domingo, 26 de janeiro de 2014

PROMOTOR DE JUSTIÇA FAZ APELO A LUCIANO CARTAXO: “PELO AMOR DE DEUS, PARE COM ESSAS FESTAS!” EM JP


Promotor Marinho Mendes diz que as festas promovidas pela gestão de Cartaxo estão “matando sonhos de famílias simples”

Política 25/01/2014 às 12:12
Acusado por vereadores de oposição de ‘torrar’ muito dinheiro público com a realização de festas na cidade de João Pessoa, o prefeito Luciano Cartaxo (PT) acaba de ganhar mais um crítico. Em artigo publicado neste sábado (25), no blog do conceituado jornalista Tião Lucena, o promotor de justiça Marinho Mendes censurou publicamente a política de ‘pão & circo’ implantada pelo gestor petista na capital paraibana.


Em seu artigo, Marinho Mendes, que atua como promotor da Infância e da Juventude na cidade de Bayeux, acusa Cartaxo de “matar sonhos de famílias simples” e faz um apelo dramático ao prefeito petista: “pelo amor de Deus, pare com essas festas!”.


O promotor de Justiça lembra que, em apenas 50 dias, Luciano Cartaxo “atirou no lixo a estonteante quantia de R$ 1.057.244” com a realização de festas. Para Marinho Mendes, o dinheiro gasto pelos cofres públicos de João Pessoa poderia “abrir oportunidades” e “criar possibilidades” de implantação de políticas públicas que possibilitem a formação de “uma mocidade sadia”.


Zenaldo Coutinho Prefeito de Belém - Prefeito da cidade mais barulhenta do Brasil


A CIDADE DO BREGA E DAS APARELHAGENS SONORAS!
O Estado do Pará e Belém, a capital do Estado, têm os piores índices do Brasil e do Mundo, tais como:
  1. A Capital Nacional do Barulho/Poluição Sonora e a Prefeitura de Belém (Prefeito Zenaldo Coutinho) e o Governo do Estado (Governador Simão Jatene), ambos do PSDB, ainda patrocinam esses crimes com festas e aparelhagens sonoras "treme terra" em praças e logradouros públicos que resulta em outros crimes, tais como, dano/destruição do patrimônio histórico e outros;
  2. Belém é uma cidade pobre e com verbas milionárias para festas;
  3. Pior IDH do Brasil e qualidade de vida péssima; 
  4. Pior índice de Saneamento Básico do Brasil;
  5. Um dos piores trânsitos urbano;  
  6. Com altos índices de violência, 23ª cidade mais violenta do mundo, homicídios, estupros, pedofilia; 
  7. Um dos piores índices de educação, isso já sendo no pior país do mundo em educação - o Brasil;
  8. A cidade que mais dá bebidas alcoólicas e drogas à suas crianças.

VEJAM O TEOR!

“Atenda minha simplória petição clamorosa! Rogo! pare com essas festas terrivelmente danosas à construção de uma mocidade sadia, e com essas fortunas, crie eventos educativos por meses a fio para esse público, construa centros da juventude, edifique escolas profissionalizantes de ponta em cada bairro populoso, para atender regiões... Funde a universidade municipal para a pobreza”, diz o promotor da Infância e da Juventude.


“Imploro! Pare com essas festas! já que elas estão condenando milhares de crianças e adolescentes à desonra, à ignomínia, à infâmia do atraso, do sepultamento de sonhos. Não é sensacionalismo, lhe convido para passar um dia no meu gabinete e verás a violência que são suas farras, pagas com os impostos que deviam servir a esse povo que o comedido e discreto mandatário jurou publicamente tirar das trevas da ignorância e da lama da miséria”, acrescenta Marinho Mendes.




Leia abaixo na íntegra o artigo do promotor Marinho Mendes publicado no blog de Tião Lucena. Fonte: (aqui)



Senhor Prefeito, seja piedoso, pelo amor de Deus, pare com essas festas



Prefeito Luciano Cartaxo, nunca lhe pedi nada, nem o conheço pessoalmente, nunca o vi, mas ouso lhe encaminhar da forma mais humilde, com a alma tocada de tristeza e com o mais agudo desalento (acreditava muito na sua sensibilidade e benevolência, mas não fio mais), a mais comedida e despretensiosa súplica: Pelo amor de Deus, pare com essas festas!



