segunda-feira, 7 de setembro de 2015

10 FILMES QUE TODO ADMINISTRADOR DE EMPRESAS DEVERIA VER





cinema

Lições de carreira para administradores

São Paulo – Os administradores de empresa podem ter no cinema grande fonte de inspiração para o trabalho e a vida corporativa. Lições de carreira, de trabalho em equipe, superação, estratégias, liderança e gestão de crises estão presentes nos filmes indicados pelo presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Sebastião Luiz de Mello. Confira quais são, na opinião dele, os 10 filmes que todo administrador de empresas deveria ver, em lista elaborada a pedido de EXAME.com:

Invictus

Invictus

A história é contada a partir da eleição de Nelson Mandela (Morgan Freeman) para presidente da África do Sul, quando o país ainda mantinha resquícios do apartheid. Para contornar a preocupante situação social e econômica, Mandela se une ao time nacional de rúgbi. “Este filme é interessante para os administradores, pois o presidente Mandela terá uma relação próxima com o capitão do time, atuando como coach não para dar respostas, mas para fazer o atleta refletir sobre as situações e mudar seus comportamentos”, diz Mello.
Diretor: Clint Eastwood
Ano: 2009
Duração: 134 min


Amor sem Escalas

Amor sem Escalas

A função de Ryan Bingham (George Clooney) é viajar para todas as cidades dos Estados Unidos e demitir pessoas. De tanto lidar com o desespero e a angústia dos outros, ele se tornou frio. Mas seu chefe decide contratar Natalei Keener (Anna Kendrick), profissional que desenvolveu um sistema de demissão por videoconferência e, caso o sistema seja implementado, Ryan corre o risco de ficar sem emprego. “O filme mostra para os administradores o conflito de gerência tradicional e gerência nova, que salta das escolas de negócios transformando as relações”, diz Mello.
Diretor: Jason Reitman
Ano: 2010
Duração: 109 min

Um Sonho Possível

Um Sonho Possível

O filme é baseado em um fato verídico. O jovem negro Michal Oher (Quinton Aaron) cresceu em lares adotivos. Sua vida muda quando ele conhece, no meio da rua, Leigh Ann (Sandra Bullock) que, sensibilizada pela situação do rapaz, decide leva-lo para dormir em sua casa. Ela e sua família decidem apostar no potencial de Michael, dando-lhe uma família, uma escola e a chance de jogar no time de futebol. “O filme aborda temas como superação, esperança e como é importante a pessoa acreditar nela mesma. Além disso, nos faz perceber que existem muitos talentos escondidos na empresa, esperando apenas uma oportunidade para fazer a diferença”, diz Mello.
Diretor: John Lee Hancock
Ano: 2009
Duração: 128 min


O homem que mudou o jogo

O homem que mudou o jogo

“Esse é mais um filme que usa o esporte para nos ensinar importantes lições que valem para a vida pessoal e profissional”, diz Mello. Um time de baseball com orçamento modesto que vem perdendo importantes atletas é o centro da trama. O gerente do time, Billy Beane (Brad Pit) tenta conter os problemas, mas sem sucesso até conhecer Peter Brand (Jonha Hll). Beane adota as ideias de Brand e decide abrir mão de velhos conceitos de administração e passa a contratar jogadores pelo método defendido por Brand. A metodologia dá certo e o time vence vários jogos. “ O filme mostra como lidar com mudança, aborda princípios, obstinação, perseverança, além de deixar a mensagem da possibilidade de mudar o rumo das nossas vidas a partir da crença e da defesa inabalável de um princípio”, diz o presidente do Conselho Federal de Administração (CFA).
Diretor: Bennett Miller
Ano: 2011
Duração: 133 min


De pernas pro ar

De pernas pro ar

O filme mostra a vida de Alice (Ingrid Guimarães), uma mulher workaholic que perde o emprego e o marido no mesmo dia. Mas tudo muda quando ela conhece a vizinha, que é dona de um sex shop em decadência. Alice percebe que o negócio está de mal a pior por falta gestão e decide, então, virar sócia da amiga. “Como tem amplo conhecimento na área de administração, ela consegue alavancar as vendas do sex shop e descobre que é possível dar a volta por cima, ser uma profissional de sucesso e ainda ter tempo para a família”, diz Mello.
Diretor: Roberto Santucci
Ano: 2010
Duração: 97 min


A fuga das galinhas

A fuga das galinhas

A animação britânica conta a história de uma galinha que decide fugir do galinheiro após descobrir que seu futuro é virar comida. Ela e seus amigos vão viver várias aventuras para conseguirem alcançar seus objetivos. “O filme é interessante para os administradores, pois traz lições como trabalho em equipe, estratégia e criatividade”, diz Mello.
Diretor: Peter Lord e Nick Park
Ano: 2000
Duração: 84 min


Monstros SA

Monstros SA

Nesta animação, Mike e Sulley são monstros empregados da empresa Monstros S/A. A energia que a empresa gera provém dos gritos das crianças, mas como elas já não se assustam mais, o lucro da empresa começa a cair. Mas Sulley conhece uma garotinha e descobre que o riso dela também é capaz de gerar energia. “O filme fala de reorganização na empresa, além de mostrar como é possível superar dificuldades se soubermos enxergar oportunidades, mesmo diante da crise”, diz Mello.
Diretor: Pete Docter
Ano: 2001
Duração: 92 min

Coach Carter - Treino Para a Vida

Coach Carter - Treino Para a Vida

“Inspirado em uma história real, este filme é muito motivador”, diz Mello. Ele conta a história de Ken Carter (Samuel L. Jackson), técnico de basquete que aceita treinar a equipe de um colégio da periferia. No local, ele precisa enfrentar a desmotivação de pais e alunos. Mesmo assim, ele consegue impor um rígido regime que, além de ajudar a melhorar as notas dos alunos, leva o time da escola a ganhar vários títulos. “Este é um filme que fala sobre liderança e do papel do líder para o bom trabalho em equipe”, diz o presidente do CFA.
Diretor: Thomas Carter
Ano: 2005
Duração: 136 min


