segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Cinco reféns deixaram café de Sidney, número indeterminado de pessoas continua sob sequestro



Não é claro se os reféns fugiram ou foram libertados. Na janela, é visível bandeira com inscrição: "Não existe outro Deus senão Alá e Maomé é o seu profeta".

Várias pessoas foram feitas reféns no interior de um café no centro da cidade australiana de Sidney e uma bandeira islâmica foi colocada numa das janelas. O incidente ocorreu por volta das 9.00 (hora local) desta segunda-feira.
A polícia australiana estima que o número de reféns seja inferior a 30 pessoas. Ainda não existem números oficiais, mas os relatos da imprensa local apontam para que, pelo menos, 20 pessoas tenham sido feitas reféns. Outros testemunhos indicam, porém, que o número pode ascender a 50.
Cerca de sete horas após o início do sequestro, três pessoas saíram do café. Duas horas depois, mais duas conseguiram escapar mas, segundo a cadeia de televisão australiana ABC, não é claro se os cinco reféns que saíram do local fugiram ou foram libertados.



Catherine Burn, da Polícia de Nova Gales do Sul, não quis revelar em que circunstâncias os reféns conseguiram abandonar o local e garante que a polícia está, neste momento, cerca de doze horas após o início do sequestro, a negociar com o sequestrador. "Temos os melhores negociadores de todo o mundo e estamos a trabalhar metodicamente para assegurar que ninguém sai ferido", sublinhou.
As forças policiais encerraram parte do centro de Sidney junto ao coração financeiro da cidade, incluindo a emblemática Casa da Ópera - o porta-voz da polícia de Nova Gales do Sul já confirmou a intervenção -, enquanto dezenas de polícias cercavam o Lindt Chocolat Cafe, com as imagens das televisões a mostrarem uma bandeira negra, com inscrições brancas, em árabe, presa numa janela.
Foram retiradas dos edifícios circundantes milhares de pessoas e há várias centenas de agentes no perímetro, numa operação policial inédita na cidade australiana.
Alguns observadores identificaram a bandeira como a al-Raya, um símbolo genérico do islão, com a mensagem: "Não existe outro Deus senão Alá e Maomé é o seu profeta".



Por sua vez, o canal televisivo Channel 7 News, que tem os seus estúdios situados em frente ao estabelecimento comercial, referiu que pelo menos um homem armado mantinha os reféns. Um dos repórteres no local admitiu mesmo poder tratar-se de uma ação associada ao grupo Estado Islâmico (EI) ou à situação no Médio Oriente. A imprensa local identifica o presumível sequestrador como um homem de 40 anos, de feições árabes, com alegadas ligações a organizações terroristas.
Testemunhas disseram ter escutado diversos ruídos semelhantes a disparos.
Entretanto, o primeiro-ministro australiano, Tony Abott, já afirmou, através de um comunicado, estar perante "um incidente bastante preocupante", mas assegurou que as forças de segurança do país "estão bem treinadas e equipadas" e "a responder de forma completa profissional". Segundo o The Sydney Morning Herald, o líder do executivo frisou ainda que assim que tenha novas informações as transmitirá à população.
Depois, em conferência de imprensa, Abott, repetiu que a Austrália tem "forças de segurança preparadas para proteger" a população. Mas advertiu: "Há pessoas que nos querem fazer mal." O primeiro-ministro salientou ainda que este tipo de violência "com motivações políticas" tem como objetivo assustar os australianos - apesar de reconhecer que "não há nada mais aterrador" que este tipo de atos, mas apelou a que o povo australiano prossiga com a suas vida.



A Austrália está em alerta máximo devido a eventuais ataques de cidadãos que estão a regressar ao país após combaterem no Médio Oriente e as autoridades têm efetuado ultimamente diversas operações de grande aparato nas principais cidades.











SUGESTÃO DO BLOG:
Vamos trocar nossa Maria do Rosário Petrolão
 pelos reféns.




