sábado, 23 de junho de 2012






Muito mais que símbolos
Entenda os significados de algumas das imagens mais poderosas para religiosos dos quatro cantos do planeta.


A lua crescente
Entre os muçulmanos, o Hilal, ou "lua crescente", remete ao calendário lunar, regente de suas vidas religiosas e seus principais rituais. O símbolo foi adotado por todos os devotos do Islã e tem uma antiga conexão com a realeza árabe.


O torii
Formado por duas colunas cruzadas por duas vigas, o portal tem a função de separar o terreno dos templos xintoístas do profano mundo exterior. Para os japoneses, o caminho para o sagrado é sempre apontado por uma estrutura como essa.





O menorá
Criado à semelhança do castiçal disposto originalmente no Templo de Jerusalém, erguido por Salomão, filho de Davi, no século 10, o Menorá é um dos maiores símbolos da religião judaica, ao lado da Estrela de Davi.





Yin e yang
O símbolo chinês, alçado a ícone pop nos anos 70, representa o equilíbrio eterno de forças opostas. O Yin está associado ao feminino, à água e à escuridão. O Yang, ao masculino, à atividade e à luz. Eles trazem um pedaço, ou uma semente, do outro e são interdependentes.





A cruz de cristo
A imagem da cruz vazia serve para lembrar aos cristãos que Jesus subiu ao Reino dos Céus após sua morte e ressurreição. Símbolo da crucificação de Cristo, ela representa o seu amor pela humanidade ao morrer pelos seus pecados.


A khanda
Para os sikhs indianos, a espada de dois gumes no círculo central é o símbolo da crença num só Deus, além de traduzir a proteção de sua comunidade contra a opressão alheia. Dispostas à esquerda e à direita, as outras duas espadas representam o poder espiritual e temporal.





A roda da lei
A imagem simboliza o ensinamento do Buda. Ela surgiu a partir de uma passagem ocorrida na vida do homem santo. Durante seu primeiro sermão em Sarmath, na Índia, Buda teria colocado em andamento "a roda do dharma", ao explicar a lei natural das coisas.





O om sagrado
O símbolo é lido pelos hindus como "om", ou "aum". Se você achou o som familiar, basta lembrar que ele é entoado durante os mantras e orações, marca maior do hinduísmo. O "3" representa a trindade dos deuses da criação, da preservação e da destruição. Já o "0" é o silêncio de alcançar Deus.




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Menina de 15 anos chantageava empresário de carros de luxo
Um empresário do ramo de carros de luxo na cidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, estava sendo vítima de uma tentativa de extorsão. Por e-mail, uma pessoa chantageava o homem de 29 anos com detalhes sobre a sua família e ameaças de sequestro. "Preciso de R$ 100 mil na minha conta já. Pode chamar a polícia que eu não tenho medo", dizia uma das 12 mensagens. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
O suspeito foi encontrado nesta terça-feira: uma menina de 15 anos, filha de um dentista. "Só queria o dinheiropara sair da cidade", explica ela. Os policiais contam que se surpreenderam com o ar infantil da garota e a tranquilidade dela ao assumir a autoria dos e-mails. Já a vítima estava assustada com os detalhes que a menina tinha sobre sua vida, como a rotina e nome dos familiares. 
O empresário chegou a tirar a mulher e a filha do Estado. De acordo com a polícia, a jovem conseguiu as informações no Facebook. Ela foi encaminhada à Fundação Casa.
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LIVRO REVELA REJEIÇÃO DE VARGAS AOS JUDEUS






De 1933 a 1948, o governo brasileiro emitiu dezenas de circulares secretas com o objetivo de dificultar, ou até mesmo impedir, a entrada de judeus que fugiam do nazismo e do fascismo que dominavam a Europa. Livro recém lançado da historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, confronta, com documentos o mito do "Brasil cordial" e analisa o contexto do chamado cidadão do mundo: o judeu que começou a ser perseguido na Europa, a partir de 1933, com a ascensão do nazismo na Alemanha.

Leia abaixo a íntegra da reportagem publicada pelo jornal "Jornal do Brasil" ou acesse o site. 