Sr. Alcaide, sou Promotor da Infância e da Juventude na cidade de Bayeux, talvez Vossa Excelência não saiba, mas sou. Quiça esse Burgomestre não tenha ciência, que lá na minha sala, passam dezenas de mães desesperadas, de pais enlouquecidos, com olhares perdidos, desorientados, com a auto-estima destruída, desesperançados, uma vez que filhas e filhos adolescentes, entre os 12 e 14 anos, simplesmente amanhecem o dia nessas suas folganças e outras simplesmente desaparecem, são aliciadas para motéis, arranjam colegas nessas festas e ficam com homens novos e velhos e outras se encharcam de drogas de todos os naipes, mas o Senhor não tá nem aí e eu que pensava na sua benignidade, tô um fosso de desapontamento.



A mídia noticiou, que somente nos primeiros 50 dias do seu mandato, o erário pessoense atirou no lixo (penso desta forma), a estonteante quantia de R$ 1.057.244 e que esse Cacutu desembolsou do dinheiro desse povo pobre e carente, mais de meio milhão de reais para duas bandas de nomes estrambóticos, Natirus e Sambô. Aqui prá nós: se esse dinheiro fosse seu, você contrataria por esse valor esses conjuntos musicais? É óbvio que o senhor balançaria a cabeça negativamente.




Caro Administrante, suas festas estão matando sonhos de famílias simples, uma mãe modesta ao extremo, teve sua filha de 13 anos atraída por um morador de bairro nobre e lá na sua casa, deflorou a quase criança. Ambas estão com impiedosa depressão. Mas o estupro descarado não foi com ninguém próximo, importante! Enquanto estupros coletivos são praticados nas augustas areias, aí onde o superintende máximo adora gastar os recursos que mataria fome, sede e exterminaria vergonhas, isto sem dó e sem compaixão, afinal, não são seus mesmo. Ao tempo que outras mancebas passam dias fora de casa, outras trazem “amigas” para suas casas ao alvedrio dos pais, todas vítimas dos seus festejos (hoje tive que retirar duas de Bayeux e solicitar ao Conselho tutelar que fosse deixá-las em seus aconchegos, onde encontraram mães com as mãos na cabeça) e daí minha meu pirronismo nesse gestor.



A imprensa do nosso sublime torrão nada notícia de políticas públicas para crianças e adolescentes. Quanto dinheiro que poderia abrir oportunidades, criar possibilidades de resgates, de acesso, tornar sonhos acalentados pelos necessitados realidade. Pasmem! gera efeito contrário, pois auxilia essa juventude a cada dia, ébria pelo ópio da sua propaganda e sem visibilidade do veneno que o senhor a oferece, eufórica, se entrega aos prazeres sexuais precoces, às drogas, causando estragos indeléveis em suas vidas e no seio das suas famílias esfaceladas, já que os reflexos dos seus folguedos, repercutem no interior desses lares, cujas faíscas vão afundando-os a cada dia.



Atenda minha simplória petição clamorosa! Rogo! pare com essas festas terrivelmente danosas à construção de uma mocidade sadia, e com essas fortunas, crie eventos educativos por meses a fio para esse público, construa centros da juventude, edifique escolas profissionalizantes de ponta em cada bairro populoso, para atender regiões carentes da comuna, funde a universidade municipal para a pobreza, também eleve com esmero e amor centros de tratamento de dependentes químicos, casas de acolhimento e de passagem para situações extraordinárias de abandono, riscos e vulnerabilidades, forneça transportes de qualidade grátis para participação em eventos culturais, educacionais, de construção de identidade, invente, planeje, projete. Fazer festas qualquer pródigo fanfarrão e exibicionista sabe fazer, notadamente quando o dinheiro não é dele.



Imploro! Pare com essas festas! já que elas estão condenando milhares de crianças e adolescentes à desonra, à ignomínia, à infâmia do atraso, do sepultamento de sonhos. Não é sensacionalismo, lhe convido para passar um dia no meu gabinete e verás a violência que são suas farras, pagas com os impostos que deviam servir à esse povo que o comedido e discreto mandatário jurou publicamente tirar das trevas da ignorância e da lama da miséria.



