domingo, 12 de janeiro de 2014

MARCO ANTONIO VILLA COMENTA “A DÉCADA PERDIDA” EM ENTREVISTA EXCLUSIVA

Historiador acaba de lançar o livro, uma aprofundada pesquisa sobre os dez anos do PT no poder.
Mestre em Sociologia e Doutor em História Social, títulos obtidos pela Universidade de São Paulo, Marco Antonio Villa desponta como um dos principais pensadores contemporâneos do Brasil graças à consistência e ousadia de suas pesquisas.
Professor da UFSCar, uma das maiores instituições federais do Ensino Superior, ele não abre mão da análise crítica sobre o próprio Governo. Prefere, conforme suas próprias palavras em “Década Perdida: Dez Anos de PT no Poder”, livro em que perfila fatos e padrões das passagens de Lula e Dilma pelo Palácio do Planalto, ser um “homem público”, e não um “político profissional”.
Vox conversou com Villa a respeito de sua recente obra e de alguns acontecimentos significativos dos últimos anos, como a atuação do PSDB como oposição e os protestos de 2013.
O resultado deste bate-papo está disponível abaixo.
Vox – Em 2005, logo após a crise do “Mensalão” ser deflagrada, o PSDB decidiu “deixar o PT sangrar até morrer”. Alguns analistas interpretam a estratégia como a mais desastrada dos últimos anos, porque permitiu a recuperação e a consolidação de Lula. Outros vaticinam que o PSDB foi prudente porque o impeachment arruinaria a economia brasileira. O país sobreviveria a um impeachment àquela época? Qual o custo político da decisão tucana?
Marco Antonio Villa - Sobreviveria. E estaria – estamos no terreno das hipóteses – melhor do que hoje. O isolamento petista era grande. O partido estava rachado. O apoio popular era desprezível (passeatas convocadas fracassaram) e as pesquisas mostravam um governo muito mal avaliado. A economia caminhava a passos de tartaruga. Ainda se tivesse crescendo a 10% ao ano… Faltou uma análise correta da conjuntura. E disposição para a luta política. Ter recuado significou dar um gás que foi vital para o renascimento de Lula, mais forte e, principalmente, livre da liderança histórica do PT.
A prática do aparelhamento petista de órgãos públicos é bastante explorada em sua pesquisa. Você tem vivência acadêmica na UFSCar, uma das principais marcas do ensino público brasileiro. A Educação foi envolvida neste esquema de aparelhamento?
Foi indireta através da ação do MEC. O panfletarismo foi a marca petista na educação. Além, claro, da incompetência. A expansão sem critério das universidades federais vai deixar um legado trágico aos futuros administradores. Ao invés de universidades (com cursos esvaziados e nível baixo) era necessário enfrentar o primeiro degrau da educação, o analfabetismo. Depois (ou de forma concomitante), o ensino fundamental, que não é diretamente responsabilidade da União, mas que poderia ter recebido verbas em grande escala e apoio gerencial. Mas o governo petista, na hora da escolha, sempre optou pelo mais fácil, mais conveniente e que poderia gerar dividendos políticos e eleitorais.
Você atribui ao Brasil um baixo nível de consciência política. Nos últimos dez anos, notamos a criação da Play TV, a distribuição de passaportes diplomáticos e o uso comercial do nome do presidente, praticado por Rosemary Noronha. Todos esses casos envolvem diretamente o poder público em fins mais pessoais do que políticos. Os integrantes do governo também possuem um baixo nível de consciência política ou eles agem assim intencionalmente?
Umas das marcas do governo foi a corrupção. Mas faltou uma ação incisiva da oposição para “colar” esta marca no governo. A oposição sempre está fora do campo aguardando o momento de ser chamada a entrar no jogo. Mas como não quer jogar, finge que não vê as solicitações para que faça o seu papel. No fundo, a oposição não gosta de ser oposição.
O governo Lula é mais corrupto que o governo de Fernando Collor? Marcos Valério atua como uma espécie de PC Farias do PT?
A estrutura petista é muito mais eficiente e perigosa para o país do que o esquema alagoano de saquear o Estado. E os volumes movimentados são “n” vezes maiores. O mais importante foi montar um projeto de poder que parece eterno.
Você defende, no livro, que os dez anos de PT no poder são marcados pela hipocrisia. Que a ideologia saiu de cena, a corrupção passou a ser parte do poder. A militância que vai às ruas e grita palavras de ordem contra a imprensa e a direita não nota isso ou prefere ignorar?
A militância é cada vez menor e está ligada ao poder direta (empregada no aparelho de Estado ou nas empresas e bancos estatais) ou indiretamente (via ONGs que recebem fortunas sem ter de prestar contas ao Erário). Esta militância é fanatizada e, claro, está preocupada com seu próprio bolso. Sabe que se o PT sair do poder, eles vão perder dinheiro.
Os protestos realizados em 2013 simbolizam o renascimento da consciência política?
Sim e não. Foi importante pois sinalizou que aquele mundo pintado pelo PT foi entendido que era fantasia. E que os brasileiros estavam satisfeitíssimos com o governo não passou de uma balela. Contudo, ficou como um outono político – quase inverno – sem que chegássemos ao verão da democracia. A ação dos black blocs acabou servindo ao governo pois afastou os manifestantes das ruas. Mas é inegável o desgaste do governo (e não só o da União, vide o caso Sérgio Cabral).
Em abril de 2007, você questionou, em artigo na Folha de São Paulo: “Será que no país do herói sem nenhum caráter também temos a oposição macunaímica?”. Passados quase sete anos e uma nova derrota, a de 2010, o PSDB deixou de ser “macunaímico”?
Infelizmente não. O Brasil é um país estranho. Nos países democráticos, os partidos estão correndo atrás dos eleitores. Aqui é o inverso. Há uma angústia por encontrar uma alternativa real de poder.
Pesquisa Datafolha divulgada em outubro de 2013 apontou o Brasil como um país majoritariamente direitista. 48% da população, segundo o instituto, tende a essa visão. A mesma pesquisa cita que 39% dos brasileiros que se declaram de direita votariam em Dilma Rousseff. Somente a falta de oposição explica essa dissonância ideológica?
Existe um enorme espaço para um partido liberal no sentido clássico. Só que este espaço dificilmente será preenchido. A elite política brasileira é conservadora e não liberal. Quer ter um naco de poder para usufruí-lo. Tanto que optou por apoiar o PT no Parlamento ao invés de tentar vencê-lo na eleição presidencial. Para o PT também acabou sendo um bom negócio. Assim, o país virou uma geleia geral ideológica.
Você recebe críticas ou algum tipo de resistência do meio acadêmico, geralmente ligado à esquerda, por se posicionar de maneira crítica em relação ao PT?
Críticas são sempre bem-vindas. O problema é quando chega ao terreno da desqualificação e do ataque pessoal. Os petistas fanatizados são uma espécie de camisas negras do fascismo italiano. E na internet esta tropa (financiada com dinheiro público) está presente e mais ainda em 2014, ano eleitoral.
Só o PT tira o PT do poder?
O PT sairá do poder quando o eleitor disser basta. Pode ser em 2014. Basta um pouco de disposição de luta da oposição. E vontade de enfrentar a máquina petista de destruir reputações e de ameaçar os defensores da democracia.
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LIBERTADO APÓS DEZ ANOS DE PRISÃO, EX-MAGNATA RUSSO DIZ QUE NÃO QUER SABER DE POLÍTICA

