terça-feira, 28 de janeiro de 2014

UCRÂNIA: VEJAM NO QUE SE ESTÃO A METER


Castle in Kamenets-Podolsky

Alguém sabe o que quer dizer Ucrânia?
Por Paulo Marcelino 24 janeiro 2014

Significa "o que está na fronteira", de "kraina" fronteira em russo e país em ucraniano. "U" significa o que está "à beira de". Foi denominada em tempos imperiais de Rússia inferior (nijnaia rossia).

Em 1000 depois de Cristo os irmãos Kiril, oriundos da Bulgária, trouxeram não só a cristianização para a Rússia, mas também o alfabeto. O povo falava, mas não escrevia. Fundou o alfabeto Cirílico, ainda hoje em vigor.

Foi na época em que a capital da emergente nação russa se situava na "Kievskaia Rus" ou Rússia de Kiev. Por força das invasões de oriente (Gengis Khan) moveram-se erraticamente para norte, e instalaram-se ao redor do que hoje é Moscovo.

Eslavo significa escravo; era assim que os conquistadores escandinavos chamavam aos autóctones. São Slaviani... Tal como Adolf Hitler os denominou recentemente...



A Ucrânia crê-se fundada por Danilo Galitski, nobre de origem polaca, que fundou o reino da Galitsia, hoje território da Ucrânia ocidental (Lviv) e sul da polônia. Este reino durou pouco tempo, pois os poderes dos senhores polacos e lituanos depressa os destruíram, embora se originasse uma "cultura" e identidade ucraniana.

O afastamento geográfico enorme em relação às origens deram a emergência de uma nação de Rússia inferior, ou Ucrânia (note-se que a Holanda ainda é hoje designada de Alemanha inferior, por muito que custe e que não corresponda à realidade... são dados de história, mais nada, sem aferências culturais).


Me refiro no "Niederlande" traduzido "Pais Baixo".

Na historia esse pais tinha muito mais vínculos com a Franca, desde o "Reich der Franken".

A cultura própria ucraniana desenvolve-se no século XVII, com pensadores e escritores como Gogol, Taras Shevshvenko, etc.

Aqui já se nota uma cultura distinta e tendência de nacionalidade diversa; os cossacos de Zaporozhie são disso um exemplo. Guerreiros exímios, da prikarpatie (sistema montanhoso a 50 km de Lviv) por diversas vezes mostram a sua valentia, ao serviço de quem lhes melhor servia, por vezes do poder russo.

Terreno fértil, em especial na zona oriental, perto da zona da "terra negra" onde cresce trigo de bom valor, em tempos conhecido como o celeiro da Rússia.

Só que em termos culturais existe uma diferença enorme entre a Ucrânia nacionalista do ocidente, sediada em Lviv, e a Ucrânia russófona do oriente.

A primeira mais primitiva, dedicada à agricultura arcaica (fonte dos emigrantes que temos por cá) e a segunda mais culta e dedicada à indústria.

Acresce o problema da Crimeia, zona cedida por Stalin à Ucrânia por altura de um seu aniversário. Nunca foi ucraniana, nunca se falou ucraniano aí.

Disputada territorialmente pelas potências russas e dos USA (e Europa uma vez mais faz figura de tonta), a localização geoestratégica deste território maior que a França não permite ao poder russo perdê-lo. Tenha os custos que tiver.

Em nome das pessoas que lá vivem cultas, bem formadas e bem intencionadas, pedia-se que os poderes em jogo se pusessem de acordo, de forma a evitar uma guerra Este-Oeste, de carnificina e ódios latentes quanto recentes.

Está a Europa à altura deste compromisso? Parece que não. Tanto neste como noutros planos, sem uma estratégia adequada, sem que a soma das partes valha alguma coisa, será uma vez mais instrumento do poder dos EUA do que de si própria.

O rearmamento russo está em marcha e com os timings adequados; preparem-se para que a Europa, a nossa querida Europa seja uma vez mais arrastada de olhos vendados para uma realidade da qual acorda à bomba e sairá derrotada enquanto um todo.