Wall Street – O dinheiro nunca dorme

Wall Street – O dinheiro nunca dorme

Gordon Gekko (Michael Douglas) sai da prisão após cumprir pena por fraude financeira e, impossibilitado de operar no mercado financeiro, ele passa parte do tempo palestrando e escrevendo livros. Até conhecer Jacob Moore (Shia LaBeouf), um operador idealista do mercado de Wall Street. “Excelente filme que nos faz questionar até onde podemos ir para garantir sucesso e fama no mundo corporativo. Além disso, ensina a trabalhar com riscos”, diz Mello.
Diretor: Oliver Stone
Ano: 2010
Duração: 133 min

O discurso do Rei

O discurso do Rei

O filme conta a história real de o rei da Inglaterra George VI, pai da atual rainha Elizabeth II. Ele sofria de uma gagueira que o impedia de discursar para grandes públicos, até conhecer o terapeuta Lionel Logue. “Esta relação entre os dois traz grandes ensinamentos para a administração. Uma delas é a importância dos líderes saberes se comunicar com eficiência e eficácia. Outra lição deste filme é a de que servir não significa dizer “sim” a tudo. Apesar de estar atendendo ao Rei, Lionel mantém uma postura firme e exigente. Muitas vezes, diante de uma situação, um gestor precisa ser tão firme quanto Lionel, mas sem perder a delicadeza e o bom humor”, explica Mello.
Diretor: Tom Hooper
Ano: 2010
Duração:118 min

Fonte: Marina Pati, de Exame.com
http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/10-filmes-que-todo-administrador-de-empresas-deveria-ver#12

















10 FILMES QUE TODOS ESTUDANTE DE ADMINISTRAÇÃO DEVE VER



Grafite de televisão


Para assistir em casa

São Paulo - Dinheiro e poder são uma combinação de sucesso para Hollywood e seus blockbusters. E de enredos fictícios com estes dois ingredientes é também possível retirar lições práticas que valem também para o trabalho no mundo real.
É o que propõe Aditya Singhal, cofundadora do site Transtutors, plataforma online com aulas e cursos para jovens universitários. Ela elaborou uma lista de 10 filmesque todo estudante de administração de empresas deveria assistir, publicada pelo site Poets&Quants. Confira:

Reprodução de cena do filme Wall Street

Wall Street: Poder e Cobiça

A trajetória de Gordon Gekko traz subsídios importantes para os estudantes da área de negócios, sobretudo, no que diz respeito aos bastidores obscuros de Wall Street.
Esteja preparado para um mergulho na fronteira entre a ética e a ambição e para se deparar com a sabedoria de Gekko em frases como: “a principal coisa sobre dinheiro, é que  ele faz você fazer coisas que você não quer fazer”.
Wall Street Poder e Cobiça
Ano: 1987
Diretor: Oliver Stone



Reprodução de cena do filme O Informante

O Informante

É um filme que, segundo Aditya Singhal do site Transtutors, mostra o que realmente significa ética e integridade no mundo dos negócios. Baseado em uma história real, o filme conta a trajetória de um ex- executivo da indústria do tabaco que decide revelar muito mais do que a fumaça nos bastidores do setor.
O Informante
Ano: 2000
Diretor: Michael Mann


reprodução de cena do filme Tricker: Um Homem e seu Sonho

Trucker: Um Homem e seu Sonho

A biografia do projetista Preston Trucker pode servir como fonte de inspiração para os futuros empresários, segundo a co-fundadora do Transtutor, Aditya Singhal. As alegrias e os sacrifícios do empreendedorismo são o foco do filme.
Tucker: Um Homem e seu Sonho
Ano:1988
Diretor: Francis Ford Coppola




Cidadão Kane


O clássico filme da década de 1940 mostra os contornos da construção de um grande império e é o primeiro longa-metragem dirigido por Orson Welles. Dilemas éticos dos homens de negócios e os sacrifícios necessários para obter o sucesso profissional dão o tom do filme, segundo Aditya Singhal, co-fundadora do Transtutor.
Cidadão Kane
Ano:1941
Diretor: Orson Welles




A Felicidade não se compra



Estudantes poderão extrair uma das principais lições práticas de vida deste filme, dirigido por Frank Capra: dinheiro não compra felicidade. O filme também da década de 1940 conta a história de um “candidato” a anjo que recebe a missão de ajudar um empresário prestes a se suicidar.
A Felicidade não se compra
Ano:1946
Diretor: Frank Capra



reprodução de cena do filme Como enlouquecer Seu chefe

Como enlouquecer seu chefe

Este é filme com o qual muitas pessoas poderão se identificar pelo menos uma vez durante sua trajetória profissional, na opinião de Aditya Singhal, co-fundadora do Transtutor. É que esta sátira da rotina ordinária de muitos trabalhadores traz alguns temas universais na vida profissional das pessoas, como a relação com o chefe, por exemplo.
Como enlouquecer seu chefe
Ano: 1999
Diretor: Mike Judge




Reprodução de cena do documentário Enron: Os mais Espertos da Sala

Enron: Os Mais Espertos da Sala

O documentário sobre uma das maiores fraudes da história dos negócios nos Estados Unidos deve fazer parte do repertório cultural de todo estudante de administração de empresas, segundo Aditya Singhal, co-fundadora do Transtutor.
Enron: Os Mais Espertos da Sala
Ano: 2005
Diretor: Alex Gibney




Reprodução de cena do filme O Poderoso Chefão

O poderoso chefão

A lição do clássico filme da década de 1970 para os estudantes da área de negócios é sobre a importância de construir uma boa rede de contatos e dos benefícios de ajudar as pessoas, para ser ajudado depois.
O poderoso chefão
Ano: 1972
Diretor: Francis Ford Coppola


Selvagens em Wall Street

Selvagens em Wall Street

O filme, baseado em fatos reais, conta a história de Ross Johnson, um office boy que chegou ao ponto de CEO de uma grande empresa em Nova York. De acordo com Aditya Singhal, co-fundadora do Transtutor, o longa é essencial na formação de um estudantes de negócios por mostrar os meandros do mercado de fusões e aquisições.
Selvagens em Wall Street
Ano: 1993
Diretor: Glenn Jordan


reprodução do começo do filme Norma Rae

Norma Rae

O engajamento sindical é o foco deste filme que conta a história de uma mãe solteira de dois filhos e operária da indústria têxtil nos Estados Unidos. De acordo com, Aditya Singhal, co-fundadora do Transtutor, o longa é crucial para estudantes de administração de empresas entenderem o funcionamento da luta sindical.
Norma Rae
Ano: 1979
Diretor: Martin Ritt


Fonte: Camila Pati, de Exame.com











9 FILMES QUE AJUDARÃO VOCÊ A CRESCER PROFISSIONALMENTE


Pipoca


Lições com pipoca

São Paulo - Cinema tem tudo a ver com inspiração. Pensando nisso, EXAME.com elaborou uma lista de filmes com lições, personagens e histórias que podem servir como referência para quem quer crescer na carreira.
Para tanto, consultamos Stefania Giannoni, diretora da SLG Desenvolvimento de Pessoas. Veja nossas sugestões a seguir:


Cena do filme "Menina de ouro" (Warner Bros.)

