quarta-feira, 13 de junho de 2012

PSICOPATAS NO DIVÃ


ENTREVISTA COM ROBERT HARE

Fonte: Revista Veja.com, edição 2106
O psicólogo canadense, criador de uma escala usada
para medir os graus de psicopatia, explica por que uma
pessoa aparentemente normal pode fazer as piores
coisas sem sentir remorso

Laura Diniz
Montagem sobre fotos divulgação e Album-Latin Stock 
"O psicopata é como o gato, que não pensa no que o rato sente. Ele só pensa em comida. A vantagem do rato sobre as vítimas do psicopata é que ele sempre sabe quem é o gato"

O trabalho do psicólogo canadense Robert Hare, de 74 anos, confunde-se com quase tudo o que a ciência descobriu sobre os psicopatas nas últimas duas décadas. Foi ele quem, em 1991, identificou os critérios hoje universalmente aceitos para diagnosticar os portadores desse transtorno de personalidade. Hare começou a aproximar-se do tema ainda recém-formado, quando, trabalhando com detentos de uma prisão de segurança máxima nas proximidades de Vancouver, ficou intrigado com uma questão: "Eu queria entender o motivo pelo qual, em alguns seres humanos, a punição não tem efeito algum". A curiosidade levou-o até os labirintos da psicopatia – doença para a qual, até hoje, não se vislumbra cura. "O que tentamos agora é reduzir os danos que ela causa, aos seus portadores e aos que os cercam."


Bruno Glagliasso - seu personagem Timóteo Cabral, em 'Cordel Encantado'

Um psicopata nasce psicopata?

Ninguém nasce psicopata. Nasce com tendências para a psicopatia. A psicopatia não é uma categoria descritiva, como ser homem ou mulher, estar vivo ou morto. É uma medida, como altura ou peso, que varia para mais ou para menos.

O senhor é o criador da escala usada mundialmente para medir a psicopatia. Quais são as características que aproximam uma pessoa do número 40, o grau máximo que sua escala estabelece? 

As principais são ausência de sentimentos morais – como remorso ou gratidão –, extrema facilidade para mentir e grande capacidade de manipulação. Mas a escala não serve apenas para medir graus de psicopatia. Serve para avaliar a personalidade da pessoa. Quanto mais alta a pontuação, mais problemática ela pode ser. Por isso, é usada em pesquisas clínicas e forenses para avaliar o risco que um determinado indivíduo representa para a sociedade.
"Não há como dizer se uma criança se tornará um adulto psicopata. Mas, se ela age de modo cruel com outras crianças e animais, mente olhando nos olhos e não tem remorso, isso sinaliza um comportamento problemático no futuro"



Todo psicopata comete maldades?

Não necessariamente com o intuito de cometer a maldade. Os psicopatas apresentam comportamentos que podem ser classificados de perversos, mas que, na maioria dos casos, têm por finalidade apenas tornar as coisas mais fáceis para eles – e não importa se isso vai causar prejuízo ou tristeza a alguém. Mas há os psicopatas do tipo sádico, que são os mais perigosos. Eles não somente buscam a própria satisfação como querem prejudicar outras pessoas, sentem felicidade com a dor alheia.


 Letícia Sabatella - novela "Caminhos da Índia"

Até que ponto a associação entre a figura do psicopata e a do serial killer é legítima?

A estimativa é que cerca de 1% da população mundial preencheria os critérios para o diagnóstico de psicopatia. Nos Estados Unidos, haveria, então, cerca de 3 milhões de psicopatas. Se o número de serial killers em atividade naquele país for, como se acredita, de aproximadamente cinquenta, isso significa que a participação desses criminosos no universo de psicopatas é muito pequena. Por outro lado, segundo um estudo do psiquiatra americano Michael Stone, cerca de 90% dos serial killers seriam psicopatas.

Em que medida o ambiente influencia na constituição de uma personalidade psicopata? 

Na década de 20, John B. Watson, um estudioso de psicologia comportamental, dizia que, ao nascer, nós somos como páginas em branco: o ambiente determina tudo. Na sequência, entrou em voga o termo sociopata, a sugerir que a patologia do indivíduo era fruto do ambiente – ou seja, das suas condições sociais, econômicas, psicológicas e físicas. Isso incluía o tratamento que ele recebeu dos pais, como foi educado, com que tipo de amigos cresceu, se foi bem alimentado ou se teve problemas de nutrição. Os adeptos dessa corrente defendiam a tese de que bastava injetar dinheiro em programas sociais, dar comida e trabalho às pessoas, para que os problemas psicológicos e criminais se resolvessem. Hoje sabemos que, ainda que vivêssemos uma utopia social, haveria psicopatas.
"Um psicopata ama alguém da mesma forma como eu, digamos, amo meu carro — e não da forma como eu amo minha mulher. Usa o termo amor, mas não o sente da maneira como nós entendemos. Em geral, é um sentimento de posse, de propriedade"


Filme "Hannibal"


Como se chegou a essa conclusão?