E quem lucra com a crise, também lucrará com a guerra...
Abram os olhos e vejam no que se estão a meter.

UCRÂNIA À VISTA


Por BERNARDO PIRES DE LIMA

A oligarquia ucraniana que rodeia Ianukovitch quer o melhor da UE (livre circulação), mas desdenha o cumprimento de qualquer outro critério democrático. A retaguarda russa permite-lhe o desprezo. 
Tendo isto em conta, só uma viragem eleitoral profunda quebraria essa nomenclatura. É certo que isso pode ser feito à força, com radicalização, violência policial e caos. Ou pode ser conseguido com recurso a eleições antecipadas, vergando negocialmente o Presidente após a recusa de alguma oposição (não toda, porque a intenção era dividi-la) em integrar o executivo. 

Tendo em conta que os protestos vão já para lá de Maidan, em Kiev, e chegaram a sul, leste e a norte (Odessa, Sumi, Chernihiv), este seria o timing para levar às urnas os propósitos das oposições. Mais: legislativas antecipadas poriam os holofotes em Ianukovitch e Putin, reduzindo a fraude pela visibilidade do ato, e porque Putin quer tudo menos incendiar Moscovo com novas manifestações no meio do sonho de sucesso dos Jogos em Sochi.


Porque não falo em antecipar presidenciais (2015), mas legislativas (2017)? Bem ou mal, Ianukovitch tem legitimidade para o cargo e seria preferível que uma transição na Ucrânia fosse negociada (como na Polónia do general Jaruzelski) e não forçada a entrar numa espiral caótica. Dentro desta linha reformista, uma vitória nas legislativas daria a um governo "ocidental" a legitimidade para, embalado para as presidenciais, rever a Constituição e alterar o sistema em favor do Parlamento e não do Presidente, sempre mais refém de Moscovo. 

São cenários, bem sei. E há uma realidade que continua a esbarrar com a história da Europa de Leste pós-89: os EUA mostram hoje pouco interesse na Ucrânia e os ucranianos vontade alguma de entrar na NATO. Lembro que sem esse visto prévio, nenhum país do Centro e Leste europeu entrou na UE depois de o Muro ter sido derrubado em Berlim.

Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões  Me Adicione no Facebook 

A Polônia, Hungria, Eslovênia, Romênia, Letônia, Lituânia Rep. Checa, Eslováquia, Estônia, Croácia e Bulgária todos estes países estavam sob a pata russa, estes países entraram na UE, agora visitem estes países e depois visitem a Ucrânia e escolham se é melhor a pata Russa ou a democracia Europeia. 

Esta gente que não conhece a realidade ucraniana deviam ver como sobrevivem, por isso esta revolta contra o governo deles, porque não assinaram o acordo com a UE. Os Russos não tem feito nada por aquele país simplesmente querem continuar a serem os imperialistas daquele país. 

Todo o petróleo e o gás que eles VENDEM a preços mais baixos, eles não DÃO nada, é uma sopa envenenada para continuarem a ter o controlo sobre o destino do povo da Ucrânia.

CONHECENDO A UCRÂNIA

O percurso deve começar pelo centro de Kiev, a Catedral de Santa Sofia que fica na Praça de Bogdam Hmel’nickij; no centro da praça fica uma escultura dedicada a um chefe militar ucraniano. 

Catedral de Santa Sofia é o símbolo de Kiev, ela não era apenas usada para celebrações religiosas, mas também para coroação de reis, nomeação de conselhos de Estado e assembleias populares; além de receber as delegações diplomáticas de outros países.





Ninho de Andorinha ( Ukr. Lastіvchine gnіzdo , krymskotat. Qarılğaç Yuvası, Karylgach Uvas) - monumento arquitetônico e histórico, localizado em um íngreme penhasco de 40 metros Avrorinoj Cabo Ai-Todor na aldeia de Gaspra ( Yalta conselho da cidade , Criméia ,Ucrânia).