Sequestrador de Sydney era velho conhecido da polícia


© Divulgação/Sheikhharon.com O iraniano Man Haron Monis era acusado de dezenas de crimes na Austrália. Estava ainda sob investigação pelo envolvimento no assassinato de sua ex-mulher

São Paulo – O sequestro de um grupo de pessoas em um café em Sydney (Austrália) por um homem armado teve um triste desfecho no início da tarde desta segunda-feira. 
Depois de 16 horas de tentativas de negociação, a polícia australiana decidiu por invadir o local. Durante o conflito com o sequestrador, que morreu no local, conforme revelado pela CNN, um refém foi morto, enquanto que três estão feridos e em estado grave.
Enquanto no controle do Lindt Chocolate Café, o sequestrador identificado como Man Haron Monis teria feito duas exigências: receber uma bandeira do Estado Islâmico e conversar com o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott.
Nenhuma delas foi atentida e, com a ação dentro do café, a polícia considerou o incidente como encerrado no Twitter.
"Sheik Haron"
Com 50 anos de idade, o iraniano vivia na Austrália desde 1996. Autoproclamado “Sheik Haron”, Monis era um velho conhecido das autoridades australianas e o sequestro não foi a primeira vez que ele chamou a atenção no país.
De acordo com a BBC, ele enfrentava mais de 40 acusações que variavam desde abuso sexual até atos de agressão. Era também acusado de ter participado do assassinato de sua ex-mulher e havia sido libertado da prisão após o pagamento de fiança.
Além de ser suspeito nestes crimes, o iraniano foi o responsável por outro episódio desagradável que envolveu os familiares de soldados australianos mortos em combates contra o Taleban no Afeganistão.
Segundo a rede de televisão 7 News, Monis escreveu cartas para estas famílias nas quais chamava os militares de nazistas e os comparava a porcos.
Em seus perfis nas redes sociais, todos já fora do ar, conforme informou o jornal britânico The Independent, ele alegava que todas as acusações contra ele eram fabricadas e frutos de uma perseguição política.
Em seu site oficial, publicava imagens de crianças mortas e bradava contra a “opressão e terrorismo” dos Estados Unidos e seus aliados. Entre eles, a Austrália. 

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domingo, 14 de dezembro de 2014

Eles já foram donos do mundo: em livro, a história da dinastia Rothschild


Marie-Helène, o barão Guy e Édouard de Rothschild, aos 5 anos, em Ferrières: o então garoto é hoje um bilionário que prefere discrição em vez de badalação e opulência (Foto: Arnold Newman / Getty Images)