Entre 1933 e 1948, o governo brasileiro emitiu dezenas de circulares secretas com o objetivo de dificultar, ou até mesmo impedir, a entrada de judeus que fugiam do nazismo e do fascismo que dominavam a Europa. O mito do “Brasil cordial” pode ser confrontado agora com o lançamento de Cidadão do mundo – o Brasil diante do holocausto e dos judeus refugiados do nazifascismo – 1933-1948 (Editora Perspectiva, 476 páginas, R$ 75). A obra, da historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, analisa o contexto do chamado cidadão do mundo: o judeu que começou a ser perseguido na Europa, a partir de 1933, com a ascensão do nazismo na Alemanha.

– À medida que os nazistas invadiram outros países, surgiram novos fluxos migratórios de judeus alemães, que se somaram às novas nacionalidades de judeus refugiados da guerra, como austríacos e poloneses – observa Maria Luiza.

Com a perda da identidade jurídica decorrente da perseguição nazista, os judeus fugiram de seu país de origem e começaram a buscar rotas de fuga – muitas delas incluindo o Brasil.

– Mas, aqui, eles encontraram receptividade apenas dentro da comunidade judaica – revela a historiadora. – A posição oficial do governo brasileiro era de descaso, ou até mesmo de omissão. As circulares secretas mostram que a orientação dada aos diplomatas brasileiros era de dificultar ou simplesmente negar a emissão de vistos para os refugiados judeus.

A historiadora explica que o fluxo migratório dos judeus era visto como uma ameaça à composição da “raça brasileira” e também à segurança nacional. O perigo morava no fato de o judeu ser associado ao comunismo, ao parasitismo e à ideia de raça inferior. Em seu livro, Maria Luiza demonstra que, de fato, muitos desses imigrantes tinham posturas políticas liberais e que, entre 1940 e 1945, fortaleceram no Brasil os movimentos antifascistas.

Heróis invisíveis
Segundo a historiadora, uma minoria de diplomatas se mostrou sensibilizada com a situação dos refugiados, e raros foram os que se ofereceram para ajudar. Entre os diplomatas brasileiros que assumiram uma postura humanitária, ela cita Luiz Martins de Souza Dantas, embaixador do Brasil na França de 1922 a 1944, e que concedeu cerca de 500 vistos, desobedecendo às imposições antissemitas do governo Vargas, expressas através das circulares secretas. Por suas ações salvacionistas, Souza Dantas é considerado pelo Instituto Yad Vashem, em Israel, como um dos personagens “Justos entre as Nações”. 

Outro exemplo é o diplomata Aracy Moebius de Carvalho, que ajudou a salvar centenas de refugiados judeus favorecendo a emissão de vistos pelo Consulado Geral do Brasil de Hamburgo, onde trabalhava ao lado do diplomata e escritor Guimarães Rosa, então cônsul-geral.

Pós-guerra
Mesmo no pós-guerra, a emissão de circulares secretas seguiu. Segundo a autora, em 1947, durante o período de criação da Organização das Nações Unidas (ONU), Oswaldo Aranha, ex-ministro das Relações Exteriores na Era Vargas, produziu um relatório, atendendo ao pedido do ministro Raul Fernandes, então chanceler do presidente Dutra. Neste documento, Aranha avalia alguns dos assuntos que seriam debatidos na primeira reunião da ONU: a discussão sobre genocídio, instigada pelas imagens da catástrofe sobre o Holocausto; o controle do uso de armas atômicas, pensando- se no que ocorrera em Hiroshima e Nagasaki, no Japão; e, por fim, a divisão do território palestino para a criação do Estado de Israel.

– No final do relatório, Oswaldo Oswaldo Aranha apontava que, se realmente fosse votada a partilha da Palestina, o Brasil poderia ficar tranquilo, pois os judeus teriam, a partir de então, um território próprio específico, e o país não precisaria mais se preocupar em recebê-los – acrescenta Maria Luiza.

Um ponto marcante do livro versa sobre o pedido do Comitê Internacional para Refugiados Políticos, para que dezenas de países ajudassem a salvar cerca de 10 mil crianças judias órfãs, retirando-as da França e da Hungria ocupadas. Segundo a professora, um conjunto de documentos pesquisados junto ao Itamaraty revela a morosidade e a insensibilidade do governo brasileiro em assumir qualquer tipo de responsabilidade sobre a situação que exigia rápidas ações humanitárias.

– O governo de Vargas impôs condições para aceitar 500 crianças – diz a autora. – Exigia, dentre outras coisas, que elas fossem educadas por pais católicos, anulando sua identidade judaica; não poderiam ter contato com a família de origem e não deveriam ter mais de 10 anos de idade.


Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões  Me Adicione no Facebook 

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O fã clube brasileiro de Ahmadinejad

Professores universitários, lideranças estudantis e políticos de partidos como PSB, PCdoB e PT - além da UNE, claro - tomam café com o ditador. E adoram

Irã

Rafael Lemos, do Rio de Janeiro
Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad durante A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio +20
Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad durante A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio +20 (Evaristo Sá/AFP)
"É como se enquanto estamos aqui, tomando esse café da manhã, os Estados Unidos estivessem roubando os nossos bolsos", disse o iraniano, para delírio dos antiamericanos
O que você faria se fosse convocado para um encontro com um ditador que odeia judeus, mulheres adúlteras, jornalistas, homossexuais e sabe-se lá mais o quê? Um grupo de destemidos brasileiros aceitou o convite para um café da manhã com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que está no Brasil para a Rio+20. E a surpresa: os 70 comensais saíram satisfeitos, achando simpático o sujeito “de fala mansa” que enfrenta bravamente o imperialismo americano. O encontro aconteceu no Hotel Royal Tulip, em frente à Praia de São Conrado, na quinta-feira - apenas um dia após o anfitrião ter trocado abraços com o amigo Lula, ao fim de seu discurso na plenária da ONU.

Os laços entre Ahmadinejad e o Brasil estreitaram-se durante o governo Lula. E essa influência ficou bem clara diante da lista de convidados do iraniano, formada majoritariamente por intelectuais de esquerda, professores universitários, lideranças estudantis e políticos de partidos como PSB, PCdoB e PT - todos, é verdade, já com alguma simpatia prévia pelo anfitrião. A plateia tinha nomes como: João Vicente Goulart, filho mais velho do ex-presidente João Goulart; o sociólogo Emir Sader; Tilden Santiago, ex-embaixador do Brasil em Cuba; Roberto Amaral, vice-presidente nacional do PSB; Ricardo Zarattini, ex-deputado federal pelo PT; e Haroldo Lima, ex-diretor geral da ANP.

Para o grupo, Ahmadinejad pregou um mundo sem pobreza e exclusão. Segundo o ditador iraniano, esse objetivo só será atingido com a participação de todos os governos e nações. Na mesma linha de seu discurso na plenária da Rio+20, ele atacou a ONU, a qual classifica como injusta por privilegiar alguns países. Como exemplo, Ahmadinejad citou o Tratado de Não Proliferação Nuclear, que permite que os Estados Unidos, por exemplo, mantenham suas armas nucleares.

"A justiça é a base para a paz verdadeira, mas não pode ser proclamada por grupos que não são justos nas suas relações com os países", afirmou Ahmadinejad, auxiliado por dois intérpretes, que traduziam suas palavras para o inglês e o português.

Em meio à explanação, Ahmadinejad disse que busca uma aproximação estratégica com os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) - certamente, um dos motivos por trás do convite ao café da manhã. Ele quer limpar sua imagem no Brasil. O argumento usado para cativar os brasileiros foi o de que a mídia difunde uma visão distorcida do Irã e do mundo islâmico. Para completar, os ataques deliberados aos Estados Unidos agradaram - e muito - a plateia.

"É como se enquanto estamos aqui, tomando esse café da manhã, os Estados Unidos estivessem roubando os nossos bolsos", disse o iraniano, para delírio dos antiamericanos.

No entanto, Ahmadinejad estava mais interessado em ouvir do que falar. Afinal, ele quer entender como pensam os brasileiros – e sabe-se lá o que fará com isso. Ao todo, 21 dos convidados tiveram a chance de dirigir perguntas ao ditador - a maioria convertida em discursos espontâneos. Apenas uma delas foi ignorada solenemente: "Como estão as relações entre o Irã e Israel?". A resposta está na reação da delegação israelense, que se retirou do auditório durante o discurso do presidente iraniano na Rio+20. De resto, houve uma série de pedidos de professores para a criação de bolsas e acordos acadêmicos com universidades brasileiras. Antes de encerrar o encontro com uma oração, Ahmadinejad ainda foi presentado com uma bandeira da UNE, entregue por um representante.

Dilma evita ditador - O saldo foi positivo para Ahmadinejad. Mas o iraniano ainda não conseguiu, como pretendia, falar à brasileira mais importante no momento. O ditador tenta a todo custo uma reunião com Dilma Rousseff, que espertamente escalou o vice Michel Temer para a tarefa. Ahmadinejad desmarcou a reunião, na esperança de ser recebido por Dilma. Até agora, a presidente resiste.



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