Khodorkovski em Berlim após ser solto (Clemens Bilan/AFP)
Mikhail Khodorkovski afirma ainda que não pretende recuperar bens da sua antiga companhia petrolífera
O ex-magnata russo Mikhail Khodorkovski afirmou em entrevista publicada neste domingo que não pretende mais se envolver com política nem recuperar os bens da sua antiga empresa petrolífera, a Yukos. Homem mais rico da Rússia no início dos anos 2000 e um opositor do presidente Vladimir Putin, Khodorkovski foi solto na sexta-feira, após passar dez anos na prisão por evasão de divisas e sonegação de impostos.     
"Não farei política nem lutarei para recuperar os bens da Yukos", disse ele à revista russa The New Times. Ele também afirmou que declarou isso a Putin em carta em que solicitava perdão. Incialmente, a pena de Khodorkovski deveria se estender até o ano que vem, mas a sua libertação foi antecipada por ordem de Putin, em um gesto que está sendo interpretado como uma tentativa de melhorar a imagem do país antes da realização dos Jogos Olímpicos de Inverno, que vão ocorrer em fevereiro no país.
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Apesar das declarações, Khodorkovski disse que pretende ajudar outros prisioneiros políticos e disse que não houve imposição de condições para a sua libertação, e que ele não esteve atrelada a uma admissão de culpa. Após a prisão do magnata, sua empresa quebrou e as propriedades e concessões foram entregues para a estatal Rosneft, controlada por um aliado de Putin.
Após ser solto, Khodorkovski voou para Berlim. O ex-magnata afirmou que as autoridades russas desejavam que ele deixasse o país. "As autoridades podem até dizer que não me enviaram para o exílio, e que fui eu quem pediu para deixar o país. Mas conhecemos a nossa realidade, podemos compreender perfeitamente que me desejavam fora", declarou.
Ele também disse à revista The New Times que só pensa em retornar à Rússia se tiver certeza de que poderia sair no momento em que quisesse. Voltarei apenas se estiver seguro que poderei deixar o país quando necessário", acrescentou.
Por fim, Khodorkovski acrescentou que foi o ex-ministro alemão das Relações Exteriores Hans-Dietrich Genscher quem abriu caminho para sua libertação, sugerindo a ideia de um pedido de indulto por razões humanitárias, evocando a saúde de sua mãe, que sofre de um câncer e está se tratando na Alemanha.
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PRESIDENTE DO IRÃ FALHA NA TAREFA DE LIBERAR FACEBOOK