A estrutura se assemelha castelo de um cavaleiro medieval, como Torre de Belém ou villa Miramar perto de Trieste . Ninho de Andorinha foi uma espécie de emblema da costa sul .


    Ópera de Kiev    Catedral de São Demétrio   Palácio dos Esportes
Ópera de Kiev, Catedral de São Demétrio (em Carcóvia) e Palácio dos Esportes (em Donetsk)

Kiev Ukraine 

.

Pelo andar da carruagem podemos ser nós amanhã.

Nosso governo é bem parecido com o deles - segue a mesma linha ideológica.



'EU SOU UMA UCRANIANA' 

Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões  Me Adicione no Facebook 

1º - UCRÂNIA: VEJAM NO QUE SE ESTÃO A METER (aqui)

2º - 10 BEST CASTLES AND FORTRESSES OF UKRAINE (aqui)


3º - KIEV BECOMES A BATTLE ZONE AS UKRAINE PROTESTS TURN FATAL (aqui)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

QUEREMOS MUDAR PARA FORA DO PAÍS


Belém vista do rio Guamá


Eu e meu esposo temos 50 (cinquenta) anos, sempre moramos em Belém do Pará e queremos mudar para o sul do país.

Somos só nós dois. Nossos dois filhos já são independentes e casados: uma é advogada e o outro é biólogo e professor (moram fora do país).

Estamos à procura de um lugar muito tranquilo, com clima frio e com segurança pública classe A.

Queremos morar em um lugar onde tenha lei. Onde bandido é considerado grave inimigo da sociedade.

Estamos fugindo do calor do Norte do Brasil, de esquerdistas e seus governos.


Queremos trabalhar. Aceitamos todo e qualquer trabalho, inclusive aquém de nossa formação acadêmica e vivencia profissional. Também aceitamos qualquer salário, horário e dias da semana.
    
   Osvaldo Rodrigues Aires Junior



   Olimpia Maria Pinheiro de Melo



Objetos da mudança para venda (aqui):

Nossos contatos:

Endereço: Rua Henrique Gurjão, Nº 59 - Bairro Reduto - 66053-360 - Belém-Pará
Fones sr. Osvaldo:  (91)8126-7310 (Tim)  e  (91)9915-1563 (Oi)
Fones sra. Olimpia: (91)8164-1073 (Tim)  e  (91)8862-1923 (Oi)

Clique aqui para ver nossos currículos e perfis no Facebook e Linkedin:

- OLIMPIA PINHEIRO:
    - Curriculum Vitae (aqui)
    - Perfil Facebook: (aqui)
    - Perfil Linkedin:   (aqui)

- OSVALDO AIRES:
   - Curriculum Vitae (aqui)
   - Perfil Facebook: (aqui)
   - Blogger:             (aqui)

Aguardamos contato.

Muito obrigado.

Olímpia Pinheiro e Osvaldo Aires.



PS:  Sentiremos saudade da rica gastronomia paraense. Aqui uma pequeníssima amostra:

Chocolate da fruta Cupuaçu


Fruta Bacuri


Doce da fruta Bacuri

Maniçoba com arroz branco e pimenta de cheiro

Pato no Tucupi com jambu, farinha d'água de mandioca e pimenta de cheiro

Pato no Tucupi com Jambu

Peixada de Tucunaré


Peixada Paraense


Picadinho de Jacaré


Vatapá Paraense


Tacacá

Açaí com farinha de Tapioca


Castanha do Pará

Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões  Me Adicione no Facebook 


- LEIAM MAIS SOBRE PEDOFILIA E PUTARIA COM MENORES EM BELÉM: 



1º - OPERAÇÃO RESGATA DE BOATE NO CENTRO DE BELÉM CRIANÇA E ADOLESCENTES - QUADRILHA QUE ATUA NO RAMO DE BOITES (aqui)



2º - BOITE ZEUS TROCA DE NOME, MAS NÃO DE ATIVIDADE E DE DONO. DENÚNCIA DE AGRESSÃO AO ESTADO DE DIREITO - BOATE ZEUS, HOJE BOATE HYPE! (aqui)



