigo, o cabo, seja cabo da guarda ou motorista, as missões que nos dão e tudo isso nos impede de termos uma vida familiar nos fins de semana (…).
Tudo isso ocorre por que temos poucos homens e, com poucos homens, não tem quem colocar nas escalas de serviço para ficarem largas e assim termos folgas (…).
Se o Exercito não tem gente para fazer seus próprios serviços, imagine pra uma guerra?! Quem nos salvará?”

Do sargento do Exército O. J. 

“Sou sargento do Exército e estou aguardando minha nomeação para dar baixa; não é só o salário baixo, são também a mentalidade atrasada, as constantes movimentações, as falcatruas nas licitações.
Uma coisa irracional é um sargento com mais de dez anos de serviço, experiência na Amazônia, que já serviu em mais de seis Estados da federação ser subordinado a um oficial temporário, sempre ‘filhinho de papai’, que não tem conhecimento profissional, apenas é peixe de ‘alguém’ que conseguiu colocá-lo num CPOR [Centro de Preparação de Oficiais da Reserva] da vida.
É humilhante ter como superior um cara que você tem que dizer a ele o que tem que ser feito e se você não o faz sempre aparece alguém para te cobrar.
É obrigação do sargento de carreira orientar o oficial temporário para que ele não cometa erros. Só no Exército isso ocorre: o subordinado ter que ensinar ao superior a trabalhar, mesmo ganhando metade do salário. O Exército inverte a lógica, o que é simplesmente imoral”.


Instalações do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José dos Campos (SP), um dos grandes centros de excelência do país (Foto: defesanet.com.br)

Do ex-oficial engenheiro da FAB Leonardo

“Eu fui oficial engenheiro da FAB por 5 anos, trabalhava com manutenção de aeronaves e dificilmente via faltar dinheiro para os reparos necessários.
No entanto, o que vi bastante (e isso foi um dos motivos principais para minha saída) foi desorganização estrutural, ineficiência administrativa, falta de competência em gestão dos oficiais superiores e dos oficiais generais, aliadas a uma boa dose de excesso de ego, que os fazia tomar todo tipo de decisões arbitrárias, sem precisar dar satisfação sobre o dinheiro público gasto de maneira ineficaz.
É certo que existe um grande problema macro, porém creio também que as FFAA já tinham que ter começado a rever seus problemas internos antes de saírem jogando toda a culpa na ‘falta de apoio’ do governo”.

Do militar do Exército Mário
“Sou militar da ativa logo passarei para a reserva, se Deus permitir. Vibro muito em ser militar do EXÉRCITO, mas hoje vejo que perdi muito tempo tendo esperança de que um dia a minha carreira iria melhorar.
O resultado é que me arrependo muito de ter ficado no Exército, com uma carreira muito frustante e miserável. Olhando para tropas de outros países, são vergonhosos os nossos equipamentos, muito ultrapassados.
Do jeito que se segue é melhor fechar as portas”.

Do militar do Exército Bernardino

“Os praças sim, especialmente os sargentos do quadro especial (Sgt QE), cabos e soldados, vivem em extrema dificuldade financeira.
Além do salário ser o menor de todos, não têm nem uma ajuda adicional, como por exemplo uma transferência de sede a cada dois ou três anos, que na minha opinião deveria ocorrer, e outras coisas mais, pois é essa turma que realmente carrega a base da Força nas costas, como por exemplo; motoristas de carreta de tanques, motoristas de viaturas de todos os tipos, mecânicos, eletricistas, cozinheiro, pedreiros, pintores e ocupantes de outras funções, além do o próprio combatente de fogo”.

Do sargento da FAB Alexandre
“Sou graduado (sargento especialista) da FAB e posso assegurar que o número de baixas entre os sargentos é muito maior que a dos oficiais, por ganharem menos ainda, terem uma escala de serviço apertada e uma pouca valorização no seu plano de carreira em relação aos oficiais e mesmo aos taifeiros, que são equiparados aos sargentos, sem nenhum concurso”.