Presidente do Irã, Hassan Rohani (AFP)
Setores radicais do país insistem na censura á rede, bloqueada desde os protestos de 2009
O presidente do Irã, Hassan Rohani, está perdendo, por enquanto, a batalha com os setores mais conservadores do regime para permitir no país o uso do Facebook e de outras redes sociais, que só podem ser acessadas no país através do uso de servidores que burlam a censura. Quatro meses após chegar ao poder, Rohani, que tenta passar uma imagem de moderado para os públicos externo e interno, não conseguiu cumprir uma das promessas eleitorais que, de fora, poderia parecer fácil para um chefe de Estado.
Membros do seu governo vêm se manifestando repetidamente a favor do fim da proibição, imposta após os protestos de 2009 que ocorreram na esteira da controversa reeleição do então presidente Mahmoud Ahmadinejad. A oposição apontou fraudes no pleito. 
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O ministro da Cultura e Orientação Islâmica, Ali Janati, declarou recentemente ser a favor da permissão do uso das redes sociais e, inclusive, reconheceu publicamente ter uma conta no Facebook, algo que, assinalou, "não representa nenhum crime". A opinião é compartilhada pelo usuário do Facebook e tuitero Mohammed Yavaz Zarif atual o titular da pasta das Relações Exteriores, que conta com cerca de 800.000 seguidores na rede social de Mark Zuckeberg e mais de 100.000 no Twitter e usa habitualmente essas redes para se comunicar com os cidadãos, o que o fez receber críticas dos setores mais radicais.
Setores radicais, contudo, ainda conseguem bloquear iniciativas liberalizantes. Abdol Samad Khorramabadi, um dos responsáveis por decidir que conteúdos devem ser vetados, afirmou nesta semana à agência local Fars que o Facebook, chamado por ele de “site de espionagem sionista”, continuará proibido porque essa rede social foi essencial para a organização das revoltas de 2009, que o regime considerou um ato de insurreição e traição impulsionado a partir do exterior.
Já o coronel da Polícia Moral Masoud Zahedian advertiu a população que “a polícia está presente na internet e controlava espaços como Facebook, Instagram, Wechat e outras redes similares", segundo ele a fim de evitar que os “cidadãos sejam flagrados em redes de corrupção e prostituição”. Na semana passada, Seyed Ali Taheri, porta-voz da Comissão de Cultura do Parlamento iraniano (Mayles) também dirigiu seu discurso contra o Facebook, afirmando que a rede social é uma "ferramenta para espionar e buscar uma mudança de regime".
Nas ruas, a reivindicação social é clara, sobretudo entre os jovens das cidades. "Tem que abrir o Facebook. As autoridades têm um medo absurdo desse tema", disse um jovem escritor de Teerã. A censura, além disso, parece também não ter grande efeito: segundo dados divulgados recentemente pelo diário Etemaad, ao redor de 17 milhões de iranianos utilizam de forma habitual redes sociais na Internet.
A publicação assegura que "não se chegará a nenhum resultado" impondo restrições à web, que são facilmente burladas com programas que combatem filtros ou VPN (da sigla em inglês para Virtual Private Network). "Em Teerã, quem quer tem Facebook. Mas é preciso acessá-lo com proxies e há gente que tem medo, porque, se usá-lo, já estará fazendo algo contrário à lei", declarou um jovem que trabalha para uma empresa europeia em Teerã. "As pessoas estão cheias dessas restrições, é imprescindível abrir as redes sociais ao público", disse.
(Com agência EFE)
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A ERA DO REBELDE CHAPA-BRANCA

(Divulgação)
- O cantor e compositor Lobão estreia sua coluna, que será mensal, na edição de VEJA desta semana.
Vivemos um momento histórico de uma vulgaridade, obscurantismo e insipidez sem precedentes que, por várias razões entrelaçadas, propiciou a eclosão de um personagem patético, insólito, abundante e que ficará marcado como a expressão máxima deste triste período: o rebelde chapa-branca.
Sim! É ele o protagonista em todas as rodinhas, redes sociais, botequins, universidades e passeatas. Revela-se por duas características inseparáveis: é revoltado contra o sistema e, ao mesmo tempo, chancelado por ele. Vamos a alguns exemplos. 
O MST é subvencionado pelo governo, tem o respaldo do governo e, no entanto, não para de reclamar, invadir e destruir terras produtivas. No rap, há um sem-número de rebeldes chapa-branca, mas seu ícone são os Racionais. Fazem campanha para o governo, sobem nos palanques, têm o beneplácito da mídia oficial bancada pelo governo e, mesmo assim, são revoltadíssimos contra o sistema! No seu último videoclipe, Marighella, eles aparecem prontos para assaltar a Rádio Nacional, numa reconstituição de época, exibindo inúmeros trabucos de grosso calibre e conclamando à luta armada, incorporando aquela mímica marrenta um tanto canastrona que lhes é peculiar.
O detalhe é que eles estão no poder. Eles são o poder. Eles são a situação.
No aniversário da morte do nosso Che Guevara tupiniquim, a Comissão da Verdade comemorou a data com solenidade e deferência. Marighella pode ter arrancado a perna de uns, matado outros e lutado para implementar uma ditadura sanguinolenta no Brasil, mas os rebeldes chapa-branca chancelam a festa, impõem a farsa com mão de ferro e ai de quem piar.
Na semana passada, o tal Procure Saber implodiu com a defecção do rei, deixando desnorteados Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque — rebeldes chapa-branca de longa data. O Gil acabou no comando do Ministério da Cultura, onde foi aninhando sua cria, o Fora do Eixo, que tem como ponta de lança Pablo Capilé, um rapaz que afirma ser contra o direito autoral, contra o autor, contra o livro e é pupilo de Zé Dirceu. Tira dos artistas para entregar de mão beijada aos magnatas das redes sociais como o Google, o YouTube e o Facebook. Isso porque não estamos ainda perguntando para onde foi toda a grana que ele recebeu através das leis de incentivo à cultura. É um típico rebelde chapa-branca. Mas o Caetano acha “muderno” esse retrocesso estúpido e desonesto. O Chico, lá da França, assina carta de apoio ao Genoíno. São os nossos coronéis chapa-branca solando de cavaquinho.
Temos de ressaltar também a performance fulminante da presidente do Procure Saber, esta sim uma rottweiler de incontestável pedigree, Paula Lavigne. Descontrolada, vem cometendo lambança atrás de lambança, incluindo um ataque covarde à colunista da Folha de S.PauloMônica Bergamo. E o que dizer de sua performance no Saia Justa com a Barbara Gancia? Há um mês, ela invadiu o meu Twitter, acompanhada por uma centena de integrantes da seita black bloc, me chamando de nazista, ex-músico, ex-Lobão, amante da ditadura, decadente (tem gente me chamando de decadente há uns trinta anos). Depois de algumas trocas de gentilezas, fui obrigado a bloqueá-la.
Uma das características dos rebeldes chapa-branca é o uso da técnica do espantalho: criam uma figura caricatural, colocam frases fora de contexto (quando não inventadas) em sua boca e tentam fazer acreditar que essa figura patética é você! Um vodu de psicopata.
Uma jornalista chapa-branca de uma revista bancada pelo governo declarou, num momento de búdica inspiração, que é a favor de fuzilamento para determinados casos (quais seriam?). É o tipo de comportamento visto com simpatia e condescendência pelo rebelde chapa-branca, pois a visão assimétrica do mundo, com um peso para duas medidas, é outra marca registrada dele.
Estou inaugurando com muito orgulho e entusiasmo minha coluna em VEJA. Não é fortuito o nosso encontro, assim como não é por acaso que se percebe a sociedade civil começando a se organizar para repensar a nossa condição atual. Tentarei tratar dessa miséria que nos assola como se estivesse praticando um novo esporte: épater la gauche. Essa turma está imprimindo o ridículo em sua própria história. E desse vexame não escapará.