Menina de ouro

Maggie se dedica ao boxe de corpo e alma. Para conquistar o sonho de virar uma grande estrela do esporte, conta com o apoio e a amizade do duro treinador Frankie.
O que extrair do filme? A determinação e a resiliência de Maggie são exemplares - e valem para superar os tropeços que acontecem em qualquer carreira. “A personagem ouve muitos nãos no decorrer do filme, mas nenhum deles consegue demovê-la de seus objetivos”, diz Stefania Giannoni, especialista em desenvolvimento de pessoas.
Menina de ouro
Gênero: 
Drama
Diretor: Clint Eastwood
Ano: 2004


Invictus

Invictus

O presidente sul-africano Nelson Mandela tenta reintegrar um país dividido pelo apartheid. Para que a nação volte a se ver como uma só, ele confere à seleção nacional de rugby a missão de vencer a Copa do Mundo de 1995.
O que extrair do filme? Para atingir nossos objetivos, muitas vezes precisamos agir coletivamente. O conceito de “time” ilustrado no drama é essencial para um bom profissional. “Entender a importância do trabalho em grupo é fundamental para se desenvolver”, afirma a consultora Stefania Giannoni.
Invictus
Gênero: Drama
Diretor: Clint Eastwood
Ano: 2009

Cena do filme "Se eu fosse você" (Globo Filmes)

Se eu fosse você

O casal Cláudio e Helena briga rotineiramente por conta de suas diferenças. Do dia para a noite, acordam com os corpos trocados e redescobrem o mundo através dos olhos um do outro.
O que extrair do filme? A comédia ilustra a importância da empatia para as relações, inclusive profissionais. “Quando nos colocamos no lugar do outro, seja um colega ou chefe, evitamos brigas desnecessárias e construímos um ambiente de trabalho mais produtivo”, afirma a consultora.
Se eu fosse você
Gênero: Comédia
Diretor: Daniel Filho
Ano: 2006

Meu nome é Radio

Meu nome é Radio

O treinador Jones acolhe em seu time um jovem com necessidades especiais. “Radio”, como é conhecido o garoto, é apaixonado por futebol americano, mas sofre com a indiferença dos demais.
O que extrair do filme? A trama aborda a importância de aceitar e valorizar a diversidade. Segundo Stefania, o paralelo com o mundo do trabalho é claro. “Como no caso do garoto do filme, nossos limites podem ser minimizados quando aceitos pelos outros e por nós mesmos”, explica.
Radio
Gênero: Drama
Diretor: Michael Tollin
Ano: 2003


A fuga das galinhas

A fuga das galinhas

A galinha Ginger decide se rebelar contra os proprietários da granja onde vive e, assim, evitar a morte de suas companheiras. Para a grande escapada que salvará suas vidas, as aves contam com a ajuda do galo Rocky.
O que extrair do filme? A comédia retrata o poder do planejamento para que um objetivo se cumpra. Porém, mesmo com a melhor estratégia, algo pode falhar. “Um profissional bem-sucedido é flexível e consegue encontrar alternativas quando o plano original dá errado”, afirma a consultora.
A fuga das galinhas
Gênero: Animação
Diretor: Peter Lord e Nick Park
Ano: 2000


O diabo veste Prada

O diabo veste Prada

A ingênua Andrea é contratada como assistente de Miranda, impiedosa editora de uma revista de moda em Nova York. Aos poucos, descobre que muito jogo de cintura será necessário para se adaptar ao perfil cruel da chefe.
O que extrair do filme? Apesar de toda a acidez de Miranda, a assistente Andrea demonstra profissionalismo e confiabilidade. “A personagem não faz o seu melhor apenas para se dar bem na entrevista de emprego, ela é constante em sua dedicação ao trabalho”, diz Stefania.
O Diabo veste Prada
Gênero: Comédia
Diretor: David Frankel
Ano: 2006


Cena do filme "As cinco pessoas que você encontra no céu"  (Five People Productions Inc. /Hallmark Entertainment)

As cinco pessoas que você encontra no céu

Eddie cuida da segurança de um parque de diversões e morre na tentativa de salvar uma criança de um acidente. Quando desperta no paraíso, encontra cinco pessoas cuja vida ele mudou sem saber.
O que extrair do filme? O drama ilustra o fato de que estamos todos conectados. Muitas vezes não sabemos o impacto que temos sobre as trajetórias uns dos outros - inclusive do ponto de vista profissional. “Isso reitera a importância do networking e das boas relações para o desenvolvimento de uma carreira”, diz a consultora.
As cinco pessoas que você encontra no céu
Gênero: Drama
Diretor: Lloyd Kramer
Ano: 2005


A origem dos guardiões

A origem dos guardiões

Diante da ameaça de que o mal destrua as esperanças e a imaginação das crianças de todo o mundo, Jack Frost descobre seu talento como guardião da infância.
O que extrair do filme? A trama retrata a importância da vocação - e da consciência sobre ela. “Sem investigar seu potencial, você pode desperdiçar  talentos e oportunidades”, afirma Stefania. De acordo com ela, o autoconhecimento é fundamental para quem busca extrair o melhor de suas qualidades.
A origem dos guardiões
Gênero: Animação
Diretor: Peter Ramsey
Ano: 2012


Click

Click

Michael é um workaholic que quase não vê sua família. Um dia, cai em suas mãos um controle mágico que permite “rebobinar” e passar para frente diversos momentos de sua vida, o que traz descobertas sobre o significado de suas escolhas na vida.
O que extrair do filme? A comédia aborda o delicado equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional, um dilema muito atual para grande parte dos profissionais. Quando temos muita ambição profissional, corremos o risco de negligenciar outras esferas da vida e de nos arrependermos disso no futuro”, afirma Stefania. Segundo a consultora, a capacidade de gerir prioridades é rara e muito valiosa.
Click
Gênero: Comédia
Diretor: Frank Coraci
Ano: 2006