Na década de 60, vários estudiosos, inclusive eu, começaram a pesquisar a reação de um grupo de psicopatas a situações que, em pessoas normais, produziriam efeitos sobre o sistema nervoso autônomo. Quando se está na expectativa da ocorrência de algo desagradável, a preocupação do indivíduo transparece por meio de tremores, transpiração e aceleração cardíaca. Os psicopatas estudados, mesmo quando confrontados com situações de tensão, não exibiam esses sintomas. Isso reforçou a conclusão de que existem diferenças cerebrais entre psicopatas e não psicopatas. Pouco a pouco, essas diferenças vêm sendo mapeadas.

É possível observar sinais que indiquem que uma criança pode se tornar um adulto psicopata? 

Não há nada que indique que uma criança forçosamente se transformará num psicopata, mas é possível notar que algo pode não estar funcionando bem. Se a criança apresenta comportamentos cruéis em relação a outras crianças e animais, é hábil em mentir olhando nos olhos do interlocutor, mostra ausência de remorso e de gratidão e falta de empatia de maneira geral, isso sinaliza um comportamento problemático no futuro.


Filme "Laranja Mecânica"

Os pais podem interferir nesse processo?

Sim, para o bem e para o mal, mas nunca de forma determinante. O ambiente tem um grande peso, mas não mais do que a genética. Na verdade, ambos atuam em conjunto. Os pais podem colaborar para o desenvolvimento da psicopatia tratando mal os filhos. Mas uma boa educação está longe de ser uma garantia de que o problema não aparecerá lá na frente, visto que os traços de personalidade podem ser atenuados, mas não apagados. O que um ambiente com influências positivas proporciona é um melhor gerenciamento dos riscos.

Os psicopatas têm consciência de que são diferentes? 

A consciência, o processo de avaliar se algo deve ser feito ou não, envolve não somente o conhecimento intelectual, mas também o aspecto emocional. Do ponto de vista intelectual, o psicopata pode até saber que determinada conduta é condenável, mas, em seu âmago, ele não percebe quão errado é quebrar aquela regra. Ele também entende que os outros podem pensar que ele é diferente e que isso é um problema, mas não se importa. O psicopata faz o que deseja, sem que isso passe por um filtro emocional. É como o gato, que não pensa no que o rato sente – se o rato tem família, se vai sofrer. Ele só pensa em comida. Gatos e ratos nunca vão entender um ao outro. A vantagem do rato sobre as vítimas do psicopata é que ele sempre sabe quem é o gato.


Gabriel Braga Nunes - novela "Insensato Coração"




É muito difícil identificar um psicopata no dia a dia? 

Superficialmente, um psicopata pode parecer um sujeito normal. Mas, ao conhecê-lo melhor, as pessoas notarão que ele é um indivíduo problemático em diversos aspectos da vida. Ele pode ignorar os filhos, mentir sistematicamente ou apresentar grande capacidade de manipulação. Se é flagrado fazendo algo errado, por exemplo, tenta convencer todo mundo de que está sendo mal interpretado.



Lula - mais perigoso de todos

Um psicopata não sente amor?

Acredito que sim, mas da mesma forma como eu, digamos, amo meu carro – e não da forma como eu amo minha mulher. Usa o termo amor, mas não o sente da maneira como nós entendemos. Em geral, é traduzido por um sentimento de posse, de propriedade. Se você perguntar a um psicopata por que ele ama certa mulher, ele lhe dará respostas muito concretas, tais como "porque ela é bonita", "porque o sexo é ótimo" ou "porque ela está sempre lá quando preciso". As emoções estão para o psicopata assim como o vermelho está para o daltônico. Ele simplesmente não consegue vivenciá-las.

Que figuras históricas podem ser consideradas psicopatas? 