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Lobão X Frejat - Ex-Amigos Trocam Provocações em Pleno Supremo Tribunal Federal

EU, COXINHA

Músico Lobão (JF Diorio/AE)

O militante de esquerda é o mauriçola gauche, é aquele tipo que se traveste de ativista de passeata e gasta o seu tempo útil em manifestações inúteis, no afã de exorcizar sua flacidez comportamental, sua virgindade existencial, sua pequena farsa pessoal

Durante esses últimos anos, venho recebendo de parte da militância petista uma série de adjetivações pretensamente desqualificadoras, que poderiam ter algum efeito não fosse eu um cara desgrilado, um ser alegre a cantar.
Mas, depois do lançamento do Manifesto do Nada na Terra do Nunca, a petizada militante se enfureceu. Na verdade, antes mesmo de o livro chegar às livrarias, houve quem clamasse pela sua proibição ou queima imediata. A minha estreia como colunista de VEJA aumentou essa fúria, que culminou em um ataque apoplético coletivo por ocasião da minha participação no Roda Viva. Um ilustre deputado petista chegou a pedir a cabeça do Augusto Nunes por ter convidado para o programa um “doente mental” (eu).
E, com aquela falta de imaginação, de humor e de argúcia, característica de certas mentes esquerdistas, puseram-se a vociferar palavras de ordem e impropérios contra mim: “Reacionário!”, “filhinho de papai!”, “coxinha!”. Isso para não citar os mais cabeludos (bicha, maconheiro, cheirador, matricida, esquizofrênico...).
Mas vou concentrar a atenção no “coxinha”, que é o mais recente qualificativo do curto vocabulário dessa rapaziada.
Após esses mais de dez anos do PT no governo, a sociedade está percebendo como se forma o aparato de repressão política, censura e difamação montado pelo partido. Se você tem alguma objeção a ele, vira um pária político, moído e asfaltado pela máquina de propaganda estatal, cujos operadores — blogueiros e militantes de plantão na internet — se encarregam do trabalho sujo, na forma de ataques pessoais e truculentos disparados contra qualquer alma que se insurja contra a ideologia oficial. A tática desses operadores é achincalhar o oponente baseados em sua própria e nanica estatura moral.
O simulacro de impropério é construído em torno da miserabilidade do ofensor, que, ofendido com a própria natureza, desanda a chamar os não alinhados daquilo que mais enxerga em si mesmo, na vã tentativa de escapar de sua jocosa e aflitiva condição. Sendo o grande alvo dessa patocracia delirante a classe média — e sendo o militante de esquerda uma espécie de burguês pós-moderno —, o xingamento “coxinha” aparece como um desses casos de projeção psicológica flagrante.
O militante de esquerda é o mauriçola gauche, é aquele tipo que se traveste de ativista de passeata e gasta o seu tempo útil em manifestações inúteis, no afã de exorcizar sua flacidez comportamental, sua virgindade existencial, sua pequena farsa pessoal. É invariavelmente um “multiculturalista”, que acredita que um rap é superior a Bach. É o sujeito moldado na previsibilidade comportamental dos doutrinados, que expele seu déficit de percepção da realidade através da soberba convicção dos imbecis. Refém da uniformidade acachapante dos clichês entrincheirados em sua mente vacante, profere as frases mais gastas e cafonas que se pode imaginar.
Para esse tipo de pessoa, tenho aqui um par de versos de Adam Mickiewicz (1798-1855) que cairá como uma luva:
“Tua alma merece o lugar a que veio
Se, tendo entrado no inferno, não sentes as chamas”.
Assim, convido todos aqueles que, como eu, são agraciados pela esquerda com essas e outras adjetivações a acolhê-las com benevolência e humor, com a percepção de estarmos sob a égide de frouxocratas histéricos que teimam, em sua monomania vã e molenga, em nos assolar com seus fantasmas internos e suas abissais impossibilidades.
E, usando o rebote como mantra, proferirei, contrito: coxinhas de todo o Brasil, uni-vos! 
O cantor e compositor Lobão é colunista de VEJA.
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sábado, 11 de janeiro de 2014

GOVERNO DO PT INVESTE 15 VEZES MAIS NOS PORTOS DE CUBA DO QUE NO SISTEMA PORTUÁRIO DO BRASIL!



Enquanto os portos brasileiros não atendem à demanda, Cuba vai inaugurar um, novinho, feito com investimento do BNDES que é mantido sob sigilo pelo governo petista. Uma potência agrícola com portos tão inadequados é uma Ferrari com um reles motor 1.0. A exuberância fica empacada. É o caso do Brasil. 