24/03/2012
às 16:08 \ Livros & Filmes

Os donos do mundo
Capa: Dinastia Rothschild
Capa: Dinastia Rothschild
A biografia dos Rothschild, o clã mais rico da Europa, mostra como o poder e a fortuna da família influenciaram a história – e prova que, sim, os ricos também choram
Por muito tempo – do século XIX ao início do século XX -, a expressão “rico como um Rothschild” era usada largamente por toda a Europa quando se queria descrever alguém que realmente tivesse dinheiro. Muito dinheiro. O mundo de então não conhecia nenhuma outra entidade, além dos governos e das casas reais, que detivesse tanto poder econômico quanto o clã de banqueiros judeus estabelecidos em Frankfurt, Viena, Nápoles, Londres e, sobretudo, Paris.
A certa altura, dizia-se mesmo que os Rothschild eram donos de tudo – “até do bom gosto”, segundo detratores incomodados com o crescente apetite da família para adquirir obras de arte festejadas e cobiçadas, como telas de Vermeer e desenhos de Fragonard.
Eles souberam da derrota de Napoleão antes dos governos inglês e francês
Sem falar que o sistema de envio de mensagens desenvolvido pelo banco M.A. Rothschild e Filhos se mostrou ágil e eficiente a ponto de ser utilizado pelos serviços de inteligência de vários países. Um exemplo: os escritórios londrinos e parisienses da empresa receberam a notícia da vitória do general inglês Wellington sobre Napoleão, na batalha de Waterloo, um dia antes dos respectivos governos.
Esse é apenas o início da saga da família contada pelo escritor e jornalista americano Herbert R. Lottman em A Dinastia Rothschild(tradução de Ana Ban; L± 400 páginas; 58 reais).
As compras de arte de Edmond foram a base do acervo do Louvre
Radicado em Paris desde os anos 50, Lottman é especializado em monumentos franceses. Escreveu biografias dos escritores Flaubert, Camus, Colette e Júlio Verne, além do painel histórico A Rive Gauche: Escritores, Artistas e Políticos em Paris 1934-1953. Os Rothschild ganham o mesmo tratamento de exaltação nacional.
O ramo francês do clã sempre foi o mais poderoso e cintilante, tendo produzido, além de homens de negócios, mecenas, colecionadores de arte – como Edmond de Rothschild, cujas aquisições formaram a base do acervo do Louvre – filantropos e, claro, playboys. “Eles foram os Medici de seu tempo”, diz o autor, em referência à célebre família da Itália renascentista.
Édouard de Rothschild hoje, aos 55 anos (Foto: Franck Prevel / Getty Images)
Ferrovias, petróleo e código de ética
Para Lottman, os Rothschild se destacaram e levaram vantagem sobre a concorrência devido a seu “conhecimento inequívoco de como o dinheiro se comporta”. Por terem escritórios espalhados por toda a Europa, podiam emitir títulos em todas as moedas importantes da época e foram pioneiros em empreendimentos modernos como as ferrovias e a exploração do petróleo.
Também seguiam um rígido código de ética (“lealdade à família e discrição na condução dos negócios alheios”) e eram adeptos dos casamentos consanguíneos, como na realeza, para manter a independência mesmo dentro da comunidade judaica, na qual seus grandes rivais foram os também banqueiros Pereire e Lazard.
Sobretudo, procuraram utilizar suas poderosas conexões econômicas e políticas para interferir em possíveis conflitos entre nações – a paz é sempre melhor para os negócios, era seu lema.
Impávido colosso O barão James de Rothschild, fundador do ramo francês do clã, ganhou título de nobreza da corte austríaca: “A paz é sempre melhor para os negócios” (Foto: AKG / LatinStock)
IMPÁVIDO COLOSSO -- O barão James de Rothschild, fundador do ramo francês do clã, ganhou título de nobreza da corte austríaca: “A paz é sempre melhor para os negócios” (Foto: AKG / LatinStock)
Apesar de a figura mais importante do livro ser o barão James de Rothschild, o fundador da família na França (o título de nobreza veio da corte de Viena, pelos serviços prestados por seu banco durante as guerras napoleônicas), a dinastia começou com seu pai, Mayer Amschel, no gueto de Frankfurt, num tempo em que os judeus não tinham direito nem a sobrenome.
Foi ele quem iniciou a fortuna como especialista em moedas antigas, consultor financeiro e, por razões ainda nebulosas, fornecedor de moedas raras e objetos de arte para a corte e quem mais pudesse pagar por tais itens.
Mas, como os ricos também choram, o grande drama dos Rothschild aconteceu no século XX, quando decisões equivocadas e negócios malsucedidos provocaram significativas perdas de capital. Durante a II Guerra, eles se viram obrigados a se refugiar nos Estados Unidos, onde nunca se sentiram realmente à vontade ou gozaram do poder e distinção de que desfrutavam na Europa.
Um Rotschild do século XXI, longe da vida mundana
A grande figura desse período é o barão Guy de Rothschild, misto de financista e bon-vivant que, ao lado da mulher, a não judia Marie-Hélène, restaurou o castelo da família, Ferrières, promoveu nele históricas festas para o jet set internacional e mais tarde o doou à Universidade de Paris. Foi Guy quem amargou a liquidação do banco da família pelo governo socialista de François Mitterrand, em 1981, e tentou recomeçar no lugar que sua família tanto evitara: Nova York.
Seu filho Édouard, hoje com 54 anos, é visto como um Rothschild atípico: prefere os negócios, e só eles, aos esportes e à vida mundana. É a dinastia Rothschild no século XXI, um tempo em que já não se fazem mais ricos como antigamente.
(Resenha de Mario Mendes publicada na edição impressa de VEJA)


  
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sábado, 13 de dezembro de 2014

Polícia Federal aponta elo entre facção brasileira e Hezbollah

Atuação de grupos ligados ao terrorismo internacional na tríplice fronteira, fato que os EUA sempre apontaram, começa a aparecer em relatórios da Polícia Federal - Michel Filho / michel filho/08.01.2007


Documentos mostram que criminosos estrangeiros abriram canais para o envio de armas a grupo brasileiro


BRASÍLIA - Na região de fronteira que separa Brasil, Argentina e Paraguai, a atuação de grupos ligados ao terrorismo internacional sempre foi, para as autoridades americanas, um fato incontestável. No Brasil, pelo menos oficialmente, o caso nunca foi admitido, e as declarações governamentais costumam minimizar o tema. Nos últimos anos, no entanto, os serviços de inteligência do país reuniram uma série de indícios de que traficantes de origem libanesa ligados ao Hezbollah, o "Partido de Deus", se aventuraram numa associação com criminosos brasileiros. Relatórios produzidos pela Polícia Federal apontam que esses grupos se ligaram ao PCC, organização criminosa que atua nos presídios brasileiros, principalmente nos de São Paulo.