De um sargento do Exército

“Estou na ativa e tenho a plena convicção de que as Forças Armadas estão totalmente falidas. Nós, praças, sargentos e familiares a cada dia somos mais humilhados , desvalorizados e nos sentimos envergonhados de vestir essa ilusão que se chama Forças Desarmadas.
O que ainda deixa essa farsa de pé é o inconstitucional Regulamento Disciplinar que subjuga e rebaixa profissionais (pais de família) a situações desumanas”.

Do ex-militar da Marinha “Feliz da Vida”

“Saí da Marinha em 2006, na época para ganhar metade do que ganhava na Força.
Não me arrependi em nenhum momento.
Militar não tem gestão de recursos humanos, não sabe o significado de capital humano. Lá existe a Divisão de Pessoal.
Saí como segundo-tenente intendente, 2 anos depois passei em um bom concurso e hoje ganho quase o dobro dos capitães da minha turma.
Posso pagar colégio pro meu filho e vê-lo crescer…
Jovem oficial saia das Forças Armadas e vá ser feliz!”


A sede do Instituto Militar de Engenharia, subordinado ao Exército, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro — outro reconhecido centro de excelência (Foto: IME)

Da militar que não identifica Arma ou posto Maria
“A falta de materiais e seus desgastes tanto nos campos, armas e aviões/carros são conhecidos por toda família militar. Conviver com tais precariedades faz questionar que tipo de proteção podemos dar ao país!
O salário baixo pesa, o fim de semana trabalhando em prol da pátria agride, a falta de estrutura coloca em risco a própria vida, o sonho de um dia ter participado das Forças Armadas e ter orgulho em vestir a farda está acabando com uma juventude que QUERIA PROTEGER O PAÍS, queria… pq não se tem condições com o que é oferecido pelos governantes…
Os militares estão tão desprotegidos quanto o restante do povo…. a única diferença é q estão fardados!”

Soldados da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em São Gabriel da Cachoeira (AM) (Foto: S Ten Brandi)

 Do militar que não identifica Arma ou posto Flavio
“Não podemos colocar a culpa somente no governo, nós (das Forças Armadas) sabemos que nossos superiores não estão preocupados com a atual situação dos milicos, principalmente dos praças”.

Do militar que não identifica Arma ou posto Morfeu
“A situação atual dos oficiais não é nem de longe a situação lamentável e deprimente em que vivem os praças e seus familiares.
A vaidade, incompetência, falta de coragem e o egoísmo dos oficiais superiores, aliados à falta de perspectiva na carreira, são fatores que inicialmente podem explicar essa vergonhosa situação”.

Do 3º sargento do Exército Vitor
“A situação tem se agravado e não há expectativa para mudanças positivas. Hoje, o 3º Sargento no Exército Brasileiro é considerado peça de luxo, pois a procura pelo concurso (ESA) para ingresso tem diminuído a cada ano e os que estão dentro lutam incessantemente para sair. O objetivo é aprovação num concurso que até ofereça menor salário que as Forças Armadas, em algumas situações, mas que dê, na maioria das vezes, melhores expectativas que a carreira militar. As Forças Armadas são uma fortaleza em decadência no Brasil” (Vitor)


As Forças Armadas desempenham, como se sabe, papel importante nas vastas regiões de selva do país (Foto: Arquivo do Exército)

 Do militar que não identifica Arma ou posto Navy Seal
“Os próprios líderes – generais, brigadeiros e almirantes — parecem não estar preocupados com a motivação da tropa… isto sem contar que os mais antigos vão para a reserva e voltam contratados para fazer muito pouco, prejudicando a renovação das lideranças dentro das Forças Armadas”.

De um capitão engenheiro militar do Exército
“Sou filho e irmão de oficiais militares do Exército, atualmente capitão engenheiro militar, com quase 17 anos de serviço, bacharel em Ciências Militares formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e engenheiro formado Instituto Militar de Engenharia (IME).
Falo 2 idiomas – inglês e alemão –, tenho 3 pós-graduações concluídas e estou finalizando uma terceira graduação em Engenharia Civil ano que vem.
Estou me despedindo em breve do Exército para investir na carreira empresarial (…) Vou correr atrás de meus sonhos e realizações profissionais.
Não cuspo na prato em que comi, agradeço muito ao Exército por tudo que tenho e aprendi nesses anos, mas o que o Exército tem a me oferecer nos meus próximos anos de serviço em termos de carreira, financeiros e profissionais não me interessam”.