O principal porto brasileiro, o de Santos, está assoreado e isso impede que os cargueiros de última geração, que exigem profundidades superiores a 14 metros, atraquem no terminal. As obras de dragagem ali avançam, mas em ritmo cubano. Opa! Quem nos dera! Em Cuba, com dinheiro do povo brasileiro, as obras de infraestrutura progridem velozmente. 

Em 2014, o Brasil vai perder 22% da riqueza gerada pela maior safra de soja da história, de 55 milhões de toneladas. A causa disso são os gargalos da infraestrutura portuária brasileira e da perda de carga em acidentes de caminhões nas péssimas estradas. Isso significa que o governo brasileiro dedicou a essa questão a prioridade máxima, investindo o máximo possível na melhoria das estradas e dos portos brasileiros? 
Não.
Apenas 7% dos 218 milhões de dólares previstos para ser investidos nos terminais brasileiros em 2013, ou 15,5 milhões de dólares, foram aplicados. O maior investimento brasileiro em portos nos últimos anos foi feito onde? 
Em Cuba.
No fim de janeiro, a presidente Dilma Rousseff vai à ilha dos irmãos Castro inaugurar o Porto de Mariel. O governo brasileiro investiu 682 milhões de dólares nos últimos três anos na construção de um terminal em Cuba, onde a ditadura de Fidel e Raul Castro, perdoem a repetição, vive sua fase terminal. 

O Porto de Mariel terá capacidade 30% superior à do Porto de Suape, o principal do Nordeste brasileiro. O descalabro é obra de Lula. Foi no governo dele, em 2008, que o BNDES decidiu financiar 71% do orçamento da construção do porto. Para entendermos o senso de prioridade do governo do PT, o BNDES emprestou aos cubanos três vezes mais do que destinou a melhorias e ampliações no Porto de Suape desde a sua inauguração, em 1983. Cuba não pode esperar. 

O Brasil pode. Acrescente-se aos dados acima o fato de que o negócio com a ditadura cubana transcorreu sob segredo de Estado. Em junho de 2012, o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento e Comércio Exterior, classificou o conteúdo do contrato como “secreto”, com validade até 2027. A justificativa foi proteger “informações estratégicas”. 



Acabava de entrar em vigor a Lei de Acesso à Informação quando Pimentel decidiu classificar o negócio com os cubanos como secreto. O BNDES financia obras de infraestrutura em quinze países, mas apenas três contratos — dois com Cuba e um com Angola — são considerados secretos. 

Um documento arquivado na biblioteca do Senado antes da blindagem feita por Pimentel e o relato de um funcionário público familiarizado com as negociações em torno do empréstimo para o Porto de Mariel dão uma pista do tipo de informação que o governo tenta esconder. 

A única garantia exigida pelo empréstimo foi a abertura de uma conta em uma agência do Banco do Brasil nos Estados Unidos na qual Cuba se compromete a manter um saldo equivalente a três parcelas do pagamento da dívida com o Brasil, cujo desembolso começará apenas em 2017. Em caso de atraso no pagamento, o Brasil, teoricamente, poderia sacar os valores da conta de Havana no BB. Teoricamente, pois os termos do contrato secreto são desconhecidos e podem conter cláusulas ainda mais favoráveis aos ditadores de Cuba. 

Por exemplo, o valor das três parcelas pode ser irrisório. A promessa dos cubanos é depositar na agência do BB nos Estados Unidos parte da receita de suas exportações de açúcar. Como Cuba produz hoje menos açúcar do que há 55 anos, quando os Castro substituíram a ditadura de Fulgencio Batista pela deles, não há nenhuma garantia.

Havana pode simplesmente deixar de depositar o dinheiro. O porto estará prontinho. E estará dado o calote — aliás, recorrente nos negócios com Cuba. Nem ao falecido Hugo Chávez o Brasil ofereceu tanta facilidade. Uma das razões para não ter vingado a participação da petroleira PDVSA na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foi o fato de o BNDES ter exigido que o venezuelano buscasse junto a bancos privados as garantias necessárias para a liberação do crédito. Chávez queria a mesma mamata dada pelo PT aos cubanos. Ofereceu dar como garantia uma conta a ser abastecida com as divisas geradas pelas exportações de petróleo. Não funcionou. 

“Cuba é conhecida pelos calotes. Os contribuintes brasileiros podem considerar esse dinheiro como uma doação de seu governo para a manutenção de uma ditadura”, diz José Azel, professor do Instituto de Estudos Cubano-Americanos da Universidade de Miami. Em 2004, o governo do México recorreu à Justiça italiana para embargar 40 milhões de dólares de uma conta da empresa de telefonia de Cuba, na tentativa de reaver parte de um empréstimo de 500 milhões de dólares. 

Em novembro passado, o México acabou perdoando 70% da dívida e parcelou o saldo de 150 milhões de dólares em dez anos. O mesmo foi feito pelo Japão, que abriu mão de 80% de uma divida de 1,4 bilhão de dólares. 

Cuba já pleiteia um novo empréstimo do Brasil. Desta vez para construir uma zona industrial ao redor do Porto de Mariel. Em novembro passado, Rodrigo Malmierca, ministro do Comércio Exterior cubano, esteve no Brasil para convencer empresas brasileiras a se instalarem na ilha. Malmierca prometeu isenção fiscal e o fim do confisco de metade do salário pago aos trabalhadores — um dos itens da legislação escravocrata implantada pelos comunistas. Nenhuma empresa brasileira topou. 

Vai ver, Malmierca já acertou tudo em segredo com o governo brasileiro. O monopólio dos militares Em 2006, o total de empresas registradas em Cuba era de 3519. Em setembro passado, quando o Escritório Nacional de Estatísticas e Informação de Cuba divulgou o mais atual levantamento empresarial da ilha, apenas 2491 empreendimentos estavam com as portas abertas. 