Fonte: Claudia Gasparine, Revista Exame.com































11 FILMES QUE MOSTRAM O LADO SOMBRIO DO MUNDO DO TRABALHO




um dia de fúria


A face perversa do trabalho

São Paulo - O mundo do trabalho pode ser muito estranho e contraditório - e os cineastas sabem disso. Por isso, não faltam filmes que abordam diversos aspectos sombrios da vida profissional.
Da competição extrema em processos seletivos ao trauma do desemprego, os longas que você conhecerá a seguir questionam a noção de ética, justiça e equilíbrio emocional nos ambientes corporativos.
Em alguns casos, a crítica exige estômago forte do espectador, como em "Um dia de fúria" (foto), clássico protagonizado por Michael Douglas.
Navegue pelas fotos para conhecer os títulos reunidos por EXAME.com, com a ajuda de André Barcaui, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Ana Cristina Limongi-França, professora da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo).

amor sem escalas

"Amor sem escalas"

Ryan (George Clooney) tem uma profissão peculiar: ele viaja constantemente pelos Estados Unidos dando notícias de demissão a funcionários dos seus clientes. Tudo parece confortável para ele, até que a chegada de uma nova colega à firma muda suas expectativas sobre a vida.
Por que é sombrio? De acordo com André Barcaui, professor da FGV, o filme questiona a humanidade dos métodos de demissão adotados por alguns empregadores, bem como suas consequências para o emocional dos envolvidos. "Fica claro como esse processo pode se tornar extremamente frio", afirma. 
"Up in the air"

Diretor: Jason Reitman
Ano de lançamento: 2009


tempos modernos

"Tempos modernos"

O clássico de Charlie Chaplin mostra a rotina exaustiva e enlouquecedora de um operário numa linha de montagem. Em uma cena célebre, o protagonista persegue uma mulher por achar que os botões de sua roupa são os parafusos que ele precisa apertar.
Por que é sombrio? O filme apareceu, nos anos 1930, como crítica à organização do trabalho nas indústrias da época. Mas sua visão ácida sobre os efeitos da tecnologia sobre o indivíduo continua atual, afirma Limongi-França. "Hoje, as máquinas são usadas exaustivamente no trabalho", explica. "Isso leva a uma obsessão coletiva pela tecnologia e até a lesões por esforço repetitivo pelo uso intenso do teclado e do mouse, por exemplo", diz a professora da FEA-USP.
"Modern Times"

Diretor: Charles Chaplin
Ano de lançamento: 1936


o corte

"O corte"

O engenheiro Bruno (José Garcia) é demitido depois que a indústria onde trabalhava adere à terceirização. Dois anos mais tarde, e ainda desempregado, ele decide tomar medidas drásticas para eliminar a concorrência.
Por que é sombrio? Segundo Barcaui, o filme explora os efeitos psicológicos do desemprego numa sociedade obcecada pelo trabalho. "Por conta da crença generalizada de que a profissão é a raiz de todas as realizações, o protagonista perde sua identidade e sua dignidade quando deixa de ter um emprego", explica o professor da FGV.
"Le couperet"
Diretor: 
Costa-Gavras
Ano de lançamento: 
2005

sucesso a qualquer preço

"O sucesso a qualquer preço"

Baseado em uma peça teatral homônima, o filme apresenta quatro vendedores submetidos a um método radical de "motivação" na empresa onde trabalham. Ao final de uma semana de treinamento intensivo, todos serão demitidos - exceto os dois que fecharem mais negócios.
Por que é sombrio? O drama explora a dubiedade dos programas de motivação nas empresas. De acordo com Barcaui, o filme ainda mostra como a competição interna pode chegar às últimas consequências, sobretudo num clima de recessão econômica.
"Glengarry Glen Ross"Diretor: James Foley
Ano de lançamento: 1992

um dia de fúria

"Um dia de fúria"

Em meio à crise econômica do início da década de 1990, William (Michael Douglas) é dispensado. Furioso com a falta de perspectivas profissionais e o acúmulo de problemas familiares, o protagonista entra numa espiral de agressividade que o acompanha até as últimas consequências.
Por que é sombrio? A professora Limongi-França explica que o filme aborda as consequências graves da falta de inteligência emocional. O drama do estressado William é um alerta sobre os riscos do acúmulo de conflitos no trabalho e na vida pessoal.
"Falling Down"
Diretor: 
Joel Schumacher
Ano de lançamento: 1993

o que você faria

"O que você faria?"

Todo o filme se passa numa sala de reunião em que ocorre um processo seletivo. Em cena, há sete candidatos submetidos a uma série de testes psicológicos que vão se tornando cada vez mais sinistros. Entre os participantes está infiltrado um representante do RH da empresa contratante.
Por que é sombrio? De acordo com Barcaui, o filme faz uma caricatura dos exigentes processos seletivos promovidos por algumas empresas. A competitividade é levada a tal ponto que os participantes esquecem os limites da ética e até do bom senso.
"El método"
Diretor: 
Marcelo Pyñeiro
Ano de lançamento: 2005

relatos selvagens

"Relatos selvagens"

A comédia argentina conta seis histórias independentes, com um único ponto em comum: personagens aparentemente normais que são levadas a uma espécie de "loucura" temporária pelo absurdo do cotidiano. 
Por que é sombrio? Limongi-França selecionou o filme por conta de um trecho específico. Multado recorrentemente de forma injusta, o engenheiro Simón (Ricardo Darín) reage de forma violenta à frieza com que é recebido por atendentes da agência de trânsito. "É mostrado um tipo de trabalho mecânico, inexpressivo, feito atrás de um vidro, que se tornou muito comum hoje", explica a professora da USP. "Essa desumanização produz clientes enraivecidos e profissionais apáticos, alienados do seu próprio papel na sociedade". 
"Relatos Salvajes"
Diretor: 
Damián Szifrón
Ano de lançamento: 2014


Wall Street"

"Wall Street: Poder e Cobiça"