É difícil dizer, porque seu comportamento é mediado por relatos de terceiros, e não por um diagnóstico psiquiátrico. Mas o ditador da ex-União Soviética Josef Stalin, por exemplo, era de tal forma impiedoso que talvez possa ser considerado psicopata. O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein é outro exemplo. Eu ficaria muito surpreso se ele não preenchesse todos os critérios para a psicopatia. Aliás, Saddam tinha um filho claramente psicopata (Udai Hussein, morto em 2003), dirigente de um time de futebol. Quando o time perdia, ele torturava os jogadores – ou seja, era sádico também. Já o líder nazista Adolf Hitler é um caso mais complexo. Ele provavelmente não era só psicopata.

A psicopatia é incurável? 

Por meio das terapias tradicionais, sim. Pegue-se o modelo-padrão de atendimento psicológico nas prisões. Ele simplesmente não tem nenhum efeito sobre os psicopatas. Nesse modelo, tenta-se mudar a forma como os pacientes pensam e agem estimulando-os a colocar-se no lugar de suas vítimas. Para os psicopatas, isso é perda de tempo. Ele não leva em conta a dor da vítima, mas o prazer que sentiu com o crime. Outro tratamento que não funciona para criminosos psicopatas é o cognitivo – aquele em que psicólogo e paciente falam sobre o que deixa o criminoso com raiva, por exemplo, a fim de descobrir o ciclo que leva ao surgimento desse sentimento e, assim, evitá-lo. Esse procedimento não se aplica aos psicopatas porque eles não conseguem ver nada de errado em seu próprio comportamento.


E o mais incrível: Sua mãe era psiquiatra


No Brasil, os psicopatas costumam ser considerados semi-imputáveis pela Justiça. Os magistrados entendem que eles até podem ter consciência do caráter ilícito do que cometeram, mas não conseguem evitar a conduta que os levou a praticar o crime. Assim, se condenados, vão para a cadeia, mas têm a pena diminuída. O senhor acha que, do ponto de vista jurídico, os psicopatas são totalmente responsáveis por seus atos? 

Eu diria que a resposta é sim. Mas há divergências a respeito e existem muitas investigações em andamento para determinar até que ponto vai a responsabilidade deles em certas situações. Uma corrente de pensamento afirma que o psicopata não entende as consequências de seus atos. O argumento é que, quando tomamos uma decisão, fazemos ponderações intelectuais e emocionais para decidir. O psicopata decide apenas intelectualmente, porque não experimenta as emoções morais. A outra corrente diz que, da perspectiva jurídica, ele entende e sabe que a sociedade considera errada aquela conduta, mas decide fazer mesmo assim. Então, como ele faz uma escolha, deve ser responsabilizado pelos crimes que porventura venha a cometer. Não há dados empíricos que deem apoio a um lado ou a outro. Ainda é uma questão de opinião. Acredito que esse ponto será motivo de discussão pelos próximos cinco ou dez anos, tanto por parte dos especialistas em distúrbios mentais quanto pelos profissionais de Justiça.


Demóstenes Torres

O senhor está para publicar um estudo sobre um novo modelo de tratamento para psicopatas. Do que se trata?

Trata-se de um modelo mais afeito à escola cognitiva, em que os pacientes são levados a compreender que até podem fazer algo que desejem, sem que isso seja ruim para os outros. Não vai mudá-los, mas talvez possa atenuar as consequências de suas ações. É um tratamento com ambições relativamente modestas – tem por objetivo a redução de danos.



Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões  Me Adicione no Facebook 


VEJA MAIS SOBRE PSICOPATIA:

01 - PSICOPATAS - COMO RECONHECÊ-LOS E SE PREVENIR? VEJA AQUI
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FILME UM OLHAR DO PARAÍSO (THE LOVELY BONES)


Fonte: Olimpia Pinheiro; filmesdecinema.com.br; http://scoretracknews.wordpress.com

Baseado no elogiado best-seller de Alice Sebold e dirigido pelo vencedor do Oscar Peter Jackson, o filme é narrado sob o ponto de vista de uma adolescente de 14 anos que foi assassinada e observa sua família e seu assassino do Céu. Ela terá de decidir entre o desejo de vingança e o desejo de que a família supere a dor. 


.. Um Olhar Do Paraíso Trailer Legendado


"Eu tinha 14 anos quando fui assassinada em 6 de dezembro de 1973. Eu não me fui, eu estava viva em meu próprio mundo perfeito, mas no meu coração eu sabia que não era perfeito. Meu assassino ainda me atormentava. Meu pai tinha as peças mas não conseguia encaixá-las. Eu esperei por justiça, mas ela não veio." Susie Salmon




Há alguma coisa de interessante sobre crianças em filmes. Especialmente quando estas se encontram em algum tipo de perigo. Há algo nessa tentativa de romper a inocência de uma criança que fascina a platéia. No caso desse filme, a criança passa a maior parte do filme morta. Antes que alguém reclame que estraguei o final do filme, é bom avisar que a frase acima é a frase que abre o filme. Desde o início sabemos que a menina está morta.