Uma redução de 29%. O fracasso da indústria, do comércio e do setor de serviços nada tem a ver com o embargo americano, até porque nada impede Cuba de fazer negócios com o restante do mundo. Trata-se, isso sim, do resultado da crescente concentração das atividades econômicas nas mãos de oficiais das Forças Armadas, um processo que começou em 1994, quando o país comunista “se abriu” a investimentos externos. Como as empresas estrangeiras não podiam ser 100% donas do negócio, associaram-se aos militares. 

Em 2012, as empresas das quais eles eram sócios ou únicos donos – desde lojas de roupas e sapatarias até a Almacenes Universales S.A., que controla toda a importação e exportação de produtos – movimentaram 80% do PIB do país. A administração do Porto de Mariel será feita pela Almacenes, que também será a sócia compulsória de quem se aventurar a investir no parque industrial previsto para as proximidades. 

No Brasil, a filial da empresa foi aberta em 2010 por Fidel Castro Puebla, que vive no bairro dos Jardins, em São Paulo, e cujo nome é uma homenagem da mãe, a general Esther Puebla, ao ditador cubano e ex-companheiro de guerrilha. Sob o nome de Comercial Brasraf Importação e Exportação Ltda., a filial da Almacenes faz a intermediação do comércio entre Brasil e Cuba. 

O melhor da história comunista, de sempre, é que o tal porto pode nem existir (aqui)

Fontes: Exame, Libertar.in, Gazeta Russa.

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Sobre o financiamento, pelo BNDES, dos portos em Cuba: Tenho uma teoria sobre esses 'financiamentos' do governo atual a países ligados ao tráfico de armas e drogas.

Para mim, são pagamentos antecipados de armamentos.

Simplesmente, ninguém vende armas de contrabando a prestação: ou é pagamento antecipado ou é à vista.

Neste caso, como o partido no poder tem um projeto revolucionário (armado ou gramsciano como dizem), ele se prepara para o pior: para o caso de precisar de armas num conflito extremo.

No esquema deles, caso precisem de armas, é só 'perdoar' a dívida do 'empréstimo' e Cuba, Angola, Líbia e outros podem enviar as armas e munições que já estarão pagas.


Eu sei que o "Mais Médico" é uma forma de lavagem do dinheiro.
Volta para campanha da Dilma.

GOVERNO CUBANO ANUNCIA PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE TÁXI


Táxi circula em Havana: assim que a decisão entrar em vigor, os taxistas passarão a ser autônomos e responsáveis pelos veículos que dirigem


Leandra Felipe, da 

De acordo com o Granma, jornal oficial do governo, a medida tem o objetivo de melhorar a qualidade do serviço de transporte no país 
Bogotá – O governo cubano anunciou hoje (8) a privatização dos serviços de táxis no país. Assim que a decisão entrar em vigor, os taxistas passarão a ser autônomos e responsáveis pelos veículos que dirigem. De acordo com o Granma, jornal oficial do governo, a medida tem o objetivo de melhorar a qualidade do serviço de transporte no país.
“O sistema tradicional [estatal] não foi capaz de resolver inconvenientes”, menciona o texto do jornal. De acordo com a publicação, o governo do presidente Raúl Castro está trabalhando na mudança do sistema.
Entre os problemas citados, estão irregularidades cometidas pelos taxistas, como apropriação dos lucros recebidos e a cobrança de valores acima da tabela estabelecida pelo governo. Além disso, o Granma destaca que a frota necessita ser trocada, porque os veículos são antigos e “envelhecidos”.
O novo sistema prevê a criação de 20 agências de táxis que farão parte da empresa Táxis-Cuba, que, segundo o governo, será gerida pelos próprios taxistas. A maioria dos veículos será particular, mas ainda alguns estatais permanecerão em operação.
A privatização vai acontecer após um período experimental iniciado em 2010, em que o governo estabeleceu um sistema de aluguel dos táxis estatais na capital, Havana. De acordo com o diário, a experiência foi exitosa e, por isso, a mudança será efetuada.
Além da medida para os táxis, o governo de Raúl Castro também anunciou a liberação da venda de automóveis importados, opção que até agora era exclusiva de diplomatas e alguns cidadãos cubanos.
Com as mudanças, o governo mantém o objetivo de promover reformas no país . No ano passado, Castro anunciou que iniciaria um período de reformas econômicas, como a desregulação de empresas estatais, estimulo ao investimento estrangeiro, investimento tecnológico e maior abertura do mercado no país.
Quando foi reeleito em fevereiro do ano passado, Raúl Castro anunciou que este seria seu último mandato e que o país passaria por uma transição política e por uma modernização de seu modelo econômico.
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MENSALÃO APROVOU LEIS PELA FORÇA DO PODER ECONÔMICO





Para: Congresso Nacional


LEIS COMPRADAS NÃO SÃO LEGÍTIMAS SÃO LEIS IMPOSTAS A FORÇA PELO PODER ECONÔMICO. 

Nós cidadãos brasileiros exigimos a revogação imediata de todas as leis aprovadas durante o período conhecido como mensalão, pelo simples motivo de terem sido aprovadas mediante compra de votos de parlamentares, o que a rigor torna-as ilegítimas já que o fato já é comprovado pela justiça. 

Abaixo descrevemos algumas delas: 

- Estatuto do Desarmamento; 
- Reforma do Estatuto da Criança e do Adolescente; 
- Demarcação de Terras Indígenas; 
- Nova Lei de Entorpecentes; 
- Demarcação de Terras Quilombolas; 
- Código Florestal; 
- Lei que cria pensão para as famílias de de condenados; 

etc, etc....................... 