Para subir na carreira, o jovem Bud (Charlie Sheen) faz pactos ilegais e desenvolve uma relação pouco saudável com seu chefe Gekko (Michael Douglas). 
Por que é sombrio? O espectador é exposto ao "lado B" de diversas situações corporativas, diz André Barcaui, professor da FGV. "Além de retratar a agressividade do mundo nos negócios, ele também mostra negociações por trás dos panos, práticas ilegais, entre outros aspectos obscuros da realidade de algumas empresas", afirma.
"Wall Street"
Diretor: 
Oliver Stone
Ano de lançamento: 1987

perfume de mulher

"Perfume de mulher"

O drama conta a história de Charlie (Chris O'Donnell), um jovem estudante que é encarregado de cuidar do mal-humorado Slade (Al Pacino), ex-militar aposentado que perdeu a visão na guerra.
Por que é sombrio? A relação com o mundo do trabalho é sutil, mas existe. Segundo Limongi-França, um dos temas do filme é o drama dos aposentados, que procuram desesperadamente preencher o seu cotidiano com algo significativo. "Também são abordadas as marcas que o trabalho deixa na vida de uma pessoa, desde as lesões físicas até as morais", afirma a professora da FEA-USP.
"Scent of a woman"
Diretor:
 Martin Brest
Ano de lançamento: 1992

o informante

"O informante"

Os segredos de uma indústria de tabaco estão nas mãos de Jeffrey Wigand (Russell Crowe), um químico atormentado pela vontade de divulgar publicamente os malefícios trazidos pelo cigarro. O que dificulta sua participação num programa de TV produzido por Lowell (Al Pacino) é o termo de confidencialidade que assinou com seus antigos empregadores.
Por que é sombrio? O drama expõe os dilemas éticos a que profissionais de todos os setores são submetidos ao lidarem com os interesses privados de seus patrões - sobretudo quando eles contrariam o bem público. "O espectador é provocado a pensar se o caminho que está seguindo no trabalho está mesmo de acordo com os seus princípios e valores", afirma Barcaui.
"The insider"
Diretor: Michael Mann
Ano de lançamento: 1999

Enron

"Enron: Os mais espertos da sala"

O documentário conta a trajetória da extinta Enron, empresa do setor de energia que marcou a história dos negócios após ser envolvida em diversos casos de corrupção.
Por que é sombrio? O longa mostra os mecanismos da corrupção na iniciativa privada - um tema de extrema atualidade no Brasil. "O caso da Enron foi muito impactante, porque desde então começou a se discutir muito mais a importância da ética profissional e da governança corporativa", comenta Barcaui. 
"Enron: The smartest guys in the room"
Diretor: 
Alex Gibney
Ano de lançamento: 2005

Fonte: Claudia Gasparine, Revista Exame.com









Alemanha recebe refugiados com comida e placas de boas-vindas; veja fotos


O alemães levaram comida, água, roupas e placas de boas-vindas, em alemão, inglês e árabe, à estação de trem em Munique onde centenas de imigrantes chegaram em busca de asilo neste sábado (5). O cenário foi um alívio para os refugiados após uma longa travessia pela Hungria, onde muitos relataram ter passado fome e sede.

A recepção calorosa incluiu ainda uma salva de palmas e brinquedos para as crianças. Cerca de 450 imigrantes chegaram em um trem especialmente fretado para trazê-los da Áustria, que abriu a fronteira para a multidão que fazia a travessia de 170km a pé desde a capital húngara.

A Alemanha, uma das economias mais prósperas da Europa, é o destino final almejado por muitos dos refugiados da Síria, Afeganistão e países do norte da África. O governo de Angela Merkel espera 800 mil pedidos este ano, à frente de qualquer outro país europeu.

Segundo a polícia alemã, cerca de 6.000 imigrantes chegaram em Munique somente no sábado e outros 1.800 deveriam chegar até este domingo. A estação da cidade é o destino principal da maioria dos trens vindos da Aústria, que estima que cerca de 13 mil refugiados passaram neste fim de semana por seu território rumo à Alemanha.

Em menos de 48 horas, as autoridades da cidade alemã adaptaram três centros de convenções próximos à estação de trem em abrigos. Há ainda planos de repartir a onda de imigrantes entre Munique e a Baviera.

Grupos de ultradireita tentaram organizar protestos contra a chegada dos refugiados, mas o esforço dos voluntários e a ação da polícia minaram os atos em Munique e Dortmund.

O governo da Baviera também se organiza para receber os refugiados, embora tenha se declarado contrário à decisão de Merkel de abrir as fronteiras para os imigrantes.

Os imigrantes retribuíram a recepção carregando placas de "obrigado, Alemanha" e fotos da chanceler alemã.

"Eu disse para mim mesma: "Preciso fazer algo"", disse ao jornal "New York Times" Silvia Reinschmiedt, dona de uma escola de Munique. Ela entregava chá quente para os imigrantes.

1- PF descobre rede de apoiadores do Estado Islâmico em SP (aqui)

2- Entendendo a invasão de imigrantes islâmicos na Europa (aqui)

3- Navio boliviano foi flagrado com carregamento de armas para o Estado Islâmico (aqui)









Os Samurais Documentário History Channel



A Vida Medieval



Publicado em 2 de ago de 2012

A era Medieval é sem dúvida uma das mais importantes eras humanas. Nela, conceitos foram adotados, outros foram abolidos, e alguns outros simplesmente foram esquecidos . 

Neste documentário, conheça mais sobre a era que tanto fascina escritores, que trás consigo uma mística especial, e que é a responsável por muito do que temos

Documentário Acesso Secreto Vaticano The History Channel



As suspeitas de tráfico de influência internacional sobre o ex-presidente Lula


O Ministério Público Federal abre uma investigação contra o petista – ele é suspeito de ajudar a Odebrecht em contratos bilionários


THIAGO BRONZATTO E FILIPE COUTINHO
30/04/2015 - 22h46 - Atualizado 08/05/2015 20h57

Quando entregou a faixa presidencial a sua pupila, Dilma Rousseff, em janeiro de 2011, o petista Luiz Inácio Lula da Silva deixou o Palácio do Planalto, mas não o poder. Saiu de Brasília com um capital político imenso, incomparável na história recente do Brasil. Manteve-se influente no PT, no governo e junto aos líderes da América Latina e da África – líderes, muitos deles tiranetes, que conhecera e seduzira em seus oito anos como presidente, a fim de, sobretudo, mover a caneta de seus respectivos governos em favor das empresas brasileiras. Mais especificamente, em favor das grandes empreiteiras do país, contratadas por esses mesmos governos estrangeiros para tocar obras bilionárias com dinheiro, na verdade, do Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, presidido até hoje pelo executivo Luciano Coutinho, apadrinhado de Lula. Como outros ex-presidentes, Lula abriu um instituto com seu nome. Passou a fazer por fora (como ex-presidente) o que fazia por dentro (como presidente). Decidiu continuar usando sua preciosa influência. Usou o prestígio político para, em cada negócio, mobilizar líderes de dois países em favor do cliente, beneficiado em seguida com contratos governamentais lucrativos. Lula deu início a seu terceiro mandato. Tornou-se o lobista em chefe do Brasil. 
 