Venha conhecer os adolescentes sem nada, daqui de Bayeux e daí de Jampa, do Valentina, dos Cangotes, dos Rabos das Bestas, das Curvas dos “SS”, das vergonhosas cracolândias bem pertinho do Paço onde o gerente público tem pomposo gabinete, aí bem no coração da cidade de Nossa Senhora das Neves, e nas suas belas praias e sem dúvida, o maioral da administração pessoense se convencerá e cabisbaixo, vencido pelo pudor de nada ter feito por esse segmento, exclamará: “Marinho, você tem razão, quem quiser festa que pague, pois honra, caráter, honestidade, também passa por não se locupletar de divertimentos bancados com o dinheiro da massa famélica e ávida de instrução, e dirá ainda mais: Marinho, onde eu estava que não vislumbrei essas crianças e adolescentes desvalidos, que perdi um ano e nada fiz, nada gerei em seu favor e meus auxiliares também só viram sombras, trevas, não tiveram olhos para vê-los, e então acolherá o meu grito desesperado, mandando parar os descabidos saraus, antes que o descrédito seja geral e mais, dentro da minha reduzida esfera de atribuições, irei responsabilizar sua administração pelos danos irreparáveis causados a esses infantes e às suas famílias dignas dos seus olhares.

Paraíba Já

Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões  Me Adicione no Facebook 



- LEIAM MAIS SOBRE PEDOFILIA E PUTARIA COM MENORES EM BELÉM: 

1º - OPERAÇÃO RESGATA DE BOATE NO CENTRO DE BELÉM CRIANÇA E ADOLESCENTES - QUADRILHA QUE ATUA NO RAMO DE BOITES (aqui)



2º - BOITE ZEUS TROCA DE NOME, MAS NÃO DE ATIVIDADE E DONO. DENÚNCIA DE AGRESSÃO AO ESTADO DE DIREITO - BOATE ZEUS, HOJE BOATE HYPE! (aqui)

3º - BELÉM A CIDADE MAIS BARULHENTA DO BRASIL - "CULTURA DO BARULHO (aqui)

4º - BEBIDA: MAIS UMA VERGONHA NACIONAL! BELÉM É TERRÍVEL (aqui)

5º - CÍRIO DE NAZARÉ COM ORGIAS PÚBLICAS PARA MENORES - VOCÊS SE LEMBRAM DISSO? (aqui)

6º - PRAÇA DA REPÚBLICA - UM ESGOTO MORAL (aqui)


7º - EM DIA DE FÚRIA COM O BARULHO TORTURANTE, FAMÍLIA BARBARIZA IGREJA (aqui)



8º - PROMOTOR DE JUSTIÇA FAZ APELO A LUCIANO CARTAXO: “PELO AMOR DE DEUS, PARE COM ESSAS FESTAS!” EM JP (aqui)

9º - O QUE QUER DIZER PEGUEI UM ITA NO NORTE? (aqui)

10º - EXCELENTÍSSIMA SENHORA CORREGEDORA NACIONAL DE JUSTIÇA Dra. Eliana Calmon (AQUI)

11º - JUSTIÇA/ETIMOLOGIA - Os Togas Sujas???... "DA LAMA AO CAOS" - A nenhum magistrado deveria ser dado o direito de legislar contra os princípios morais de um país. (AQUI)


O Brasil já é isso:
































Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões  Me Adicione no Facebook 

O PT ESTÁ ISLAMIZANDO O BRASIL!!!
O mal progride rapidamente – a porta é larga!!! (aqui)


- BOLSONARO: “A MINORIA TEM QUE SE CURVAR!” clique aqui
- O QUE É ISLAMOFOBIA clique aqui

Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões  Me Adicione no Facebook


1º - NÃO AO MOVIMENTO DE APOLOGIA À PEDOFILIA - Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas! Isaias 5:20 (aqui)

2º - OS VÍNCULOS ENTRE RITUAIS SATÂNICOS, O GAYZISMO E A PEDOFILIA (aqui)

3º - O HOMEM MAIS MALIGNO DO MUNDO (aqui)

4º - V FOR VICTORY (aqui)

5º - ONU: "DIREITOS SEXUAIS" PARA CRIANÇAS DE 10 ANOS (aqui)

6º - PEDOFILIA E HOMOSSEXUALISMO: DE MÃOS DADAS (aqui)

7º - PARAÍBA CRIA ALAS PARA GAYS EM PRESÍDIOS! (aqui)

8º - OPERAÇÃO RESGATA CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE BOATE NO CENTRO DE BELÉM Quadrilha que atua no ramo de Boites (AQUI)