Susie Salmon é uma menina como outra qualquer. Mora com sua família em uma bela casa no subúrbio. Até que ela é estuprada e morta por um homem de sua rua. Com sua morte, o filme se divide em dois núcleos: o dela que se recusa a deixar de acompanhar a vida das pessoas que continuam vivas e a da família, com a mãe não aceitando a morte da filha e o pai tentando resolver o caso por conta própria.




Apesar do tema, o filme não é triste como deveria ser. Há cenas de tristeza, sim, mas a maior parte do filme passa de uma maneira muito serena. O filme vai se desenvolvendo de forma a parecer que tudo está bem, a família tem que aceitar aquilo e que o assassino escapará impunemente. Afinal, não há qualquer tipo de comunicação da garota com seus familiares, apenas, de forma estranha, com uma menina do colégio que sequer era sua amiga.

Susie passa a maior parte do tempo "entre os mundos". Esse "entre os mundos" é uma espécie de paraíso particular dela onde brinca com outras meninas. (O diretor) Peter Jackson (Trilogia Senhor dos anéisKing Kong) capricha nos efeitos especiais desse mundo para que ele fique o mais maravilhoso possível. O resultado final impressiona visualmente mas enfraquece a história do filme. Susie depois de ser morta se encontra melhor e mais feliz do que estava quando viva. Parece que seu assassino deveria ganhar uma medalha ao invés de ser punido.



Se não funciona como filme dramático, a história policial não ajuda muito. Não vejo muita graça quando o assassino é informado logo de cara. Não há um pingo de mistério a ser revelado. A tentativa (frustrada) é mostrar o inconformismo da menina diante de sua morte. Ela mesmo diz que quer uma justiça que nunca vem. Claro que apesar da narração dizer isso, é difícil de levar a sério saindo de uma menina que está brincando com outra no paraíso.

Saoirse Ronan faz um belo trabalho como Susie. Se falta algo ao filme a culpa não é dela assim como também não é de seus "pais" (Mark Whalberg e Rachel Weisz), que convencem bastante. Apesar de não ser novidade a narração de um morto, sua voz é reconfortante e boa de escutar.

A impressão que temos é que depois da morte de Susie, a vida dela parece ficar mais tranquila, calma e serena, em um local entre a terra e o céu, pois esta se recusa a deixar a Terra e ir para o lugar dos mortos que, pelo menos no filme, este lugar  parece o Paraíso, fazendo-nos crer que Susie tem esse poder de decidir ficar nesse "meio termo". Será que ela tem mesmo?



Mas não culpemos Susie por ela não querer deixar totalmente a vida terrena, pois ela tem um excelente e nobre motivo para isso: enviar sinais para ajudar sua família e uma "estranha amiga" a descobrir quem é seu assassino e com isso libertar, não só a si mesma, como também todas as vítimas de um psicopata em seu mais alto grau. Na escala do Dr. Robert Hare, creio que ele estaria no nível 22, o mais alto da psicopatia.

Outro psiquiatra que também resolveu se aprimorar nos estudos da psicopatia, Michael Stone, igualmente a Robert Hare, analisou criminosos encarcerados, ocasião em que desenvolveu o que denomina de escala de maldade com níveis de 1 a 22, na qual busca avaliar três pontos dos homicidas: "o motivo, o método e a crueldade. A maldade aumenta conforme crescem a futilidade do motivo, o sadismo e a violência do método, e agravantes como perversão sexual, número de vítimas, tempo em atividade e tortura". Para Michael, indivíduos que cometem homicídios a partir do nível 11 de sua escala são considerados psicopatas e representam praticamente 90% dos serial killers nos Estados Unidos.

O índice de maldade proposto por Michael varia dentro dos subtipos conceituais da psicopatia, como matar para atingir objetivos, por raiva, por sentimento de ameaça, por egoísmo e frieza, pela satisfação do ego com a morte e torturas, tudo em benefício próprio.

Com estudos realizados com psicopatas privados de liberdade, extrai-se a principal finalidade: proteção da sociedade. Isto porque quanto mais "maldade" o indivíduo apresenta, mais difícil será sua reinserção no meio social, uma vez que estará completamente dominado pelo egoísmo, sendo incompatível com as regras de boa convivência humana.