Documento 01 (Foto: Reprodução)













Nos últimos quatro anos, Lula viajou constantemente para cuidar de seus negócios. Os destinos foram basicamente os mesmos – de Cuba a Gana, passando por Angola e República Dominicana. A maioria das andanças de Lula foi bancada pela construtora Odebrecht, a campeã, de longe, de negócios bilionários com governos latino-americanos e africanos embalada por financiamentos do BNDES. No total, o banco financiou ao menos US$ 4,1 bilhões em projetos da Odebrecht em países como Gana, República Dominicana, Venezuela e Cuba durante os governos de Lula e Dilma. Segundo documentos obtidos por ÉPOCA, o BNDES fechou o financiamento de ao menos US$ 1,6 bilhão com destino final à Odebrecht após Lula, já como ex-presidente, se encontrar com os presidentes de Gana e da República Dominicana – sempre bancado pela empreiteira. Há obras como modernização de aeroporto e portos, rodovias e aquedutos, todas tocadas com os empréstimos de baixo custo do BNDES em países alinhados com Lula e o PT. A Odebrecht foi a construtora que mais se beneficiou com o dinheiro barato do banco estatal. Só no ano passado, segundo estudo do Senado, a empresa recebeu US$ 848 milhões em operações de crédito para tocar empreendimentos no exterior – 42% do total financiado pelo BNDES. Há anos o banco presidido por Luciano Coutinho resiste a revelar os exatos termos desses financiamentos com dinheiro público, apesar de exigências do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União e do Congresso. São o segredo mais bem guardado da era petista.
Moralmente, as atividades de Lula como ex-presidente são, no mínimo, questionáveis. Mas há, à luz das leis brasileiras, indícios de crime? Segundo o Ministério Público Federal, sim. ÉPOCA obteve, com exclusividade, documentos que revelam: o núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília abriu, há uma semana, investigação contra Lula por tráfico de influência internacional e no Brasil. O ex-presidente é formalmente suspeito de usar sua influência para facilitar negócios da Odebrecht com representantes de governos estrangeiros onde a empresa toca obras com dinheiro do BNDES. Eis o resumo do processo: “TRÁFICO DE INFLUÊNCIA. LULA. BNDES. Supostas vantagens econômicas obtidas, direta ou indiretamente, da empreiteira Odebrecht pelo ex-presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 a 2014, com pretexto de influir em atos praticados por agentes públicos estrangeiros, notadamente os governos da República Dominicana e Cuba, este último contendo obras custeadas, direta ou indiretamente, pelo BNDES”.
>> Procurador é alvo de ataques e se defende após reportagem de ÉPOCA sobre Lula

Os procuradores enquadram a relação de Lula com a Odebrecht, o BNDES  e os chefes de Estado, a princípio, em dois artigos do Código Penal. O primeiro, 337-C, diz que é crime “solicitar, exigir ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público estrangeiro no exercício de suas funções, relacionado a transação comercial internacional”. O nome do crime: tráfico de influência em transação comercial internacional. O segundo crime, afirmam os procuradores, refere-se à suspeita de tráfico de influência junto ao BNDES. “Considerando que as mencionadas obras são custeadas, em parte, direta ou indiretamente, por recursos do BNDES, caso se comprove que o ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva também buscou interferir em atos práticos pelo presidente do mencionado banco (Luciano Coutinho), poder-se-á, em tese, configurar o tipo penal do artigo 332 do Código Penal (tráfico de influência)”, diz o documento.
>> Respostas do BNDES e da Odebrecht à reportagem de ÉPOCA

A investigação do MPF pode envolver pedidos de documentos aos órgãos e governos envolvidos, assim como medidas de quebras de sigilos. Nas últimas semanas, ÉPOCA obteve documentos oficiais, no Brasil e no exterior, e entrevistou burocratas estrangeiros para mapear a relação entre as viagens internacionais do ex-presidente e de integrantes do Instituto Lula com o fluxo de caixa do BNDES em favor de obras da Odebrecht nos países visitados. A papelada e os depoimentos revelam contratos de obras suspeitas de superfaturamento bancadas pelo banco estatal brasileiro, pressões de embaixadores brasileiros para que o BNDES liberasse empréstimos – e, finalmente, uma sincronia entre as peregrinações de Lula e a formalização de liberações de empréstimos bilionários do banco estatal em favor do conglomerado baiano.
AMIGOS O ex-presidente Lula em encontro com o presidente da República Dominicana, Danilo Medina, em janeiro de 2013. Lula foi dar uma palestra em premiação a jovens do país (Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula)





























A Odebrecht tem receita anual de cerca R$ 100 bilhões. É uma das principais empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, que desmontou um esquema de pagamento de propinas na Petrobras. Segundo delatores, a construtora tinha um método sofisticado de pagamento de propinas, incluindo remessas ao exterior trianguladas com empresas sediadas no Panamá. A empreiteira, que foi citada pelo doleiro Alberto Youssef e por ex-funcionários do alto escalão da Petrobras, nega as acusações.
O gelo dominicano

Em 31 de janeiro de 2013, Lula, bancado pela Odebrecht, desembarcou na República Dominicana, onde se reuniu com o presidente do país, Danilo Medina Sánchez, e o ex-presidente Leonel Fernández. Lula é parceiro de Medina desde os tempos de candidatura – Medina teve o apoio do petista. No ano anterior, a campanha de Medina contara com a grife de João Santana, marqueteiro de Lula e Dilma. “Lula é uma fonte de inspiração para a América Latina”, declarou Medina. Lula deu bons conselhos ao novo presidente: “Nunca, nunca deixe de dizer a verdade olhando no olho de cada homem e de cada mulher desse país. Mesmo quando você não puder fazer as coisas, diga por que não pode fazer. O que o povo não gosta é que escondam deles as coisas. Ser presidente não é uma profissão, é um mandato, é como se fosse um produto perecível. Tem data de começo e data de fim ”.