9º - PARA OS QUE AINDA TEM DUVIDAS DOS ATAQUES FRONTAIS AO CRISTIANISMO: CÍRIO DE NAZARÉ COM ORGIAS PÚBLICAS PARA MENORES EM BELÉM DO PARÁ (aqui)

10º - PARADA GAY ENSINOU ATÉ A CHEIRAR DA COCAÍNA (aqui)

11º - FÉ EM JESUS PUBLICA NOVAS IMAGENS DO KIT GAY DISFARÇADO; DESTA VEZ, ELE ESTIMULA CRIANÇAS A FAZER SEXO (aqui)



JEAN WYLLYS O BANDIDO REVELADO -    E MUITO AMADO - EM UM PAÍS VERGONHOSO!

"OS ORIXÁS ME DERAM ESTE MANDATO", DIZ DEPUTADO JEAN WYLLYS. ESTADO LAICO?




Pastor Feliciano posta vídeo no twitter
 

NOTÍCIAS DE PORTUGAL! FAMÍLIA DO SOBREVIVENTE DO MECO CONTA COMO FOI ACIDENTE


Fotografia © Vitor Rios - Global Imagens

AS PRAXES (UMA ESPECIE DE TROTE EM PORTUGAL) OU UMA EXPERIÊNCIA MORTAL

A família do sobrevivente do acidente com uma onda na praia do Meco, em Sesimbra, em dezembro do ano passado, declarou esta sexta-feira que o jovem "prestará todos os esclarecimentos" no "local certo e perante as instâncias competentes".

Num carta enviada ontem à Lusa, a família de João Miguel Gouveia, o único sobrevivente do grupo de sete estudantes, sublinha: "Mais do que ninguém, ele deseja que tal ocorra", referindo-se aos esclarecimentos.

"No local certo e perante as instâncias competentes, no tempo necessário para que todas as diligências sejam efetuadas, o sobrevivente prestará todos os esclarecimentos", sustentam os familiares do jovem, que até agora se tem remetido ao silêncio.



Os seis jovens que morreram na praia do Meco faziam parte de um grupo de estudantes universitários que tinham alugado uma casa na zona para passar o fim de semana.
Segundo as autoridades, uma onda arrastou-os na madrugada de 15 de dezembro, mas um dos universitários conseguiu sobreviver e dar o alerta. Os corpos dos restantes foram encontrados nos dias que se seguiram.

Os familiares das seis vítimas apelaram no passado fim de semana para que o único sobrevivente esclareça as famílias das vítimas sobre as circunstâncias em que ocorreu a tragédia.

Esta semana, a Procuradoria-Geral da República anunciou que o procurador coordenador do Círculo de Almada chamou a si o inquérito relativo a este caso e que o processo está em segredo de justiça.

Na extensa carta enviada ontem à agência Lusa, os familiares de João Miguel Gouveia sustentam que "desde o primeiro dia, mesmo em choque, o sobrevivente colaborou com as autoridades seja para contactar as outras famílias, seja para dar indicações sobre o que sucedeu".



A família diz que "os jovens reunidos não conheciam a zona, realizaram alguns percursos a pé e deslocaram-se também até à praia. Pousaram os objetos que traziam no areal e, conversando, passearam na areia. Pararam acima da zona de rebentação e vários sentaram-se".

"Sem que se apercebessem, uma onda, de grandes dimensões, arrastou-os a todos e o desastre aconteceu. Seis jovens perderam a vida e um deles, depois de muito esforço, conseguiu arrastar-se até à areia e, de um dos telemóveis que tinham ficado junto dos objetos que tinham pousado inicialmente, conseguiu pedir socorro para o 112, tendo ficado em exaustão, a vomitar e em hipotermia progressiva, prostrado na areia", segundo o relato dos familiares.

João Miguel Gouveia "foi localizado no areal pela Polícia Marítima e posteriormente estabilizado pelo INEM e internado, por afogamento, no Hospital de Almada".
Sobre o silêncio do jovem, a família justifica que a tragédia exigiu "tempo para o luto e para tentar integrar tão dramática experiência, que marca e marcará para sempre a sua existência".