Uma série de documentos obtidos pelo GLOBO revela que essa espécie de sociedade da delinquência começou a ser montada em 2006. Mas as provas só foram descobertas dois anos depois, quando uma operação realizada pela PF reuniu os primeiros indícios da ligação entre libaneses e a organização criminosa brasileira. Na época, envolvidos com o tráfico internacional foram presos. Segundo as autoridades americanas, o dinheiro da droga é justamente uma das fontes de financiamento de entidades terroristas. Já a PF encontrou indícios de que esse grupo de libaneses que operava com o tráfico abriu canais para o contrabando de armas destinadas à organização criminosa brasileira.

Trecho do relatório da PF destaca a aproximação do Hezbollah com traficantes brasileiros - Reprodução

Em troca, os criminosos brasileiros prometiam dar proteção a presos da quadrilha libanesa já detidos no Brasil. A notícia da associação criminosa surgiu de informante da PF. A veracidade acabou sendo confirmada pela área de inteligência, que monitorou não só os suspeitos sob investigação, como também os integrantes da facção brasileira que comandavam ações mesmo detidos em presídios federais e estaduais em São Paulo e Paraná.

Segundo relatório da PF, "a concentração de tais detentos vem auxiliando na aglutinação de indivíduos com interesses comuns, além de viabilizar o contato de traficantes de origem árabe com grupos" como a facção "com marcante presença nos estabelecimentos prisionais do estado de São Paulo". O documento diz ainda que os contatos internacionais dos traficantes libaneses "têm atendido aos interesses" da facção brasileira, "que, por seu turno, viabiliza uma situação favorável aos estrangeiros dentro do sistema prisional, além de assegurar algum lucro com negociações mesmo enquanto estão presos".

A partir de investigações e conversas com informantes que atuam na região da Tríplice Fronteira, o setor de inteligência da PF se convenceu de que os traficantes libaneses não só abriram canais para a organização criminosa obter armas no exterior, como teriam tido participação na venda de explosivos supostamente roubados pela facção brasileira. Foi identificada a participação dos traficantes libaneses na negociação de C4, um tipo de explosivo plástico que fora roubado no Paraguai. "Os libaneses em atividade criminosa, apesar de terem no tráfico de cocaína seu principal foco de atividades, também atuariam no tráfico de armas para grupos criminosos de São Paulo, sendo que, recentemente, também teriam intermediado uma negociação de explosivos (aparentemente C4, sendo também sabido que um carregamento de tal material foi subtraído no Paraguai e vem sendo vendido a preços bem baixos)", diz o relatório.

A área de inteligência da PF registrou ainda a troca de favores entre os dois grupos. Se os libaneses ajudavam no contrabando internacional de armas, a organização brasileira se encarregava de proteger os estrangeiros que já foram detidos no país. Diz documento da PF que "vários libaneses estariam estreitando suas relações" com a facção brasileira há cerca de três anos, "sendo qualificado como forte o vínculo com a referida organização criminosa, sendo constantes seus contatos". "Sabe-se, entretanto, que a ligação de libaneses estaria beneficiando mais a organização criminosa (brasileira), com poucos benefícios para os estrangeiros, embora tal situação venha sendo aceita por conveniências dentro do sistema prisional", diz um documento da PF, produzido em 2009.

As informações sobre os vínculos entre as duas quadrilhas foram compiladas depois que o governo americano passou a apontar em seus relatórios anuais de combate ao narcotráfico a participação de libaneses da Tríplice Fronteira ligados ao comércio ilegal de drogas e ao financiamento de ações terroristas. Em 2006, relatório do Departamento do Tesouro americano chegou a listar nove pessoas acusadas de ajudar a enviar recursos para o Hezbollah. Além dos nomes, o relatório apontava que a Galeria Pagé, em Ciudad del Leste, no Paraguai, vizinha da cidade brasileira de Foz do Iguaçu, era o bunker dos agentes que davam suporte financeiro ao Hezbollah. Na época, o governo brasileiro emitiu nota negando haver prova de que terroristas atuassem na região do Sul do país. Nos anos seguintes, o DEA, a agência americana de combate às drogas, reiterou a acusação.