LEIAM TAMBÉM:

FORÇAS ARMADAS: 249 oficiais se demitiram no ano passado. Neste ano, até julho, foram 162. O que é que está acontecendo?


Desfile militar de 7 de setembro em Brasília, no ano passado: (Foto: Agência Brasil)


15/12/2013 às 19:15 \ Política & Cia


Publicado originalmente em 16 de agosto de 2013

EVASÃO DE OFICIAIS DAS FORÇAS ARMADAS

Por Marco Antonio Esteves Balbi – Coronel Reformado do Exército Brasileiro

No dia 6 de agosto passado este blog publicou o post “Baixos salários fazem o Exército perder oficiais – inclusive majores e capitães“.

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Gostaria de compartilhar com os leitores do blog alguns dados a mais, ampliando um pouco a pesquisa para as demais Forças Armadas. Infelizmente vou me restringir aos oficiais, uma vez que os dados referentes aos graduados são divulgados em outras publicações de acesso mais restrito.

Computados os números disponíveis noDiário Oficial da União até 31 de julho deste ano, 162 oficiais se demitiram das Forças Armadas. Para efeito de comparação este número, referente a 7 meses, é superior ao total dos anos de 2007 (152), 2011 (153) e aproxima-se do ano de 2009 (180).

No ano passado 249 oficiais se demitiram das Forças Armadas.
A predominância recai sobre os postos de capitães e tenentes; e os oficiais engenheiros e dos quadros de saúde e intendência superam aqueles dos quadros operacionais, em todas as três Forças Armadas. A evasão ocorre, pois, nos postos mais baixos da carreira e incide nas qualificações mais demandadas no atual mercado de trabalho – engenharia, medicina e logística.

Remuneração não é o único fator

Uma explicação simplista poderia considerar o fator remuneração como o preponderante, uma vez que a demissão deveu-se, em sua grande maioria, por aprovação em concurso público para ocupar cargo que provavelmente pague melhor.

Tal fato não é uma verdade absoluta. Conheço casos de oficiais que se demitiram até mesmo para perceber menor vencimento, mas sem os ônus que a profissão militar requer, como por exemplo a dedicação exclusiva.

Não sei se é do conhecimento geral, mas sempre é bom ressaltar que a profissão militar é sideral, ou seja, permanece-se 24 horas por dia, 365 dias ao ano completamente à disposição da organização militar. O expediente é uma mera referência. As horas do serviço de escala regular, as horas das missões de rotina ou inopinadas, as horas dos exercícios em campanha todas compõem o dia a dia do militar, sem que este perceba qualquer adicional no contracheque.

Certamente, ninguém adere às Forças Armadas pensando em ficar rico. Outros fatores e motivações levam o jovem a passar até cinco anos interno em instituições de ensino, preparando-se para o oficialato.

Por certo, uma das principais emulações será a possibilidade de interação com seus pares, superiores e subordinados, num exercício diário de convivência baseada na disciplina e na hierarquia. Nesse ambiente de sadia camaradagem nasce a liderança que se irá exercer, em sua plenitude, numa situação real de atuação como fração ou unidade constituída.

Falta de recursos leva à realização de simulações e não de exercícios no terreno

A disponibilidade de material de emprego militar atualizado é outro fator crucial para o profissional motivar-se. Com o passar dos anos, torna-se difícil manter o material em condições plenas de uso, obrigando, por vezes, à canibalização. O recente exemplo dos caças ilustra bem a situação.

A realização dos exercícios de adestramento cumprem papel preponderante na combinação adequada homem-máquina, exigindo a aplicação de todo o cabedal de conhecimentos adquiridos. Nos últimos anos a descontinuidade das previsões orçamentárias dificultam em muito a realização plena dessas atividades.