Assine aqui a petição:

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21 - Parresía: A Igreja e o desarmamento
Sim, reaja!

ATOS DE CANIBALISMO APÓS DEMISSÃO DO PRESIDENTE


Residentes de Bangui, refugiados junto do aeroporto onde estão as forças francesas, festejam o afastamento de Michel DjotodiaFotografia © Reuters

REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA


Atos de canibalismo foram cometidos em Bangui durante linchamentos de habitantes por grupos de saqueadores nos bairros da zona norte da capital da República Centro-Africana, disseram testemunhas oculares à agência France Press.

"A cena passou-se à minha frente na terça-feira passada no bairro Modoua", afirmou Jean-Sylvestre Tchya, de 35 anos, dando o exemplo de um muçulmano que foi "surpreendido por um grupo de pessoas que o linchou e decapitou com um machete".Partes do seu corpo foram comidas pelos atacantes, disse a testemunha.

Durante os atos de violência e as pilhagens das últimas semanas, seguiram-se linchamentos com mutilações de corpos em vários bairros de Bangui.

O Presidente Djotodia, acusado pela comunidade internacional de passividade face à violência inter-religiosa no seu país, pediu a demissão na sexta-feira em Ndjamena, na capital do Chade, sob pressão dos dirigentes da África Central que o haviam convocado para uma reunião extraordinária.

Depois da deposição, em março de 2013, do Presidente François Bozizé por uma coligação dominada por muçulmanos, a Séléka, dirigida por Djotodia, a República Centro-Africana entrou numa espiral de violência comunitária e inter-religiosa sob a passividade das instituições de transição.

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

CRIME PASSIONAL: SOLDADO DO EXÉRCITO CONFESSA ASSASSINATO NO PIAUÍ

Soldado do 25º BC confessa que matou motoqueiro por ciúmes

Caroline Oliveira e Fábio Lima
redacao@cidadeverde.com

Polícia confirma que acusado se apresentou na Delegacia de Homicídios e foi liberado após prestar depoimento.

Teresina (PI) - O acusado de assassinar um motoqueiro no conjunto Morada Nova, na zona Sul, na última segunda-feira (6) se apresentou espontaneamente no dia seguinte na Delegacia de Homicídios, que fica a poucos metros do local do crime. Soldado do 25º Batalhão de Caçadores do Exército (25 BC), Adroaldo Assis Rodrigues Neto, 19 anos, foi liberado após prestar depoimento.

De acordo com o delegado Francisco Costa, o Baretta, Adroaldo foi a delegacia acompanhado de advogado e confessou ter atirado contra Joniel Campelo de Sousa no final da tarde da última segunda-feira, na avenida principal do Morada Nova.

Joniel estava de moto e foi seguido por um Gol prata de placa EPQ-7781. O carro foi abandonado na avenida Valter Alencar, Monte Castelo, com um pneu estourado. Papiloscopistas da perícia fizeram exames nas impressões digitais.

O delegado Bareta foi em busca da placa do carro e descobriu que ela estava no nome de uma pessoa residente em Valença do Piauí. O proprietário explicou que já tinha vendido o veículo, que em Teresina estava no terceiro comprador. Segundo a polícia, o novo dono do carro é pai de Adroaldo.

Segundo o delegado, o soldado do Exército alegou que o crime foi motivado por razões passionais. Adroaldo estaria convivendo com uma mulher que namorou a vítima. Os dois teriam se encontrado na rua e Joniel teria feito gestos de que iria matá-lo.

Baretta vai comunicar o fato ao 25º BC e pedir a prisão preventiva do acusado. Ele ainda investiga outras hipóteses do crime, uma vez que quatro testemunhas foram ouvidas e narram que o acusado teria batido com o carro na moto e, além de disparar contra o veículo, teria atirado na vítima já caída.

Joniel, que a polícia suspeita ter se envolvido com drogas, foi atingido nas costas e no rosto.

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Jovem motociclista é assassinado na avenida principal do Morava Nova







Mulher na polícia não sai do ar condicionada

AMBOS HOMOSSEXUAIS, PAI E FILHA CASAM NO MESMO DIA


(Foto Arquivo Pessoal)