3º - BELÉM A CIDADE MAIS BARULHENTA DO BRASIL E ELEITA A "CAPITAL DA POLUIÇÃO SONORA" - "CULTURA DO BARULHO" (aqui)

4º - BEBIDA: MAIS UMA VERGONHA NACIONAL! BELÉM É TERRÍVEL!
(aqui)

5º - CÍRIO DE NAZARÉ COM ORGIAS PÚBLICAS PARA MENORES - VOCÊS SE LEMBRAM DISSO? (aqui)

6º - PRAÇA DA REPÚBLICA - UM ESGOTO MORAL (aqui)

7º - EM DIA DE FÚRIA COM O BARULHO TORTURANTE, FAMÍLIA BARBARIZA IGREJA 
(aqui)

8º - PROMOTOR DE JUSTIÇA FAZ APELO A LUCIANO CARTAXO: “PELO AMOR DE DEUS, PARE COM ESSAS FESTAS EM JP" (aqui)

9º - O QUE QUER DIZER "PEGUEI UM ITA NO NORTE"? (aqui)

domingo, 26 de janeiro de 2014

O PAU VOLTA A COMER EM SÃO PAULO. INCENTIVO À BADERNA VEM HOJE DO PALÁCIO DO PLANALTO E DO PT. E DIGO POR QUÊ


Carro particular é incendiado por vândalos durante protesto (Foto: Tiago-Chiaravalloti-FuturaPress-Folhapress)

