Os seguidos contingenciamentos anuais do orçamento prejudicam até mesmo as mais comezinhas atividades administrativas das organizações militares. Nem sempre é possível realizar os exercícios de adestramento previstos, pois exigem deslocamentos para os campos de instrução e nem sempre o combustível está disponível e a munição é escassa.
Assim, muito tem se investido em manobras na carta, realizadas pelos quadros, e na aquisição de equipamentos de simulação, como forma de compensar a não realização de exercícios no terreno.

Obsolescência do material: ainda usamos fuzis do começo da década de 60 e canhões da Guerra da Coreia (1950-1953)

A obsolescência do material de emprego militar também avança a passos largos, até devido à rápida evolução tecnológica hoje existente no mundo. O armamento básico do combatente do Exército ainda é o fuzil automático leve, desenvolvido no início da década de 60 do século passado. Muitas unidades ainda estão dotadas de canhões e obuses utilizados na Guerra da Coreia.

Os Institutos de Pesquisa das Forças Armadas sofrem restrições orçamentárias que descontinuam estudos e projetos e frustram engenheiros e técnicos de alta qualificação formados nos reconhecidos IME e ITA. Assim, perde-se a massa crítica necessária e indispensável para pesquisar e desenvolver as ações nessa área crítica.


Sargentos são os responsáveis, muitas das vezes, por operarem e manutenirem equipamentos de grande sofisticação tecnológica e altamente custosos (Foto: Satenpe)

Por último, mas não menos importante, ressalte-se o suporte social que a família do militar deve receber, em face das características já citadas da profissão, particularmente no aspecto da saúde, com o funcionamento em boas condições das organizações militares responsáveis pela prestação desse serviço.

Infelizmente, a Lei de Remuneração dos Militares em vigor, remetida como medida provisória para o Congresso Nacional em 2001, e até hoje não votada, promoveu alteração fundamental quando da passagem do militar para a reserva, que contribuiu bastante para a tomada da decisão de deixar as Forças antes do tempo, abandonando-a ao menor sinal de falta de opção profissional, ou maiores desafios na carreira.

O que se pode fazer para minorar a situação atual e tentar reverter o quadro de evasão de oficiais

A legislação anterior contemplava o militar que passasse para a reserva com o soldo referente ao posto ou graduação acima da qual ele se encontrava no momento. Entendeu o legislador, quando estabeleceu a premissa, que características tais como risco de vida, dedicação exclusiva, disponibilidade permanente, mudança frequente de domicílio, vínculo com a profissão, formação específica e aperfeiçoamento constante e a sujeição absoluta aos princípios da hierarquia e da disciplina justificariam plenamente a norma.

Assim, para minorar a situação atual e tentar reverter o quadro de evasão, sugiro que o orçamento das Forças Armadas fique livre dos contingenciamentos e que os diversos projetos de modernização já elaborados e orçados, alguns até iniciados, não sofram restrições orçamentárias. E, que a Lei de Remuneração dos Militares seja discutida e votada pelo Congresso Nacional, preferencialmente recuperando a situação para a passagem para a inatividade.

Para finalizar quero afirmar a importância de se considerar a situação das praças, dos graduados.

Por certo o número de demissões é, também, significativo. A imagem estereotipada do sargento bronco e rude, não condiz com a realidade. Jovens muito bem preparados concorrem em grande número às vagas anualmente disponíveis nas escolas de formação de sargentos.

Concluído o curso, vão servir nas organizações militares onde cumprem papel importante na estrutura das Forças e sofrem as mesmas vicissitudes e dificuldades que os oficiais. Os sargentos são os responsáveis, muitas das vezes, por operarem e manutenirem equipamentos de grande sofisticação tecnológica e altamente custosos.

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IDEOLOGIA DE GÊNERO NA PRÁTICA: Dr. Money e o Menino Sem Pênis. Estagiários cortam pênis de bebê ao invés de cordão umbilical



Enviado por Mari Barão

Publicado em 13 de jun de 2015


BBC Horizon - Dr. Money e o Menino Sem Pênis



David Reimer nasceu um menino saudável, mas foi mudado sexualmente e educado como uma menina após seu pênis ter sido acidentalmente destruído durante uma circuncisão. O psicólogo John Money sugeriu que ele fosse criado como uma menina e acompanhou o caso e publicou a mudança de sexo como um sucesso, o que provaria que a identidade de gênero é algo relacionada a educação e não a natureza. 