João Miguel Gouveia

"Em nome de quê, alguém se pode arrogar o direito de especular, falsear, pressionar ou mesmo ameaçar, quem foi também vítima deste terrível acidente?", questionam.
A família de João Miguel Gouveia diz também que "está solidária com a dor imensa das famílias que perderam os seus filhos" e que falou com alguns deles "para prestar os esclarecimentos solicitados".

"Desde o primeiro dia, mesmo em choque, o sobrevivente colaborou com as autoridades, seja para contactar as outras famílias, seja para dar indicações sobre o que sucedeu", sustentam, na carta.

Nega ainda que a audição marcada para 21 de janeiro não tenha sido realizada por uma "alegada amnésia seletiva" do jovem, mas sim desmarcada pelas autoridades.
Na carta, os familiares queixam-se de "injustiça", "especulação, notícias sem explicitação de fontes credíveis e construídas com base em comentários de quem nada sabe sobre os factos ou mesmo assentes em mentiras claras e contradições óbvias, que apenas criam alarme social".

Finalmente, a família do sobrevivente "agradece o apoio disponibilizado pela Universidade desde o primeiro dia, até à presente data".
Os pais dos alunos da Universidade Lusófona que morreram na praia do Meco vão tomar uma posição concertada numa reunião entre todos que está agendada para hoje, disse à Lusa o pai de uma das seis vítimas da tragédia.

Universidade Lusófona

"Vamos reunir (...) para tomarmos uma posição concertada", disse António Soares, pai de Ana Catarina Soares, uma das alunas da Universidade Lusófona que perdeu a vida na praia do Meco, escusando-se, no entanto, a revelar o local e a hora da reunião.

"Temos o direito de saber o que se passou com os nossos filhos, queremos saber o que se passou naqueles momentos. Não queremos encontrar culpados, mas, se os houver, terão que ser responsabilizados, doa a quem doer", acrescentou, reafirmando que fará tudo o que estiver ao seu alcance para apurar as circunstâncias em que morreram os seis jovens.

António Soares esclareceu também que, ao contrário do que terá sido divulgado em alguns órgãos de comunicação social, nunca deu nenhum prazo para que o único sobrevivente da tragédia, João Gouveia, falasse sobre o que aconteceu na praia do Meco.

"Nunca estabeleci nenhum prazo. Pela minha parte, limitei-me a apelar para que o sobrevivente revelasse as circunstâncias em que ocorreu a tragédia e é só isso que quero", disse.

Em declarações à Lusa, António Soares disse ainda está agastado com o comportamento dos responsáveis da Universidade Lusófona, assegurando que, ao contrário do que terá sido divulgado pela reitoria, não recebeu daquele estabelecimento de ensino "nem apoio psicológico, nem sequer uma palavra de conforto".

António Soares lamentou também que a Universidade Lusófona só tivesse decidido a realização de um inquérito 40 dias depois dos factos e considerou "estranho" que o jovem sobrevivente esteja a ser acompanhado por elementos da própria Universidade Lusófona e não por técnicos independentes.

Confrontado com as notícias esta sexta-feira divulgadas por diversos órgãos de comunicação social, com testemunhos de moradores na Aiana de Cima, Sesimbra, que terão visto os seis jovens a rastejarem com pedras atadas aos pés, poucas horas antes de morrerem na praia do Meco, António Soares garante que a filha não lhe transmitiu que iria ser submetida a qualquer ritual de praxe.

"A única coisa que a minha filha me disse é que ia para uma reunião de preparação das praxes e que vinha almoçar connosco no domingo", disse.

Num fim de semana, que viria a revelar-se trágico, sete jovens universitários - quatro raparigas e três rapazes - deslocam-se a uma aldeia costeira, alugam um apartamento, pernoitam nele e, ao longo dessa estada, são vistos trajados a rigor com as vestes tradicionais de capa e batina a realizar variados rituais derivados da praxe acadêmica.

Vários habitantes da aldeia afirmam ter visto as raparigas (só elas!) a arrastar-se pelo chão com as meias rasgadas; foram vistas a andar com pedras atadas aos pés, sempre sob o olhar dominador do chefe (Dux?... Duce?) deste pequeno núcleo de caloiros a praxar. 

Uma das moças, em resposta à surpresa de um dos moradores perante o que via, terá respondido que não se preocupasse, que estava tudo bem e só se tratava de uma experiência de vida. Quando, à noite, o ritual passou para a beira-mar, para uma prova de perguntas e respostas que conduziu o grupo a ir tendo de recuar até à orla do mar em fúria, a experiência passou a ser mortal para seis dos sete jovens.