Em 2008, dois anos após o primeiro relatório do Tesouro dos EUA, os serviços de inteligência da PF já estavam apontados para a região. O GLOBO teve acesso à parte do acervo produzido que lista prisões de libaneses, identifica remessas de drogas e confirma a perigosa associação dos libaneses com a facção criminosa de brasileiros. O trabalho de monitoramento incluiu ainda missões para vigiar estrangeiros de origem libanesa que circulavam pelas cidades de Foz, Ciudad del Leste e Porto Iguazu, na Argentina. Os documentos reúnem desde listas de nomes e períodos de hospedagens em hotéis até registros de um suposto risco de atentado terrorista no Brasil. No dia 28 de agosto de 2008, relatório de inteligência assegura que recebeu informe de "fonte não comprovada" de que um estrangeiro "integrante de uma organização terrorista" estaria viajando para Brasília para executar plano de assassinato. Há ainda a descrição de ações na Ponte da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Em fevereiro de 2008, por exemplo, policiais pararam um veículo em que estavam o libanês Mostapha Hamdan e o sírio naturalizado paraguaio Farouk Sadek Abdou. Esse último, pouco antes de ser abordado tentou destruir um papel onde havia 17 números de telefones.

Em abril do mesmo ano, mais uma vez a área de inteligência disparou alerta. Desta vez, sobre atuação da facção criminosa brasileira no Paraná. Havia suspeita de que armas contrabandeadas do Paraguai seriam usadas no resgate do preso Leandro Antonio, conhecido como Chacal. As autoridades locais foram alertadas, e a PF se encarregou de distribuir fotos e nomes dos possíveis envolvidos na operação.


  
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Anne Wojcicki, a milionária que vive como pobre


Anne Wojcicki, em uma cerimônia de premiação em novembro na Califórnia.
Nasceu e cresceu em Palo Alto, uma das localidades mais prósperas dos Estados Unidos, mas em uma casa onde não havia esbanjamentos. Ser filha de professores — a mãe, do ensino secundário, e o pai, emérito da Universidade de Stanford — fez de Anne Wojcicki uma poupadora compulsiva, acostumada a viver rodeada de ricos, mas sem compartilhar de seu padrão de vida.
Hoje poderia passar por mais uma residente do Vale, se o seu ex-marido não fosse o cofundador do Google, Sergey Brin. Ela também possui a própria empresa, a 23andMe.
Bióloga, 41 anos, dirige uma companhia avaliada em 57 milhões de dólares (143 milhões de reais) dedicada a analisar o DNA de qualquer pessoa por menos de 30 dólares com uma simples amostra de saliva no algodão de um cotonete. O material é enviado a seu laboratório e, em uma semana, o cliente recebe um estudo detalhado com conselhos sobre estilo de vida e propensão a doenças.
Anne Wojcicki, entretanto, vive com uma frugalidade extrema. Tanto que chama atenção por isso. Em uma recente entrevista ao The Sunday Times, explicava sua devoção pelos produtos grátis. A ponto de ficar doente depois de beber quase um litro de suco de cenoura no escritório. Era uma das cortesias típicas do mundo da tecnologia para manter seus funcionários saudáveis e felizes. Ela atribui essa característica a sua mãe, que passou a vida inteira aproveitando todo tipo de amostra grátis. Também confessa que mantém o costume de fazer um orçamento mensal que segue à risca.
Uma das manias confessáveis dessa excêntrica milionária é não pedir nem sobremesa, nem bebida em um restaurante, somente a jarra de água oferecida como cortesia.
O motivo? Sabe que é onde os empresários do setor têm a maior margem de lucro.
Não seria um grande problema se não obrigasse quem divide a mesa com ela a seguir sua norma. Isto inclui seus dois filhos, de oito e três anos.