O sexólogo e acadêmico Milton Diamond relatou mais tarde que Reimer nunca de fato se havia identificado como do sexo feminino, e que ele começou a viver como homem aos 15 anos. Reimer mais tarde veio a público contar sua história para desencorajar práticas médicas semelhantes. Conheça a impressionante história de David Reimer.





COMENTÁRIO DO BLOG:





Este caso espantoso apresentado no documentário precisa ser divulgado ao máximo. é apresentado um fato real, documentado e detalhadamente comprovado que desmascara a “teoria de gênero”: o drama brutal dos gêmeos canadenses Reimer, mártires dessa ideologia que não tem nenhum embasamento científico e cujos resultados práticos são escandalosamente antinaturais. 



O principal divulgador dessa modalidade de tortura física e psicológica, irresponsavelmente fantasiada de “ciência”, foi o médico neozelandês John Money, que tentou obrigar um menino de 2 anos de idade a se transformar em menina a fim de “comprovar” que o gênero seria uma “construção social” independente dos fatos reais da biologia. 
Seu “tratamento” incluiu, entre uma série abominável de crimes de tortura, nada menos que a castração do pequeno Bruce Reimer, submetido a partir de então a uma insana tentativa de “torná-lo menina”. A ação resultou em uma tragédia familiar sem precedentes que culminou na morte de um irmão e no suicídio do outro. 

Este caso espantoso apresentado no documentário da BBC, “Dr. Money e o Menino sem Pênis“, precisa ser divulgado ao máximo. Por quê? Porque a loucura da ideologia de gênero, por mais incrível que pareça, continua se infiltrando nas sociedades ocidentais mediante a pressão de lobbies que querem inseri-la em políticas governamentais, incluindo os planos de educação a ser impostos às crianças em escolas públicas e privadas.

Estagiários cortam pênis de bebê ao invés de cordão umbilical


Por  | Yahoo Notícias – sex, 17 de jul de 2015


Estudantes de medicina do México foram protagonistas de uma das cenas mais bizarras e chocantes dos últimos tempos. Eles confundiram o pênis de um recém-nascido com seu cordão umbilical e quase deceparam o órgão sexual da criança.



Para piorar a situação, os estudantes tentaram consertar o erro com uma nova cirurgia de emergência, inventando desculpas esfarrapadas para os pais do bebê. A questão é que, nessa nova intervenção, eles machucaram mais ainda a criança.



“Quando começaram a costurar meu filho, eles causaram duas novas lesões com quase dois centímetros de profundidade”, afirmou Diego Izaguirre, pai da criança. A mãe demonstrava a mesma fúria: "Isso não podia ter acontecido, o hospital tinha que ter destacado um ginecologista e não estagiários para cuidar de mim e do meu filho”, disse Zulem Contreras.

O hospital, porém, afirma que “de acordo com as informações disponíveis, durante o trabalho de parto, ao se cortar o cordão umbilical, o prepúcio lesionou-se, e a situação foi corrigida com o procedimento habitual de circuncisão”. Agora, autoridades mexicanas investigam o caso para poder descobrir qual a verdade nele.

IDEOLOGIA DE GÊNERO
  • Ideologia de Género, ou melhor dizendo, a Ideologia da Ausência de Sexo, é uma crença segundo a qual os dois sexos — masculino e feminino — são considerados construções culturais e sociais, e que por isso os chamados “papéis de género” (que incluem a maternidade, na mulher), que decorrem das diferenças de sexos alegadamente "construídas" — e que por isso, não existem —, são também "construções sociais e culturais".
Por exemplo, a feminista Gloria Steinem queixa-se da "falsa divisão da natureza humana em 'feminino' e em 'masculino' (sic). E a escritora francesa Simone Beauvoir pensou a gravidez como “limitadora da autonomia feminina”, porque, alegadamente, “a gravidez cria laços biológicos entre a mulher e as crianças, e por isso, cria um papel de género”.