Três meses depois, uma estatal da República Dominicana anunciou uma licitação para a construção de uma central termelétrica na região de Punta Catalina. Em seguida, em setembro, o BNDES informou à Odebrecht que a empreiteira obtivera US$ 656 milhões para o projeto. Em três semanas, a Odebrecht vencia a licitação com facilidade. Pedira – e levara – US$ 2 bilhões do governo dominicano pela obra. Era mais do que o dobro da segunda melhor proposta. O governo de Medina desclassificou todas as concorrentes da empreiteira ainda na fase de habilitação da concorrência.

PRESTÍGIO O presidente de Gana, John Dramani Mahama, veio ao Brasil em 2014 para lançar seu livro Meu primeiro golpe de Estado. Aproveitou para visitar Lula e executivos da Odebrecht (Foto: Erika Santelices/AFP)





























As concorrentes da Odebrecht contestaram imediatamente na Justiça o resultado da licitação. Em abril de 2014, dias após a Odebrecht assinar o contrato, advogados do grupo chinês Gezhouba alertaram o BNDES, em ofício, da pendência judicial. O banco ignorou a mensagem. Meses depois, os chineses conseguiram suspender na Justiça o contrato. A Odebrecht reverteu a decisão nos tribunais superiores. No dia 17 de novembro de 2014, o presidente da República Dominicana recebeu uma visita ilustre. Luiz Dulci, ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência nos dois mandatos do governo Lula e diretor do instituto do ex-presidente, foi recebido pelo presidente Danilo Medina no Palácio Nacional, em Santo Domingo. Como se fosse ainda um ministro do governo brasileiro, Dulci transmitiu o desejo de Dilma de visitar o país caribenho e falou de investimentos entre as duas nações.

Há duas semanas, o Congresso dominicano autorizou o empréstimo de US$ 656 milhões junto ao banco brasileiro. Em países como República Dominicana e Gana, por exemplo, não basta o banco de fomento brasileiro abrir o caixa por aqui: é preciso que o Congresso aprove um projeto da obra feito pelo governo. Se os parlamentares concordam com a obra, o presidente ainda precisa chancelar o projeto. Sem esse aval, o dinheiro não sai.

Mas não será fácil para a Odebrecht obter finalmente o dinheiro. Na semana passada, o grupo chinês Gezhouba apresentou na embaixada brasileira na República Dominicana uma denúncia de irregularidades cometidas pela Odebrecht na licitação. A carta é endereçada a duas pessoas: a presidente Dilma Rousseff e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Nela, os chineses pedem que o governo brasileiro reveja o empréstimo à Odebrecht. ÉPOCA obteve cópia da carta  – e do orçamento de US$ 2 bilhões da Odebrecht enviado às autoridades da República Dominicana. Sob a rubrica “gelo, alimentação, viagens, etc”, a Odebrecht pretende gastar US$ 80 milhões. Há ainda US$ 10 milhões sob o genérico “outros”. “Qualquer observador percebe que essa situação representa extorsão e fraude contra o Estado dominicano”, diz o documento enviado à embaixada brasileira.
Os diplomatas amigos

A combinação que se vê na República Dominicana repete-se em Gana. Há obras da Odebrecht. Há dinheiro do BNDES. Há visitas de Lula a um presidente amigo. Mas há, também, a pressão do Itamaraty para que o governo brasileiro ajudasse a empreiteira. Correspondências oficiais do Itamaraty, obtidas por ÉPOCA por meio da Lei de Acesso à Informação, mostram agendas casadas de Lula, o presidente de Gana, John Dramani Mahama, e diretores da Odebrecht. E revelam uma movimentação do governo brasileiro para atender à pressão da Odebrecht pela liberação de dinheiro do BNDES para suas obras. Em Gana, a empreiteira baiana tem dois projetos similares: o corredor viário oriental, mais adiantado (US$ 290 milhões), e o corredor ocidental. Em comum, os projetos carregam a chancela do BNDES, em empréstimos milionários. No total, os empréstimos chegam a US$ 700 milhões.
Em 30 de março de 2012, a embaixadora Irene Gala pediu ao Itamaraty que fosse enviada ao governo de Gana a minuta do contrato para o empréstimo da obra no corredor oriental, antes mesmo da aprovação do BNDES. “Penso que seria aconselhável avaliar a possibilidade de ser encaminhada antecipadamente ao Ministério das Finanças a parte da minuta do acordo relativo às garantias, ainda que com a ressalva de que poderia vir a sofrer mudanças até a sua aprovação final nas instâncias competentes dos bancos financiadores”, diz o telegrama. A justificativa para a pressa? A política, claro. Para o governo de Gana, a obra poderia render votos ao presidente John Mahama na eleição de dezembro de 2012. Para a Odebrecht, uma vitória da oposição poderia representar um prejuízo. “A evidente urgência, por parte das cúpulas do governo e também das construtoras, é compreensível. Para as primeiras, há a expectativa de ainda vir a colher benefícios eleitorais. Para as segundas, a preocupação maior está associada à eventual alteração do quadro político do país”, escreveu a embaixadora.

A pressão da Odebrecht persistiu – e sempre com o apoio da embaixada brasileira. Em 17 de agosto de 2012, a embaixadora enviou novo recado ao Itamaraty. Não escondeu a pressão das empreiteiras por “gestões” junto ao BNDES. “Os representantes do consórcio encareceram novas gestões junto ao BNDES com vistas a solicitar o envio, no mais breve prazo possível, do referido contrato às autoridades ganenses”, relatou a embaixada. No telegrama, o argumento político é de novo usado para dar mais agilidade à obra. “Coincido no entendimento de que esse risco existe, sobretudo em caso de vitória da oposição, que naturalmente procurará rever todos os projetos negociados pelo governo anterior.” 
Lula e John Mahama, o presidente que tinha interesse eleitoral na obra da Odebrecht, encontraram-se diversas vezes durante a negociação dos projetos da empreiteira. Em 15 de março de 2013, Lula esteve em Gana, bancado pelas empreiteiras Odebrecht e Queiroz Galvão. Quatro meses depois, a Odebrecht ganhou o contrato com o governo de Gana, com US$ 200 milhões do BNDES. Em 17 de abril, o presidente ganês veio ao Brasil. Era uma agenda extraoficial, para lançar um livro que escrevera. Mahama foi pessoalmente ao Instituto Lula, em São Paulo. Lá, o ganês presenteou seu companheiro brasileiro com seu livro, Meu primeiro golpe de Estado, lançado na Bienal de Brasília. Um telegrama do Itamaraty, contudo, revela que o presidente de Gana tinha outro encontro reservado. Naquele mesmo dia 17, horas antes de se encontrar com Lula, Mahama se encontrara com representantes da Odebrecht. 