26/01/2014
às 6:57


Sim, vou comentar a baderna que alguns bandidos disfarçados de manifestantes promoveram em São Paulo neste sábado, num protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil, que reuniu, segundo a PM, 1.500 pessoas. Como sempre, depredação de lojas e ônibus, um veículo incendiado confronto com a polícia. E, para não variar, lá estavam os mascarados. O texto vai ficar longo. Mas tempo não lhes falta neste domingão, certo? Vamos lá. No Rio também houve alguma confusão. Em outras capitais, a convocação não reuniu mais do que algumas dezenas. Para que trate do evento de ontem, no entanto, preciso recuperar algumas coisas. Terei de falar um pouco dos rolezinhos e da reação do governo federal e dos petistas ao fenômeno. Vamos lá.
Manifestante com um lança-chamas. Ninguém vai chamá-la de "pacífica" (Foto: Ivan Pacheco)
Manifestante com um lança-chamas. Ninguém vai chamá-la de “pacífica” (Foto: Ivan Pacheco)
Escrevi neste blog meu primeiro texto sobre os rolezinhos no dia 13 de janeiro. É curto, meus caros, e vale a pena reproduzi-lo na íntegra. Mui modestamente, a minha bola de cristal antecipou o que viria com impressionante precisão. Releiam (em azul).
*
Esquerdistas bocós (existem os não bocós?) já estão de olho no “rolezinho”. Aqui e ali, noto a vocação ensaística de alguns dos meus coleguinhas na imprensa. Já há gente, assim, treinando o olhar para teorizar sobre mais essa erupção — e irrupção — da luta de classes. É fácil ser bobo. Fosse mais difícil, não haveria tantos bobalhões. Daqui a pouco o Gilberto Carvalho chama os teóricos dos “rolezinhos” para um bate-papo no Palácio do Planalto.
O “rolezinho”, que até pode ter começado como uma brincadeirinha irresponsável nas redes sociais, está começando a virar, vejam vocês!, uma questão política — ao menos de política pública. A coisa pode se tornar mais séria do que se supõe. Infelizmente, noto que muita gente, inclusive na imprensa, está tentando ver essas manifestações como se fossem uma espécie de justa revolta de jovens pobres contra templos de consumo da classe média.
Isso é uma tolice, um cretinismo. Os shoppings têm se caracterizado como os mais democráticos espaços do Brasil. São áreas privadas de uso público, muito mais seguras do que qualquer outra parte das cidades brasileiras. Os pais preferem que seus filhos fiquem passeando por lá a que façam qualquer outro programa, geralmente expostos a riscos maiores. É uma irresponsabilidade incentivar manifestações de centenas ou até de milhares de pessoas num espaço fechado. Ainda que parte da moçada queira apenas fazer uma brincadeira, é evidente que marginais acabam se aproveitando da situação para cometer crimes, intimidar lojistas e afastar os frequentadores.
Esse negócio de que se trata de uma espécie de revolta dos pobres contra os endinheirados é uma grossa bobagem. Boa parte dos shoppings de São Paulo, hoje em dia, serve também aos pobres, que ali encontram um espaço seguro de lazer. A Polícia precisa agir com inteligência para que se evite tanto quanto possível o uso da força. É necessário mobilizar os especialistas em Internet da área de Segurança Pública para tentar identificar a origem dessas convocações.
É preciso, em suma, chegar à raiz do problema. As redes sociais facilitam essas manifestações, como todos sabemos, mas é evidente que elas não são espontâneas. Há pessoas convocando esse tipo de ação, que pode, sim, como se viu no Shopping Metrô Itaquera, degenerar em violência.
No dia em que os shoppings não forem mais áreas seguras, haverá fuga de frequentadores, queda de vendas e desemprego. E é certo que estamos tratando também de um sério problema de segurança pública. Num espaço fechado, em que transitam milhares de pessoas, inclusive crianças, os que organizam rolezinhos estão pondo a segurança de terceiros em risco.
E que ninguém venha com a conversa de que se trata apenas do direito de manifestação num espaço público. Pra começo de conversa, trata-se, reitero, de um espaço privado aberto ao público, que é coisa muito distinta. De resto, justamente porque os shoppings têm essa dimensão pública, não podem ser privatizados por baderneiros que decidiram ameaçar a segurança alheia.
Encerro notando que o Brasil precisa ainda avançar muito na definição do que é público. Infelizmente, entre nós, muita gente considera que público é sinônimo de sem-dono. É justamente o contrário: o público só não tem um dono porque tem todos.
Retomo
Como se pode ver:
1: nego que os rolezinhos tenham um caráter político:
2: nego que os rolezinhos sejam fruto da exclusão social;