mais informações

Irmã de Susan Wojcicki, diretora-executiva do YouTube (a 12ª mulher mais poderosa do mundo, segundo a Forbes), de todas as medidas de economia extrema de Anne há uma que terminou por inquietar os moradores de uma área onde impera a tranquilidade.
Com base em padrões matemáticos que ela mesma estudou, chegou à conclusão de que é muito mais rentável não pagar os parquímetros e quitar as multas decorrentes.
Segundo sua análise, a soma das multas anuais é inferior a pagar cada vez que estaciona. Toda uma revolução em um lugar onde imperam o senso cívico e o cuidado de não sobressair dentro da comunidade.
Anne Wojcicki não é a única rica da família. Seu ex-marido, embora continuem legalmente casados (o casamento foi em 2007), Sergey Brin, é cofundador do Google. Tem 8% das ações de seu invento, e sua fortuna pessoal é estimada em mais 22,7 bilhões de dólares.
A separação é consequência da novela do ano passado, quando ele iniciou uma relação com a funcionária Amanda Rosenberg que, por sua vez, era noiva do brasileiro Hugo Barra, líder da Android, até que veio à tona o caso com o cofundador.
Rosenberg era conhecida por ser modelo do Google Glass. O desenlance fez Wojcicki ficar com os filhos e a casa, sem separação legal. Brin foi morar com seu novo amor e Barra fez as malas e se mudou para a Xiaomi.
A piada é corrente no Vale do Silício. Dizem que Anne criou sua empresa para atestar que, de fato, possui um DNA especial, que teria, segundo a lenda urbana, a mesma sequência de Scrooge, o personagem pão-duro do Conto de Natal de Dickens.

  
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Paróquia em SP é multada em 36 mil reais por tocar sino. Enquanto isso: prefeito promove funk



Com informações de Veja - Tradição de 81 anos na Paróquia São João Maria Vianney, na Vila Romana, Zona Oeste de São Paulo, o badalar dos sinos antes das missas nos domingos de manhã rendeu multa de 36 540 reais, aplicada pelo Programa de Silêncio Urbano (Psiu). O motivo: o dispositivo foi tocado dezesseis segundos além do permitido, na manhã do dia 30 de novembro, quando duas fiscais constataram que os ruídos também chegavam a 80 decibéis às 9h50, o que ultrapassou o limite permitido de 65 decibéis.
A aplicação da multa causou revolta entre frequentadores da igreja e moradores da Vila Romana. Eles tentam descobrir quem fez a denúncia ao Ministério Público Estadual no início de agosto. A partir dessa reclamação, protocolada na Promotoria de Habitação e Urbanismo, os fiscais da prefeitura foram duas vezes à igreja. No fim de agosto, o Psiu chegou a alertar o sacristão Gilberto Barbosa, de 35 anos, sobre o problema. Ele é o fiel responsável há dezesseis anos por puxar as cordas que badalam o sino.
“No fim de agosto, vieram e disseram que tinham recebido a denúncia do barulho. Mas em nenhum momento me orientaram, não sabia que o sino só poderia tocar por 1 minuto”, argumenta o padre Raimundo Vieira, de 44 anos, que comanda a igreja. “Quando voltaram, em novembro, já foi para multar.”
O padre e moradores católicos vizinhos dizem que a tradição de mais de oito décadas não pode ser interrompida.

“Pancadão pode, blocos de carnaval podem, ensaios de escola de samba na rua, também. Eu não sou contra essas coisas. Acho até que uma manifestação cultural como os blocos deve ser autorizada. Mas o sino também é parte de uma tradição da comunidade”, defende o padre. “É aquela velha história. Eles peneiram as moscas e deixam passar os camelos”, acrescentou Vieira.

Vale lembrar, que em janeiro deste mesmo ano, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad vetou projeto que proibia realização de bailes funk em SP. Segundo o prefeito, o “funk é uma expressão legítima da cultura urbana jovem, não se conformando com o interesse público sua proibição de maneira indiscriminada nos logradouros públicos e espaços abertos.”
Pois é, um sino tocando em menos de um minuto e meio é um atentado, mas uns funks horrorosos são expressões legitimas da cultura urbana.

  
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sábado, 6 de dezembro de 2014

JUÍZES QUE NÃO SÃO DEUSES! ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES ANTICORRUPÇÃO, SEJA MUITO BEM VINDA!



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Brasil ganha de presente, neste final de ano, uma entidade que tem tudo para dar no que falar daqui para frente. A Associação dos Juízes Anticorrupção será instituída no próximo dia 15 de dezembro, em São Paulo. Um dos membros do Judiciário que pretende aderir à AJA é o juiz federal Sérgio Fernando Moro que cumpre o seu dever de magistrado na condução dos processos da Operação Lava Jato. Se o aposentado Joaquim Barbosa também se filiar, o time togado ganha peso político para pressionar o Judiciário a funcionar Direito (sem trocadilho).