Cinco meses depois dessas duas reuniões à margem da agenda oficial, a empreiteira deu um importante passo para ganhar o segundo contrato em Gana – o do corredor ocidental. Em setembro, o Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações, subordinado ao Ministério de Desenvolvimento do governo brasileiro, aprovou o financiamento do BNDES de quase US$ 500 milhões, o dobro do primeiro projeto. O derradeiro ato veio em 12 de março deste ano, quando John Mahama finalmente pôde inaugurar um trecho da obra do corredor oriental. A cerimônia foi realizada em Yendi, norte do país. A Embaixada do Brasil, claro, fez-se presente. A hospedagem, contudo, não foi paga pelo Itamaraty. Quem pagou foi a Odebrecht. Parece ter valido a pena. “Na data subsequente ao evento, os principais jornais do país mostravam, na primeira página, a foto do presidente da República, John Dramani Mahama, na inauguração do trecho da obra do corredor oriental, e, a seu lado, junto com representantes das comunidades locais, a funcionária diplomática brasileira”, relatou a embaixada em telegrama. A justificativa da diplomata para ter aceitado tal generosidade foi a falta de quarto de hotel na cidade.

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse a ÉPOCA que o ex-presidente não presta consultorias a empresas, apenas faz palestras com o objetivo de “cooperar para o desenvolvimento da África e apoiar a integração latino-americana”. “Em todas as agendas do ex-presidente predomina o empenho em consolidar a imagem e os interesses da nação brasileira.” Okamotto diz ainda que Lula é remunerado da mesma maneira que outros ex-presidentes que fazem palestras. O presidente do instituto afirmou ainda que Lula divulga suas viagens e que, muitas vezes, é convidado para se encontrar com chefes de Estado. “O ex-presidente já fez palestras para empresas nacionais e estrangeiras dos mais diversos setores – tecnologia, financeiro, autopeças, consumo, comunicações – e de diversos países como Estados Unidos, México, Suécia, Coreia do Sul, Argentina, Espanha e Itália, entre outros. Como é de praxe as entidades promotoras se responsabilizam pelos custos de deslocamento e hospedagem. O ex-presidente faz apenas palestras, e não presta serviço de consultoria ou de qualquer outro tipo”, disse o presidente do instituto. Okamotto afirmou ainda que a viagem de Luiz Dulci para a República Dominicana partiu do Senado daquele país, para proferir uma palestra.

Procurado, o BNDES afirmou que o ex-presidente Lula não pediu que os financiamentos à Odebrecht fossem viabilizados, pois os processos de concessão de crédito “são conduzidos de acordo com critérios técnicos e impessoais”. Em relação ao processo de licitação para a construção de usinas termelétricas na República Dominicana, o banco diz que acompanha a disputa judicial sobre o projeto e que o financiamento tem garantias para evitar prejuízos. O BNDES informa também que ainda não iniciou os desembolsos dos recursos. Em relação aos gastos com gelo, alimentação e viagens no valor de US$ 80 milhões, o BNDES afirma que essa rubrica não consta no orçamento enviado ao banco. “O financiamento do banco cobre apenas as exportações de bens e serviços brasileiros utilizados na obra. Os desembolsos são todos realizados no Brasil e em reais.” Sobre as obras da Odebrecht em Gana, o BNDES afirma que a análise é técnica. O projeto para a construção do corredor rodoviário oriental no país aparece nos registros do banco como aprovado desde julho de 2013 e tem como solicitante a Andrade Gutierrez – parceira da Odebrecht na obra. O projeto do corredor ferroviário ocidental, aprovado por órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ainda está em fase de análise pelo banco.

Procurada, a Odebrecht diz que mantém uma relação institucional com o ex-presidente da República. A empresa afirma que Lula nunca atuou como consultor da companhia e que foi exclusivamente convidado pela construtora para palestrar em eventos públicos voltados para a defesa das potencialidades do Brasil e de suas empresas. “Foi o caso das viagens à Republica Dominicana e Gana, em 2013”, diz a construtora. A Odebrecht também afirma que não há qualquer relação entre as viagens do ex-presidente com os financiamentos do BNDES, “que são definidos pelo corpo técnico do banco”. A respeito das obras na República Dominicana, a construtora afirma que o consórcio do qual participa foi o único qualificado para a última fase do processo de licitação, “atendendo a critérios técnicos e de acordo com as regras do edital no país”. Sobre a rubrica dos US$ 80 milhões que constam no orçamento, a Odebrecht afirma que ela se refere a “custos de serviços de energia, alimentação e segurança patrimonial ao canteiro de obras, entre outros”, pois o auge da obra contará com 7 mil trabalhadores. Quanto aos financiamentos contratados com o BNDES, a companhia diz que eles representam 7% da receita da Construtora Norberto Odebrecht. A empresa esclarece que atua como interveniente exportadora do financiamento, não sendo a tomadora do crédito. “Em obras realizadas pela empresa no exterior, a Odebrecht gerou mais de US$ 1,28 bilhão de divisas ao Brasil”, diz a companhia.

O Itamaraty informou, em nota, que “tem, entre as suas atribuições, a atuação em favor das empresas brasileiras no exterior. Nesse contexto, a realização de gestões com vistas à realização de um investimento não constitui irregularidade. Finalmente, sobre a questão da hospedagem da secretária na cerimônia de inauguração da obra, vale esclarecer que não se tratou de custeio, a hospedagem decorreu da total indisponibilidade de reserva privada de alojamento no local da cerimônia”.

Procurada, a Andrade Gutierrez, líder do consórcio responsável pela obra do corredor rodoviário oriental em Gana, afirmou que não houve interferência do ex-presidente Lula em favor da empresa para a liberação do financiamento do BNDES ou mesmo no governo ganês.

Que prossigam as investigações do Ministério Público.
Um padrão que se repete (Foto: Reprodução)