3: nem especulo sobre a possibilidade de ser uma criação do PT; é claro que não é!;
4: aponto o óbvio: shoppings são espaços que também servem aos moradores da periferia;
5: afirmo que têm de ser coibidos por uma questão de segurança.
6: O QUE CONDENO NO MEU TEXTO É A TENTATIVA DAS ESQUERDAS DE POLITIZAR O ROLEZINHO. É PRECISO SER MUITO BURRO PARA AFIRMAR QUE EU ATRIBUO ESSES EVENTOS ÀS ESQUERDAS. O diabo é que há gente burra aos montes — e outras tantas de má-fé.
E muitos outros textos se seguiram a esse. E não adotei tal ponto de vista apenas aqui, é claro! Afirmei a mesma coisa na Rádio Jovem Pan. Na Folha, na  coluna no dia 17, escrevi:
“Setores da imprensa e alguns subintelectuais, com ignorância alastrante, tentaram ver o “rolezinho” como manifestação da luta de classes.” Ou ainda: “Jovens que aderem a eventos por intermédio do Facebook não são excluídos sociais, mas incluídos da cultura digital, que já é pós-shopping, pós-mercadoria física e pós-racial.”
Mais:
“Não se percebia, originalmente, nenhuma motivação de classe ou de “raça” nessas manifestações. Agora, sim, grupos de esquerda, os tais “movimentos sociais” e os petistas estão tentando tomar as rédeas do que pretendem transformar em protesto de caráter político.”Adiante.
Ônibus é depredado em SP: Carvalho não vai chamar o rapaz para um papinho (Foto Ivan Pacheco)
Ônibus é depredado em SP: Carvalho não vai chamar o rapaz para um papinho (Foto: Ivan Pacheco)
Por quê?Mas por que evoco os rolezinhos? Porque o tratamento que a imprensa, alguns acadêmicos mixurucas e os “progressitas” lhes conferiram revela o espírito do tempo. Deixados os eventos por si mesmos, com a devida contenção quando se fizesse necessária, iriam esmorecer. Os shoppings da periferia são um espaço de lazer das famílias, parentes, amigos, vizinhos — a “comunidade”, enfim — dos rolezeiros. Mas como resistir ao, digamos, “cheiro conceitual dos pobres”? Assim, foram buscar LUTA DE CLASSES onde havia, e há, desejo de ascensão de classe, que é coisa muito distinta.
As justas e corretas mobilizações dos lojistas, das respectivas direções dos shoppings, dos consumidores e da própria polícia para coibir os eventos foram tachadas de discriminação racial e de classe. Se me pedissem para listar os três traços de caráter que mais abomino, um deles é a demagogia — sim, eu a considero um desvio de caráter. E, infelizmente, está contribuindo para rebaixar o caráter do país.
Carvalho
No primeiro parágrafo do meu primeiro texto sobre o rolezinho, leiam lá, antevejo que Gilberto Carvalho vai meter os pés pelos pés e fará besteira. Batata! Na semana passada, ele afirmou: “Da mesma forma que os aeroportos lotados incomodam a classe média. Da mesma forma que, para eles, é estranho certos ambientes serem frequentados agora por essa ‘gentalha’ (…). O que não dá para entender muito é a carga do preconceito que veio forte. (…) As pessoas veem aquele bando de meninos negros e morenos e ficam meio assustadas. É o nosso preconceito“.
Reproduzo agora os dois últimos parágrafos da minha coluna na Folha desta sexta (em azul):Enquanto a fala indecorosa do ministro circulava, uma turba fechou algumas ruas na Penha, em São Paulo, para um baile funk. A polícia, chamada pela vizinhança, acabou com a festa. Um grupo de funkeiros decidiu, então, assaltar um posto de gasolina, espancar os funcionários, depredar um hipermercado contíguo e roubar mercadorias. Na saída, um deles derramou combustível no chão e tentou riscar um fósforo. Tivesse conseguido… O “Jornal Nacional” relacionou o episódio à falta de lazer na periferia. Pobre, quando não se diverte, explode posto de gasolina, mas é essencialmente bom; a falta de um clube para o funk é que o torna um facínora. Sei. É a luta entre o Rousseau do Batidão e o Hobbes da Tropa de Choque.
Os maiores adversários do PT em 2014 não são as oposições, mas a natureza do partido e os valores que tornou influentes com seu marxismo de meia-pataca e seu coitadismo criminoso. A receita pode, sim, desandar.
Sabem qual era o primeiro parágrafo dessa coluna? Este (em azul):
“O pânico voltou a bater às portas do Palácio do Planalto, que dá como inevitáveis novos protestos durante a Copa. O PT já convocou o seu braço junto às massas, uma tal Central de Movimentos Populares (CMP), para monitorar o povaréu.”
Pronto! Com o parágrafo acima, chego aos confrontos deste sábado, em São Paulo, depois de ter caracterizado o AMBIENTE INTELECTUAL em que acontecem.
Olhem o black bloc aí, o dono da rua, certo de que não vai acontecer nada com ele (Foito: Ivan Pacheco)