Veja bem mais sobre psicopatia:

- Entrevista com Dr. Robert Hare veja aqui

- Psicopatas - como reconhecê-los e se prevenir? veja aqui

- Psicopatas no Trabalho veja aqui

- Psicopatia ou Sociopatia - Personalidade Psicopática veja aqui

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Aqui as Mulheres Aprontando. Algumas Com a Tradicional Desculpa do Amor Bandido:

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- As Mulheres de Bandidos Que Ajudam Nos Negócios Criminosos. Veja aqui

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Como turbinar sua carreira



Fonte: Publicado em: 13/06/2012 | Leituras: 244 | Fonte: Redação Qualidade Brasil

Atualmente a atividade que mais ocupa o nosso dia é o trabalho.
Pesquisas recentes demonstram que passamos mais de 60% do tempo ligados direta ou indiretamente ao trabalho, alguns vão ainda mais longe e dizem que nunca realmente paramos de trabalhar, pois com a entrada da telefonia móvel e hoje estamos disponíveis 24 horas por dia.

De qualquer modo não podemos negar que todos nos queremos ser bem sucedidos na carreira que escolhemos sendo assim vamos á algumas dicas que podem ajudá-lo a turbinar a sua carreira.
Planejamento
Existe uma máxima em planejamento que diz que se você não sabe aonde ir qualquer lugar serve, isso significa que antes de você descobrir para onde quer ir você tem que saber onde está.
Faça uma auto-analise de suas competências e talentos. O autoconhecimento é essencial para o sucesso da sua carreira. Conhecer seus pontos fortes para poder utilizá-los e direciona-los melhor, e seus pontos fracos para poder desenvolvê-los.

Saiba na maioria das vezes para onde está indo, estabeleça objetivos claros, eles são o seu ponto de referencia. Escreva-os e siga-os como uma receita culinária, um passo atrás do outro.
Estude Sempre
Existe uma ilusão estudantil de que depois de formado não se estuda mais, ao contrario temos que estudar ainda mais. O conhecimento é dinâmico necessita de atualização freqüente então para isso faça cursos, pós graduações, MBAs, participe de grupos de discussão enfim teste sempre que possível seu conhecimento e adquira outros, aprenda a mudar de idéia e abrir a mente para novas formas de pensar e fazer. Recicle-se diariamente não deixe seu cérebro enrijecer.
Inove
Seja Pioneiro. Ser inovador é fundamental em um mundo que vive constantes mudanças. A única certeza que temos na vida alem da morte é que tudo muda. Esteja atento á realidade de seu mercado para poder perceber a mudança enquanto elas estão ocorrendo e tente desenvolver, hoje, as competências que serão necessárias amanhã.
A Kodak demorou em assumir que o mercado de filmes estava em extinção e que as era digital era irreversível.
Faça Networking
Aprenda a cultivar um circulo de relacionamentos se dedique a auxiliar às pessoas ao seu alcance, sempre esteja disposto a conhecer pessoas novas. Nunca saia de casa sem seus cartões de visita. Mantenha contato com seus amigos regularmente não apenas nos momentos que precisa deles, lembre networking é uma via de mão dupla.
Lembre-se que ninguém alcança o sucesso sozinho, peça ajuda ás pessoas não tenha vergonha de aprender dizendo “eu não sei” quando necessário. Procure ter um padrinho ou mentor, alguém com quem possa aprender e que possa lhe ajudar a crescer profissionalmente. Pode ser um professor, colega enfim uma pessoa que você confie.
  • Leia e escreva;
  • Ler é saber;
  • Ler é essencial;
  • Ler é estimulante;
  • Ler é enriquecer a mente;
  • Ler é trocar.
  • Ler não é só receber;
  • Ler é comparar as experiências;
  • Ler é dialogar;
  • Ler é exercitar o discernimento;
  • Ler é mergulhar em mundos novos e aprender.
  • Ou seja, LER é essencial para a vida.
Mas somente ler não basta mais nos dias de hoje, você tem que escrever. Escreva para jornais, revistas, crie seu blog enfim tente ser um especialista em alguns assuntos, almeje ser uma referencia na sua área.
Acredite em você
Acredite em você mesmo, pois se não fizer isso ninguém irá fazê-lo por você. Seja entusiasta aprenda a defender suas idéias com vigor e paixão, assim será mais fácil mobilizar as pessoas. O entusiasmo melhora o seu desempenho e das pessoas ao seu redor.
As pessoas não crescem e se desenvolvem sozinhas, não seja egoísta você somente poderá crescer se as pessoas a sua volta também o fizerem, se isso não ocorrer você não durará muito tempo. 







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