A seu tempo saber-se-á, em pormenor, tudo o que se passou. O que importa, aqui e agora - tal como fizemos quando uma jovem se queixou de ter sido violada durante a praxe a que fora submetida -, é manifestar o mais frontal repúdio pelas praxes acadêmicas, baseadas na humilhação humana, sobretudo no aviltamento, com inegáveis contornos sexistas, das jovens universitárias. 
As praxes não prosseguem nenhum fim acadêmico louvável. São meros ritos de passagem, sadomasoquistas, de chefetes com veia de ditadores de feira, com o fim de criar círculos de conivência e redes de compadrio, de potencial utilidade no futuro.

Perante os inúmeros e reiterados casos aviltantes conhecidos, é chocante verificar que os estudantes universitários e também a Academia continuam, através de todos os seus componentes, a ignorar, do alto do Olimpo, o que se passa nas praxes do corpo discente. Que, neste caso, voltam a manchar, desta vez com sangue, o nome da Universidade Lusófona.

Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões  Me Adicione no Facebook 

. Encontrados mais dois corpos no Meco

.
Estudantes prestam homenagem a jovem morto no Meco

.
TRAGÉDIA DO MECO - FERNANDO TORDO

.
Novo record da maior onda surfada na Nazaré?






- STF MANTÉM ABSOLVIÇÃO DE 4 PELA MORTE DE CALOURO DA USP EM 1999 (aqui)

Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões  Me Adicione no Facebook 

Crato chama reitores e alunos para discutir praxes



por Ana Bela Ferreira
O Ministério da Educação e Ciência (MEC) chamou "as associações de estudantes dos estabelecimentos de ensino superior, públicos e privados" para uma reunião "sobre praxes académicas", na sequência dos casos do Meco e da Universidade do Minho.

O encontro vai realizar-se esta semana, em princípio na quinta-feira. O MEC vai ainda "abordar esta questão" com o conselho de reitores e o conselho coordenador dos politécnicos, durante as reuniões regulares, que estão marcadas para as próximas duas semanas.
Em resposta enviada ao DN, sobre se ia tomar medidas em relação à possível ligação da morte dos seis jovens arrastados por uma onda no Meco a rituais de praxe e o caso do professor da Universidade do Minho que tentou travar uma praxe e diz ter sido humilhado, o MEC respondeu que "está a acompanhar com toda a atenção estes acontecimentos e pretende discutir e estudar com alunos e responsáveis das instituições as melhores formas de prevenir este tipo situações, de extrema gravidade".

































Dux diz que se fizeram cópias mal feitas daquilo que é a praxe

O Dux Veteranorum da Universidade de Coimbra (UC) defendeu hoje que outras instituições do ensino superior fizeram cópias mal feitas daquilo que é a praxe de Coimbra, considerando que "há certas coisas que não podem ser consideradas" praxe.
João Luís Jesus, Dux Veteranorum da UC, que preside às reuniões do Conselho de Veteranos (órgão que regula a praxe em Coimbra), afirmou à agência Lusa que "a praxe tem de ser vista num contexto histórico", lembrando que muitas instituições do ensino superior não têm "algo por trás que justifique as suas praxes", fazendo cópias "com desvios", de modo a criar a sua identidade.
"Noutros sítios, sujam-se os caloiros com lama, ovos ou farinha, quando isso, em Coimbra, é expressamente proibido", exemplificou João Luís Jesus, Dux há 13 anos.
Apesar de considerar que a proibição da praxe não levaria "a lado nenhum", o Dux da UC defendeu que deveria ser "feita uma discussão mais aprofundada da praxe", pois "há certas coisas que não podem ser consideradas praxe, mas que estão associadas a ela".
"A praxe é feita por pessoas, mas se lhes falta alguma formação social ou cívica transportam-na para a praxe", contou João Luís Jesus, relembrando que houve uma atualização do código da praxe, de forma a que determinados princípios "estejam explícitos".
Em março de 2013, o Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra atualizou o código de praxe e passou a proibir expressamente a realização de qualquer pintura sobre caloiros ou novatos, a mobilização destes dentro do horário letivo, a extorsão de bens do "caloiro" e ainda a proibição do "desenvolvimento de atividades que lesem física ou psicologicamente outrem".