Olhem o black bloc aí, o dono da rua, certo de que não vai acontecer nada com ele(Foto: Ivan Pacheco)
Direitos e limites
É evidente que as pessoas têm o direito de não querer a Copa do Mundo no Brasil e de expressar esse ponto de vista. Mas não o de sair quebrando tudo por aí. Se vocês observarem, até agora, o governo federal não disse uma palavra firme a respeito. Ao contrário até: em seus discursos, dentro e fora do Brasil, Dilma passou a citar as manifestações como exemplos de democracia. Não são!
Dia sim, dia também, movimentos de sem-teto, por exemplo, paralisam áreas da cidade. E o que eles querem? Que parte das casas construídas pelo poder público seja destinada a seus militantes — e, atenção!, será. É evidente que isso é um despropósito e caracteriza uma espécie de desvio de recursos públicos para entidades que são, não dá para fingir que não, de caráter privado. Ao ceder a pressão, o que se faz é endossar um método.
A desordem e o confronto estão se transformando em métodos aceitáveis de expressão, seja da alegria, seja da reivindicação política. Não! Não antevejo o caos; não acho que o Brasil caminhará para o buraco por isso; não acredito que estaremos nas cavernas daqui a pouco — não sou, em suma, apocalíptico. ATÉ PORQUE, LEITOR, O APOCALIPSE NÃO CHEGA — nem no Haiti ou no Sudão. Mas é claro que se vai construindo, com determinação e método, as condições de um atraso perene.
“Se o Brasil fosse menos desigual, isso não aconteceria”, repetem por aí. Bobagem! As manifestações violentas havidas no país a partir de junho não tiveram — como não teve o evento de ontem —, caráter popular. Foram lideradas por radicais mais ou menos endinheirados.
O que não existe no país — aí, sim — são líderes políticos que tenham a coragem de falar em defesa da ordem. De qual ordem? A da democracia e do estado de direito! O que lhes parece? Ao contrário: incentiva-se a desordem. Vejam o caso da ação do Denarc na Cracolândia. O prefeito Fernando Haddad convocou uma entrevista coletiva para atacar a polícia e não disse uma única palavra de solidariedade aos policiais que foram agredidos por um bando de dependentes. Atenção! Estava cumprindo o seu dever: foram lá prender traficantes.
Amarro as pontas para quem, eventualmente, até aqui, ainda não uniu os vários fios deste texto: o incentivo à desordem no país vem hoje de homens e mulheres que ocupam posição de relevo nos Poderes Constituídos, seja por meio de palavras irresponsáveis, como a de Gilberto Carvalho, seja pelo silêncio. E não é diferente com entidades da sociedade civil que já chegaram a se destacar pela defesa da ordem democrática.
A OAB-RJ e a Comissão de Direitos Humanos da OAB nacional exerceram um papel detestável, vergonhoso, na proteção aos tais black blocs no Rio, por exemplo. Quando policiais de São Paulo enquadraram, por bons motivos, dois indivíduos na Lei de Segurança Nacional — que deixou de ser “coisa da ditadura” quando foi, na prática, recepcionada pela Constituição democrática (ou não foi?) —, fez-se uma gritaria dos diabos. Alguns vagabundos vão para as ruas para quebrar tudo na certeza de que nada vai lhes acontecer — e, de fato, nada tem acontecido.
Encerrando
Começo a concluir lembrando que, até que se chegasse àquele confronto do dia 13 de junho do ano passado em São Paulo, que, por assim dizer, “nacionalizou” as manifestações, houve três protestos violentos, com depredações, coquetéis molotov e incêndio a ônibus: nos dias 6, 7 e 11 de junho. A arruaça correu solta, e a Polícia Militar só apanhou dos “manifestantes”. Quando reagiu, vocês sabem o que aconteceu. É história. Fiz uma pequena memória daqueles dias aqui.
Não! O PT não inventou junho nem inventou os rolezinhos — e, obviamente, não será o criador de possíveis novos distúrbios na Copa. O que o partido e seus capas-pretas fizeram e fazem é flertar com a desordem — quando não a insuflam. Nunca é demais lembrar que os petistas Gilberto Carvalho e Luíza Bairros (ministra da Integração Racial) não hesitaram um minuto em jogar “negros e morenos” (Como disse Carvalho) contra brancos no caso dos rolezinhos. Convenham: é preciso ser de uma espantosa irresponsabilidade para brincar assim com o perigo.
O incentivo à desordem no país vem hoje do Palácio do Planalto e do PT — ainda que o problema possa cair no colo do partido e do governo. Ocorre que essa gente, como o escorpião, tem uma natureza.
Por Reinaldo Azevedo

Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões  Me Adicione no Facebook 

Multidão espanca Black Bloc na Praça da República