Um desembargador da ativa, um dos motivadores da criação da AJA, resume, de forma descontraída, qual será o papel ético e motivador da nova entidade - que vai combinar experiência jurídica e ação da juventude dos seus filiados: "Vamos juntos sacudir essa Pátria e colocar nos trilhos para que futuras gerações não morram nas filas do SUS, nos descasos da bala perdida, ou nas favelas das drogas de dependentes químicos. Chega de meia volta! O que pretendemos é um Brasil leve, livre e solto. Presos todos os bandidos de colarinho branco e negro, os homens de dez ou nove dedos que construíram riqueza e fortuna com o roubo deslavado e escancarado".

A AJA resume bem o sentimento da maioria dos brasileiros de bem. Não dá mais para suportar tanta corrupção, desmando e injustiça. Tais defeitos institucionais do Brasil, sob falido regime capimunista, inviabilizam qualquer chance democrática. A Democracia é a segurança do direito individual e coletivo, através do exercício da razão pública. No atual império de desmandos e péssimos exemplos vindos de cima, o Brasil ruma para mais uma onda de ignorância e violência que nos conduzirão ao autoritarismo explícito. Tal quadro tem de mudar. É preciso fé, esperança e coragem para isto! Não só dos magistrados, mas de qualquer cidadão.

O saco encheu! Independentemente dos resultados da Operação Lava-Jato, empresas, dirigentes e empresários encontrarão um “divisor de águas” para fazer negócios no Brasil. Essa é a opinião de Marcelo Diniz, sócio fundador do escritório LCDiniz & Advogados Associados, especializado em direito empresarial e tributário: “Se a corrupção era vista apenas do ponto de vista do agente público corrompido, agora, ela é observada também do ponto de vista do corruptor – das empresas e dos funcionários envolvidos”.

O especialista aposta que, com o auxílio de duas novas legislações, que entraram em vigor há relativamente pouco tempo, e somado à deflagração desta operação, as empresas passarão a encontrar mais fiscalização e regulação: “A Lei Anticorrupção passou a ocupar lacunas. Ela estipula uma série de obrigações preventivas para as empresas e caracteriza omissões como crimes.”

Marcelo Diniz ressalta que, a partir de agora, as empresas serão responsabilizadas pelos crimes “do colarinho branco”, tanto quanto seus funcionários diretamente envolvidos – o que não acontecia antes de a lei entrar em vigor, no início deste ano: “A Lei Anticorrupção traz consequências severas para as empresas, como pagamento de multa de até 20% sobre faturamento bruto e sanções como interdição nas atividades e dissolução compulsória dos negócios, além de condenar os envolvidos”.

O advogado afirma que o Brasil passará a sentir os efeitos deste novo cenário para o meio empresarial imediatamente. Segundo ele, as mudanças vêm de um histórico. Em 1998, passou a vigorar no Brasil a lei 9.613 que trata de crimes de lavagem de dinheiro. Em 2012, entrou em vigor a lei 12.683 sobre sonegação de bens ou valores – que passaram a ser caracterizados com crime:

“Agora, temos a Lei Anticorrupção e os efeitos vão surgir de forma lenta, mas consistente. A lei 12.846 entrou em vigor em 29 de janeiro de 2014 e é aplicável para crimes cometidos a partir desta data. Antes de a lei vigorar, uma companhia envolvida em corrupção poderia ser considerada inidônea e ficar impedida de negociar com o governo – a punição máxima prevista. A condenação cível ficava para os dirigentes e funcionários envolvidos diretamente com o desvio de verbas".
Por tudo isso que destacou o advogado Diniz, a Associação dos Juízes Anticorrupção tem todo o armamento jurídico para botar o Judiciário para funcionar de maneira justa e perfeita. O Brasil precisa de exemplos corretos, vindos de cima. Magistrados, por essência de sua função pública, têm esta missão. O fundamental é cumpri-la. Doa a quem doer!

Leia, abaixo, o artigo: A Hora da Verdade, de Carlos Maurício Mantiqueira

Bom exemplo do Tiririca


  
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