A questão do casamento igualitário tem sido pauta constante em diversos locais. Países como Uruguai e França travaram, recentemente, batalhas com os setores mais conservadores e aprovaram o direito; no Brasil, enquanto a questão não avança no Legislativo, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu uma resolução que obriga os cartórios a converterem as uniões estáveis em casamento e a celebrar casamentos homoafetivos.
No terreno da ficção, a novela das 21h da Rede Globo, “Amor à vida”, tem tratado da questão abertamente, sem cair em estereótipos fáceis. No próximo folhetim, “Em Família”, de autoria de Manuel Carlos, a protagonista será lésbica. E é dentro deste contexto que nos deparamos com a história de Laise Homem, 23, e de seu pai, Elvio Magnus Homem, 46, que resolveram casar no mesmo dia: ela com a sua namorada, Akristian Morretti, 24, e ele com o seu namorado, Néliton Langer Scheffer, 24.
Laise conversou com a reportagem da revista Fórum e contou como surgiu a ideia de realizar os dois casamentos no mesmo dia. Na entrevista abaixo, ela, também conhecida como Gai Nox, revela que a sua mãe, quando recebeu a notícia, disse que não iria à cerimônia, mas hoje (10), mudou de posição e os apoia.
Revista Fórum – Quem se assumiu pra quem antes: você ao seu pai ou o contrário?
Laise Homem - Se assumir mesmo, falar abertamente sobre isso, foi praticamente juntos. Eu já morava em Caxias, meus pais sabiam, mas não diretamente de mim. Certa vez eles vieram me visitar e me questionaram sobre o assunto, foi onde conversamos e deixamos tudo esclarecido.
Fórum - Quando soube que o seu pai era gay, como foi a sua reação?
Laise - Sempre fui muito próxima a meu pai e muito ciumenta em relação a ele também. Quando soube que ele estava namorando com o Neli, a primeira reação foi ciúme (risos). Se fosse com uma mulher, a reação seria a mesma.
Fórum – E a ideia de vocês casarem no mesmo dia, como surgiu?
Laise - A princípio, meu pai iria casar com o namorado dele. Eu e a Kris também tínhamos vontade de formalizar nossa relação, então, conversamos com meu pai e o namorado. Eles aceitaram e ficaram muito felizes.
Fórum – Os amigos, como têm reagido? E a família, muita resistência? Preconceito?
Laise - Nós éramos evangélicos. Tiveram alguns deles, mais preconceituosos e conservadores, que se afastaram. Mas a grande maioria tem se aproximado ainda mais depois que souberam da nossa história, de como tudo começou e os rumos que estão tomando. A família reagiu contra no início, mas, como tem visto que ambas as relações são algo sério, estão aceitando ou ao menos respeitando nossa relação.
Um outro ponto é que alguns, quando ficaram sabendo, talvez imaginassem que mudaríamos nossa forma de ser ou de nos relacionar com eles. Como viram que nada mudou, que somos as mesmas pessoas de sempre, isso contribuiu fortemente para que entendessem o nosso sentimento e percebessem que nós nos amamos e somos privilegiados por esse sentimento correspondido.
Fórum – E a sua mãe, como lida com isso, filha e ex-marido casando no mesmo dia?
Laise - A princípio, disse que não compareceria na cerimônia. Um pouco, talvez, influenciada pelos colegas de trabalho. Mas depois que conversamos sobre o assunto, ficou tudo bem. Meus pais se separaram mantendo um forte vínculo de amizade. Continuaram amigos. Minha mãe adora o namorado do pai, sendo que constantemente vai na casa deles, saem juntos. Convivem em harmonia. Nas festas de família, estão sempre juntos.
Fórum – De que maneira vocês gostariam que as pessoas olhassem para essa história?
Laise - Como uma história de amor, onde o amor venceu o preconceito. Após revelarmos nossa história, nosso sentimento, muitas pessoas têm vindo nos falar que também já sentiram algo especial por uma pessoa do mesmo sexo, mas que, por preconceito próprio e com medo de julgamentos da sociedade e da família, acabaram sufocando o que sentiam.
Fórum – Vocês temem exposição pública?
Laise - Meu pai sempre foi um homem público. É funcionário público do estado de Santa Catarina (SC), foi vereador e líder evangélico. Dirigiu a igreja por muito tempo. Quando conheceu o Néliton, namorado dele, decidiu primar pela sua felicidade, independentemente de julgamentos. Hoje, na cidade dele, todos sabem e o respeitam da mesma forma que anteriormente. Ele se expôs, mas manteve a decência, o respeito e isso fez com que todos os aceitassem e os quisessem no núcleo de amizades. Eu e a Kris somos donas de uma produtora de eventos, a Choice Partyy, além disso, sou promoter de uma boate em Caxias do Sul e a Kris é DJ. Por causa dos nossos trabalhos temos uma certa exposição pública.
Fórum – Na atual novela das 21h (Amor à vida) temos dois casais homossexuais e que também tiveram e adotaram filhos. Acha que a novela ajuda na diminuição do preconceito? 

Laise - Como toda novela tem um pouco de humor, pornochanchada, as opiniões mudam muito. Se tratassem com mais seriedade, talvez houvesse uma aceitação maior por um público mais amplo. Mas só em se estar tratando o tema em horário nobre, tal como a adoção e o amor entre dois homens, já tem contribuído. Quem não ficou horrorizado e não ficou odiando a Amarilys, que entrou na relação do Niko e do Eron fazendo a vida deles virar de pernas para cima? Quem não torceu para que o Nico ficasse com a guarda do bebê? Então, no meu ponto de vista, contribui sim para a diminuição do preconceito.

Fórum – Considera o ato de vocês, de se casar no mesmo dia, um ato político? 
Laise - Sim e não. Não temos intenção alguma em casar no mesmo dia que não seja a nossa felicidade. Não foi algo pensado, planejado. As coisas foram acontecendo gradativamente. Ficamos sabendo do casamento do pai e do Néliton, e então decidimos conversar com eles, a fim de diminuir gastos e tal, uma vez que a maioria dos convidados seria em comum: familiares meus e do pai, além de amigos dos dois. Claro que depois de decidirmos que assim seria feito e começarmos a montar a cerimônia e fazer os preparativos, muitas pessoas, amigos, conhecidos e colegas de trabalho têm se convidado para ir a nosso casamento, querendo estar presentes nesse evento. Não estou falando de amigos gays, mas sim amigos héteros. Meu pai tem uma loja na cidade dele, e a grande maioria dos clientes têm manifestado o desejo de comparecer.
Sobre ser um ato político, agora, vendo a situação, as manifestações de outras pessoas que sonharam em viver algo assim, talvez possa ser, sim, um ato político. Será um fato marcante em nossa cidade, região, estado ou até no Brasil mesmo, pois nunca houve na história de nosso país um pai e uma filha se casarem numa cerimônia homoafetiva no mesmo instante. Certamente fará com que muitas pessoas sejam encorajadas a viver um grande amor, seja hétero ou homo.




Dr. Alan Keyes Dizendo Algumas Verdades Sobre o Comunismo!
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