A Ideologia de Género defende a ideia segundo a qual não existe apenas a mulher e o homem, mas que existem também “outros géneros”; e que qualquer pessoa pode escolher um desses “outros géneros”, ou mesmo alguns desses “outros géneros” em simultâneo.
Segundo a socióloga alemã Gabriele Kuby,
“A Ideologia de Género é a mais radical rebelião contra Deus que é possível: o ser humano não aceita que é criado homem e mulher, e por isso diz: 'Eu decido! Esta é a minha liberdade!' — contra a experiência, contra a Natureza, contra a Razão, contra a ciência! É a perversão final do individualismo: rouba ao ser humano o que lhe resta da sua identidade, ou seja, o de ser homem ou mulher, depois de se ter perdido a fé, a família e a nação.
É uma ideologia diabólica: embora toda a gente tenha uma noção intuitiva de que se trata de uma mentira, a Ideologia de Género pode capturar o senso-comum e tornar-se em uma ideologia dominante do nosso tempo.”
Em Dezembro de 2012, o Papa Bento XVI referiu, num discurso à cúria romana, que o uso do termo “género” pressupõe uma “nova filosofia da sexualidade”:
“De acordo com esta filosofia, o sexo já não é considerado um elemento dado pela Natureza e que o ser humano deve aceitar e estabelecer um sentido pessoal para a sua vida. Em vez disso, o sexo é considerado pela Ideologia de Género como um papel social escolhido pelo indivíduo, enquanto que no passado, o sexo era escolhido para nós pela sociedade. A profunda falsidade desta teoria e a tentativa de uma revolução antropológica que ela contém, são óbvias.
As pessoas [que promovem a Ideologia de Género] colocam em causa a ideia segundo a qual têm uma natureza que lhes é dada pela identidade corporal que serve como um elemento definidor do ser humano. Elas negam a sua natureza e decidem que não é algo que lhes foi previamente dado, mas antes que é algo que elas próprias podem construir.
De acordo a ideia bíblica da criação, a essência da criatura humana é a de ter sido criada homem e mulher. Esta dualidade é um aspecto essencial do que é o ser humano, como definido por Deus. Esta dualidade, entendida como algo previamente dado, é o que está a ser agora colocado em causa.
(…)
Quando a liberdade para sermos criativos se transforma em uma liberdade para nos criarmos a nós próprios, então é o próprio Criador que é necessariamente negado e, em última análise, o ser humano é despojado da sua dignidade enquanto criatura de Deus que tem a Sua imagem no âmago do seu ser.
(…)

A Ideologia de Género é uma moda muito negativa para a Humanidade, embora se disfarce com bons sentimentos e em nome de um alegado progresso, alegados direitos, ou em um alegado humanismo. Por isso, a Igreja Católica reafirma o seu assentimento em relação à dignidade e à beleza do casamento como uma expressão da aliança fiel e generosa entre uma mulher e um homem, e recusa e refuta as filosofias de género, porque a reciprocidade entre o homem e a mulher é a expressão da beleza da Natureza pretendida pelo Criador.”

A ler:
Editado por (OBraga)


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1º - Entre a propaganda e a verdade: a história secreta da Ideologia de Gênero (aqui

2º - IDEOLOGIA DE GÊNERO NA PRÁTICA: Dr. Money e o Menino Sem Pênis. Estagiários cortam pênis de bebê ao invés de cordão umbilical (aqui

3º - O paradoxo da igualdade: Ideologia de Gênero a Lavagem Cerebral (aqui

4º - Professora é expulsa de escola pública por discordar da ideologia de gênero (aqui)

5º - 
Documentário expõe farsa do gênero na Noruega. Padre Paulo Ricardo Denuncia a Ideologia de Gênero na Câmara dos Deputados em Brasília - DF 
(aqui)


6º 
- PERFIL GAY. FALTA MAIS DECÊNCIA E CORAGEM E MENOS COR NO FACEBOOK (aqui)
Apoiar com arco-iris no Facebook é fácil. Quero ver apoiar dando o rabo.
ATÉ O LÍDER MÁXIMO DOS COMUNISTAS COLORIU A FOTO DELE

 
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